17
Out 12
publicado por Nuno Gouveia, às 23:24link do post | comentar

 

E se Mitt Romney ganhou o debate da noite de ontem? Bem, mesmo sem ver as sondagens ontem disse no Twitter que Barack Obama teria vencido o debate (a minha opinião), o que foi confirmado depois pelos estudos publicados pelas diversas empresas. Mas depois de ler este post no Buzzfeed, onde é analisada ao pormenor a sondagem da CNN, que deu a Obama a liderança no debate, com 46% contra 39%. É que nos quatro principais assuntos desta campanha - economia, impostos, saúde e défice - foi Romney quem teve melhor avaliação do público. No final da semana teremos mais dados para avaliar isto. Se Obama inverteu o rumo das sondagens, se Romney mantém a tendência. 


04
Out 12
publicado por Nuno Gouveia, às 00:00link do post | comentar

Análise do debate desta noite com José Gomes André e Filipe Ferreira, moderado pelo Filipe Caetano. 

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03
Out 12
publicado por Nuno Gouveia, às 20:41link do post | comentar | ver comentários (1)

O debate desta noite surge numa altura em que as sondagens indicam uma ligeira aproximação de Mitt Romney a Barack Obama. Hoje uma sondagem do National Journal coloca-os empatados a 47% e os recentes estudos de opinião, com a notável excepção da Gallup, parecem indicar que a corrida está mais próxima. No entanto, este aparente movimento nas sondagens em favor de Romney não lhe retira pressão, pois esta é considerada uma oportunidade para recuperar algum terreno. Todos os debates são importantes, mas o primeiro, onde se irá discutir sobretudo economia, temas sociais e saúde, poderá marcar o tom do mês de Outubro. Mas não tenhamos ilusões, nos próximos dois debates voltará a dizer-se o mesmo: "esta é a grande oportunidade para..."

 

Obama parte em clara vantagem: nas sondagens, no apoio dos media e sobretudo pelo seu estatuto de Presidente. Além do mais, a narrativa desta campanha presidencial tem-lhe sido amplamente favorável. Em vez de se discutir os resultados do seu mandato, os assuntos mais prementes têm incidido sobretudo em Romney: as suas declarações sobre os 47%, os seus impostos e riqueza, os seus planos económicos e sociais, e até a sua capacidade de liderança. Pelo contrário, lemos os jornais americanos e não se discute muito a situação do desemprego, o frágil crescimento económico, o impopular plano de saúde ou a recente situação na Líbia. Isto para não falar das próprias propostas de Obama para o próximo mandato, que têm estado arredadas da campanha. E reside aqui, talvez, a melhor oportunidade para Romney: terá de conseguir dar a volta à narrativa nestes debates, colocando o mandato de Obama no primeiro plano de discussão. Sem conseguir isso, provavelmente será derrotado.

 

O candidato republicano não é carismático, não é “agradável” aos olhos dos americanos e nem sequer é muito querido na base conservadora. Ora, os Estados Unidos já elegeram Presidentes de quem não gostavam propriamente, um deles duas vezes: Richard Nixon. Mas para o fazerem novamente, têm de estar convencidos de dois aspectos: que o incumbente fez um mau trabalho e que o challenger irá fazer melhor. Se a primeira parte parece relativamente conseguida, a segunda está ainda longe do alcance de Romney.

 

Já de Obama não se espera grandes alterações do que temos visto até aqui. Irá fazer uma defesa realista do seu mandato, tentará culpabilizar os republicanos por alguns dos seus falhanços e recordar alguns dos sucessos. Por outro modo, e sem parecer arrogante, irá reforçar a mensagem que Romney é inelegível para o cargo, explorando alguns pontos que temos visto.

 

No jogo das expectativas Barack Obama surge com vantagem. Com excepção dos apoiantes de Mitt Romney, todos na imprensa acreditam que o Presidente irá sair por cima do debate. O que por vezes prejudica o favorito. Mas a minha aposta também é essa. Mais logo saberemos quem “venceu”, sabendo que à partida, nem sempre isso é claro, mesmo depois das primeiras sondagens conhecidas. Por outro lado, vencer nos debates não é significado ganhar eleições. Perguntem ao presidente John Kerry o que ele pensa sobre isso. 


02
Out 12
publicado por Nuno Gouveia, às 19:08link do post | comentar

Ross Perot em 1992, contra Bill Clinton e George H. Bush. A única vez em que participaram três candidatos. 


12
Out 11
publicado por Nuno Gouveia, às 12:46link do post | comentar | ver comentários (2)

 

Este quadro de notas do Mark Halperin reflecte o que se passou ontem. Num debate inteiramente dominado pela economia, não houve grandes momentos de tensão entre os candidatos e terá sido o mais pacífico de todos até ao momento. Mitt Romney provou, mais uma vez, que é o melhor candidato neste formato, e a menos que cometa algum erro grave, irá provavelmente vencer todos os debates. E Rick Perry apareceu mais uma vez totalmente desinspirado. Passou metade do debate a falar de política de energia e a outra metade em silêncio, tentando passar despercebido. Ainda não foi ontem que começou a recuperar nas sondagens, e será muito díficil voltar a jogo, pois os debates estão a ter uma influência brutal no rumo dos acontecimentos. Pelo contrário, Herman Cain parece sobreviver aos holofotes que ontem lhe estiveram apontados, passando grande parte do debate a falar do seu famoso plano 9-9-9 (abreviação portuguesa: IRC, IRS e IVA - criação de um novo imposto nacional nos EUA - todos a 9 por cento). Neste momento parece ser a maior ameaça a Mitt Romney. Na próxima semana, dia 18, a CNN irá transmitir outro debate, desta vez em Las Vegas. 


13
Set 11
publicado por Nuno Gouveia, às 19:35link do post | comentar

 

Ontem Rick Perry teve uma noite dificil. No segundo debate em que participou, o governador do Texas foi o alvo de todas as criticas. Estando a jogar em casa, pois o debate era co-organizado pelo Tea Party Express, a audiência era-lhe favorável, ao contrário do que sucedeu com Mitt Romney, a pisar terreno hostil. Mas devido ao estatuto de favorito nas sondagens, todos dirigiram ataques a Rick Perry. E pode-se dizer que este não se saiu muito bem. Mitt Romney terá sido, mais uma vez, o vencedor da noite. Depois de quatro debates, cada vez mais fico com a convicção que Romney é aquele que tem mais "estofo" e está melhor preparado para enfrentar Barack Obama em Novembro de 2012. Sem declarações bombásticas, com uma excelente preparação sobre os dossiers e com uma linguagem acessível, Romney ganhou todos os debates em que participou. Mas não posso esquecer o que aconteceu em 2010, quando os candidatos apoiados pelo Tea Party venceram algumas primárias republicanas contra candidatos mais bem preparados, por isso tudo pode acontecer nestas primárias. Se este fosse um ano normal, diria que muito dificilmente Romney deixaria escapar a nomeação. 

 

Rick Perry teve uma má noite ontem, ao ser confrontado com assuntos que prometem persegui-lo durante esta campanha. Mas Rick Perry não é um político qualquer. É o governador há mais tempo em funções nos Estados Unidos, desde 2000, no segundo maior estado da União. Tem obtido resultados muito positivos na criação de emprego, um dos calcanhares de aquiles de Obama e o Texas é um dos estados americanos em maior crescimento. Mas é a primeira vez que concorre a um cargo nacional, e como tal, tudo em relação a si é novidade para o grande público. E ontem sofreu duros ataques dos seus adversários. Mitt Romney atacou-o pela esquerda, ao criticar a sua posição relativamente à Segurança Social. Rick Perry num livro publicado há seis meses teceu duras criticas à Segurança Social, dizendo até que esta era inconstitucional e que deveria ser da responsabilidade dos estados. Mas os piores ataques vieram da direita, por parte de Rick Santorum e Michele Bachmann, sobre a imigração e saúde. Bachmann, que tenta desesperadamente recuperar nas sondagens depois da entrada de Perry, chegou mesmo a acenar com um potencial caso de corrupção de Perry, relativamente a um programa da vacinação no Texas. Um debate muito quente. 

 

Como na próxima semana haverá mais um debate, não se pode dizer que haverá um momento de destruição ou consagração de uma candidatura. Isto está a começar, não é totalmente desprovido de sentido dizer que ainda poderá entrar mais algum candidato, e tudo ainda irá mudar antes do Iowa. Mas diria que Romney terá ficado mais confortável com o debate de ontem à noite. 


31
Ago 11
publicado por Nuno Gouveia, às 20:59link do post | comentar

 

Barack Obama marcou para o próximo dia 7 de Novembro um discurso perante as duas câmaras do Congresso, para apresentar o seu plano de combate ao desemprego. O problema, ou não, é que nesse dia irá realizar-se um debate entre os candidatos republicanos, na Biblioteca Presidencial de Ronald Reagan, patrocinado pelo Politico e NBC News. O timing não é inocente, e presume-se que Obama pretenda "abafar" o debate, colocando um contraste entre o seu discurso e um debate com oito candidatos, onde o ambiente será inevitavelmente confuso e pouco cerimonial. Mas não sei se a estratégia do Presidente irá resultar, pois tenho lido bastantes críticas por esta opção. E, com um descaramento incrível, o Secretário de Imprensa Jay Carney, disse que a coincidência de datas é apenas uma... coincidência. Pois. Mas no dia 8 saberemos quem venceu esta batalha pela opinião pública. P

 

PS1: Li agora no twitter do jornalista Chuck Todd, da NBC, que Speaker John Boehner convidou o Presidente a falar no dia seguinte. Vamos ver como acaba esta "novela".

 

PS2: Afinal Obama cedeu a John Boehner e mudou o discurso para dia 8. Não se percebe porque Obama tentou este número. Muito pouco presidencial...


08
Ago 11
publicado por Nuno Gouveia, às 22:27link do post | comentar

 

Esta promete ser uma semana quente para os republicanos. O Politico refere que Rick Perry, governador do Texas, irá anunciar no Sábado na Carolina do Sul as suas intenções presidenciais, isto depois de semanas com relatos a indicarem que o Perry irá mesmo ser candidato à nomeação republicana. A entrada do governador do Texas irá afectar de maneira decisiva a corrida eleitoral. Mitt Romney, que até ao momento parecia balanceado para a nomeação, ganhará desta forma um adversário de peso. Até ao momento, com Huntsman e Pawlenty a não deslocarem nas sondagens, Michele Bachmann surgia como a sua mais séria adversária. Se a situação não mudasse até ao próximo ano, Romney não deixaria escapar a nomeação. Eu nunca acreditei que Romney teria a vida assim tão facilitada, e sempre pensei que iria surgir um adversário credível a Romney. Estivesse já ou não na corrida. Rick Perry é um caso bem diferente de Bachmann. Governador do segundo maior estado da União desde 2000, tem um currículo que fala por si: o Texas é um dos estados que tem fugido da crise e apresenta-se como um sucesso económico. Olhando para o actual campo de concorrentes, Perry é o que terá mais condições para reunir o apoio dos diferentes quadrantes. E se Bachmann nunca fugirá de ser a candidata do Tea Party e da direita religiosa, Perry poderá juntar a esses grupos, o apoio do establishment e dos country republicans, que neste momento parecem estar com Romney. Não acredito que Perry irá transformar-se logo no frontrunner, até porque também apresenta algumas debilidades. E não nos esqueçamos que é outro governador do Texas, que sucedeu a George W. Bush no cargo. Apesar de manter uma distância assinalável com o 43º Presidente, isso não deixaria de ser jogado pelos opositores democratas e pelos media numas eleições gerais. Com a situação de fragilidade do Presidente Obama, acredito que a elegibilidade vai ser um dos critérios decisivos nas primárias republicanas. 

 

Na próxima quinta-feira vai decorrer mais um debate no Iowa, desta vez organizado pela Fox News e pelo Washington Examiner. Este debate deverá marcar a estreia de Jon Huntsman. No Sábado, o mesmo dia em que Perry deverá anunciar a sua candidatura, decorre a Iowa Straw Poll, cujo desfecho poderá marcar o destino de Tim Pawlenty. Sabe-se que investiu um milhão de dólares neste evento, e duvido que a sua candidatura possa sobreviver a um mau resultado.

 

PS: para os mais "fanáticos" com o caucus do Iowa, deixo aqui um blogue do Des Moines Register.


14
Jun 11
publicado por Nuno Gouveia, às 15:10link do post | comentar | ver comentários (2)

 

Num longo debate de duas horas, onde o moderador John King nem sempre esteve à altura do momento, sete candidatos republicanos deram ontem o verdadeiro pontapé de saída desta corrida presidencial.

 

Num debate calmo e amigável, a primeira notícia a retirar é a confirmação da candidatura presidencial de Michele Bachmann, que anunciou durante o debate que está na corrida. Ao mesmo tempo, lançou a sua operação online. Uma atitude que marcou a noite, que também lhe correu bastante bem, podendo-se considerar mesmo como a maior surpresa do debate. Embora com tiques de "cheerleader", Bachmann conseguiu ter boas intervenções e mostrou-se à altura do prime-time. Com esta intervenção, a congressista do Minnesota afirma-se como uma viável alternativa do Tea Party nestas primárias (não para ganhar, mas para causar impacto), e retira espaço de manobra a Sarah Palin. Um excelente tiro de partida.

 

Mas o grande vencedor da noite terá sido mesmo Mitt Romney, que fortaleceu o seu estatuto de frontrunner e deu uma importante imagem para o país. Independentemente da prestação de cada um, neste debate percebeu-se que Romney é aquele que está mais à vontade neste palco, e quem tem mais "postura" de presidenciável. Foi um Romney muito diferente de 2008, mostrando que aprendeu bastante, e que se apresenta para ganhar. Sem dirigir grandes farpas aos adversários republicanos, o antigo governador do Massachusetts centrou os seus ataques em Barack Obama e na economia, colocando-se como o grande opositor do Presidente. A ideia que fica deste debate é que não há ninguém à altura de Mitt Romney no actual campo republicano. 

 

Tim Pawlenty foi o grande perdedor. Não que estivesse mal (não esteve), mas porque perdeu uma oportunidade para se mostrar como uma alternativa viável a Mitt Romney. Não quis ataca-lo directamente, na questão da reforma da saúde do Massachusetts, e por isso, passou ao lado do debate. Continua a ser o mais provável adversário para a nomeação de Romney, mas manteve as dúvidas que existem sobre a sua candidatura.

 

Dos restantes, nota negativa para Herman Cain, que não teve o brilho do outro debate e foi ultrapassado por Michele Bachmann à direita. Newt Gingrich não brilhou, mas sobreviveu. Rick Santorum marcou pontos positivos, mas sem deslumbrar e Ron Paul esteve igual a si próprio.

 

Este debate provou, mais uma vez, que há espaço para mais candidatos. Além da provável entrada em cena de Jon Huntsman, Rick Perry, Chris Christie ou até John Thune devem estar à espreita. 


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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