06
Nov 12
publicado por Nuno Gouveia, às 08:45link do post | comentar | ver comentários (9)

 

O futuro político destes dois homens decide-se esta terça-feira. Ambos já fazem parte da história americana. Barack Obama, que teve uma das mais meteóricas ascensões na política americana, depois de ter passado apenas sete anos no senado estadual do Illinois e quatro anos no Senado em Washington, foi eleito o primeiro negro Presidente dos Estados Unidos. Só isso já lhe assegurou um lugar na história. Mas o seu legado como Presidente irá ser necessariamente marcado pelo resultado que tiver nestas eleições. Se perder, será um novo Jimmy Carter, um Presidente que não conseguiu ser reeleito e recordado como um fracasso. Se vencer, terá tempo para cumprir algumas das promessas e deixar uma imagem positiva da sua governação. Muito do que se disser do seu legado será ditado pela reeleição ou não. Fez uma campanha eficaz, apostou em motivar a sua base eleitoral e, ao mesmo tempo, tentou desqualificar Mitt Romney. Se na primeira parte parece ter sido relativamente bem sucedido, na segunda, teve menos sucesso. Logo veremos se a afluência às urnas dos eleitores democratas será suficiente para estancar a previsível subida entre o eleitorado republicanos e os ganhos de Romney entre os independentes. Uma coisa é certa: ganhe ou perca, não parou de lutar. 

 

Mitt Romney com um longo percurso empresarial de sucesso, herói dos Jogos Olímpicos de Inverno de Salt Lake City, governador do Massachusetts e pela segunda vez candidato presidencial, pode estar no último dia da sua carreira política ou a iniciar o último percurso, o mais importante da sua vida. Como quase sempre sucede nos Estados Unidos, os candidatos presidenciais derrotados asseguram um lugar nos livros de história, mas presumo que Romney não fique satisfeito se juntar-se a nomes como John McCain, Bob Dole, Al Gore ou Michael Dukakis, só para recordar os últimos derrotados. Se vencer, poderá colocar em prática a sua experiência para recuperar a economia americana, como tem prometido, e assumir-se como o 45º Presidente, o primeiro mórmon. Mas Romney já conseguiu uma coisa: depois das tímidas imagens deixadas por Jonh Kerry em 2004 e Michael Dukakis em 1988, um político do Massachusetts voltou a realizar uma boa campanha presidencial. Se isso chegará para imitar outro conterrâneo do estado, o 35º Presidente, é algo que saberemos em breve. Esta terça-feira estará em Cleveland no Ohio e em Pittsburgh na Pensilvânia. A imitar Obama em 2008, quando no dia das eleições fez campanha no Indiana. E ganhou lá, constituindo a maior surpresa desse ano. Romney, tal como Obama, também não desistiu de lutar pela vitória.  Penso que ambos fizeram o que tinham que fazer para ganhar. Veremos agora o veredicto do povo americano. Porque só esse conta.


05
Nov 12
publicado por Nuno Gouveia, às 13:40link do post | comentar | ver comentários (3)

A segmentação do eleitorado americano por parte das campanhas é uma realidade, bem diferente do que estamos habituados a observar em Portugal. Não se pode considerar que os blocos sejam todos homogéneos (a excepção é o eleitor afro-americano), mas as campanhas investem forte em capturar o voto destes grupos demográficos. Haverá muitos mais, mas deixo aqui alguns que poderão ser extremamente relevantes para o desfecho das eleições de amanhã.

 

Hispânicos: Representam cerca de 14% dos cidadãos americanos, mas a sua participação eleitoral é historicamente baixa. Em 2010 representaram apenas 7% dos votantes, tal como em 2008. Em 2008 votaram Obama numa relação de 61-31. Se Obama conseguir manter estes números ou até melhorar, como algumas sondagens têm indicado, isso poderá ser estaticamente importante em três swing-states: Nevada, Colorado e Florida. Com o Nevada a pender para o lado de Obama e a Florida para o Romney, diria que é no Colorado que poderão fazer a diferença. Em corridas muito renhidas, como no Ohio, onde representam apenas 4% da população, poderão também ajudar a decidir. De resto, nos estados com populações hispânicas mais significativas, o desfecho está encontrado: Texas e Arizona para Romney, Illinois, Califórnia e Nova Iorque para Obama. 

 

Negros: Obama precisará de uma votação recorde semelhante ao que teve em 2008, com cerca de 95% para segurar a Carolina do Norte e Virgínia. Penso que neste segmento do eleitorado não deverá haver grandes mudanças, mas talvez seja insuficiente para vencer nestes estados. Mas uma afluência idêntica à de 2008 poderá ajudar no Ohio, Michigan ou Pensilvânia, onde representam mais de 10% da população.

 

Brancos: o eleitorado branco votou John McCain em 2008, numa ordem de 55%-43%. Romney precisará de fazer muito melhor. Algumas sondagens indicam que Obama poderá ficar-se pelos 37% e Romney com mais de 60%, o que seria um excelente número para Romney. A grande dúvida aqui é se os brancos irão manter os 76% que representaram em 2008 (dados da Gallup) ou se esse número vai baixar. Pode residir aqui a derrota ou vitória de um dos candidatos. 

 

Mulheres: Tem-se falado muito da gendergap, mas é tradicional os republicanos vencerem no eleitorado masculino e os democratas vencem no feminino. Por exemplo, desde Ronald Reagan que os republicanos perdem no eleitorado feminino. Em 2004 Bush venceu nos homens por 11% e perdeu por 10% nas mulheres. Há quatro anos Obama conseguiu mesmo vencer no eleitorado masculino por 1 por cento e nas mulheres por 13 por cento. Será interessante verificar se Romney conseguiu aproximar os números, e “perder por poucos” entre as mulheres, já que é amplamente esperado que vença no eleitorado masculino.

 

Judeus: Romney terá encurtado a distância para este segmento do eleitorado, que vota tradicionalmente nos democratas. Em 2008 Obama teve 76% dos votos dos judeus, enquanto John Mccain ficou-se pelos 24%. Pensa-se que Romney terá mais votos, até pela decepção que Obama criou em alguns judeus. Um resultado à volta dos 35% seria excelente para Romney, e que o poderia ajudar sobretudo na Florida.

 

Católicos: Nos últimos três eleições presidenciais representaram cerca de 25% do eleitorado, e tem havido um certo equilíbrio entre os dois partidos. Em 2000 votaram Gore contra Bush (50-47), em 2004 ajudaram a reeleger Bush (52-47). Em 2008 Obama teve 54% contra 45% de Mccain. Este voto será particularmente decisivo no Midwest. Ambos os candidatos a Vice Presidente são católicos.  



02
Nov 12
publicado por Nuno Gouveia, às 16:37link do post | comentar

As sondagens nacionais neste último mês deram ligeira vantagem a Mitt Romney, enquanto Barack Obama liderou as sondagens em alguns dos principais swing-states. Nos últimos dias, talvez à boleia do efeito Sandy, Obama voltou a empatar a corrida nacional. Atente-se à Gallup: nos últimos 15 dias em que publicou a sua tracking poll, Romney esteve sempre com mais de 50 por cento. Nas sondagens estaduais da Quinnipiac, e não só, Obama tem quase sempre aparecido com vantagem, principalmente no Ohio, Wisconsin e Iowa, três dos mais importantes estados para esta eleição. 

 

Qual é a principal questão relativa a estas sondagens? Elas podem estar todas correctas, mas a diferença é que tipo de eleitorado estão a prever. A maioria parte das sondagens estaduais prevê uma adesão às urnas de democratas semelhante a 2008, enquanto a Gallup prevê que o número seja mais ou menos idêntico entre democratas e republicanos. Em 2004 a percentagem de democratas que votou foi a mesma do que republicanos. Em 2008, numa eleição atípica, Obama conseguiu levar às urnas mais 8% de democratas em relação aos republicanos. Nas eleições intercalares de 2010, os republicanos ultrapassaram os democratas em termos nacionais.

 

Claro que não tenho certezas nenhumas, mas se considerarmos que a verdade estará no meio entre estas duas previsões, os democratas não terão a vantagem que tiveram em 2008, mas também não será equiparada a 2004, quando os republicanos “empataram” com os democratas. Hoje em dia há menores eleitores registados republicanos do que em 2004. Ou seja, pelos dados que tenho recolhido de diversas análises, o saldo final poderá ficar a meio termo, com ligeira vantagem dos democratas, até pelo facto que a demografia das minorias os favorece. Dado que a maioria dos estudos indica que Mitt Romney recolhe a maioria das preferências do eleitorado independente, que em 2008 deu vantagem a Obama em mais sete pontos, acredito que o desfecho destas eleições vai ser ditado pelo tipo de eleitorado vamos ter. Se os democratas representarem 3 ou mais pontos em relação aos republicanos, é provável que  Obama seja reeleito. Mas se a vantagem democrata for menor, e a superioridade entre os independentes que votar em Mitt Romney for significativa, como a esmagadora maioria dos estudos têm apontado, então acredito que este será eleito. 

 

Expectativas das campanhas:


Em 2008 o eleitorado foi composto por 76% de eleitores brancos, 12% de negros, 8% de hispânicos e de 2% de asiáticos, segundo números da Gallup. A esperança para Obama manter uma representação de eleitores democratas que lhe permita vencer, e que tem sido defendido pelos seus estrategas, é que o voto dos brancos irá baixar um ou dois pontos, com ganhos entre as minorias. Como este tipo de eleitorado tenderá a favorecer Obama, pode fazer a diferença e conter maior entusiasmo entre os republicanos. Por outro lado, esperam manter o nível de entusiasmo elevado entre os jovens e as mulheres, que impeça o natural crescimento dos republicanos. 

 

Os republicanos esperam que o maior entusiasmo que as sondagens têm indicado leve um número recorde dos seus eleitores às urnas, esbatendo a diferença de 2008. Por outro lado, se a vantagem nas preferências dos eleitores independentes for grande, do tipo de 5 ou mais pontos, isso poderá inclinar a corrida decisivamente para eles. Normalmente a maioria do eleitorado independente decide o vencedor. Excepção desde 1976? John Kerry, mas que apenas venceu por 1% neste segmento dos eleitores. 


05
Out 12
publicado por Nuno Gouveia, às 17:25link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Os republicanos estavam verdadeiramente satisfeitos após o debate, como se pode ler nesta peça do correspondente da Lusa nos Estados Unidos, Paulo Dias Figueiredo (a quem aproveito para agradecer a referência). Segundo o Instituto Nielsen, o debate de quarta-feira teve uma audiência estimada em 67 milhões espectadores, um recorde nos últimos 20 anos. Curiosamente, depois do número de espectadores nas convenções ter descido substancialmente em relação a 2008, este primeiro debate teve mais audiência do que qualquer um de há quatro anos. Nestes números, não estão ainda incluídas as visualizações do debate através da Internet. Estes números são excelentes notícias para Mitt Romney, que obteve uma vitória assinalável contra Barack Obama. A grande questão é esta: que implicações terá este debate para a corrida?

 

Em relação às sondagens, talvez apenas no inicio da próxima semana possamos afirmar com segurança que tipo de movimento resultou deste debate. Até porque hoje o boletim do desemprego apresentou uma descida do desemprego de 8,1 para 7,8%, uma excelente notícia para Obama após o desastre de quarta-feira (palavras de Andrew Sullivan, um apoiante entusiasta de Obama). As primeiras indicações até são positivas para Mitt Romney, pois vi há pouco sondagens no Ohio (+1 BO e +1 MR), Florida (+3 MR, +3 MR), Virgínia (+1 MR e +3 MR) e Nevada (+1BO) que parecem indicar uma recuperação substancial do candidato republicano. Mas nesse aspecto, o mais prudente é esperar por mais números para comentar com mais segurança. 

 

Mas há vantagens claras que a campanha de Mitt Romney já retirou deste debate. Em primeiro lugar, acalmou completamente a base republicana, que suspirava por um candidato assim, inspirador, lutador e que apresentasse um projecto conservador à América com optimismo e visão sobre o futuro. Romney foi esse candidato no debate de quarta-feira. Depois, a sua prestação convincente aplacou por completo os críticos conservadores nos media, que nos tempos mais recentes vinham criticando, por vezes ferozmente, a prestação de Romney enquanto candidato presidencial. Com o debate de quarta-feira, Mitt Romney assegurou os apoiantes que está na corrida para ganhar. E esses agora acreditam bem mais do que há uma semana atrás. isso significa mais entusiasmo  para eleger Romney, mais dinheiro a entrar nos seus cofres e maior capacidade de choque para enfrentar o adversário. E como já se vota em alguns estados, prevejo que muitos destes comecem desde já a votar e a convencer indecisos a fazê-lo também. 

 

A narrativa mediática mudou. Depois de um mês a ser destroçado nos media, Mitt Romney ganhou tempo para respirar depois de Denver. As comparações com Michael Dukakis, Bob Dole ou John Kerry repetiam-se sucessivamente, e estava a ser criada a sensação que era um "derrotado". Presumo que as comparações com Reagan voltarão aos escaparates dos media, e é sempre melhor ser comparado com vencedores do que com derrotados. As sondagens (principalmente as dos swing-states) indicavam que a sua capacidade para vencer estava a ficar cada vez mais reduzida, e eram cada vez menos os analistas que consideravam que Romney tinha grandes hipóteses de vitória. Como o próximo debate entre Obama e Romney apenas acontecerá daqui a duas semanas, o candidato republicano poderá agora explorar a seu favor esta nova situação. E, não tenhamos ilusões, a vitória de Mitt Romney coloca-o agora, mais do que nunca, como presidenciável aos olhos de muita gente que não o apoiava. Como disse antes do debate, Romney precisava de convencer os indecisos descontentes com Obama que ele é capaz de fazer melhor. Quarta-feira foi um excelente passo nesse sentido.  

 

Por fim, esta vitória de Mitt Romney coloca pressão no adversário. Acreditando que o debate entre Vice Presidentes não irá contar muito, mesmo que, por exemplo, Paul Ryan "aniquile" Joe Biden (o que eu não acredito até porque Biden, apesar das barbaridades que por vezes diz, até é bom em debates), o próximo grande momento da campanha será o debate em formato town hall meeting do dia 16 em Nova Iorque. E, desde o inicio da sua carreira na arena nacional em 2004, nunca Obama esteve sob pressão. Sempre liderou as suas eleições, e mesmo contra Hillary Clinton, Obama esteve sempre ao leme dos acontecimentos, e esta é uma situação nova para ele. Depois de ter passado ao lado do primeiro debate, haverá a tendência para Obama surgir ao ataque. Mas é muito complicado fazê-lo com eficácia, sem parecer vingativo ou zangado, como Mitt Romney conseguiu-o fazê-lo e bem esta semana. Nada será pior para o Presidente do que aparecer com um estatuto diminuído no próximo debate perante Romney. Aliás, desconfio que foi isso que fez com que os estrategas de Obama não quisessem que ele atacasse Romney em questões como os 47% ou o seu passado da Bain Capital. 

 

Considero que Obama permanece o favorito, mas depois do debate Mitt Romney recuperou imenso espaço. Mais tarde diremos se este foi um momento decisivo desta campanha, ou, pelo contrário, um balão de oxigénio que não chegou a encher totalmente. 


22
Set 11
publicado por Nuno Gouveia, às 20:51link do post | comentar

foto retirada do twitter da Press Secretary de Mitt Romney

 

Nas campanhas nunca ficámos a conhecer verdadeiramente os candidatos. Aliás, diria mesmo que nunca conhecemos a personalidade daqueles em quem votamos. E na política americana, onde todos os aspectos da comunicação são estudados ao pormenor, nada do que assistimos durante uma campanha presidencial surge do ocaso. Todas as campanhas tentam apresentar-nos os candidatos da forma mais simples do mundo. Como se do nosso vizinho se tratasse. Hillary Clinton andou a beber shots de Whisky no New Hampshire e Barack Obama apareceu a beber cerveja em bares do Iowa. No fundo, estes políticos, muitos deles milionários, não são diferentes de nós. Essa é a mensagem que tentam vender. 

 

Mitt Romney, membro de uma poderosa família política do Michigan, formado em Harvard e com uma fortuna pessoal na ordem dos 200 milhões de dólares, tem utilizado essa estratégia. Sendo olhado com desconfiança por muitos na base republicana pelo seu elitismo, Romney tem sido visto a comer bastantes vezes fast-food e a viajar na Southwest, uma espécie de Ryan Air americana. Não digo que Romney não goste de fast-food ou não seja cliente regular de companhias de low cost. Mas o facto de o revelar ostensivamente durante a campanha denota que existe uma estratégia por trás disso. Podem ler mais sobre isto nesta peça do NY Times

 

PS: Hoje à noite, por volta das 2h00 (de Lisboa) a Fox News transmite mais um debate presidencial, desta vez patrocinado pela Google. O debate será moderado pele Brett Baier, Chris Wallace e pela excelente Megyn Kelly. 


25
Jul 11
publicado por Nuno Gouveia, às 23:23link do post | comentar | ver comentários (3)

Barack Obama terá certamente uma eleição muito díficil no próximo ano. Todos os indicadores apontam para o nomeado republicano possa ter uma séria hipótese de derrotar o actual Presidente. Isto caso o nomeado seja alguém elegível, o que acredito que irá acontecer. Mas começa a desenhar-se uma estratégia para o Presidente: realizar uma campanha totalmente negativa, tentando destruir o adversário. Já li vários artigos que referem esta a melhor opção para Obama conseguir a reeleição, mas este "Could Karl Rove politics save Obama in '12", de Mark Greenbaum na Salon explica tudo até algumas semelhanças com o ciclo eleitoral de 2004, onde um Presidente em dificuldades conseguiu ser reeleito. A minha única divergência é que Mitt Romney será um muito melhor candidato que John Kerry, além de já ter uma campanha presidencial no seu currículo, algo que Kerry não possuia em 2004.

 

Using Republicans’ general tack from 2004 could have benefits beyond the original Bush strategy. In 2004, the Democratic base was united to drive Bush from office, and any appeals to win over modern Reagan Democrats were useless. Karl Rove knew this, and the visceral attacks on Kerry were designed to gin up their base and convince just enough wary independents that despite any qualms they may have had with Bush, Kerry was too weak to be trusted. It worked as Bush broke even with Kerry on independents, and won a narrow national majority.


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