07
Jan 13
publicado por Alexandre Burmester, às 08:11link do post | comentar

A famosa composição de Irving Berlin, um homem para sempre grato à grande terra que o acolheu, na sua interpretação original, por Kate Smith, ainda nos tempos da rádio.

 

PS: aos 4:20 minutos surge o jovem actor Ronald Reagan, lendo um jornal.


30
Mar 11
publicado por Nuno Gouveia, às 16:16link do post | comentar

No dia 30 de Março de 1981 Ronald Reagan sofreu uma tentativa de assassinato que, por pouco, não lhe tirou a vida. Foi em Washington DC, quando John Hinckley Jr. atirou a matar contra o Presidente. O episódio ficou registado para a eternidade. 

 

Num acto de invulgar coragem, conforme podemos observar neste video, dois agentes da equipa de protecção colocaram-se à frente de Reagan. Hinckley disparou seis tiros, tendo ferido ainda mais duas pessoas, o próprio Reagan e o Press Secretary, James Brady. Felizmente, todos sobreviveram. Incrivelmente ninguém, nem o próprio, repararam que o Presidente tinha sido atingido por uma bala. Apesar de sentir dores, ainda entrou no hospital pelo próprio pé, e apenas aí os médicos descobriram que tinha sido ferido no peito. Devido à prontidão da equipa médica, a vida do Presidente foi salva. Numa das suas "tiradas" lendárias, já na mesa de operações mas ainda consciente, Reagan disse aos médicos "I hope you are all republicans".

 

Por fim, duas notas. Os motivos de John Hinckley JR não foram políticos. Numa carta encontrada posteriormente, que não chegou a ser enviada, Hinckley confessava que este acto destinava-se a "impressionar" Jodie Foster, uma actriz por quem vivia obcecado. Foi ilibado por insanidade, mas ainda hoje está internado num hospital psiquiátrico. Este ano foi notícia por tentar a sua libertação. Por fim, Ronald Reagan foi o primeiro Presidente a sobreviver a um tiro numa tentativa de assassinato. Quatro foram assassinados: Abraham Lincoln, James Garfield, William McKinley e John F. Kennedy. 


07
Fev 11
publicado por Nuno Gouveia, às 00:37link do post | comentar

 

Os leitores do blogue já terão percebido que este autor é um grande admirador de Ronald Reagan. Dutch, a sua alcunha deste os tempos de juventude, não foi um político qualquer. Mas sua importância não se resume ao papel de líder da revolução Reagan, como ficou conhecido o período em que liderou os Estados Unidos. Nem sequer aos seus sucessos na política externa, onde, muitas vezes contra os seus próprios conselheiros, liderou a ofensiva, diplomática e retórica, contra a da União Soviética. O principal legado de Reagan é precisamente ter alcançado grandes feitos sem nunca mostrar um dogmatismo, tão em voga nos dias de hoje no mundo da política. Nem sempre obteve o que desejava. O congresso era dominado pelo Partido Democrata, e tudo o que conquistou foi através de acordos com os adversários. Com Reagan seria impossível terem existido aprovações de pacotes legislativos sem o apoio de alguns adversários. Pela sua forma de agir, nem acredito que ele pretendesse isso, mesmo que fosse possível. As suas vitórias, especialmente a avalanche de 1984 contra Walter Mondale, onde apenas perdeu DC e o Minnesota, não seriam possíveis sem a sua capacidade de atrair adversários políticos para as suas causas. Foi um Presidente ideológico, disso não se duvide. Mas também sabia ouvir terceiros e ceder. Às vezes aprovar coisas que discordava. Os seus escritos são disso evidência. Reagan costumava dizer que se não se consegue obter cem por cento do que se deseja, então que se ganhe alguma coisa. Foram assim as suas negociações com os Democratas e com os Soviéticos.

 

Não por acaso, hoje muitos evocam o seu nome. Os republicanos, por tudo o que representa para o movimento conservador, mas também muitos democratas, que vêm nele um exemplo de um líder. Ainda há poucas semanas dava conta da campanha em marcha para comparar Obama com Reagan. Mas ambos os lados têm muito a aprender. A começar por muitos conservadores, que não se cansam de o citar, mas que com as suas acções, o desprestigiam. Liderou um período de regeneração do Partido Republicano, sem dúvida encostando o partido à direita. Mas Reagan nunca foi dogmático, e era um acérrimo defensor da Big Tent, onde todos tinham lugar. Com ele não havia caça às bruxas dentro do Partido e todos eram necessários para vencer. Por outro lado, é preciso relembrar um aspecto: também Reagan, em diversos períodos da sua Presidência, foi alvo de alguns enraivecidos conservadores. Negociou, cedeu e venceu. Alguns da actualidade apenas querem vencer, sem passar pelas duas fases anteriores. Mas os Democratas, a começar por Obama, também devem olhar para Reagan como uma fonte de inspiração. Barack Obama foi eleito numa aura de união, que talvez não tivesse paralelo desde 1980. Mas os seus primeiros dois anos foram uma desilusão. Ao contrário de Reagan, Obama é hoje um foco de divisão do povo americano, em virtude do formato de liderança que escolheu: nós contra eles. Felizmente para Obama, ainda falta muito tempo para a campanha de reeleição, e pode mudar de curso. O seu comportamento após as eleições intercalares deram precisamente sinais disso.

 

Ronald Reagan é hoje considerado um dos grandes presidentes da história americana. Como Edmund Morris disse esta semana, nada mau para quem foi tão mal tratado pela imprensa e tantas vezes apelidado como um “pateta simpático”. “Só” teve sucesso nas seis actividades profissionais que desenvolveu: locutor de desporto de rádio, actor, presidente do sindicato de actores, porta voz da General Electric, governador da Califórnia durante dois mandatos e Presidente dos Estados Unidos durante oito anos. Pelo meio, foi decisivo para mudar o Partido Republicano, os Estados Unidos e o Mundo. Nada mau mesmo.



06
Fev 11
publicado por Nuno Gouveia, às 19:39link do post | comentar

Rendezvous with Destiny: Ronald Reagan and the Campaign That Changed America, 2009

 

Todos os anos são publicados vários livros sobre Ronald Reagan. Um dos mais recentes que tiver a oportunidade de adquirir foi este Rendezvous With Destiny, de Craig Shirley. Um livro fascinante sobre a campanha presidencial de 1980, quando Ronald Reagan, derrubando todas as barreiras, acabou por derrotar Jimmy Carter num landslide. Depois da campanha insurgente de 1976 contra o Presidente Gerald Ford, Reagan voltou a protagonizar uma campanha contra o establishment republicano em 1980, representado essencialmente por George H. Bush, mas também por Howard Baker, então líder da minoria no senado e Bob Dole, que tinha sido candidato a VP em 1976 com Ford. Esta é a história dessa vitória, primeiro nas primárias do Partido e depois na América.

 


publicado por Nuno Gouveia, às 16:25link do post | comentar

 

Entrevista da PBS com Reagan sobre um dos momentos mais marcantes da sua campanha presidencial de 1980: o debate com Jimmy Carter.


publicado por Nuno Gouveia, às 00:12link do post | comentar

Esta era uma das grandes armas de Ronald Reagan.


05
Fev 11
publicado por Nuno Gouveia, às 11:14link do post | comentar | ver comentários (3)

Nesta última semana foram publicados muitos artigos sobre Ronald Reagan. Destaco aqui alguns escritos por seus antigos colaboradores ou pessoas que privaram com ele.

 

Thinking About Ronald Reagan: On 100th Birthday, He's Remembered for Good Reason, de Lou Cannon. Jornalista que cobriu todas as campanhas de Reagan, desde 1966 até 1984, bem como os anos da presidência. É o autor de cinco livros sobre Reagan, nomeadamente "Presidente Reagan: the role of a lifetime".

 

Ronald Reagan at 100, Being a good man helped him become a great one, de Peggy Noonan. Colunista do WSJ, colaborou com Reagan como speechwriter. Nos últimos anos tem sido uma das mais acérrimas defensoras do legado de Reagan nos Estados Unidos.

 

Five myths about Ronald Reagan, de Edmund Morris. Biógrafo autorizado de Ronald Reagan, escreveu Dutch: A Memoir of Ronald Reagan.

 

Brian Mulroney remembers his friend Ronald Reagan. Uma entrevista com o antigo Primeiro-ministro canadiano Brian Mulroney, que foi um importante parceiro de Reagan entre 1984 e 1988.

 

My respect for Reagan only grew, de Sam Donaldson. Jornalista da ABC News, cobriu a Presidencia Reagan durante os oito anos.

 

His vision revived spirit of America, de Edwin Meese. Colaborador de Reagan desde os tempos de Governador da Califórnia, foi Procurador-geral dos Estados Unidos entre 1985 e 1988.



04
Fev 11
publicado por Nuno Gouveia, às 21:58link do post | comentar

 

Nestes próximos dias estreiam nos Estados Unidos três documentários sobre Ronald Reagan. Talvez o mais aguardado é da responsabilidade do canal HBO, "Reagan", do realizador Eugene Jarecki, onde intervêem nomes como Michael Reagan, James Baker, Dan Rather ou o biógrafo oficial, Edmund Morris. Estreia dia 7 de Fevereiro. No  dia anterior, dia 6 de Fevereiro e data do centenário do nascimento de Reagan, a PBS emite um especial intitulado "Nancy Reagan, the role of a lifetime". Por fim, o History Channel transmite na quarta-feira, dia 9, uma emissão especial de duas horas, com o original nome "Reagan".

 

Sobre a vida de Reagan há muitas e boas opções. Deixo aqui dois documentários que recentemente tive a oportunidade de ver. O primeiro está disponível online, incluído na fantástica série da PBS, "American Experience", sobre a história dos Estados Unidos. A vida de Reagan revisitada neste excelente documentário. O segundo, da responsabilidade do antigo Speaker Newt Gingrich, "Ronald Reagan, Rendezvous with destiny". Este é uma visão apaixonada e comprometida da vida de Reagan, com entrevistas a alguns dos seus colaboradores próximos, como James Baker, Bill Bennet ou Linda Chavez, e ainda a líderes estrangeiros, como Margaret Thatcher, Vaclav Havel e Lech Walesa.



publicado por Nuno Gouveia, às 11:37link do post | comentar

 

Em 1964, Ronald Reagan, então com 53 anos, era ainda muito inexperiente nos meios políticos, e o público americano apenas o conhecia pela sua carreira mediana no mundo do cinema. Mas um discurso, "A time for Choosing", que ficou na história como "The Speech", mudou tudo. Ao longo da campanha presidencial de Barry Goldwater, Reagan tornou-se nacionalmente conhecido por esta intervenção, que repetiu em diversos locais. No dia 27 de Outubro, Goldwater utilizou este vídeo na televisão, inserido num programa publicitário da sua campanha. Depois deste discurso, Reagan foi convidado a candidatar-se a tudo que era cargo: congressista, senador ou governador. Em 1966, Reagan derrotou o governador da Califórnia, Pat Brown*, com 58 por cento dos votos. E assim começou a sua carreira de sucesso na política.

 

* Pai do actual governador, Jerry Brown, e que tinha derrotado Richard Nixon em 1962.


02
Fev 11
publicado por Nuno Gouveia, às 15:27link do post | comentar

 

Comemora-se no próximo domingo o centenário do nascimento de Ronald Reagan. A Reagan Foundation tem um site especial sobre as festividades. Até domingo vou colocar por aqui alguns posts evocativos daquele que foi um dos Presidentes mais populares da história americana.

 


27
Jan 11
publicado por Nuno Gouveia, às 22:43link do post | comentar | ver comentários (3)

A Time desta semana dá uma preciosa ajuda à nova estratégia de Barack Obama. Não será certamente por acaso. A reportagem da Time é uma excelente peça publicitária para Obama, numa altura em que prepara a sua campanha de reeleição assente num perfil centrista e moderado. E que melhor do que ter uma comparação benigna com Ronald Reagan, provavelmente o presidente republicano mais popular desde Abraham Lincoln?



20
Jan 11
publicado por Nuno Gouveia, às 23:46link do post | comentar

Hoje comemora-se o 30º aniversário da tomada de posse de Ronald Reagan. Um discurso para a história americana.


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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