21
Ago 12
publicado por Nuno Gouveia, às 12:40link do post | comentar | ver comentários (19)

Todd Akin era até Domingo passado um desconhecido candidato republicano ao senado pelo estado do Missouri, e com boas hipóteses de vitória contra a actual senadora Claire McCaskill. Tudo mudou depois de uma entrevista desastrada a um canal local, onde afirmou que as mulheres que sofrem violações legítimas (?) raramente engravidam. Uma frase impossível de explicar que gerou, como seria de esperar, reacções de ambos os partidos. A questão é simples: se Todd Akin não se afastar da corrida, McCaskill será reeleita, colocando a maioria no Senado bem mais difícil para os republicanos, e poderá colocar ainda o Missouri ao alcance de Barack Obama, que o perdeu em 2008 contra John McCain, e que, apesar de algumas sondagens indicarem uma vantagem curta de Mitt Romney, ninguém acredita que não cairia para a coluna republicana este ano. Os riscos são grandes, e, talvez por isso, as reacções mais veementes não foram de democratas. Houve críticas é certo, mas sem dúvida que é do seu interesse que Akin não se retire. 

 

A Super Pac de Karl Rove, Crossroads, anunciou que deixaria de investir no Missouri, o senador John Cornyn, responsável pelas campanhas senatoriais do GOP, disse que não iria apoiar financeiramente Akin na sua campanha, vários senadores, como Ron Johnson ou Scott Brown apelaram ao afastamento de Akin. O Tea Party Express, Sean Hannity da Fox News e a National Review em editorial fizeram o mesmo. Por fim, Mitt Romney condenou as palavras de Akin e sugeriu que este deverá afastar-se da corrida. Nos bastidores a pressão sobre Akin deverá ser ainda maior. Ao contrário do que sucedeu em 2010, quando perderam lugares no senado que deveriam ter ganho, como no Nevada com Sharon Angle e no Delaware com Christine O'Donnell, os republicanos desta vez tomaram uma posição. Um silêncio que pagaram caro em 2010 e que não querer repetir. Se Todd Akin não se retirar, será considerado um pária no partido, mas irá prejudicar a “marca” GOP no Missouri. Um caso a seguir com atenção nas próximas horas. 

 

Adenda (22.08.2012): Apesar do actual senador do Missouri, Roy Blunt, e de quatro antigos senadores, de um telefonema de Paul Ryan e de um apelo formal de Mitt Romney, Akin não desistiu ainda da candidatura. Será ainda possível ser substituído até ao dia 25 de Setembro. Este assunto deverá submergir nos próximos dias, mas é de esperar que a pressão para que ele desista continue. Hoje numa entrevista, o agora candidato pária do Partido Republicano deixou uma porta aberta à desistência. 


08
Fev 12
publicado por Nuno Gouveia, às 14:23link do post | comentar | ver comentários (2)

Rick Santorum foi o grande vencedor de ontem. E se a vitória nos caucuses do Minnesota já era esperada, o mesmo não se pode dizer do Colorado, onde Romney partia como grande favorito. Santorum ganhou ainda as primárias do Missouri, apesar destas não atríbuirem delegados. Mitt Romney sofreu desta forma um revés importante nestes estados, ele que até ficou em terceiro lugar no Minnesota, atrás de Ron Paul. Newt Gingrich desapareceu do mapa, mas depois do que já vi dele nestas primárias, recuso-me a passar-lhe um atestado de óbito. As próximas eleições são as primárias do Michigan e no Arizona a 28 de Fevereiro. Antes disso, neste fim de semana, será conhecido o resultados dos caucuses do Maine, que realizam-se até Sábado. Aqui reside a grande esperança de Ron Paul vencer uma eleição. 


06
Fev 12
publicado por Nuno Gouveia, às 23:07link do post | comentar | ver comentários (4)

  

 

Colorado -  Segundo uma sondagem recente da PPP, Mitt Romney deverá vencer estes caucuses com relativa facilidade. A expectativa é que Rick Santorum fique em segundo lugar, seguido de Newt Gingrich e Ron Paul. São atribuídos 36 delegados.

 

Minnesota - A maior incerteza das eleições de amanhã. Na última sondagem, Rick Santorum apareceu ligeiramente à frente de Mitt Romney, seguido de perto de Newt Gingrich e Ron Paul. Devido à natureza dos caucuses, atribuiria alguma vantagem a Mitt Romney e Ron Paul, pela capacidade de mobilização e máquina no terreno. São atribuidos 40 delegados

 

Missouri - Irão realizar-se amanhã umas primárias... que não contam para nada. Os 52 delegados apenas serão atribuídos nos caucuses do dia 17 de Março. No entanto, o interesse desta primária resume-se a saber se Rick Santorum conseguirá derrotar Mitt Romney, pois Newt Gingrich não consegui qualificar-se para constar do boletim de voto. 

 

Tendência: Depois de uma semanas horríveis onde apenas descaracterizou a sua campanha, Newt Gingrich pode começar amanhã a perder o lugar de opositor directo de Mitt Romney. Rick Santorum está bem colocado para conseguir uma vitória amanhã (Minnesota) e pode substituir Gingrich na pole position para adversário conservador. Ron Paul, que tem desiludido um pouco depois do New Hampshire, tem amanhã no Minnesota uma das últimas oportunidades para vencer uma eleição. Romney deverá ter mais um bom dia. 


19
Out 10
publicado por Nuno Gouveia, às 19:18link do post | comentar

Quem acompanha a política americana sabe que os anúncios negativos fazem parte do "negócio". Não deve haver um único candidato que não o faça. Mas tenho lido que este ano os políticos estão a ir longe de mais. Alguns candidatos perderam mesmo a cabeça e são atacados por todos os lados devido aos seus anúncios negativos. Outros sabem muito bem o que estão a fazer. Dos três exemplos que escolhi, pelo menos o do Alan Grayson terá corrido muito mal, pois foi massacrado na imprensa e praticamente perdeu as hipóteses de reeleição.

 

Este anúncio do candidato democrata Jack Conway contra Rand Paul, no Kentucky. Baseia-se numa notícia anónima sobre uma pretensa brincadeira de Rand Paul quando estudava na Universidade. A história está aqui resumida.

 

Este é talvez o anúncio mais famoso deste ciclo eleitoral. O congressista da Florida provavelmente queimou as suas possibilidades de reeleição com este ataque ao opositor republicano. Na verdade, o mais grave nem foi Alan Grayson ter comparado o seu adversário a um Taliban. Ele manipulou um vídeo em que o republicano aparece a dizer "a minha esposa deve submeter-se a mim", quando na verdade, ele estava a dizer para as pessoas não seguirem esse verso da Bíblia. A história aqui.

 

Este é um anúncio de Roy Blunt contra a opositora democrata nas eleições do Senado do Missouri. Aqui há uma acusação directa a Robin Carnahan e à sua família de terem recebido mais de 100 milhões de dólares do Plano de Estímulos de Barack Obama. Este anúncio é do final do mês de Setembro, e desde então, as sondagens mostram uma relativa aproximação entre os candidatos.


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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