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Ago 12
publicado por Nuno Gouveia, às 15:36link do post | comentar | ver comentários (13)

 

O ambiente na convenção esteve verdadeiramente electrizante ontem à noite, especialmente na última hora, quando discursaram Condoleeza Rice, Susana Martinez e Paul Ryan. Se era de energia e entusiasmo que este partido necessitava, alcançou-o. Diferente é saber se esse sentimento irá passar para os eleitores indecisos que vão decidir esta eleição. Os ataques a Barack Obama têm estado afastados dos discursos do prime time, mas ontem Paul Ryan, cumprindo uma tradição dos candidatos a Vice Presidente, lançou um feroz ataque às políticas do Presidente. E fê-lo transparecendo optimismo e confiança no futuro, realçando uma mensagem positiva conforme mandam as regras. A equipa de Romney tem tentado sobretudo ultrapassar a imagem radical e divisionista dos últimos anos do Partido, e pelo que tenho visto e lido por aqui, tem-no conseguido. 

 

Condoleezza Rice arrebatou a sala e mostrou que, se um dia quiser, pode ser candidata a Presidente. Ao ouvir o seu discurso, ninguém acreditará muito quando ela diz que não tem ambições políticas e que se irá manter em Stanford. O Tampa Bay Times veio abaixo quando ela referiu que nunca imaginou que uma menina negra nascida e criada num estado com as leis de Jim Crow poderia um dia ser candidata a Presidente, tendo chegado a Secretária de Estado. Com um discurso que não se limitou a ser a voz do excepcionalismo americano na convenção, Condi abordou também outros temas, como a imigração e a educação e deixou críticas à falta de liderança demonstrada por Barack Obama. Se ela já era bastante considerada pelo establishment republicano, penso que ontem à noite conquistou a alma do partido. 

 

Paul Ryan não desiludiu e proferiu o maior ataque ao Presidente Obama nesta convenção, com um discurso bastante crítico sobre as políticas da actual administração, e vincando as suas credenciais ideológicas que o transformaram no novo herói do Partido Republicano. Pelo que deu para perceber no seu discurso, este fã AC/DC e Led Zepellin é já um dos favoritos para as próximas primárias republicanas, sejam elas disputadas em 2016 ou 2020. Ontem reforçou o seu apelo às gerações mais jovens e demonstrou que é um bom complemento ao cinzentismo que Romney tem apresentado. Resta saber se hoje o próprio candidato terá a capacidade de entusiasmar a sala como Ryan o fez. Não será tarefa fácil.  

 

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13
Jul 12
publicado por Nuno Gouveia, às 00:33link do post | comentar | ver comentários (2)

 

O sempre bem informado Drudge Report anunciou há momentos que Mitt Romney terá divulgado a conselheiros uma shortlist final de potenciais nomes  para Vice Presidente e, surpresa, um dos nomes que lidera a lista é precisamente Condoleezza Rice, antiga Secretária de Estado. Apesar de ter feito parte da impopular Administração Bush, os seus créditos e popularidade manteve-se elevada ao longo destes anos e permanece como uma voz respeitada na comunidade de política externa americana. Recentemente esteve numa sessão com Romney onde foi amplamente elogiada. De facto, Condi acrescentaria vários contributos à candidatura de Romney: grande experiência em política externa (falta a Romney), afro-americana e mulher (as sempre relevantes minorias) e traria star power à campanha republicana. Além disso, ainda recentemente Ann Romney disse publicamente que o seu marido estava seriamente a considerar uma mulher para Veep. Se retirarmos as inexperientes Susana Martinez do Novo México ou Kelly Ayotte do New Hampshire, não haverá muitas mais nos nomes habitualmente referidos. 


Tendo escrito isso, devo dizer que não acredito nesta possibilidade. Condi Rice sempre tem dito que não pretende ser candidata a cargo algum, e tem um "pecado" que costuma ser mortal no Partido Republicano moderno: é a favor do aborto legalizado. Além do mais, e pela experiência do que tem sucedido nas últimas décadas, este tipo de informações que saltam cá para fora muitas vezes destinam-se a servir como contra-informação. Nas próxima semanas saberemos a resposta. 


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