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Out 10
publicado por José Gomes André, às 01:42link do post

Todos os indicadores recentes vêm apontando para uma vitória clara do Partido Republicano nas eleições de dia 2. Depois de derrotados no Congresso em 2006 e 2008 e nas Presidenciais de 2008, é natural que os Republicanos encarem esta ocorrência com especial fervor. Porém, sendo a gestão de expectativas essencial na política e na análise dos fenómenos eleitorais, creio que a entourage Republicana poderá ter cometido um erro grave nas últimas semanas, ao sugerir como provável um "vendaval Republicano" na próxima terça-feira.

 

Não que tal "vendaval" não possa suceder, mas porque essa previsão - que engloba referências ao controlo da Câmara dos Representantes do Senado, como também a ganhos de 60 ou 70 lugares na câmara baixa - assenta no melhor cenário possível. Ora, uma regra fundamental do marketing político estipula que se deve sempre prever publicamente cenários eleitorais intermédios, ou até mesmo com resultados inferiores ao realmente expectável, para posteriormente se retirar o máximo proveito de uma vitória expressiva, jogando com o factor "surpresa".

 

Os Republicanos têm feito exactamente o contrário, o que os pode prejudicar quando se traçar a "narrativa pós-eleitoral": se obtiverem uma vitória clara, mas não colossal, os resultados serão tendencialmente vistos como apenas "razoáveis"; se obtiverem uma vitória marginal (ficando sem o controlo do Senado e a Câmara dos Representantes), poderão até mesmo ser descritos pelos comentadores e olhados pelo eleitorado como "perdedores", apesar dos seus ganhos eleitorais consideráveis...


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Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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