18
Jan 14
publicado por Nuno Gouveia, às 20:01link do post | comentar | ver comentários (2)

 

Robert Gates, Secretário da Defesa de George W. Bush e Barack Obama, publicou um livro de memórias onde critica severamente a última administração a que pertenceu, onde Joe Biden, Hillary Clinton e o próprio Presidente ficam muito mal na fotografia. Através de excertos e de entrevistas de Gates, ficamos a saber que os anos em que passou no Pentágono a servir Obama terão sido repletos de discussões constantes com a Casa Branca. Obama é considerado um líder fraco, que não acreditava nas decisões militares que tomou em relação ao Afeganistão, e que desconfiava abertamente das intenções dos líderes militares. Revela ainda que os spin doctors da Casa Branca tentaram, muitas vezes com sucesso, orientar decisões sobre segurança nacional baseados em intenções políticas, e que a própria Hillary Clinton e Obama terão assumido que a oposição à "surge" no Iraque em 2007 do Presidente W. Bush deveu-se sobretudo a tácticas eleitorais. Joe Biden é descrito como um político ineficaz que esteve errado em todas as grandes opções americana de política externa dos últimos 40 anos. A crítica mais dura que faz ao Presidente é que ele não sentia grande empatia pelos soldados americanos envolvidos em combate, e que nunca respeitou as lideranças militares, apesar de, como é óbvio, apoiar os soldados. 

 

Estas revelações causaram um profundo impacto no debate público americano, pois não é normal que um presidente em exercício seja confrontado com críticas de antigos membros da sua administração. São acusações graves, pois Barack Obama aumentou o contingente militar americano no Afeganistão em cerca de 30 mil soldados, quando aparentemente não acreditava nessa solução. Se não acreditava, para quê mandar soldados morrer em combate? No entanto, e como bem recordou John McCain, crítico do Presidente Obama, esta não é a melhor altura para Gates lançar um livro de memórias. Estando ainda os Estados Unidos envolvidos no Afeganistão, e numa luta sem quartel contra a Al-Qaeda, estas críticas de Gates diminuem o status do Presidente e colocam em causa o prestigio de Obama perante os militares. Robert Gates, que serviu presidentes como Nixon, Ford, Carter, Reagan, Bush, W. Bush e Obama, sempre foi cauteloso e discreto, muito respeitado em Washington. Não se percebe porque decidiu agora sair desse formato e apresentar-se desta maneira. Penso que teria sido mais correcto ter esperado pelo fim do mandato do Presidente Obama. A lealdade com que sempre serviu os presidentes americanos assim o exigiria. 


04
Jan 14
publicado por Nuno Gouveia, às 17:44link do post | comentar | ver comentários (5)

 

 

Fallujah foi um dos mais importantes campos de batalha da guerra do Iraque, e um dos locais mais emblemáticos dos combates contra a Al-Qaeda. Foi palco de várias ofensivas e só no inicio de 2007 as tropas americanas e iraquianas recuperaram o controlo da cidade. Esta semana foi anunciado que a cidade voltou a estar sob controlo da Al-Qaeda. 

 

Quando Obama assumiu a presidência dos Estados Unidos, o Iraque já tinha desaparecido das primeiras páginas dos jornais. A "surge" do general David Petraeus tinha sido um sucesso e a guerra parecia ganha. George W. Bush já tinha negociado com o Primeiro-ministro Maliki um calendário para a retirada militar do Iraque, e apenas tinha sido deixado por negociar o número das forças residuais americanas que iriam ficar no país. Independentemente da má condução da guerra e do caos pós-invasão, que apenas foi quebrado após a "surge", a situação no Iraque parecia bem encaminhada. Mas Obama, que começou a sua carreira política na arena nacional por ser contra a guerra do Iraque (e que fez valer isso na sua corrida contra Hillary, que tinha apoiado a intervenção), acabou por cometer um erro de cálculo ao sair do Iraque da forma como o fez. 

 

Em 2011 Obama não conseguiu concluir um acordo com a liderança iraquiana para manter uma força residual no Iraque. O que estava previsto, e que era desejado pela liderança iraquiana, era manter um pequeno contingente militar que os auxiliasse na luta contra o terrorismo e que funcionasse como força dissuasora perante a violência sectária entre sunitas e xiitas. Além disso, manteriam o apoio ao treino das forças iraquianas. Esse era também o desejo de importantes sectores da administração Obama, que pretendiam manter o país calmo e longe do terrorismo, e afastar ao mesmo tempo a crescente influência iraniana no país. Mas algo correu mal, e Obama acabou por se precipitar e retirar totalmente. Nessa altura a Al-Qaeda estava completamente destruída no país e a violência sectária era reduzida. Independentemente do juízo que se possa fazer da intervenção no Iraque, essa era a postura correta a tomar, até para proteger os interesses americanos e dos aliados na região. 

 

Hoje a Al-Qaeda está a operar novamente em força no país, como se prova pelo controlo de Fallujah, e serve como base também à sua intervenção na vizinha Síria. O erro de Obama foi pensar que os interesses americanos estariam protegidos se deixasse os Iraquianos entregues a si mesmo. No Afeganistão Obama está empenhado em não cometer o mesmo erro, não retirando totalmente do país. Aí está a agir correctamente. 

 

PS: este post marca o meu regresso aqui ao Era Uma Vez na América, onde tentarei postar de forma regular. 


20
Mar 13
publicado por Nuno Gouveia, às 16:23link do post | comentar | ver comentários (5)

 

À chegada a Israel, Obama não poderia ser mais claro no seu apoio a Israel, tendo afirmado que aliança entre os dois países é eterna. O consenso sobre Israel nos Estados Unidos chega a ser caricato: na última campanha presidencial americana ambos os candidatos se digladiavam para mostrar quem era mais amigo de Israel. Esta semana foi divulgada uma sondagem nos Estados Unidos sobre quem teria "razão" no conflito Israelo-Palestiniano. Os resultados foram claros: 55% Israel, 5% os palestinianos e o resto ambos. Enquanto esta super maioria em favor de Israel se mantiver, nenhum político americano arriscará mudar o que quer que seja na relação entre os dois países.

 

Esta é a primeira visita oficial de Obama a Israel, o que lhe valeu críticas por não ter visitado durante o seu primeiro mandato, mesmo que George W. Bush também não o tenha feito no primeiro mandato. Aliás, tanto Ronald Reagan como George H. Bush nunca o fizeram enquanto estiveram na Casa Branca. Mas, de facto, durante o primeiro mandato, Obama teve alguns atritos com Benjamin Netanyahu e esta viagem destina-se sobretudo a reforçar os laços entre os dois dirigentes, agora que foram reforçados nas urnas. Não é esperado que Obama proponha algo de inovador nem que apresente qualquer proposta significativa para avançar o processo de paz com os palestinianos. Desde o fracasso de Bill Clinton, os presidentes americanos têm mantido uma distância assinalável deste processo, e não é de esperar que Obama inverta a situação nesta visita. A Síria, a Primavera Árabe e sobretudo o Irão deverão estar na agenda desta visita. Por outro lado, Obama vai também encontrar-se com os líderes palestinianos, sobretudo para reforçar a posição americana que o único representante legítimo é a liderança de Mahmoud Abbas. Portanto, o que vai fazer Obama nesta primeira viagem internacional do seu segundo mandato? Ouvir, marcar uma posição e pouco mais. Tudo mais do que isto será uma surpresa para os analistas internacionais. 


09
Mar 13
publicado por Nuno Gouveia, às 13:06link do post | comentar | ver comentários (2)

 

Esta semana foi noticia um pouco por todo o mundo, e Portugal não foi excepção, o filibuster de Rand Paul no Senado à nomeação de John Brennan para liderar a CIA. Confesso que nem concordo com a posição de Paul, mas esta colocou em evidência toda a hipocrisia que reina em Washington, onde salvaram-se, além do próprio Paul, alguns republicanos como John McCain e Lindsay Graham, democratas como Ron Wyden e algumas vozes da esquerda americana. Recorde-se: Paul insurgiu-se contra Brennan por este ter sido o responsável pelo sistema de eliminação de terroristas através de Drones, e pelo facto da Administração ter dado a entender que Obama tinha a autoridade para mandar assassinar cidadãos americanos em solo nacional. Não tenhamos dúvidas: a esmagadora maioria dos democratas, incluindo o próprio Presidente Obama, estaria ao lado de Rand Paul se o presidente ainda se chamasse George W. Bush. Isto para não falar do barulho estridente que se ouviria por parte dos media, das organizações americanas “liberais” e da comunidade internacional, incluindo em Portugal. Por outro lado, os republicanos que agora apoiaram, timidamente ou não, Rand Paul, estariam a defender o programa de Drones se o presidente fosse um dos deles. Por isso, o meu aplauso para Rand Paul, que quase de certeza faria o mesmo em qualquer circunstância, e também para John McCain e Lindsay Graham, que não tiveram problemas em defender o Presidente no Senado, mantendo uma coerência que é rara nos dias de hoje. 

 

Em relação ao programa de Drones e à possível eliminação de cidadãos americanos em solo nacional, parece-me que Rand Paul exagerou nos termos em que colocou a situação. Mas este é um debate que a sociedade americana deveria ter, pois é uma questão fundamental sobre o futuro dos Estados Unidos: deverá o Presidente ter a autoridade para eliminar cidadãos sem julgamento? Em que circunstâncias isso pode acontecer? Hoje falamos de terrorismo, mas no futuro poderá ser outro motivo qualquer. E, não esqueçamos, outros países irão ter a mesma capacidade para eliminar alvos deste modo.

 

O filibuster é uma das maravilhas da democracia americana e já não se via um deste género há imenso tempo. Mr Rand Paul went to Washington e agora cuidado com ele em 2016. Não penso que terá força política para vencer a nomeação, mas três anos é muito tempo, e não se sabe para que direcção vai evoluir o Partido Republicano e a sociedade americana, e estas posições são extremamente populares entre os mais jovens. Uma coisa é certa: ninguém pense que Rand Paul irá ter o papel menor que o pai teve nas duas últimas primárias. 


13
Jan 13
publicado por Nuno Gouveia, às 22:43link do post | comentar | ver comentários (4)

 

Zero Dark Thirty, um filme de Kathryn Bigelow que está nomeado para os Óscares, está desde já envolto em polémica devido ao tema da tortura e das técnicas de interrogatório utilizados pela CIA durante os anos que se seguiram ao 11 de Setembro. O filme conta a história de alguns elementos da CIA na caça de Osama Bin Laden, que culminou em 2011 com a eliminação do líder da Al-Qaeda no Paquistão. Zero Dark Thirty, que contou com a colaboração de informações vindas da Administração Obama, esteve para estrear antes das eleições presidenciais, mas acabou por ser exibido apenas recentemente nos Estados Unidos devido às criticas de sectores conservadores na época, que temiam fosse um acto de propaganda em favor de Barack Obama. Na realidade, essas críticas mostraram-se completamente infundadas, pois o que é relatado no filme, a acreditar na sua história, é apenas a história dos elementos da CIA que desde 2001 lideraram a caça a Bin Laden e poucas referências são feitas às administrações Bush e Obama.

 

O inicio do filme é poderoso e marcante, e que provoca a polémica actual. Nessas primeiras cenas vemos um elemento da Al-Qaeda a ser interrogado por dois operativos da CIA num seus dos famosos black sites, sendo que um deles recorre ao Waterboarding, à privação do sono e à música de heavy-metal para quebrar o prisioneiro. Não sendo bem claro no filme se foram estes métodos que levaram à informação sobre o correio de Bin Laden, a realidade é quem visiona o filme fica claramente com a sensação que o prisioneiro cede ao interrogatório e revela o nome da pessoa que viria a levar a CIA, anos depois, até à casa onde Bin Laden se refugiava no Paquistão. E é aqui que a polémica rebenta: os senadores John McCain (R), Diane Feinsten (D, e Carl Levin (D) criticaram violentamente o filme por mostrar que as técnicas de interrogatório da CIA contribuíram decisivamente para eliminar Bin Laden. Na verdade, as informações que têm saído sobre este tema nos últimos anos têm sido contraditórias: vários membros da Administração Bush, como o antigo director da CIA, Michael Hayden ou o Procurador Geral, Michael Mukasey, têm afirmado que esses métodos foram importantes para o processo Bin Laden, o que tem sido negado por vários políticos com acesso à informação privilegiada, como os referidos senadores. E em quem acreditar nesta história toda? Isso fica para cada um decidir de acordo com as informações conhecidas publicamente.

 

Que houve elementos da Al-Qaeda que foram submetidos a actos questionáveis, como o Waterboarding ou a privação de sono, isso é um facto. Se esses métodos foram eficazes na obtenção de informação relevantes, penso que nunca saberemos com toda certeza. O que temos assistido é que quem defende a utilização desses métodos em situações extremas afirma que foram eficazes. Quem é contra, diz que o inverso. Estes métodos deixaram de ser sancionados pelo governo americano nos últimos anos de Bush. A luta contra o terrorismo prosseguiu nos últimos anos, com a Administração Obama a aumentar a utilização de Drones para eliminar terroristas da Al-Qaeda, com grande sucesso, sendo que a sua captura deixou de ser uma prioridade. O que seria melhor? Capturá-los para retirar informações ou simplesmente eliminá-los? Um debate que ganha contornos ainda mais interessantes, quando Obama nomeou para a CIA John Brennan, que esteve directamente envolvido na espionagem da agência nos anos Bush. Zero Dark Thirty estreia esta semana em Portugal, sendo que tem recebido boas críticas. A ver e retirar ilacções. 


13
Nov 12
publicado por Nuno Gouveia, às 15:12link do post | comentar | ver comentários (11)

Historicamente os segundos mandatos costumam ser mais complicados do que os primeiros. Nixon teve o Watergate e demitiu-se, Reagan teve o escândalo dos Irão-Contra, Bill Clinton teve o affair Mónica Lewinski e George W. Bush teve o Katrina e o descalabro financeiro. Isto para recordar alguns episódios que atingiram os últimos presidentes reeleitos. Não quer dizer obviamente que Barack Obama vai enfrentar algum escândalo, mas os desafios para o seu segundo mandato são enormes. A crise fiscal está à espreita, o Irão ameaça tornar-se ainda mais explosivo nestes próximos anos e a situação no Afeganistão está longe de estar resolvida. Mas Obama terá tempo para impor a sua agenda, agora livre de uma campanha de reeleição que marcou a sua actuação nos últimos dois anos. Ao mesmo tempo, enfrenta um Partido Republicano, ainda com maioria na Câmara dos Representantes, enfraquecido após a severa derrota nas eleições da semana passada. 

 

A agenda deste segundo mandato tenderá a focar-se sobretudo nos temas internos, e Obama tem aqui uma oportunidade para reforçar o seu legado enquanto Presidente dos Estados Unidos. A sua maior vitória legislativa, a reforma da saúde, entrará agora em vigor no próximo ano, e Obama poderá vingar o seu papel na história se esta for bem sucedida. Na energia, Obama tenderá a apostar nas energias renováveis, algo que timidamente fez no primeiro mandato, sem grandes resultados, mas será principalmente na imigração que tentará promover um novo pacote legislativo de grande impacto no futuro. Nestes primeiros dias após a sua reeleição, tem havido do lado dos republicanos vontade para trabalhar com o Presidente nesta matéria, até porque a sua derrota eleitoral terá muito a ver com o modo como estes têm lidado com esta questão. Na educação, Obama poderá também criar pontes com os republicanos para actuar no sector, pois existe matéria para possíveis consensos. A dívida explosiva, que ameaça transformar os Estados Unidos numa nova Europa do Sul, deverá também ser atacada de frente pela Administração Obama. Um corte nas despesas sociais, conjuntamente com o aumento de impostos para os mais ricos estará em cima da mesa, e é bem provável que existam cortes nas despesas militares. 

 

Na frente externa Obama sentirá a necessidade de resolver até 2014 o problema do Afeganistão, o Irão nuclear, que Obama já garantiu não ser uma possibilidade, deverá ocupar bastante tempo para o novo Secretário de Estado, e a situação na Síria será também alvo de preocupação nos próximos meses. Ao mesmo tempo, a política externa tenderá a focar-se ainda mais na Ásia, com a China no topo da agenda. A situação da Europa e do Euro, que esteve totalmente ausente nesta campanha, será também uma das suas preocupações, aqui sem grande poder de influência. Nas relações com a Rússia, veremos finalmente com o que Obama quis dizer com ter maior margem de manobra após as eleições. Além disto, nunca se sabe onde poderá rebentar a próxima crise no panorama internacional. 

 

Desafios são muitos, e certamente irão aparecer outros pelo caminho. Não se pense que Obama tem o caminho aberto para um mandato de sucesso. Até pelo que disse inicialmente. Mas com a vitória na semana passada, Obama ganhou tempo, conquistou legitimidade e reforçou o seu poder em Washington. Até ao final do ano ficaremos a saber com quem contará na sua equipa. John Kerry na Defesa e Susan Rice no Departamento de Estado têm sido alguns dos nomes ventilados. Certa parece a saída de Hillary Clinton e Timothy Geithner do Tesouro. 


04
Nov 12
publicado por José Gomes André, às 15:39link do post | comentar | ver comentários (1)

É bastante improvável que o resultado eleitoral norte-americano tenha um impacto directo significativo na política europeia. Desde o fim da Guerra Fria que a Europa perdeu importância na agenda americana, em detrimento de regiões mais problemáticas (como o Médio Oriente) ou estrategicamente mais promissoras (o eixo Ásia Oriental-Pacífico). Este realinhamento político decorre de dois factores fundamentais. Por um lado, a pacificação do teatro europeu e a consolidação da União Europeia estabilizaram o Velho Continente, tornando “dispensável” a supervisão e o envolvimento americano (salvo raras excepções). Por outro lado, a emergência de novas potências (China, Índia, etc.) mereceu especial atenção do gigante americano, interessado em conquistar novos mercados, mas também em interagir politicamente com potenciais ameaças num quadro internacional que os EUA têm dominado nas últimas duas décadas.

 

A crise económica que abalou os alicerces da própria UE poderia alterar este quadro. Devido à importância das transacções comerciais e financeiras transatlânticas, os EUA foram obrigados a acompanhar atentamente os eventos europeus. Porém, estando também a contas com graves problemas económicos (crescimento tépido, desemprego e défice elevados, dívida descontrolada), os EUA não têm demonstrado nem disponibilidade política, nem tampouco possuir boas ideias para solucionar esta prolongada crise. Sem surpresa, as questões europeias têm portanto sido um tema ausente na campanha, não merecendo um único minuto no terceiro debate (sobre política externa) ou uma só linha nos programas de Obama e Romney.

 

A existirem consequências relevantes para a política europeia na sequência destas eleições, elas advirão por via indirecta – nomeadamente caso se verifique uma recuperação económica e financeira dos EUA (“arrastando” as principais economias europeias), ou surjam eventos internacionais com dimensões globais (por exemplo, uma nova intervenção americana no Médio Oriente, que fizesse escalar os preços do petróleo e questionasse mais uma vez as “posições europeias” em matéria de Defesa e política externa). Todavia, face às interrogações que abalam a própria estrutura económica e política norte-americana, permanece uma incógnita perceber com que futuro Presidente esses ou outros acontecimentos seriam mais prováveis.

 

(artigo publicado no "Região de Leiria", 02.11.2012)


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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