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Out 10
publicado por Nuno Gouveia, às 19:18link do post | comentar

Quem acompanha a política americana sabe que os anúncios negativos fazem parte do "negócio". Não deve haver um único candidato que não o faça. Mas tenho lido que este ano os políticos estão a ir longe de mais. Alguns candidatos perderam mesmo a cabeça e são atacados por todos os lados devido aos seus anúncios negativos. Outros sabem muito bem o que estão a fazer. Dos três exemplos que escolhi, pelo menos o do Alan Grayson terá corrido muito mal, pois foi massacrado na imprensa e praticamente perdeu as hipóteses de reeleição.

 

Este anúncio do candidato democrata Jack Conway contra Rand Paul, no Kentucky. Baseia-se numa notícia anónima sobre uma pretensa brincadeira de Rand Paul quando estudava na Universidade. A história está aqui resumida.

 

Este é talvez o anúncio mais famoso deste ciclo eleitoral. O congressista da Florida provavelmente queimou as suas possibilidades de reeleição com este ataque ao opositor republicano. Na verdade, o mais grave nem foi Alan Grayson ter comparado o seu adversário a um Taliban. Ele manipulou um vídeo em que o republicano aparece a dizer "a minha esposa deve submeter-se a mim", quando na verdade, ele estava a dizer para as pessoas não seguirem esse verso da Bíblia. A história aqui.

 

Este é um anúncio de Roy Blunt contra a opositora democrata nas eleições do Senado do Missouri. Aqui há uma acusação directa a Robin Carnahan e à sua família de terem recebido mais de 100 milhões de dólares do Plano de Estímulos de Barack Obama. Este anúncio é do final do mês de Setembro, e desde então, as sondagens mostram uma relativa aproximação entre os candidatos.


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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