19
Jan 12
publicado por Nuno Gouveia, às 23:27link do post | comentar

Poucos dias terão tido tanta acção nesta campanha como este. Em primeiro lugar, e como o Alexandre já deu nota aqui, Rick Perry abandonou a corrida e declarou o apoio a Newt Gingrich. Depois, informações vindas do Iowa indicam que o vencedor dos caucuses do Iowa terá sido Rick Santorum e não Romney. Uma vitória que não muda dinâmica na corrida (Santorum está em clara queda), mas que coloca alguma normalidade nestes resultados eleitorais. Ao longo do dia, têm ainda sido avançadas várias sondagens que dão vantagem a Gingrich para as primárias de sábado na Carolina do Sul. Para acabar o dia teremos ainda a entrevista de Marianne Gingrich à NBC e mais um debate na CNN às 1h00 (de Lisboa), já sem Perry. Quando se pensava que estas primárias estavam perto do seu término, eis que um leque de acontecimentos inesperados voltam a dar ânimo à corrida. Dito isto, mantenho a minha forte convicção que Mitt Romney será o nomeado republicano para defrontar Barack Obama. Mesmo que saia derrotado este sábado. 


13
Jan 12
publicado por Nuno Gouveia, às 17:21link do post | comentar

 

Barack Obama anunciou hoje a extinção do Department of Commerce e o Office of the U.S. Trade Representative e a criação de uma só agência governamental para tratar dos assuntos relacionados com o comércio internacional. Além de me parecer lógico e boa política, numa época em que a maioria do povo americano deseja que o tamanho do governo diminua, isto resolve um problema a Rick Perry. O Department of Commerce era precisamente um dos três departamentos que ele pretendia eliminar, apesar de não se recordar quais. E ainda por cima, Perry parece sentir ainda muitas dificuldades para lidar com o tema. 


03
Jan 12
publicado por Nuno Gouveia, às 16:33link do post | comentar

Mitt Romney - Passou grande parte da campanha a ignorar o Iowa. Ao contrário de há quatro anos, Romney não investiu tempo nem recursos no Hawkeye State. Mas neste último mês tudo mudou, e Romney direccionou para as suas atenções para o Iowa. Nesta última semana passou os seus dias no estado e investiu muito dinheiro nas televisões. É muito difícil que Romney saia ferido destes caucuses. Se vencer, a nomeação fica mais próxima. Se ficar em segundo ou num terceiro próximo dos dois primeiros, também partirá para o New Hampshire em boa forma. Especialmente se ficar atrás de Paul e Santorum. Um desastre para Romney seria ficar abaixo do terceiro lugar ou atrás de Gingrich ou Perry, os candidatos que têm mais recursos para fazer a vida negra a Romney. 

 

Ron Paul - Já é um dos vencedores destes caucuses, pois a sua mensagem está a ganhar tracção no eleitorado. Não tendo hipóteses de obter a nomeação, Paul está a criar um património no Partido Republicano que poderá ser aproveitado pelo seu filho Rand já em 2016 ou 2020. O seu mérito foi ter colocado os libertarians mais próximos do mainstream republicano. Uma vitória no Iowa, onde investiu forte, daria ainda mais ânimo aos seus apoiantes para os próximos combates eleitorais. Mas um segundo ou até um terceiro lugar não será mau resultado do congressista do Iowa. Abaixo disso será uma derrota de Ron Paul, que tem a melhor máquina no terreno. 

 

Rick Santorum - Ninguém lhe ligou nada até há uns dias, quando os evangélicos começaram a colocar-se atrás dele. Foi o candidato que mais investiu no Iowa, mais parecendo que se estava a candidatar a governador do Iowa do que a Presidente dos Estados Unidos. Se ficar à frente de Gingrich, Perry e Bachmann, está bem colocado para fazer de Mike Huckabee de 2008. Não acredito que represente grande perigo para Mitt Romney, mas Santorum, que tem qualidades políticas, pode surpreender Romney em alguns estados do Sul. Mas, e como disse sobre Gingrich, não sei se o Santorum consegue sobreviver a uma rajada de ataques negativos das Super Pacs de Romney. Tudo acima do terceiro lugar será uma vitória. 

 

Newt Gingrich - Quando há um mês liderava as sondagens nacionais e no Iowa, muitos apontavam-no já como o presumível nomeado. Na altura alertei que Newt era facilmente destruível por um conjunto de ataques com verdades sobre a sua carreira. Sem surpresa, chega ao Iowa a lutar pela sobrevivência. Se não conseguir chegar ao terceiro lugar, fica em grandes problemas para a Carolina do Sul, onde tem liderado as sondagens. Se ficar atrás de Rick Perry e de Santorum, a sua candidatura está quase terminada. 

 

Rick Perry - As últimas sondagens davam-lhe 10 por cento, sempre em quinto lugar. Se concretizar-se este resultado, não sei com que capacidade Perry irá para a Carolina do Sul travar o seu último combate político nestas primárias. Se há quatro anos tivemos um Fred Thompson, que entrou na corrida como frontrunner e acabou destroçado logo nas primeiras eleições, este ano teremos Rick Perry. 

 

Michele Bachmann - A congressista do Minnesota disse que espera um milagre. Talvez mesmo só com a intervenção de Deus Bachmann consiga fugir do último lugar e da irrelevância total nestas primárias. Se tal suceder, irá cantar vitória. Mas o mais certo é mesmo que fique em último (Huntsman não conta). Se desiste já ou vai até à Carolina do Sul é a grande dúvida.

 

*titulo de um post que escrevi há quatro anos no Eleições Americanas de 2008, onde curiosamente acertei nos três primeiros resultados do Partido Democrata e nos dois primeiros do Partido Republicano. Apesar dos meus dotes adivinhatórios nem sempre funcionarem, deixo aqui uma previsão, cautelosa, dos resultados: Romney-Santorum-Paul-Gingrich-Perry-Bachmann-Huntsman.


29
Dez 11
publicado por Nuno Gouveia, às 16:44link do post | comentar

 

Como é tradicional, o leque de candidatos republicanos à nomeação deverá ficar reduzido depois da próxima terça-feira, após a realização dos caucuses do Iowa. Numas primárias nem todos os candidatos lutam para vencer. Uns querem vender livros, outros querem conseguir um lugar de destaque no partido e outros pretendem promover o seu próprio futuro político. Olhando para as sondagens, vejo três nomes óbvios que estão na linha da frente. 

 

A principal candidata à desistência é Michele Bachmann, que depois de ter vencido a Iowa Straw Poll em Agosto, nunca mais parou de descer nas sondagens. Apesar da media frenzy em redor da sua candidatura no Verão passado, facilmente se percebia já na altura que a congressista do Minnesota não tinha estofo para uma campanha presidencial. Se as coisas lhe tivessem corrido bem, poderia ter tido possibilidades de disputar a vitória no Iowa. Mas o seu apoio decresceu imenso e neste momento a sua campanha luta para sobreviver. Sem dinheiro e sem apoio, se ela não ficar nos quatro primeiro lugares, o mais certo é que abandone a corrida antes das primárias do New Hampshire.

 

Rick Perry é outro dos nomes a considerar. Tendo entrado muito forte na corrida presidencial, assumindo desde o inicio a liderança nas sondagens nacionais e no Iowa, as suas prestações desastrosas nos debates colocaram em evidência as limitações do governador do Texas. E se ao contrário de outros nomes, tem currículo suficiente para ser Presidente, não mostrou capacidade para enfrentar Barack Obama em Novembro próximo. Se não conseguir um dos primeiros quatro lugares, pode desistir já ou esperar para fazer um último esforço nas primárias da Carolina do Sul, no dia 21 de Janeiro.

 

Rick Santorum tem vindo a subir nas sondagens do Iowa e é possível que sobreviva aos caucuses. Apesar de não ter muito dinheiro, tal como Bachmann, um bom resultado no Iowa (nos três primeiros lugares), pode garantir-lhe a sobrevivência durante mais umas semanas. Não vai ser o nomeado, mas pode chegar até à Carolina do Sul, onde há muitos votos conservadores para disputar. Certamente que Mitt Romney agradecerá a manutenção de Santorum até lá, imitando Mike Huckabee em 2008, quando retirou votos conservadores a Romney, ajudando John McCain a vencer esta importante primária. Romney desta vez irá precisar que alguém "roube" votos dos social conservatives a Newt Gingrich. 

 

De resto não acredito que haja mais desistências. Mitt Romney obviamente pode sobreviver a um desastre no Iowa (ficar abaixo dos três primeiros), Ron Paul tem o apoio e dinheiro para continuar nas primárias até onde desejar e Jon Huntsman nem sequer está a competir neste estado. Diferente é a situação de Newt Gingrich. Depois de ter liderado as sondagens durante o mês de Dezembro, os últimos dias mostraram-nos uma quedra abrupta. Mas mesmo que fique em quarto lugar (neste momento o mais provável), Gingrich irá certamente competir na Carolina do Sul, onde lidera com algum conforto as sondagens. 


21
Dez 11
publicado por Nuno Gouveia, às 20:42link do post | comentar | ver comentários (5)

Um europeu dificilmente compreende este aproveitamento das esposas numa campanha eleitoral. Mas nos Estados Unidos, é culturalmente e socialmente relevante esta participação política. E quando falamos numa campanha presidencial, as esposas ganham uma importância ainda maior. Esta semana foram lançados três anúncios nas televisões do Iowa de Mitt Romney, Rick Perry e Newt Gingrich com as suas esposas. As senhoras Romney e Perry aparecem sozinhas, enquanto Callista Gingrich aparece junto ao seu marido. Quem vencerá a batalha das esposas?

 

 


10
Nov 11
publicado por Nuno Gouveia, às 23:49link do post | comentar | ver comentários (1)

A política moderna é um tabuleiro onde os executantes têm uma margem de manobra cada vez mais curta para errar, e uma jogada mal concebida pode significar o xeque-mate a toda uma carreira. Quando falamos numa campanha presidencial americana, os holofotes de todo o mundo mediático perseguem todas as acções públicas dos candidatos. Uma ida ao café, uma conversa no avião ou um encontro casual na rua com um eleitor pode transformar-se num pesadelo para o político profissional. Esta campanha presidencial já teve episódios caricatos de pessoas serem entrevistadas nas televisões nacionais porque um candidato não falou muito tempo com ela num avião, ou porque um cidadão não gostou de uma resposta de um candidato. Durante 24 horas os candidatos são perseguidos, por jornalistas ou por cidadãos anónimos, para procurar uma falha, uma frase mal concebida ou uma gaffe. É o panorama mediático que temos, com muitas virtudes, mas que torna a vida dos políticos cada vez mais complexa. Políticos consagrados como Winston Churchill ou John F. Kennedy não sobreviveriam no actual sistema mediático. Se tivessem vivido na nossa era não teriam passado de um rodapé na história. 

 

Ontem à noite no Michigan, Rick Perry, governador do Texas desde 2001, o mais antigo governante em exercício dos Estados Unidos, cometeu o erro "mortal" de não se lembrar de uma proposta sua. Questionado sobre quais os três departamentos que iria eliminar do governo federal, Perry apenas se lembrou de dois. Foram 50 segundos confrangedores (podem vê-los aqui) que colocaram em evidência perante o mundo a fragilidade e as insuficiências deste candidato. Pode acontecer a qualquer um? Certamente. Quem é que nunca bloqueou num momento importante? Mas Perry é um político. Candidato ao cargo mais importante dos Estados Unidos e tudo o que ele faz é escrutinado ao milímetro por uma horda mediática sedenta de novidades. E quanto pior, melhor. Claro que Perry conseguiria sobreviver a estagaffe se nos anteriores debates não tivesse demonstrado outras debilidades. Mas não posso lamentar que um ser humano seja exposto a esta brutalidade de se colocar perante o mundo numa situação tão humilhante. As pessoas esperam políticos robots, infalíveis e certeiros, sempre com a resposta pronta para todas as questões. Nem sempre é possível. Nada me move a favor de Rick Perry, um dos piores candidatos deste ciclo eleitoral, mas não deixei de sentir alguma tristeza por este seu momento. Os políticos merecem ser derrotados por outro tipo de situações que não uma falha de memória num momento de elevada pressão, como são os debates presidenciais. Em relação a Perry, bem, entrará para a história da comunicação política como autor de um dos instantes mais embaraçosos e dramáticos de um político em directo. Estou certo que este vídeo irá ser visualizado em muitas salas de aulas de comunicação nas universidades de todo o mundo. 

 

Publicado originalmente no Cachimbo de Magritte


publicado por Nuno Gouveia, às 14:24link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Ontem à noite decorreu mais um debate republicano, o primeiro que não pude ver, e por isso não vou falar sobre o debate. Mas as notícias que já li não deixam margem para dúvidas. Rick Perry voltou a falhar de forma estrondosa, pondo término às suas já reduzidas aspirações a vencer estas primárias. O ser humano é uma máquina falível e ontem Perry sucumbiu. Podia acontecer a qualquer um, mas Perry já tinha tido prestações fraquíssimas em anteriores debates, o que só amplifica esta questão. Não deixa de ser triste quando isto acontece a alguém num palco desta dimensão. Este vídeo irá rapidamente espalhar-se pelos cantos do mundo e a carreira de Perry irá ficar marcada para sempre com esta gaffe. Um momento para a história da comunicação política. 


03
Nov 11
publicado por Alexandre Burmester, às 15:44link do post | comentar | ver comentários (2)

As alegações de comportamento impróprio para com o sexo oposto por parte do candidato republicano Herman Cain parecem estar a ganhar intensidade. Com efeito, uma terceira mulher acaba de fazer acusações desse teor a Cain numa entrevista à Associated Press. O caso ter-se-á passado nos finais da década de '90. A mulher preferiu permanecer no anonimato ao dar esta entrevista.

 

Entretanto, círculos próximos de Cain acusam o seu rival Rick Perry de difundir a história. Um conselheiro deste último, Curt Anderson, trabalhou na campanha (mal sucedida) de Cain para o Senado em 2004, e terá aí ouvido as alegações. O próprio Cain acusa-o de estar na origem deste caso. Mas Anderson diz que nunca ouvira falar do assunto até agora.

 

Faz todo o sentido (politicamente falando, claro) que a origem dos rumores - sejam eles verdadeiros ou falsos - venha de um dos rivais de Cain no espectro conservador, dado o destaque que este adquiriu nas sondagens.

 

Assunto a seguir. 


23
Set 11
publicado por Nuno Gouveia, às 17:43link do post | comentar | ver comentários (3)

 

As sondagens do último mês colocaram Rick Perry consistentemente à frente nas sondagens nacionais, e logo a imprensa colou-lhe o rótulo de favorito. Talvez com justiça. Mas passados três debates em que Rick Perry participou e não vejo possível como ele poderá manter esse estatuto. Ontem esteve mesmo muito mal, não conseguindo sequer disfarçar a sua inabilidade para este tipo de debates. E nem quero sequer comparar a sua prestação com a de Mitt Romney. Olhando para as respostas, a convicção e o conteúdo de Perry, e rapidamente verificamos que políticos experientes como Rick Santorum, senador e congressista durante vários anos, e Newt Gingrich, têm estado bem melhor do que Perry. Ontem esse contraste foi por demais evidente, com Santorum, Gingrich e também Jon Huntsman pelo centro, a demonstrarem terem bem mais fibra do que Perry. E o debate de ontem deve ter feito soar os alarmes no establishment republicano que não se revê em Romney e aguardava pelo comportamento de Perry. Não por acaso, esta manhã em Washington o nome de Chris Christie voltou a ser falado constantemente. 

 

O debate de ontem à noite na Florida terá sido um sério revés para Rick Perry. Depois das suas primeiras prestações não terem sido muito positivas, ontem foi um verdadeiro desastre. O constraste com Mitt Romney foi por demais evidente, com este a mostrar que está perfeitamente preparado para atacar a presidência. Ter uma campanha presidencial no currículo ajuda bastante, e o facto de estar em campanha desde 2007, quando anunciou a sua primeira candidatura, tem ajudado bastante. Durante estes debates evita os ataques dos adversários, centra a sua mensagem em Obama e passa por cima das armadilhas que lhe vão sendo colocadas. Ontem perguntaram-lhe se considerava, tal como outros concorrentes, que Obama era um socialista. Não caindo na armadilha de lhe chamar socialista, Romney disse que gostaria era de chamar a Obama "former President" e que considerava que Obama era um "liberal" da velha escola do Partido Democrata, e que está perfeitamente de acordo com as políticas falhadas dos partidos europeus social-democratas, alguns deles chamados socialistas. Uma grande diferença para o radicalismo de outros, que consideram Obama um socialista, mas da escola soviética.  Romney tem alguns problemas com a base republicana, e só isso é que o impede de estar muito à frente nas sondagens. A sua reforma na saúde no Massachusetts, a sua moderação em determinados assuntos e posições antigas sobre o aborto ou controlo de armas retiram-lhe apoio na base conservadora e no tea party. Além do mais, não esquecer que é Mórmon, um assunto que tem andado esquecido nestas primárias, mas que deverá fazer confusão entre alguns evangélicos. Mas depois de ter visto estes debates, não há que esconder: Romney tem estado num nível muito superior aos restantes. Não digo que Perry não consiga surpreender já no próximo debate e recuperar o fôlego entretanto perdido. Tem um longo currículo político e certamente não se deixará abater tão facilmente. Mas a continuar neste linha, não acredito que tenha hipóteses de bater Romney. O eleitorado conservador no passado já deu mostras de inteligência, ao olhar para a elegibilidade dos candidatos, e desta vez, acredito que não faça de modo diferente.  

 

A entrar nos últimos três meses do ano, haverá certamente novidades na campanha. Irá emergir alguém no Iowa para fazer frente a Perry? Rick Santorum tem estado bastante bem nestes debates e poderá ter algum movimento nas sondagens, e Michele Bachmann, que desapareceu dos holofotes (e das sondagens nacionais) irá dar tudo por tudo no Iowa. Com tanta gente a competir ferozmente no Iowa, Romney irá certamente atacar nos caucuses. No New Hampshire, Romney aparece muito à frente, mas Jon Huntsman deu sinal de vida recentemente em duas sondagens, a aparecer com mais de 10 por cento. Será que vai emergir como a alternativa a Romney aqui? Ainda muito irá acontecer nestas primárias. Recordo que em 2007, por esta altura, Rudy Giuliani liderava as sondagens, seguido de perto por Fred Thompson. John McCain, o nomeado, andava pelas ruas da amargura, e Mitt Romney e Mike Huckabee não chegavam aos 10 por cento. 


publicado por Nuno Gouveia, às 00:10link do post | comentar

 

Tim Pawlent parece ter inaugurado uma nova era nos anúncios políticos republicanos. Esta semana Rick Perry lançou um novo vídeo na rede que faz lembrar os blockbusters de Hollywood. Segundo o TechPresident, este vídeo foi realizado por Lucas Baiano, que já tinha feito os vídeos da campamnha de Tim Pawlenty e trabalhado anteriormente com John McCain e Hillary Clinton. A publicidade que tem gerado na rede parece mostrar que este género de anúncios são uma boa aposta. 


13
Set 11
publicado por Nuno Gouveia, às 19:35link do post | comentar

 

Ontem Rick Perry teve uma noite dificil. No segundo debate em que participou, o governador do Texas foi o alvo de todas as criticas. Estando a jogar em casa, pois o debate era co-organizado pelo Tea Party Express, a audiência era-lhe favorável, ao contrário do que sucedeu com Mitt Romney, a pisar terreno hostil. Mas devido ao estatuto de favorito nas sondagens, todos dirigiram ataques a Rick Perry. E pode-se dizer que este não se saiu muito bem. Mitt Romney terá sido, mais uma vez, o vencedor da noite. Depois de quatro debates, cada vez mais fico com a convicção que Romney é aquele que tem mais "estofo" e está melhor preparado para enfrentar Barack Obama em Novembro de 2012. Sem declarações bombásticas, com uma excelente preparação sobre os dossiers e com uma linguagem acessível, Romney ganhou todos os debates em que participou. Mas não posso esquecer o que aconteceu em 2010, quando os candidatos apoiados pelo Tea Party venceram algumas primárias republicanas contra candidatos mais bem preparados, por isso tudo pode acontecer nestas primárias. Se este fosse um ano normal, diria que muito dificilmente Romney deixaria escapar a nomeação. 

 

Rick Perry teve uma má noite ontem, ao ser confrontado com assuntos que prometem persegui-lo durante esta campanha. Mas Rick Perry não é um político qualquer. É o governador há mais tempo em funções nos Estados Unidos, desde 2000, no segundo maior estado da União. Tem obtido resultados muito positivos na criação de emprego, um dos calcanhares de aquiles de Obama e o Texas é um dos estados americanos em maior crescimento. Mas é a primeira vez que concorre a um cargo nacional, e como tal, tudo em relação a si é novidade para o grande público. E ontem sofreu duros ataques dos seus adversários. Mitt Romney atacou-o pela esquerda, ao criticar a sua posição relativamente à Segurança Social. Rick Perry num livro publicado há seis meses teceu duras criticas à Segurança Social, dizendo até que esta era inconstitucional e que deveria ser da responsabilidade dos estados. Mas os piores ataques vieram da direita, por parte de Rick Santorum e Michele Bachmann, sobre a imigração e saúde. Bachmann, que tenta desesperadamente recuperar nas sondagens depois da entrada de Perry, chegou mesmo a acenar com um potencial caso de corrupção de Perry, relativamente a um programa da vacinação no Texas. Um debate muito quente. 

 

Como na próxima semana haverá mais um debate, não se pode dizer que haverá um momento de destruição ou consagração de uma candidatura. Isto está a começar, não é totalmente desprovido de sentido dizer que ainda poderá entrar mais algum candidato, e tudo ainda irá mudar antes do Iowa. Mas diria que Romney terá ficado mais confortável com o debate de ontem à noite. 


12
Set 11
publicado por Nuno Gouveia, às 20:30link do post | comentar

 

Bobby Jindal irá anunciar esta noite o seu apoio a Rick Perry. Depois da notícia da manhã, com o apoio de Tim Pawlenty a Mitt Romney, a campanha de Perry responde da melhor forma. Este é o inicio da "batalha" de endorsements, que provavelmente não irá parar tão cedo. Sendo cada vez mais improvável que alguém credível de junte à corrida, os principais responsáveis do Partido Republicano vão começar a escolher lados. E por muito que digam que os endorsements não contam, a verdade é que dão credibilidade  e geram um leque enorme de notícias para a candidatura. E no caso de governadores, estes apoios podem ser importantes, especialmente devido às primárias desse estado. Uma boa notícia para Perry. 

 

Governador da Lousiana, Jindal tem apenas 40 anos e é uma das estrelas do movimento conservador americano. Várias vezes falado para outros voos, a verdade é que é novamente candidato a um segundo mandato nas eleições desde ano para o cargo de governador. Mas não tem sequer opositor e continua a ser um dos nomes mais falados para candidato a VP. Se Rick Perry for o nomeado, estará na linha da frente. 

 

Esta noite realiza-se mais um debate, desta na CNN. Às 2h00, de Lisboa. 


01
Set 11
publicado por Nuno Gouveia, às 22:40link do post | comentar

 

Se não houver surpresas*, um destes homens será o adversário de Barack Obama nas presidenciais de 2012. E tudo irá depender da campanha que ambos efectuarem. Mitt Romney tem sido o frontrunner desta corrida, mas nunca conseguiu gerar grande entusiasmo, nomeadamente nos sectores mais conservadores. A entrada de Rick Perry no mês passado gerou um furacão nas sondagens, relegando Romney para segundo lugar e atirando para o lado Michele Bachmann, até então a principal adversária de Romney. 

 

Não penso que a vantagem que Perry conquistou seja decisiva. Até pelo facto que muitos dos que estão entusiasmados com ele, apenas o estão devido a uma imagem criada pelos media, e não o conhecem muito bem. E sofrerá o choque do jornalismo de investigação, que não perderá a oportunidade de revelar factos desconhecidos do grande público. Nem todos saberão que este verdadeiro conservador, como se assume, foi director de campanha de Al Gore no Texas em 1988 e ainda na década de 90 escrevia cartas a apoiar a reforma da saúde falhada de Bill Clinton. Além disso, nas próximas semanas irão realizar-se diversos debates entre os candidatos republicanos (o primeiro já na próxima quarta-feira), e aí veremos se Perry consegue manter esse fulgor. Terei muito tempo para falar aqui dos pontos mais fortes e fracos destes candidatos, mas parece-me que o perfil moderado de Mitt Romney será o mais indicado para defrontar Barack Obama, nomeadamente nos decisivos estados do Midwest. A maior parte das sondagens frente a Obama parecem indicar isto mesmo, mas nesta fase essas valem muito pouco. Uma coisa é verdade: dois partidos republicanos vão defrontar-se neste combate, mas ambos os candidatos apresentam credenciais para ocupar a Casa Branca. Se este fosse um ano normal, Romney teria vantagem. Mas com o Tea Party e um Partido Republicano cada vez mais à direita, é bem provável que seja Perry a enfrentar Obama. 

 

*Nesta fase só vejo duas hipóteses para tal suceder, mas ambas remotas. Uma delas é alguém dos restantes nomes já na corrida conseguir nestes próximos meses crescer de tal modo que seja considerada uma opção credível pelo eleitorado. A outra é que surja alguém na corrida (que não Sarah Palin, pois não acredito que tenha possibilidades de vitória) que consiga unir o establishment e a base conservadora. O único que neste momento parece possível é o governador de New Jersey, Chris Christie. Mas também é improvável que vá a jogo. 


25
Ago 11
publicado por Nuno Gouveia, às 00:20link do post | comentar

Hoje foram publicadas duas sondagens nacionais que indicam que Rick Perry entrou com força nesta campanha. Pouco tempo depois de anunciar a sua candidatura, o governador do Texas já lidera na Gallup e na PPP. 

 

Na Gallup tem 29%, seguido de Mitt Romney com 17%, Ron Paul com 13% e Michele Bachmann com 10%. Todos os restantes candidatos têm menos de 5%. A sondagem da Public Policy Polling coloca Perry com 33%, Romney com 20%, Bachmann com 16%, Newt Gingrich com 8%, e por fim Herman Cain e Ron Paul com 6%.

 

Não dou grande importância a estas sondagens, até pelas disparidades que demonstram nos valores. No entanto, é evidente que a entrada de Rick Perry mexeu com a corrida, e colocou em marcha uma bipolarização que se adivinha entre o governador do Texas e Mitt Romney. Isto se não houver mais nenhuma entrada de peso. Quem parece perder embalagem é Bachmann, que perde eleitorado para Perry. Veremos se Perry mantém estes números nas próximas semanas, agora que já entrou em campanha e será certamente atacado pelos adversários e pelos media. 

 

Mais importante do que estas sondagens será seguir as  intenções de voto no Iowa e New Hampshire até Fevereiro do próximo ano. Mas nesta fase ainda interessam pouco. Basta relembrar o que as sondagens nos diziam por esta altura em 2008: a liderança de Hillary Clinton no Partido Democrata e de Rudy Giuliani no Partido Republicano, com John McCain a não passar dos 5 por cento. 


15
Ago 11
publicado por Nuno Gouveia, às 11:27link do post | comentar

A estreia de Rick Perry em anúncios, que também já tem um site em funcionamento. 


14
Ago 11
publicado por Nuno Gouveia, às 21:40link do post | comentar

Os últimos dias abalaram a corrida republicana, com mudanças que terão impacto na história destas primárias. Na quinta-feira, um debate muito aceso, onde Tim Pawlenty esteve deliberadamente ao ataque a Michele Bachmann. Foi o melhor momento desta campanha, num debate onde Mitt Romney acabou por sair vencedor, sem grande esforço diga-se. Bachmann foi igual a sí própria (ou seja, não saiu dos talking points treinados previamente), não cometendo erros e gerando boa imprensa no final do debate. A actuação de Pawlenty, que transparecia algum desespero, já deixava antever o desfecho deste fim de semana. Pawlenty apontou o óbvio a Bachmann: ela não tem currículo, nunca alcançou nada nos anos no Congresso e resume-se a representar uma voz estridente no debate político. Pelo contrário, ele, tem um currículo de oito anos como governador de sucesso no Minnesota. Mas a vida não está fácil para quem tem currículo no GOP. Que o diga Jon Huntsman, que teve uma prestação muito fraca neste seu debate de estreia.

 

Ontem entrou em cena Rick Perry, governador do Texas e adversário muito perigoso para Mitt Romney nestas primárias. Este anuncio acabou por ofuscar a vitória de Michele Bachmann na Iowa Straw Poll. Em segundo lugar ficou Ron Paul e em terceiro Tim Pawlenty, que apostou tudo em vencer este evento. Hoje ao inicio da manhã, o antigo governador do Minnesota anunciava a sua retirada da corrida à nomeação republicana, por não vislumbrar um caminho para a vitória. Perfeitamente compreensível e expectável.

 

Consequências para a corrida destes acontecimentos? Diria que duas principais:

 

1- Michele Bachmann é a favorita a vencer no Iowa. Não propriamente pela vitória de ontem em Ames, mas pela força que tem demonstrado em todas as sondagens estaduais. Os cristãos evangélicos representam cerca de 60 por cento dos eleitores nestes caucuses republicanos, e apenas Rick Perry poderá competir seriamente com Bachmann por esta camada do eleitorado. Romney poderá ter uma hipótese diminuta, caso consiga angariar grande parte dos moderados. No entanto, o Iowa poderá este ano não ter grande impacto nas primárias, tal como sucedeu em 2008, quando Mike Huckabee venceu. Isto se a vencedora for Bachmann.

 

2- Dificilmente estas primárias deixarão de ser uma corrida entre Mitt Romney e Rick Perry. Depois do debacle de Tim Pawlenty e da não existente candidatura de Jon Huntsman até ao momento, estes parecem ser os únicos candidatos credíveis no campo republicano. Michele Bachmann poderá ser um factor nestas primárias, mas talvez para prejudicar um outro candidato, como Rick Perry, funcionando como Mike Huckabee, que em 2008 retirou votos importantes a Mitt Romney, favorecendo desse modo a vitória de John McCain. De qualquer forma, se não houver grandes alterações, o adversário de Barack Obama deverá ser Romney ou Perry. 

 


08
Ago 11
publicado por Nuno Gouveia, às 22:27link do post | comentar

 

Esta promete ser uma semana quente para os republicanos. O Politico refere que Rick Perry, governador do Texas, irá anunciar no Sábado na Carolina do Sul as suas intenções presidenciais, isto depois de semanas com relatos a indicarem que o Perry irá mesmo ser candidato à nomeação republicana. A entrada do governador do Texas irá afectar de maneira decisiva a corrida eleitoral. Mitt Romney, que até ao momento parecia balanceado para a nomeação, ganhará desta forma um adversário de peso. Até ao momento, com Huntsman e Pawlenty a não deslocarem nas sondagens, Michele Bachmann surgia como a sua mais séria adversária. Se a situação não mudasse até ao próximo ano, Romney não deixaria escapar a nomeação. Eu nunca acreditei que Romney teria a vida assim tão facilitada, e sempre pensei que iria surgir um adversário credível a Romney. Estivesse já ou não na corrida. Rick Perry é um caso bem diferente de Bachmann. Governador do segundo maior estado da União desde 2000, tem um currículo que fala por si: o Texas é um dos estados que tem fugido da crise e apresenta-se como um sucesso económico. Olhando para o actual campo de concorrentes, Perry é o que terá mais condições para reunir o apoio dos diferentes quadrantes. E se Bachmann nunca fugirá de ser a candidata do Tea Party e da direita religiosa, Perry poderá juntar a esses grupos, o apoio do establishment e dos country republicans, que neste momento parecem estar com Romney. Não acredito que Perry irá transformar-se logo no frontrunner, até porque também apresenta algumas debilidades. E não nos esqueçamos que é outro governador do Texas, que sucedeu a George W. Bush no cargo. Apesar de manter uma distância assinalável com o 43º Presidente, isso não deixaria de ser jogado pelos opositores democratas e pelos media numas eleições gerais. Com a situação de fragilidade do Presidente Obama, acredito que a elegibilidade vai ser um dos critérios decisivos nas primárias republicanas. 

 

Na próxima quinta-feira vai decorrer mais um debate no Iowa, desta vez organizado pela Fox News e pelo Washington Examiner. Este debate deverá marcar a estreia de Jon Huntsman. No Sábado, o mesmo dia em que Perry deverá anunciar a sua candidatura, decorre a Iowa Straw Poll, cujo desfecho poderá marcar o destino de Tim Pawlenty. Sabe-se que investiu um milhão de dólares neste evento, e duvido que a sua candidatura possa sobreviver a um mau resultado.

 

PS: para os mais "fanáticos" com o caucus do Iowa, deixo aqui um blogue do Des Moines Register.


23
Jul 11
publicado por Nuno Gouveia, às 13:42link do post | comentar | ver comentários (1)

Rick Perry, governador do Texas desde que George W. Bush deixou a mansão de Austin, deverá avançar em breve para uma candidatura à nomeação republicana. Essa é pelo menos a ideia que tem vindo a dar pelas suas recentes movimentações. Rick Perry, antigo democrata que apoiou a candidatura falhada à presidência de Al Gore em 1988, é hoje uma das vozes mais relevantes do movimento Tea Party e dos sectores mais conservadores. Caso se confirme, ninguém no actual campo de candidatos pode ficar descansado.

 

Rick Perry é um governador de sucesso, responsável pelo estado com melhores resultados económicos nesta última década, e pode mesmo ser um adversário fabuloso para Barack Obama nas eleições gerais. Mas a história recente diz-nos que os candidatos que entram tarde na corrida dificilmente conseguem recuperar o atraso para os restantes. Em 2004 tivemos a entrada de Wesley Clark para as primárias democratas em Setembro, e em 2008, na mesma altura, Fred Thompson iniciou a sua campanha falhada nas primárias republicanas.

 

A sua entrada deve assustar imenso Mitt Romney. Até ao momento, com a principal oposição a surgir de Michele Bachmann, Romney tem estado descansado, e os seus estrategas acreditam que se for a congressista do Minnesota a sua principal adversária, a nomeação não fugirá. Eu também sou dessa opinião. E visto que os nomes na corrida que poderiam fazer frente a Romney não terem conseguido ainda descolar nas sondagens, os casos de Jon Huntsman e Tim Pawlenty, a entrada de Rick Perry representa um perigo para Romney. Um candidato conservador, com apoio nas franjas do Tea Party, com o currículo de Rick Perry e com a sua capacidade de entusiasmar? Se Bachmann entretém as audiências mais à direita, Perry será capaz de os convencer que pode ser mesmo Presidente. A confirmar-se esta candidatura, as primárias serão certamente mais interessantes.


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