29
Ago 12
publicado por Nuno Gouveia, às 23:44link do post | comentar | ver comentários (1)

 

A Foreign Policy Initiative é um think tank neoconservador, fundado em 2009 por Bill Kristol, Dan Senor e Robert Kagan. Numa iniciativa moderada por Bill Kristol e com Tim Pawlenty, antigo candidato presidencial e governador do Minnesota, agora conselheiro de Mitt Romney, pude verificar a razão para não se falar tanto de política externa nesta campanha. É que, apesar da retórica e de algumas diferenças em relação ao Irão, Israel ou Rússia, os republicanos não apresentam divergências substanciais em relação à Administração Obama. Kristol chegou mesmo a referir que os seus apoiantes de 2008 devem estar desiludidos com a política externa do Presidente.

 

Tim Pawlenty falou sobretudo do que seria a política externa de uma Administração Romney. E o que disse? Em relação ao Irão, que iriam aumentar a pressão e fazer tudo para impedir o regime de Teerão de obter armas nucleares. Aqui a crítica ao Presidente Obama cingiu-se sobretudo à sua posição de não ter apoiado de forma aberta os manifestantes durante a revolução verde e apenas ter endurecido o discurso depois do Irão ter recusado negociações directas. Em relação à Síria, novamente críticas pelos Estados Unidos não estarem a apoiar os revoltosos e de passado mais de um ano de revolta armada nada terem feito para derrubar Bashar Al Assad. Mas não se comprometeu com grandes iniciativas e apenas deu a entender que tentarão, juntamente com a Turquia e aliadas da região, armar os revoltosos.  

 

Em relação à Nato, Pawlenty secundou as críticas que o antigo Secretário da Defesa Robert Gates teceu a alguns parceiros da coligação e disse que era necessário que estes se comprometessem mais com as missões da aliança. Questionado sobre a política de segurança comum europeia, nada acrescentou. Em algo que nos diz directamente respeito, nomeadamente sobre a crise de países como Portugal, Espanha, Grécia ou Irlanda, disse que uma Administração Romney não se iria envolver e deixaria esse problema para a União Europeia, além do seu papel nas instituições internacionals como o FMI e o Banco Mundial. No entanto, não deixou de lançar uma farta ao facto de termos uma união monetária sem união fiscal.

 

Na parte final, e como não poderia deixar de ser, Bill Kristol agradeceu a Tim Pawlenty por este ter liderado o campo republicano nas primárias na defesa dos princípios da política externa que norteiam o Partido Republicano desde Ronald Reagan e de ter contribuído para que o GOP não tivesse cedido à tentação populista de cair no isolacionismo que Ron Paul e Pat Buchanan defendiam para o GOP. Aliás, Tim Pawlenty reafirmou que com Mitt Romney os Estados Unidos devem reforçar a ajuda externa aos países aliados e ao terceiro mundo. No ciclo eleitoral de 2010 muitos foram os candidatos republicanos do Tea Party que defenderam que os EUA deviam assumir uma postura mais isolacionista no mundo. Pelo que depreendi da conversa de hoje, não será assim com Mitt Romney.

 

Não sei que papel estará reservado a Tim Pawlenty, caso Mitt Romney seja eleito. Mas pelo que ouvi hoje, estou certo que muitos presentes naquela sala gostariam que ele fosse nomeado Secretário de Estado. E por falar em política externa, hoje à noite discursa Condoleezza Rice, naquele que se espera o momento alto da convenção sobre política externa.


17
Jul 12
publicado por Alexandre Burmester, às 16:36link do post | comentar | ver comentários (2)

 

 

Intensificam-se as sugestões de que Mitt Romney poderá muito brevemente anunciar o seu parceiro na corrida à Casa Branca - ou seja, bastante mais cedo do que é costume.

 

Há quem diga que o fará até ao fim do mês, antes de partir para um périplo pelo estrangeiro, e há até gente da sua campanha que não desconta que o anúncio seja feito ainda esta semana.

 

A escolha do candidato vice-presidencial traz muitas vezes surpresas, especialmente entre os republicanos, cujas quatro últimas escolhas foram Dan Quayle, Jack Kemp, Dick Cheney e Sarah Palin - todas inesperadas.

 

Mas Mitt Romney tem a reputação de ser um homem cauteloso e meticuloso, pelo que me não parece que vá haver surpresa desta vez. Já aqui disse que acho que a escolha vai recair entre o Senador Rob Portman do Ohio e o ex-Governador do Minnesota Tim Pawlenty, mas agora vou "stick my neck out" e dizer que acho que o escolhido vai ser mesmo Tim Pawlenty. E estou obviamente pronto a engolir as minhas palavras!

 

 


26
Jun 12
publicado por Alexandre Burmester, às 17:14link do post | comentar | ver comentários (6)

Embora as opiniões na sua maioria - incluindo a nossa neste blogue - se inclinem há muito para o Sen. Marco Rubio como companheiro de Mitt Romney na corrida presidencial, eu começo a ter as minhas dúvidas.

 

Há uma certa tendência no facto de a escolha do candidato a Vice-Presidente ser uma surpresa - e os exemplos são numerosos: Richard Nixon (com Dwight Eisenhower em 1952), Spiro Agnew (com o referido Nixon em 1968), Geraldine Ferraro (com Walter Mondale em 1984), Dan Quayle (com George H.W. Bush em 1988), Al Gore (com Bill Clinton em 1992), Jack Kemp (com Bob Dole em 1996), Dick Cheney (com George W. Bush em 2000) e, acima de todas, talvez, Sarah Palin (com John McCain em 2008).

 

 

 

Significa isto que a sabedoria convencional, digamos assim, é muitas vezes derrotada nestes vaticínios. E quer-me parecer que o mesmo vai suceder este ano na candidatura republicana. Apesar de tudo o que se diz acerca de Rubio, Chris Christie e Bob McDonnell, aparentemente os holofotes da Campanha Romney estarão cada vez mais focados em dois homens do Mid-West: o Senador Rob Portman do Ohio, antigo congressista e antigo Director do Gabinete de Gestão e Orçamento sob George W. Bush, e Tim Pawlenty, antigo Governador do Minnesota, e ex-candidato nas primárias republicanas deste ano.

 

A escolha de um ou de outro, a acontecer, revelaria duas coisas: a importância que a campanha de Romney estará a dar ao Mid-West, e o importante factor da experiência executiva. Marco Rubio poderá - e é decerto - ser um nome  e uma figura apelativa, tanto pela sua história pessoal como pelo seu potencial apelo num determinado sector do eleitorado - no seu caso, o hispânico.

 

Mas uma das armas que Romney e a sua campanha brandem contra o Presidente Obama é a sua falta de experiência - nomeadamente executiva - e Rubio cai facilmente na mesma categoria. Já Portman e Pawlenty - além de serem do Mid-West - e o primeiro do fulcral estado do Ohio - são figuras com a tal experiência executiva.

 

Acresce que Pawlenty era o favorito número um dos "especialistas" em 2008, mas John McCain surpreendeu tudo e todos com a inusitada escolha de Palin. 

 

 

 

Se eu tivesse de apostar na escolha de Romney iria num destes dois. E poderia enganar-me redondamente, claro, pois, como atrás disse, a escolha do candidato vice-presidencial é uma caixinha de surpresas.

 

 

 

 

Fotos: Em cima: o Sen. Rob Portman; em baixo: o ex-Governador do Minnesota, Tim Pawlenty. 


12
Set 11
publicado por Nuno Gouveia, às 13:05link do post | comentar

Um mês depois de desistir da sua candidatura, Tim Pawlenty declarou hoje o apoio a Mitt Romney e juntou-se à sua campanha nacional. Um endorsement pouco surpreendente, que pode indicar algo que me parece evidente: se não houver nenhuma entrada tardia na corrida, grande parte dos moderados e do establishment republicano irá colocar-se ao lado de Mitt Romney contra Rick Perry. 


14
Ago 11
publicado por Nuno Gouveia, às 21:40link do post | comentar

Os últimos dias abalaram a corrida republicana, com mudanças que terão impacto na história destas primárias. Na quinta-feira, um debate muito aceso, onde Tim Pawlenty esteve deliberadamente ao ataque a Michele Bachmann. Foi o melhor momento desta campanha, num debate onde Mitt Romney acabou por sair vencedor, sem grande esforço diga-se. Bachmann foi igual a sí própria (ou seja, não saiu dos talking points treinados previamente), não cometendo erros e gerando boa imprensa no final do debate. A actuação de Pawlenty, que transparecia algum desespero, já deixava antever o desfecho deste fim de semana. Pawlenty apontou o óbvio a Bachmann: ela não tem currículo, nunca alcançou nada nos anos no Congresso e resume-se a representar uma voz estridente no debate político. Pelo contrário, ele, tem um currículo de oito anos como governador de sucesso no Minnesota. Mas a vida não está fácil para quem tem currículo no GOP. Que o diga Jon Huntsman, que teve uma prestação muito fraca neste seu debate de estreia.

 

Ontem entrou em cena Rick Perry, governador do Texas e adversário muito perigoso para Mitt Romney nestas primárias. Este anuncio acabou por ofuscar a vitória de Michele Bachmann na Iowa Straw Poll. Em segundo lugar ficou Ron Paul e em terceiro Tim Pawlenty, que apostou tudo em vencer este evento. Hoje ao inicio da manhã, o antigo governador do Minnesota anunciava a sua retirada da corrida à nomeação republicana, por não vislumbrar um caminho para a vitória. Perfeitamente compreensível e expectável.

 

Consequências para a corrida destes acontecimentos? Diria que duas principais:

 

1- Michele Bachmann é a favorita a vencer no Iowa. Não propriamente pela vitória de ontem em Ames, mas pela força que tem demonstrado em todas as sondagens estaduais. Os cristãos evangélicos representam cerca de 60 por cento dos eleitores nestes caucuses republicanos, e apenas Rick Perry poderá competir seriamente com Bachmann por esta camada do eleitorado. Romney poderá ter uma hipótese diminuta, caso consiga angariar grande parte dos moderados. No entanto, o Iowa poderá este ano não ter grande impacto nas primárias, tal como sucedeu em 2008, quando Mike Huckabee venceu. Isto se a vencedora for Bachmann.

 

2- Dificilmente estas primárias deixarão de ser uma corrida entre Mitt Romney e Rick Perry. Depois do debacle de Tim Pawlenty e da não existente candidatura de Jon Huntsman até ao momento, estes parecem ser os únicos candidatos credíveis no campo republicano. Michele Bachmann poderá ser um factor nestas primárias, mas talvez para prejudicar um outro candidato, como Rick Perry, funcionando como Mike Huckabee, que em 2008 retirou votos importantes a Mitt Romney, favorecendo desse modo a vitória de John McCain. De qualquer forma, se não houver grandes alterações, o adversário de Barack Obama deverá ser Romney ou Perry. 

 


24
Mai 11
publicado por Nuno Gouveia, às 15:20link do post | comentar

Foto: AP


Num dos episódios da fantástica "The West Wing", Matt Santos, candidato à nomeação democrata, prepara-se para discursar no Iowa, e aborda com o seu campaign manager, Josh Lyman, a sua posição sobre os subsídios ao etanol. Apesar de ser contra os subsídios, Santos segue a opinião de Lyman e declara-se a favor do etanol no discurso. Este é um dos assuntos mais relevantes no estado, e poucos candidatos têm a coragem para ir contra a opinião da maioria. Tim Pawlenty ontem inverteu curso e defendeu, na apresentação da sua candidatura presidencial no Iowa, que estes subsídios devem terminar. Um inicio corajoso, que o poderá prejudicar nos caucus, mas não deixa de ser uma importante mensagem para o eleitorado republicano: está pronto para tomar medidas difíceis. 

 

Num discurso cheio de "verdades inconvenientes", Pawlenty declarou-se a favor do aumento da idade da reforma e manifestou-se a favor da diminuição da despesa em diversos sectores do orçamento federal, nomeadamente nas despesas sociais e de saúde. Mas ao mesmo tempo, defendeu a manutenção do orçamento para a defesa e a não subida dos impostos. Esta parece ser a posição convencional dos republicanos, que não parecem dispostos a "atacar" de frente o problema do défice com aumento de impostos, como defendem os democratas. Não sei se isso será um assunto vencedor para 2012.

 

Com a saída da corrida de Mitch Daniels, que poderia gerar bastante apoio da máquina republicana, Tim Pawlenty é neste momento o mais sério adversário de Mitt Romney. Este seu discurso de lançamento tem sido bem recebido, tendo tido até direito a um tweet de apoio de Jeb Bush à intervenção de T-Paw, o que pode significar muito para esta candidatura. Ainda poderão entrar mais candidatos, mas, se olharmos para o passado, poderemos pensar que o campo está definido, com uma outra dúvida, nomeadamente se Sarah Palin entrará ou não. Neste momento divido assim o campo: Romney, Pawlenty e Huntsman, na corrida pela nomeação; Bachmann, Santorum, Gingrich, Cain e talvez Palin na luta pelo lugar de oposição populista ao nomeado e Paul, Johnson como candidatos libertários. É fraco, como tenho lido? Talvez, mas não é muito diferente do que tem sucedido noutras campanhas presidenciais, com dois ou três principais candidatos, e os restantes à espreita de alguma surpresa.

 

PS: poderão achar suspeita esta minha opinião, dado que em todas as sondagens publicadas, Romney lidera, mas Pawlenty e Huntsman em nenhuma chegam sequer aos dois dígitos, e Palin, Gingrich e até Paul têm melhores sondagens que os dois últimos governadores. É verdade, mas não penso que devemos olhar para estas sondagens iniciais com rigor. Não porque sejam falsas (não são), mas porque o olhar dos americanos ainda está concentrado noutros assuntos, e as sondagens neste momento reflectem apenas o grau de notoriedade dos candidatos. A excepção aqui até será Ron Paul, que tem uma base de apoiantes fiel, que tem vindo a crescer nos últimos anos dentro do Partido republicano, mas que não chega para vencer umas primárias republicanas. Quando a corrida realmente começar, poderemos começar a olhar atentamente para as sondagens, com particular atenção para o Iowa, New Hampshire e Carolina do Sul, os primeiros estados a irem a votos. 


22
Mai 11
publicado por Nuno Gouveia, às 23:54link do post | comentar

O antigo governador do Minnesota anuncia amanhã no Iowa a sua candidatura a Presidente. Mas hoje lançou este vídeo, mais uma excelente peça de publicidade do candidato que melhores anúncios tem exibido fase. Não sei se a sua campanha irá corresponder às expectativas que têm sido criadas por jornalistas, analistas e activistas políticos. Mas teve uma excelente semana, nomeadamente com as retiradas de Mitch Daniels e Mike Huckabee, e emerge cada vez como uma alternativa viável a Mitt Romney. 


01
Mai 11
publicado por Nuno Gouveia, às 23:47link do post | comentar

Normalmente não sigo com atenção a realidade política canadiana, mas devido um interesse académico, tenho estado atento à campanha eleitoral para as eleições que se realizam esta segunda-feira. Encontrei este vídeo do actual Primeiro-ministro e líder do Partido Conservador. Algumas semelhanças com este vídeo de Tim Pawlenty, não? Mas não deixa de estar bem feito. 


11
Abr 11
publicado por Nuno Gouveia, às 19:21link do post | comentar

A política americana é fascinante e não raras vezes emergem durante as campanhas presidenciais nomes que marcam uma geração. Por aqueles lados não se tem medo de arriscar. Tim Pawlenty tem sido, de longe, o melhor candidato republicano até ao momento. O Rui Calafate, sempre muito atento à realidade política do outro lado do Atlântico, também já reparou nele. Hoje Pawlenty anunciou a contratação do seu director de campanha, Nick Ayers, de apenas 28 anos, um dos jovens talentos do Partido Republicano. Nos últimos anos foi director executivo da Associação Nacional de Governadores Republicanos, trabalhando na coordenação das grandes vitórias alcançadas em 2009 e 2010. Será também um dos mais jovens directores de campanha da história da política americana, e nos últimos tempos, segundo relatos da imprensa, já tinha sido "namorado" por outros potenciais candidatos. Posso estar enganado, mas esta contratação acerta em cheio naquilo que Pawlenty necessita: talento, juventude e energia. A política precisa de sangue novo e contacto com as novas gerações. E não chega utilizá-los como bandeiras eleitorais como tantas vezes se observa; é preciso dar-lhes poder de decisão e capacidade para influenciar decisivamente o rumo dos acontecimentos. Foi isso que Pawlenty fez com esta contratação. 

 

Do que tenho observado, Pawlenty é um sério candidato à melhor campanha do próximo ciclo eleitoral. Mesmo que não consiga vencer as primárias. Ainda está nos últimos lugares das sondagens, mas o seu potencial de crescimento é enorme, pois é ainda um desconhecido do grande público. Ainda não tem o carisma que é necessário para vencer umas primárias, mas uma campanha de sucesso pode mudar isso. O seu staff tem vindo a engrossar com antigos colaboradores das campanhas presidenciais de John McCain e George W. Bush, e é cada vez mais uma opção viável para os que pensam a estratégia presidencial do GOP. Ao contrário do que seria de esperar, não teve receio em entregar a direcção da sua campanha a um jovem. 


22
Mar 11
publicado por Nuno Gouveia, às 00:06link do post | comentar

É oficial. Tim Pawlenty, governador do Minnesota desde 2003 até ao inicio deste ano, anunciou hoje, numa mensagem aos fãs no Facebook, o lançamento da sua candidatura à nomeação republicana de 2012. Como tenho vindo a escrever por aqui, Tim Pawlenty pode ser um sério candidato à nomeação, especialmente com um campo tão polarizado e dividido como aquele que é previsível. Precisará é de fazer uma campanha perfeita, e demonstrar, ao longo dos próximos meses, o carisma necessário que muitos duvidam que tenha. Um bom resultado no Iowa, estado vizinho do Minnesota, será essencial para as suas possibilidades.

 

Tim Pawlenty anunciou esta candidatura na sua página de Facebook às 17 horas locais, neste vídeo. Durante o dia de hoje ganhou cerca de três mil amigos, numa boa iniciativa, tornando-se no primeiro candidato presidencial americano a fazer o anúncio na rede social de Mark Zuckerberg. Neste vídeo, muito bem feito e na linha dos anteriores, Pawlenty coloca em evidência alguns traços que vão marcar a sua corrida presidencial. A insistência nas suas raízes de uma família trabalhadora, a sua identificação com aqueles que têm dificuldades, o seu legado conservador num dos estados mais "liberais" dos Estados Unidos e o enfoque na criação de emprego. E claro, não faltam as referências a Ronald Reagan e Abraham Lincoln, as duas principais personalidades do imaginário do Partido Republicano. Uma novidade neste vídeo é a abordagem à reforma de programas federais de direitos adquiridos, os denominados entitlements, como na saúde ou na segurança social. Este é um assunto que irá marcar a campanha das próximas eleições gerais, e Tim Pawlenty entra já nessa discussão. Não é um vídeo destinado a agradar aos sectores mais conservadores que vão votar nas primárias (certamente virão acções dirigidas a eles mais tarde), mas é um vídeo de lançamento para o país. Honestamente começa bem e com uma campanha disciplinada.

 

Sobre o site oficial de Tim Pawlenty. Gostei bastante. Não faltam as ferramentas digitais indispensáveis numa campanha moderna e começa, desde já, a criar uma rede social própria de apoiantes e voluntários. É inevitável que o estilo da campanha de Obama em 2008 vá marcar este ciclo eleitoral. Veremos o que Pawlenty vai conseguir na rede. Até aqui começa bem melhor do que Newt Gingrich.

 

Pawlenty é o terceiro candidato republicano a formar um comité exploratório, o que lhe permite angariar dinheiro e contratar funcionários, bem como o obriga a apresentar relatórios financeiros trimestrais à Federal Election Commission. Os outros são Herman Cain, milionário da Geórgia e Buddy Roemer, antigo governador do Lousiana. Mas Pawlenty é o primeiro "sério" candidato. Newt Gingrich ficou-se pela apresentação de um site exploratório.


25
Fev 11
publicado por Nuno Gouveia, às 16:23link do post | comentar | ver comentários (4)

 

Tim Pawlenty não tem gerado grande entusiamo até ao momento na sua pré-campanha para a nomeação republicana. Mas uma coisa prece verdade: tem uma excelente equipa de anúncios. Este é mais um exemplo, a propósito da situação no Wisconsin.


25
Jan 11
publicado por Nuno Gouveia, às 21:50link do post | comentar | ver comentários (5)

Tim Pawlenty não é propriamente um político muito conhecido fora das fronteiras do Minnesota, onde foi governador nos últimos oito anos. Mas em 2011 será um dos nomes que irá circular nas páginas dos jornais americanos, pois é certo que será candidato à nomeação republicana. Este vídeo, num estilo cinematográfico, não se destina a promover o seu novo livro. É o arranque oficioso da sua candidatura. Ao melhor estilo da política americana.

 


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