14
Fev 11
publicado por Nuno Gouveia, às 17:14link do post | comentar

O historiador Niall Ferguson estreou-se esta semana como colunista na Newsweek e fê-lo com estrondo, com o esclarecedor título: "Egypt: how Obama blew it". Esta é uma entrevista que deu hoje à MSNBC com base nesse artigo. Não concordando com algumas das suas premissas, e especialmente com o tom demasiado pessimista em relação ao futuro do Egipto, penso que é um artigo que vale a pena ler, tal como a entrevista. E sim, apesar de Obama ter reagido mal inicialmente, penso que a postura da Administração em relação à crise do Egipto até ao momento foi positiva.


12
Fev 11
publicado por Nuno Gouveia, às 00:23link do post | comentar

escrevi sobre a reacção da Administração Obama aos acontecimentos no Egipto. E se no inicio, a resposta não foi a melhor, ao longo das semanas, a situação foi melhorando. Como recorda aqui Ben Smith, Republicanos e Democratas falaram a uma só voz nesta matéria. Aliás, é na política externa, e apesar de algumas divergências que existem, que Obama tem conseguido estabelecer mais acordos com os republicanos. Em relação ao Egipto, a situação permanece instável e incerta. Mas até ao momento, Obama tem lidado bem com a situação. Se o período de transição correr bem no país, Obama terá um trunfo para apresentar nas presidenciais de 2012.


04
Fev 11
publicado por Nuno Gouveia, às 17:25link do post | comentar | ver comentários (3)

A Administração Obama, num momento de fragilidade, foi apanhada de surpresa pelos acontecimentos no Egipto. Só assim se pode compreender as declarações dos primeiros dias das manifestações, com Hillary Clinton a considerar o Egipto estável e Joe Biden a dizer que não se podia chamar a Hosni Mubarak um ditador. Mas é verdade que soube corrigir o tiro inicial, a partir do momento em que Barack Obama se pronunciou pela primeira vez sobre o assunto. Por muita retórica que possa existir, acredito que o tom de Washington sobre o Egipto não seria diferente com outro Presidente. Mas nem por isso o futuro do Egipto deixa de estar relacionado com a forma como Obama será avaliado pelos americanos em 2012.

 

Há duas componentes da diplomacia americana: o que se diz publicamente e o que se faz nos bastidores. Até ao momento, parece evidente que os Estados Unidos olham já para o futuro do Egipto pós-Mubarak. Se por um lado, os americanos colocam-se ao lado das forças democráticas que se manifestam nas ruas do Cairo, por outro, nos bastidores, as acções perante o exército egípcio que estarão a ser conduzidas têm dois objectivos claros: facilitar uma transição pacífica sem um banho de sangue, e por outro, criar as condições necessárias para impedir que a Irmandade Islâmica assuma os destinos da revolução. Dificilmente os Estados Unidos terão num futuro governo um aliado tão seguro como o actual regime. Isso é passado. No entanto, as excelentes relações que têm com o exército podem produzir frutos. É pouco credível que uma organização que defende a introdução da Sharia, a perseguição aos cristãos e às mulheres e que pretende rasgar o acordo de paz com Israel, possa ser aceitável para o Estados Unidos. Isso seria cometer o mesmo erro de 1979, quando muitos acreditaram que os islâmicos de Khomeini poderiam ser uma força aceitável dentro do jogo democrático. E é neste tabuleiro perigoso que os americanos jogam. Se o Egipto cair nas mãos de extremistas islâmicos, Obama ficará numa posição muito frágil. No Verão de 2012, quando a campanha de reeleição estiver no auge, a situação do Egipto não deixará influenciar a ordem do dia. E é nisso que Obama também deve estar a equacionar.



03
Fev 11
publicado por Nuno Gouveia, às 16:52link do post | comentar | ver comentários (1)

O momento egípcio, de Bernardo Pires de Lima. Neste artigo, aborda-se o que está em causa neste momento no Egipto e qual deverá ser a reação dos países ocidentais.

 

Cenários radicais, de Luís Naves. Neste post, o autor refere um post que escrevi no Cachimbo de Magritte. Não contesto que existe uma possibilidade da Irmandade Islâmica vencer umas eleições democráticas. O que quis dizer é precisamente que essa vitória não é assim tão provável de acontecer. De resto, Luís Naves aborda a temática da previsível influência da Irmandade Muçulmana num Egipto pós Mubarak de uma forma talvez demasiado optimista. Não acredito que seja provável que sigam o exemplo dos islamitas turcos. Mas é uma reflexão que aconselho a ler.


29
Jan 11
publicado por Nuno Gouveia, às 18:52link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Numa posição muito difícil, Barack Obama não perdeu mais tempo e emitiu ontem uma declaração sobre os protestos no Egipto. Sem deixar cair o seu aliado mais importante do mundo árabe, Obama reafirmou o pedido de reformas democráticas no país e apelou ao governo para não reprimir os manifestantes.

 

Deixo aqui alguns artigos que li sobre o assunto que podem suscitar o vosso interesse.

 

Robert Kaplan, na Foreign Affairs, relativiza o perigo destas revoluções (Tunísia e Egipto) em transformarem-se em repetições do Irão 1979 e defende que Barack Obama deve criar condições para facilitar a tarefa das forças democráticas na região. Ainda na Foreign Policy, cinco especialistas do Médio Oriente analisam a situação e da resposta da Administração americana aos acontecimentos.

 

O Washington Post, em editorial, pede a Barack Obama para "cortar" ligações com Hosni Mubarak e oferecer apoio às forças democráticas lideradas por El Baradei. Ainda no mesmo jornal, num artigo de Robert Satloff, algumas acções que os Estados Unidos devem desenvolver para apoiar as revoluções do mundo árabe, nomeadamente na Tunísia.

 

Jonathan Kay, no National Post, faz uma defesa optimista da implementação da democracia no Médio Oriente. Por fim, o Daily Telegraph informa que os Estados Unidos estariam a apoiar secretamente um grupo da oposição egípcia desde 2007.



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