11
Out 11
publicado por Nuno Gouveia, às 00:18link do post | comentar

 

O YouTube lançou recentemente uma plataforma para acompanhar as eleições presidenciais do próximo ano. Neste canal serão incluídos todos os anúncios dos candidatos, bem como discursos, paródias ou outro tipo de vídeos relacionados com a campanha. Terá também um acompanhamento especial sobre as estatísticas dos candidatos. O site tem uma visão global da campanha no YouTube, com gráficos, mapas e outras ferramentas que permitem acompanhar o sucesso dos candidatos na rede. Neste momento, Rick Perry é quem tem mais visualizações, com um anúncio seu que já destaquei aqui. Uma boa ferramenta para acompanhar todos que vão acompanhar eleições, sobretudo para os investigadores de comunicação política digital. 


22
Set 11
publicado por Nuno Gouveia, às 20:51link do post | comentar

foto retirada do twitter da Press Secretary de Mitt Romney

 

Nas campanhas nunca ficámos a conhecer verdadeiramente os candidatos. Aliás, diria mesmo que nunca conhecemos a personalidade daqueles em quem votamos. E na política americana, onde todos os aspectos da comunicação são estudados ao pormenor, nada do que assistimos durante uma campanha presidencial surge do ocaso. Todas as campanhas tentam apresentar-nos os candidatos da forma mais simples do mundo. Como se do nosso vizinho se tratasse. Hillary Clinton andou a beber shots de Whisky no New Hampshire e Barack Obama apareceu a beber cerveja em bares do Iowa. No fundo, estes políticos, muitos deles milionários, não são diferentes de nós. Essa é a mensagem que tentam vender. 

 

Mitt Romney, membro de uma poderosa família política do Michigan, formado em Harvard e com uma fortuna pessoal na ordem dos 200 milhões de dólares, tem utilizado essa estratégia. Sendo olhado com desconfiança por muitos na base republicana pelo seu elitismo, Romney tem sido visto a comer bastantes vezes fast-food e a viajar na Southwest, uma espécie de Ryan Air americana. Não digo que Romney não goste de fast-food ou não seja cliente regular de companhias de low cost. Mas o facto de o revelar ostensivamente durante a campanha denota que existe uma estratégia por trás disso. Podem ler mais sobre isto nesta peça do NY Times

 

PS: Hoje à noite, por volta das 2h00 (de Lisboa) a Fox News transmite mais um debate presidencial, desta vez patrocinado pela Google. O debate será moderado pele Brett Baier, Chris Wallace e pela excelente Megyn Kelly. 


25
Ago 11
publicado por Nuno Gouveia, às 20:13link do post | comentar

David Axelrod, o spin doctor de Obama, anunciou numa entrevista à Chicago Magazine, que a campanha presidencial de 2012 será a última da sua carreira. Com um longo percurso na política americana, foi em Chicago que se destacou, ajudando a eleger vários políticos negros na política local. Em 2004 trabalhou na campanha presidencial de John Edwards, e em 2006 ajudou a eleger os governadores Eliot Spitzer em Nova Iorque e Deval Patrick no Massachusetts. Mas foi 2008 que atingiu o estrelado, ao contribuir decisivamente para Barack Obama a ser eleito para a Casa Branca. Nos primeiros dois anos, foi conselheiro especial do Presidente, mas demitiu-se no inicio deste ano para regressar a Chicago e preparar a campanha presidencial de 2012. Agora anuncia a esperada retirada. Na verdade, segue as pisadas de outros míticos spin doctors, como James Carville ou Karl Rove, que depois de elegerem os seus homens, abandonam a actividade no terreno. Mas não se pense que deixaremos de ouvir falar dele. O seu percurso no futuro não deixará de andar muito longe disto. Depois de sair do círculo de Obama, caso este seja reeleito, é próvavel que regresse à Casa Branca, irá escrever um livro altamente rentável de memórias, e irá animar os debates televisivos dos canais de notícias. Pelo que já fez, já garantiu o seu lugar nos livros da história da política americana deste inicio de século. 


31
Out 10
publicado por José Gomes André, às 01:42link do post | comentar | ver comentários (2)

Todos os indicadores recentes vêm apontando para uma vitória clara do Partido Republicano nas eleições de dia 2. Depois de derrotados no Congresso em 2006 e 2008 e nas Presidenciais de 2008, é natural que os Republicanos encarem esta ocorrência com especial fervor. Porém, sendo a gestão de expectativas essencial na política e na análise dos fenómenos eleitorais, creio que a entourage Republicana poderá ter cometido um erro grave nas últimas semanas, ao sugerir como provável um "vendaval Republicano" na próxima terça-feira.

 

Não que tal "vendaval" não possa suceder, mas porque essa previsão - que engloba referências ao controlo da Câmara dos Representantes do Senado, como também a ganhos de 60 ou 70 lugares na câmara baixa - assenta no melhor cenário possível. Ora, uma regra fundamental do marketing político estipula que se deve sempre prever publicamente cenários eleitorais intermédios, ou até mesmo com resultados inferiores ao realmente expectável, para posteriormente se retirar o máximo proveito de uma vitória expressiva, jogando com o factor "surpresa".

 

Os Republicanos têm feito exactamente o contrário, o que os pode prejudicar quando se traçar a "narrativa pós-eleitoral": se obtiverem uma vitória clara, mas não colossal, os resultados serão tendencialmente vistos como apenas "razoáveis"; se obtiverem uma vitória marginal (ficando sem o controlo do Senado e a Câmara dos Representantes), poderão até mesmo ser descritos pelos comentadores e olhados pelo eleitorado como "perdedores", apesar dos seus ganhos eleitorais consideráveis...


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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