22
Dez 11
publicado por Nuno Gouveia, às 19:33link do post | comentar

Admito que é sem surpresa que leio esta notícia. O Presidente George H. Bush declarou hoje o seu apoio formal a Mitt Romney. Não valerá (muitos) votos, mas volta a colocar na ordem do dia a inevitabilidade da nomeação de Romney. Com o leque de apoios que já recebeu (e ainda irá receber), será possível este Partido Republicano nomear outro candidato? Na política americana tudo é possível, mas... No final das primárias veremos se estou certo ou errado.


14
Out 11
publicado por Nuno Gouveia, às 18:50link do post | comentar | ver comentários (1)

 

A hipótese chegou a ser pensada e quem o afirma é James Baker, antigo Secretário de Estado de George H. Bush e director da sua campanha presidencial de 1988. Quando Bush estava a quase 20 pontos de Michael Dukakis e precisavam de um candidato a Vice Presidente capaz de "abanar" a corrida, Clint Eeastwood, então mayor republicano de uma cidade da Califórnia, foi um dos nomes em cima da mesa. A opção acabou por ser Dan Quayle, senador do Indiana. Se Eastwood tivesse sido convidado, provavelmente os Estados Unidos teriam ganho um grande político, mas o mundo teria perdido alguns dos melhores filmes das últimas décadas. A história é contada aqui no site da ABC News


12
Jan 11
publicado por Nuno Gouveia, às 13:00link do post | comentar | ver comentários (4)

 

Numa época em que tanto se tem falado da agressividade nas relações entre políticos, uma história de civilidade. São famosas as cartas que os Presidentes deixam para os seus sucessores na Sala Oval. Mas o seu conteúdo nunca é revelado ao grande público. George Stephanopoulos Tapper revela aqui a carta que George H. Bush deixou para Bill Clinton quando abandonou a Casa Branca. Mesmo depois de uma campanha bastante agressiva entre ambos, o Presidente Bush deixou esta mensagem:

 

January 20, 1993
Dear Bill,
When I walked into this office just now I felt the same sense of wonder and respect that I felt four years ago. I know you will feel that too.
I wish you great happiness here. I never felt the loneliness some Presidents have described.
There will be very tough times, made even more difficult by criticism you may not think is fair. I’m not a very good one to give advice; but just don’t let the critics discourage you or push you off course.
You will be our President when you read this note. I wish you well. I wish your family well.
Your success now is our country’s success. I am rooting hard for you.
Good luck –
George



09
Dez 10
publicado por Nuno Gouveia, às 14:07link do post | comentar

Barack Obama tem sido comparado a Bill Clinton em 1994, por ter-se movido para o centro, neste recente acordo dos "Bush Tax Cuts". Eu também aqui acenei com esse cenário. Mas há quem discorde dessa ideia, e talvez não estejam desprovidos de razão.

 

Dick Morriso, o arquitecto da triangulação de Bill Clinton, não é um analista imparcial nesta questão. Nos últimos anos, assumiu-se como uma voz conservadora no panorama mediático americano, e não é parte desinteressada na luta política. Como já disse anteriormente, não ficaria totalmente surpreendido se regressasse ao activo nesta próxima campanha presidencial, trabalhando ao lado de um candidato republicano. Mas o seu argumento tem alguma lógica. Segundo Morris, Bill Clinton moveu-se para o centro, chegando a acordo em áreas que faziam parte da sua agenda, como o combate ao crime ou o equilíbrio do orçamento. Morris defende que a estratégia de Obama não é a mesma, pois adoptou medidas que sempre discordou, faltando a uma promessa emblemática da sua campanha.

 

Jon Meacham, em artigo assinado no NY Times, também concorda com Morris. Meacham, biógrafo de George H. Bush, defende que, tal como o Presidente republicano, Obama quebrou uma promessa, ao aceitar a manutenção da baixa de impostos para os mais ricos. A famosa frase de H. Bush, "read my lips: no new taxes", faz eco na ideia de Meacham, e para ele, a comparação de Obama deve ser feita com o 41º Presidente e não com o 42º.



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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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