19
Dez 10
publicado por Nuno Gouveia, às 22:43link do post | comentar | ver comentários (2)

Ontem foi aprovado o fim da lei que impedia os homossexuais de servirem no exército. A chamada lei DADT acabou com os votos favoráveis de alguns republicanos, que desse modo impediram que a lei fosse bloqueada no Senado. Ao contrário de há duas semanas, quando a lei que foi a votação estava englobada num pacote geral que incluía muitas outras disposições, desta vez a única coisa que foi a votação foi mesmo o fim da DADT.

 

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10
Dez 10
publicado por Nuno Gouveia, às 14:50link do post | comentar | ver comentários (2)

A lei Don't Ask Don't Tell no exército americano está viva e não será revogada nos próximos dois anos. Depois dos democratas terem falhado ontem a tentativa de aprovar a sua revogação, nos próximos dois anos, com maioria republicana na Câmara dos Representantes, não haverá outra oportunidade. As responsabilidades recaem, em primeiro lugar, nos republicanos que votaram massivamente contra esta lei. Mas Harry Reid não escapa, pois não conseguiu trazer para o seu lado alguns republicanos que se manifestaram a favor da sua revogação, como Scott Brown, Lisa Murkowski ou Olympia Snowe. Ao introduzir alguns aspectos que estes não concordavam, ao não se limitar a propor a revogação do DADT na lei, Reid acabou por ditar a sua sentença de morte. Susan Collins, a única republicana que votou favoravelmente, acusou Reid de desistir da negociação antes de levar a lei ao Senado. O único democrata que votou contra foi Joe Manchin, que até ao momento, tem votado sempre ao lado do GOP. Depois de 2012 há mais, isto se os democratas recuperaram o controlo das duas câmaras do Congresso.

 

Adenda: No Politico discute-se que ainda há uma luz ao fundo do túnel. A proposta de uma lei que vise somente a revogação do DADT ainda é uma possibilidade. Veremos se os Democratas ainda levam esta lei a votação este ano.


22
Set 10
publicado por Nuno Gouveia, às 10:31link do post | comentar | ver comentários (2)

Ainda não foi desta que o "Dont´s Ask, Don´t Tell" passou no Senado americano. A lei, criada por Bill Clinton em 1993, que determina que as opções sexuais no exército são uma não-questão (no fundo regula o acesso dos homosexxuais, mas não permite que se assumam), ainda não foi desta que foi revogada. Juntamente com os senadores republicanos, os dois democratas do Arkansas, Blanche Lincoln e Mark Pryor, juntaram-se ao fillibuster.

 

Na verdade, com a aprovação dessa lei, os gays ainda não ficariam autorizados a entrar no exército, pois isso apenas entraria em vigor depois do estudo que está previsto ser apresentado no final do ano pelo Pentágono. Vários republicanos que no passado demonstraram acordo em revogar a lei, acabaram por votar contra por causa de algumas emendas que desejam introduzir na lei, mas que o senador Harry Reid não permitiu. Por outro lado, alguns advogaram que é primeiro preciso conhecer o resultado final do estudo do exército para votar esta questão, opinião essa partilhada por John McCain. Esta é uma questão controversa, apesar das sondagens afirmar que a maioria do povo americano é favor da revogação.

 

Numa opinião pessoal, penso que a revogação faz todo o sentido, desde que os comandantes militares dêm o seu aval. Mas que este processo não deveria envolver as "politics" que ambos os partidos têm jogado. Ontem foi bem um sinal disso, com o cerrar de fileiras nos dois partidos. Este resultado poderá ser favorável ao Partido Democrata, pois além de terem o apoio da opinião pública, vai certamente "motivar" a base liberal para ir às urnas em Novembro.

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