17
Set 10
publicado por Nuno Gouveia, às 15:48link do post | comentar

Esta semana os democratas receberam o prémio da nomeação de Cristine O´Donnell no Delaware. Uma eleição que estava perdida passou a estar quase ganha. A outra boa notícia veio do estado de Washington, onde a senadora Pat Murray ganhou uma importante vantagem nas sondagens sobre Dino Rossi, com três a dar-lhe uma vantagem entre 5 e 9 por cento. Caso os democratas ganhem estas duas eleições, será quase impossível aos republicanos assumirem a maioria no Senado. Mas fora estas duas notícias, tudo o resto foi mau para o Partido Democrata.

 

Barack Obama ganhou no Ohio com 51% e este estado tem sido na última década um dos grandes campos de batalha entre democratas e republicanos. Até há bem poucas semanas pensava-se que a luta iria ser renhida para o senado, entre Rob Portman e Lee Fisher, e também para o cargo de governador, entre John Kasich e o incumbente Ted Strickland. Mas as últimas sondagens que foram divulgadas não deixam grandes margens para dúvidas: os republicanos devem vencer em toda a linha, num estado onde a impopularidade de Obama atinge neste momento os 60 por cento. E atenção às várias eleições competitivas para a Câmara dos Representantes.

 

Na Florida Marco Rubio tem vindo a liderar confortavelmente as sondagens, com a queda abrupta de Charlie Crist. Neste momento será díficil dar a volta a esta dinâmica, pois Rubio tem ganho o apoio esmagador dos eleitores republicanos e tem conseguido ir buscar muito apoio aos independentes, dividindo o eleitorado preferencial de Crist. Ao contrário do que o candidato democrata tem tentado demonstrar, o eleitorado tem percepcionado esta eleição entre dois democratas e um republicano, o que dificulta imenso a vida de Crist. Até pode ser que Kendrick Meek consiga ultrapassar Crist e venha a ser ele a disputar a eleição com Marco Rubio. Ainda é cedo para atribuir a vitória a Rubio, mas neste momento está numa posição muito confortável.

 

O Wisconsin seria sempre um "long shot" para os republicanos. Mas hoje saiu uma sondagem que dá uma vantagem de 7 pontos a Ron Johnson contra o senador Russ Feingold. Por fim no Conecticut, onde a milionária Linda McMahon não surge á frente de Mark Blumenthal em nenhum estudo de opinião, mas que se tem aproximado nas últimas semanas. O The Cook Political Report passou esta corrida para empate técnico esta semana.


20
Mai 10
publicado por Nuno Gouveia, às 19:51link do post | comentar | ver comentários (19)

Depois de uma terça-feira animada na política norte-americana, os dias seguintes não lhe ficaram atrás. E os protagonistas continuam a ser os mesmos. Presumo que não vamos ter muitos períodos mortos até 2012. Se até Novembro teremos as intercalares, logo depois começará a febre dos candidatos republicanos e a longa campanha para as presidenciais. Mas até Novembro temos dezenas de campanhas interessantes para seguir.


As sondagens da Pennsylvania e Kentucky não podiam ser mais favoráveis para os grandes vencedores de terça-feira. Joe Sestak, depois de meses a aparecer atrás de Pat Toomey, surge com uma vantagem de 4 por cento. É a esperada subida depois da vitória contra Arlen Specter. Mais surpreendente é a vantagem de 25 pontos que Rand Paul tem sobre Jack Conway, quando no último estudo apenas tinha mais um por cento que Conway.


Mas Rand Paul tem poucos motivos para sorrir. Quem acompanha a vida política norte-americana sabe que os libertários têm posições consideradas muito afastadas do mainstream político em algumas matérias. Paul não igual ao seu pai e até terá posições mais moderadas em determinados assuntos. Sem isso não teria obtido o apoio de algumas figuras de peso do GOP como Sarah Palin ou até Jim DeMint. Mas os últimos dois dias têm sido dominados pela sua posição ambígua sobre a lei dos direitos civis na década de 60. Paul manifestou algumas dúvidas sobre um aspecto da lei, que obrigava os estabelecimentos privados a não segregarem pessoas em função da sua cor. A lógica da sua defesa é que o Estado Federal não deve legislar sobre espaços privados (quem tiver interesse em observar a posição de Paul pode ver esta entrevista que deu a Rachel Maddow ontem à noite). Apesar das suas declarações que estaria ao lado de Martin Luther King nessa luta pelos direitos civis e contra o racismo institucional, Rand Paul não foi claro se votaria favoravelmente a lei se estivesse no Congresso na década de 60. Hoje Paul já clarificou que votaria a favor da lei, mas não sei se irá conseguir apagar a polémica. O próprio Jim DeMint já reprovou estas ideias de Rand Paul, e este assunto promete dar que falar nesta campanha do Kentucky.


Entretanto, Richard Blumenthal, candidato democrata ao senado pelo Conecticut, continua sob fogo devido às mentiras sobre o seu passado de veterano. A primeira sondagem publicada depois do escândalo indica muitos sinais de preocupação. Depois de vantagens de 30 pontos sobre os seus adversários, agora surge apenas com três pontos a mais do que Linda McMahon, a favorita republicana neste momento. E os media já descobriram pelo menos cinco vezes diferentes onde Blumenthal afirmou que tinha combatido no Vietname, quando na verdade nunca lá esteve devido aos seus pedidos de adiamento de incorporação. Não sei se irá conseguir sobreviver a este escândalo, mas este assunto não irá desaparecer da campanha tão cedo.


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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