26
Out 12
publicado por Nuno Gouveia, às 17:37link do post | comentar | ver comentários (16)

Esta pergunta tem duas respostas e o conteúdo dependerá sobretudo de quem a responde e quais as suas preferências. E o pior é que não consigo ter argumentos suficiente válidos para desqualificar qualquer das respostas, pois ambos os lados têm boas razões para a sustentar. Eu, como não tenho dotes visionários, diria que ambos estão certos, portanto neste momento estamos num puro empate técnico. 

 

Do lado republicano, há bons argumentos, quase todos eles baseados nas sondagens nacionais. Ontem nas tracking polls da Gallup, Rasmussen e ABC News/Washington Post Romney aparecia com 50%, sinal claro da sua vantagem nacional. E com essa dinâmica, se as eleições fossem hoje, o mais certo seria uma vitória de Romney por 53%-47%, naquilo que Newt Gingrich ontem chamou da "Carville Rule": o incumbente normalmente não tem mais do que as últimas sondagens lhe atribuem, indo um pouco ao encontro do que Dick Morris tem vindo a dizer, que os indecisos nos últimos dias da campanha tendem a cair para o lado do challenger. Se as sondagens nacionais estão correctas, e a vantagem de Romney é esta que estas tracking polls indicam, então é provável que Romney esteja à frente. É que ninguém acredita que se Romney vencer por mais de 1% no voto popular não tenha a maioria no colégio eleitoral. 

 

Mas os democratas que têm vindo a dizer que Obama está à frente também têm bons argumentos para o afirmar. Nos swing-states, Obama tem mantido uma importante vantagem nos decisivos estados do Ohio, Nevada, Iowa e Wisconsin. Assumindo até que a Virginia, a Florida, o Colorado e até o New Hampshire tombam para o lado de Romney, este precisará sempre de vencer o Ohio ou o Wisconsin ou o Nevada e o Iowa juntos. E nestes quatro estados, nos últimos dias nenhuma sondagem colocou Obama atrás do republicano, o máximo que tivemos foram empates, ao contrário dos outros swing-states que referi. Estes parecem-me ser argumentos convincentes para afirmar a vantagem de Obama actualmente, que mesmo assim ainda compete nos restantes estados com Romney. 

 

Diria que se matemática das sondagens nacionais favorece Romney, nos swing-states o favoritismo é de Obama. São estes que irão decidir o vencedor, ao mesmo tempo que se Romney vencer por mais de 51%, será quase certo que irá ser eleito. Recordo que em 2000, quando George W. Bush venceu Al Gore com menos votos, o resultado foi 47,9-48,4. Nesse ano houve o factor Ralph Nader, com 2,74%. Será Gary Johnson o candidato que pode retirar a vitória a Romney? Será que as sondagens nacionais destas empresas estão erradas? Será que nos swing-states Obama não tem assim tanta vantagem como parece? Tudo questões de difícil resposta neste momento. 


20
Out 12
publicado por José Gomes André, às 23:12link do post | comentar | ver comentários (6)

1. Com a aproximação das eleições, multiplicam-se os artigos de opinião, as sondagens, os "memorandos" das campanhas e as notícias eleitorais. Não é difícil ficar à toa perante tanta informação. Recomenda-se prudência na leitura dos artigos opinativos (especialmente nos EUA, onde são francamente imparciais) e na interpretação das sondagens - evitando leituras particulares desta ou daquela sondagem (cuidado com o "cherrypicking"). Os dados mais importantes parecem-me ser as "tendências gerais" das sondagens e as decisões estratégicas (públicas) das próprias campanhas.

 

2. E como estamos nesses dados? Vimos uma corrida estável até ao primeiro debate (com vantagem clara de Obama), momento em que Romney conseguiu projectar a imagem de candidato credível e em que Obama surgiu fragilizado. Desde então, as sondagens mostram uma recuperação de Romney, que conduziu a um empate técnico nos números "nacionais". Romney alargou a sua "área de influência" (Pensilvânia e Wisconsin, por ex.) e a campanha de Obama foi obrigada a concentrar os seus esforços no Midwest (deixando para segundo plano o Sudoeste e Estados como a Flórida e a Carolina do Norte).

 

3. O equilíbrio e a incerteza são a nota dominante, mas neste momento continuo a achar Obama ligeiramente favorito, por diversas razões. Falta um debate que à partida lhe é favorável (foca-se na política externa, um dos pontos fortes da sua Presidência). Obama tem mais soluções no Colégio Eleitoral, nomeadamente porque no Midwest as sondagens resistem à incursão de Romney (vide Ohio, Wisconsin, Michigan e Iowa). Obama beneficia ainda da estupenda organização no terreno que montou em 2008. E os mercados electrónicos (mormente o Intrade), que permitem avaliar a reacção imediata da percepção geral do público aos eventos diários, continua a ver Obama como favorito (61,3%). 

 

4. Dito isto, não se deixem enganar pela cobertura jornalística portuguesa. Esta será uma das eleições mais renhidas da história americana. É que as referidas vantagens de Obama são compensadas por outros dados claramente favoráveis a Romney: a desilusão do eleitorado com as promessas da Administração; o desalento da base Democrata; o entusiasmo da base Republicana; o profissionalismo da "máquina" organizativa do GOP; e uma campanha de Romney "em crescendo". Cuidado com as apostas...!


05
Out 12
publicado por Nuno Gouveia, às 17:25link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Os republicanos estavam verdadeiramente satisfeitos após o debate, como se pode ler nesta peça do correspondente da Lusa nos Estados Unidos, Paulo Dias Figueiredo (a quem aproveito para agradecer a referência). Segundo o Instituto Nielsen, o debate de quarta-feira teve uma audiência estimada em 67 milhões espectadores, um recorde nos últimos 20 anos. Curiosamente, depois do número de espectadores nas convenções ter descido substancialmente em relação a 2008, este primeiro debate teve mais audiência do que qualquer um de há quatro anos. Nestes números, não estão ainda incluídas as visualizações do debate através da Internet. Estes números são excelentes notícias para Mitt Romney, que obteve uma vitória assinalável contra Barack Obama. A grande questão é esta: que implicações terá este debate para a corrida?

 

Em relação às sondagens, talvez apenas no inicio da próxima semana possamos afirmar com segurança que tipo de movimento resultou deste debate. Até porque hoje o boletim do desemprego apresentou uma descida do desemprego de 8,1 para 7,8%, uma excelente notícia para Obama após o desastre de quarta-feira (palavras de Andrew Sullivan, um apoiante entusiasta de Obama). As primeiras indicações até são positivas para Mitt Romney, pois vi há pouco sondagens no Ohio (+1 BO e +1 MR), Florida (+3 MR, +3 MR), Virgínia (+1 MR e +3 MR) e Nevada (+1BO) que parecem indicar uma recuperação substancial do candidato republicano. Mas nesse aspecto, o mais prudente é esperar por mais números para comentar com mais segurança. 

 

Mas há vantagens claras que a campanha de Mitt Romney já retirou deste debate. Em primeiro lugar, acalmou completamente a base republicana, que suspirava por um candidato assim, inspirador, lutador e que apresentasse um projecto conservador à América com optimismo e visão sobre o futuro. Romney foi esse candidato no debate de quarta-feira. Depois, a sua prestação convincente aplacou por completo os críticos conservadores nos media, que nos tempos mais recentes vinham criticando, por vezes ferozmente, a prestação de Romney enquanto candidato presidencial. Com o debate de quarta-feira, Mitt Romney assegurou os apoiantes que está na corrida para ganhar. E esses agora acreditam bem mais do que há uma semana atrás. isso significa mais entusiasmo  para eleger Romney, mais dinheiro a entrar nos seus cofres e maior capacidade de choque para enfrentar o adversário. E como já se vota em alguns estados, prevejo que muitos destes comecem desde já a votar e a convencer indecisos a fazê-lo também. 

 

A narrativa mediática mudou. Depois de um mês a ser destroçado nos media, Mitt Romney ganhou tempo para respirar depois de Denver. As comparações com Michael Dukakis, Bob Dole ou John Kerry repetiam-se sucessivamente, e estava a ser criada a sensação que era um "derrotado". Presumo que as comparações com Reagan voltarão aos escaparates dos media, e é sempre melhor ser comparado com vencedores do que com derrotados. As sondagens (principalmente as dos swing-states) indicavam que a sua capacidade para vencer estava a ficar cada vez mais reduzida, e eram cada vez menos os analistas que consideravam que Romney tinha grandes hipóteses de vitória. Como o próximo debate entre Obama e Romney apenas acontecerá daqui a duas semanas, o candidato republicano poderá agora explorar a seu favor esta nova situação. E, não tenhamos ilusões, a vitória de Mitt Romney coloca-o agora, mais do que nunca, como presidenciável aos olhos de muita gente que não o apoiava. Como disse antes do debate, Romney precisava de convencer os indecisos descontentes com Obama que ele é capaz de fazer melhor. Quarta-feira foi um excelente passo nesse sentido.  

 

Por fim, esta vitória de Mitt Romney coloca pressão no adversário. Acreditando que o debate entre Vice Presidentes não irá contar muito, mesmo que, por exemplo, Paul Ryan "aniquile" Joe Biden (o que eu não acredito até porque Biden, apesar das barbaridades que por vezes diz, até é bom em debates), o próximo grande momento da campanha será o debate em formato town hall meeting do dia 16 em Nova Iorque. E, desde o inicio da sua carreira na arena nacional em 2004, nunca Obama esteve sob pressão. Sempre liderou as suas eleições, e mesmo contra Hillary Clinton, Obama esteve sempre ao leme dos acontecimentos, e esta é uma situação nova para ele. Depois de ter passado ao lado do primeiro debate, haverá a tendência para Obama surgir ao ataque. Mas é muito complicado fazê-lo com eficácia, sem parecer vingativo ou zangado, como Mitt Romney conseguiu-o fazê-lo e bem esta semana. Nada será pior para o Presidente do que aparecer com um estatuto diminuído no próximo debate perante Romney. Aliás, desconfio que foi isso que fez com que os estrategas de Obama não quisessem que ele atacasse Romney em questões como os 47% ou o seu passado da Bain Capital. 

 

Considero que Obama permanece o favorito, mas depois do debate Mitt Romney recuperou imenso espaço. Mais tarde diremos se este foi um momento decisivo desta campanha, ou, pelo contrário, um balão de oxigénio que não chegou a encher totalmente. 


04
Out 12
publicado por José Gomes André, às 15:35link do post | comentar | ver comentários (7)

1. Um debate presidencial é sobretudo uma encenação mediática, onde o que importa é parecer melhor: mais confiante e assertivo, mais simpático e descontraído, mais bem preparado, mais "presidenciável". A forma ganha os debates, não o conteúdo.

 

2. Face a estes parâmetros, Mitt Romney foi um evidente vencedor. Face a um Obama surpreendemente cinzento, cansado, tropeçando nas próprias palavras, olhando para baixo enquanto ouvia o adversário, Romney surgiu como um orador talentoso, afirmativo, confiante. A sua linguagem corporal (olhando Obama como um predador olha a presa) mostrou um macho-alfa dominador. E as suas permanentes referências a histórias concretas e ao sofrimento do americano comum quebraram a sua imagem robótica, humanizando-o perante o eleitorado. 

 

3. Mas Romney ganhou noutros campos. Contrariando um dos (até aqui) maiores erros da sua campanha, Romney não se limitou a um discurso crítico do Presidente, como se "ser o outro" candidato bastasse para chegar à Casa Branca. Enviou portanto uma mensagem positiva ao eleitorado, insistindo nos méritos do seu próprio programa, focado na criação de emprego e na eliminação das "gorduras do Estado". Enquanto Obama se perdia em detalhes técnicos aborrecidos, Romney defendia o seu projecto político de forma articulada e sintética, sem soar demasiado abstracto.

 

4. Chegará, por si só, para ganhar a eleição? Provavelmente não. Os debates presidenciais são amplamente escrutinados e têm excelentes audiências, mas os dados mostram que a maioria dos eleitores atentos procuram apenas "confirmar" posições previamente definidas, sendo que muitos dos chamados "indecisos" confessam posteriormente à eleição ter prestado pouca ou nenhuma atenção aos debates. Em todo o caso, numa eleição renhida como esta, alterações em pequenas franjas do eleitorado podem ser decisivas. Além do mais, este debate tem desde já o condão de enfraquecer o optimismo reinante entre os Democratas e renovar o entusiasmo Republicano (tanto da base eleitoral como dos financiadores da campanha)...

 

5. Faltam dois debates presidenciais, um debate entre candidatos a vice-presidentes e um mês de campanha. Continuo convencido que Obama é favorito e que Romney, apesar desta boa prestação, tem alguns problemas por resolver - nomeadamente a explicação cabal da revolução fiscal prometida, as alterações na Segurança Social e os cortes nos programas de saúde, temas de grande sensibilidade onde a dupla Romney/Ryan gera grande desconfiança. Todavia, se até aqui os eleitores viam Obama como um "mal menor", a excelente prestação de Romney terá pelo menos generalizado a ideia de que ele pode constituir uma alternativa credível. Conseguir isto em hora e meia é notável.


19
Set 12
publicado por José Gomes André, às 19:39link do post | comentar | ver comentários (14)

Num já célebre vídeo, Mitt Romney foi apanhado numa angariação de fundos a proferir declarações polémicas, acusando os mais pobres de serem subsidio-dependentes, incapazes de tomar conta das próprias vidas, julgando disporem de um “direito à habitação, à alimentação”, etc., mesmo sem contribuírem com impostos para o Tesouro federal. Romney chegou mesmo a referir que este é o “eleitorado de Obama”, 47% de pessoas relativamente às quais ele “não está preocupado”, pois “nada pode fazer por eles”.

 

Estas declarações foram apelidadas de “gaffes” por alguma imprensa, mas creio que não se trata de um equívoco, antes de uma convicção bastante comum no Partido Republicano (é ver a Fox News e ler os blogues conservadores). Mais importante do que saber se ela é “eleitoralmente favorável” (até poderá ser), é discutir se ela é uma observação válida. Na minha opinião, não é, por três razões:

 

1. É factualmente incorrecta. Embora seja muito elevado o número de pessoas que não paga impostos sobre o rendimento, isso não significa que elas estejam fiscalmente isentas, uma vez que pagam impostos sobre o consumo (o IVA federal) e impostos estaduais.

 

2. É politicamente incoerente. Romney e os Republicanos têm acusado o Presidente Obama de ser responsável pela grave crise económico-financeira do país e pelos elevados números do desemprego. Mas se as pessoas são pessoalmente responsáveis pelo seu insucesso económico e profissional, então as vagas de despedimentos e de falências devem-se à incompetência dessas mesmas pessoas (que teriam preferido usufruir de um subsídio de desemprego a apostar no seu êxito profissional), e não a uma eventual ineficácia do governo federal. Como se vê, este argumento é francamente ilógico, parecendo Romney ser insensível à relevância da conjuntura sócio-económica e ao contexto político como factores determinantes do sucesso ou insucesso profissional dos indivíduos.

 

3. É filosoficamente inaceitável. Contraria princípios democráticos fundamentais como a ideia de coesão social e de solidariedade colectiva, propondo em sua substituição uma visão de um colectivo desagregado, onde não existem responsabilidades mútuas e cada indivíduo está entregue à sua sorte, seja qual for o contexto social, familiar ou económico em que se encontra à partida. Claro que para Romney é fácil falar em êxito pessoal, quando se nasce em berço de ouro. Quanto aos outros...paciência! Afinal de contas, eles são “culpados” pelo seu próprio azar. Esta visão social egoísta e monolítica é particularmente chocante quando contrastada com o “sonho americano” – a ideia de que qualquer um pode chegar longe, seja qual for o seu “background” pessoal. Mais do que qualquer outra coisa, é esta mensagem profundamente anti-americana que choca nas declarações de Romney.

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31
Ago 12
publicado por José Gomes André, às 23:29link do post | comentar | ver comentários (5)

Embora extraordinária no aspecto mediático e formal, a Convenção Republicana deixou-me algo perplexo quanto à substância das propostas da dupla Romney/Ryan. Em síntese, os Republicanos propõem reduzir o desemprego, criar 12 milhões de postos de trabalho, revitalizar o crescimento económico, estimular as pequenas e médias empresas, diminuir os impostos aos mais ricos, criar um novo paradigma energético que não dependa da importação de petróleo (limitando contudo a indústria carbonífera e rejeitando igualmente as "energias verdes"), fortalecer o aparato militar (com maior apoio a Israel e um desafio explícito à Rússia de Putin), endurecer globalmente a política externa e reafirmar o poder americano no mundo.

 

Propõem fazer tudo isto sem criar novos impostos às classes médias, nem limitar os gastos militares (em Defesa e Segurança), reduzindo o défice orçamental e diminuindo a dívida pública (nomeadamente a contraída face à China), no meio da maior crise mundial económica e financeira dos últimos 80 anos. Espantoso.

 

Obama foi (justamente) criticado por prometer este mundo e o outro. Mas o que são as propostas de Romney/Ryan senão um programa de intenções absolutamente utópico, tão irresponsável quanto irrealizável?


08
Ago 12
publicado por Alexandre Burmester, às 12:46link do post | comentar

Na sequência da notícia ontem publicada no Drudge Report acerca da possibilidade de Mitt Romney querer escolher o Gen. David Petraeus para seu candidato a Vice-Presidente, baseada numa suposta confidência do próprio Presidente Obama, a Casa Branca já desmentiu que Obama algum dia tenha dito tal coisa, um porta-voz da CIA negou que o General tenha qualquer interesse numa carreira política, e Mitt Romney esquivou-se a comentar a notícia quando a tal instado.

 

Estes desmentidos têm sempre um valor de certo modo relativo, mas não é de facto muito crível que Petraeus venha a ser o candidato, embora não seja nada de excluir que Romney nele tivesse pensado e até o desejasse como companheiro de lista.

 

Tem sido comentado o receio de Obama numa incursão de Petraeus pela política, e houve divergências entre os dois homens acerca do calendário de retirada do Afeganistão, que o actual Director da CIA, na altura comandante das forças americanas naquele país, considerou prematuro - posição por ele próprio referida aquando da sua audiência de confirmação no Senado para o seu actual cargo. 

 

Possivelmente, esta notícia de Matt Drudge terá algum fundo de verdade - na parte relativa ao interesse de Romney no General - e um pouco de táctica dissimulatória - com o objectivo de desviar as atenções dos media de outros possíveis candidatos, numa altura em que o anúncio deve estar iminente.


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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