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Out 15
publicado por Alexandre Burmester, às 15:30link do post

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A "narrativa" das "classes palradoras" (tradução livre de "chattering classes") diz-nos que Hillary Clinton venceu o debate. Por acaso, a única amostra de opinião pública que até agora vi, diz que quem ganhou foi Bernie Sanders. Realmente, os debates eleitorais, seja onde forem, passaram a ser mais importantes pelo que os media depois deles dizem, que pelo que de substantivo neles possa ter ocorrido. Mas adiante.

 

Clinton teve, de facto, um desempenho firme, seguro e competente, embora por vezes ambíguo e evasivo. Convém, contudo, lembrar que a sua posição nas sondagens do campo democrático é bastante boa e que, na realidade, ela não precisava de deslumbrar. Jogava em casa. Acresce que um dos seus principais problemas, o caso dos e-mails, até lhe correu bem, quando Sanders, admitindo tratar-se de política fraca de sua parte, resolveu declarar que "o povo americano está farto do assunto do raio dos seus e-mails". O mesmo, claramente, não pensa Lincoln Chafee, que se referiu indirectamente ao caso, declarando, logo a abrir, "Eu não tenho escândalos. Eu sou honesto... Tenho padrões éticos elevados."

 

E-mails à parte, Clinton defendeu-se razoavelmente bem quando o moderador lhe perguntou, numa alusão à sua mudança de posição, no caso, entre outros, do acordo comercial Trans-Pacific Partnership, se ela diria tudo o que fosse necessário para ser eleita. Mas, como já referi, estava em casa, perante uma audiência de democratas que acham que só com ela terão possibilidades de manter a Casa Branca.

 

O estilo composto e disciplinado de Clinton é muito melhor em debates que o género mais comicieiro de Sanders, e isso notou-se bem ontem. Em questões caras aos corações liberais (em sentido anglo-saxónico), Clinton teve algumas afirmações que terão defendido o seu flanco esquerdo face a Sanders, mas que, numa eleição geral, a forçarão a mudar de posição (não que isso pareça constituir um problema para ela).

 

Uma palavra final para o apagado (em termos de sondagens) trio Martin O'Malley, Jim Webb e Lincoln Chafee: se estavam a contar com o debate de ontem para inverter as suas fortunas eleitorais, devem estar bem desiludidos a esta hora.

 

 


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