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Jun 10
publicado por Nuno Gouveia, às 17:00link do post | comentar

O Partido Republicano tem sido maioritariamente o partido do homem branco. As suas grandes vitórias dos últimos 30 anos assentaram na eleição de homens brancos. Mas tal como a demografia americana, também o Partido Republicano tem vindo a mudar. Este ciclo de primárias, juntamente com outros ténues sinais da última década, demonstram que o GOP está a diversificar radicalmente na escolha dos seus representantes.


Se pesquisarmos apenas para os últimos 30 anos, verificamos que quase todas as suas grandes figuras foram homens brancos (Reagan, Bush, W. Bush, Gingrich, Lott, Armey, McCain, DeLay, Cheney, etc). É muito difícil encontrar políticos poderosos no GOP sem fazerem parte deste campo demográfico. No entanto, nos últimos anos surgiram algumas transformações, com a ascensão de políticos como Condoleezza Rice, Sarah Palin, Bobby Jindal ou Michael Steele. E este ciclo eleitoral tem vindo a reforçar essa ideia. Na Califórnia, duas mulheres assumem-se como candidatas dos republicanos; noutros estados como no Nevada, Colorado, Missouri, Connecticut e New Hampshire, há também mulheres na corrida ao senado. Na conservadora Carolina do Sul, Nikki Haley, descendente de indianos, será a provável nova governadora do Estado. Na Florida, o hispânico Marco Rubio será o candidato ao senado. Nas candidaturas ao governo do Novo México e Nevada, serão também dois hispânicos os candidatos.


Analisando os estudos que incidem sobre o voto das diferentes camadas demográficas, podemos retirar duas conclusões: os democratas têm vindo a conquistar o voto maioritário dos hispânicos (o grupo que mais tem vindo a crescer nos Estados Unidos), continuam a ter voto esmagador dos afro-americanos, e têm tido quase sempre a preferência da maioria das mulheres;  os republicanos são o partido preferido do homem branco.


Não digo que esta variação de candidatos seja uma consequência directa desta “ameaça” demográfica ao futuro eleitoral do GOP. Mas há uma evidência clara que os republicanos têm hoje mais predisposição para eleger políticos fora da cartilha WASP. E isto irá acarretar consequências também nas suas opções presidenciais. Até ao momento, todos os candidatos presidenciais com hipóteses de vencer fizeram parte do exclusivo clube. No futuro será muito diferente. Em 2012, Sarah Palin poderá tornar-se na primeira mulher com sérias hipóteses de vencer uma nomeação republicana. E neste leque de possíveis futuros candidatos há quem inclua Bobby Jindal (40 anos), Marco Rubio (40 anos) ou mesmo Carly Fiorina (55). Estes dois últimos caso consigam ser eleitos para Washington.


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Abr 10
publicado por Nuno Gouveia, às 17:52link do post | comentar

William Galston, do Brookings Institution, elaborou um estudo onde defende que o actual Congresso é o mais polarizado de toda a história americana. Neste estudo, o académico que colaborou na Administração Clinton e trabalhou ainda nas campanhas presidenciais de Al Gore e Walter Mondale, explica-nos a evolução do sistema partidário americano nos últimos 60 anos, e as mudanças ideológicas ocorridas em ambos os partidos. As suas conclusões não são as mais optimistas, mas vale a pena ler. Especialmente quem tem interesse no sistema político americano: Can a Polarized American Party System Be “Healthy”?


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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