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Jun 10
publicado por José Gomes André, às 02:24link do post

Trata-se da expressão habitualmente usada para designar disputas eleitorais muito equilibradas, onde as características do confronto político e as sondagens tornam virtualmente impossível apontar um favorito à vitória. Curiosamente, neste ano eleitoral de 2010 existem várias disputas deste tipo, nomeadamente nas eleições para o Senado. À partida, já se esperavam duelos renhidos no Ohio, no Colorado ou na Florida, mas recentes estudos de opinião revelam que o leque é bem mais alargado: também a Pensilvânia, o Nevada e o Missouri são verdadeiros toss-ups por esta altura.

 

Na Pensilvânia, a derrota de Specter nas Primárias parece ter relançado as hipóteses Democratas, aparecendo Joe Sestak pela primeira vez à frente de Pat Toomey em duas sondagens. No Nevada, o mal-amado Harry Reid surge também em franca recuperação e, perante uma luta fratricida nas Primárias Republicanas, poderá até vencer uma eleição que muitos vaticinavam como praticamente perdida há escassas semanas. Missouri e Ohio (actualmente assentos Republicanos) estão em verdadeiro empate técnico. E atenção aos bastiões Democratas de Washington e Califórnia: em condições normais, Patty Murray e Barbara Boxer são favoritas a manter os seus lugares, mas perante candidatos específicos (Dino Rossi em Washington e Tom Campbell na Califórnia), as sondagens apontam igualmente para disputas equilibradas.

 

O dia 2 de Novembro promete.

 


Hoje a Rasmussen dá a Pat Toomey uma vantagem de 45/38 sobre Joe Sestak. O "bounce" pós-primária de Sestak poderá estar a esvaziar-se.

Entretanto, Missouri e Ohio, entre os toss-ups, são dois bicudos problemas para o GOP. A conquista do Senado, já de si difícil, seria impossível sem estes dois lugares.
Alexandre Burmester a 4 de Junho de 2010 às 23:24

Olá, Alexandre! São três casos muito complicados, suspeito que vai ser renhido até ao fim. Em todo o caso, detectei uma ligeira recuperação Democrata nas sondagens para o Senado, não sei se foi esporádico ou coincidência ou se reflecte uma tendência.

Concordo que MO e OH são essenciais para a estratégia do GOP para Novembro. Derrotas nesses Estados tornarão muito difícil "declarar vitória" em termos gerais, a menos que haja grandes surpresas noutros Estados "azuis"... Abraço!

Eu concordo com o José. Aliás, ia escrever um post sobre isso, mas este resume isso. Os Dems recuperaram na Pennsylvania, Missouri, Ohio, Kentucky (apesar que acho que irá mesmo para Rand Paul), Nevada, California e Colorado.

O GOP subiu apenas em Washington e Wisconsin. Neste momento vitórias certas apenas as do Delaware, ND, Arkansas e Indiana. E podem mesmo perder OH e FL. Não esqueço das possibilidades de vitória da Charlie Crist.

Isto muda rapidamente, e a sondagem que referi aqui da Gallup parecia indicar um grande favoritivismo do GOP, mas já sabemos que são eleições estaduais, e têm uma dinâmica muito própria. Por exemplo, apesar de Harry Reid, não acredito que a candidata do tea party, caso seja a nomeada republicana, consiga vencer. O Nevada não é propriamente o Kentucky. Na California as coisas já são diferentes e acho que Carly Fiorina tem uma hipótese, apesar do que as sondagens dizem. O candidato suicida na CA seria o Chuck DeVore (video fantástico que vi dele esta semana - http://www.youtube.com/watch?v=IZvTXHMYwCc)

Sinto-me na obrigação de manter a minha aposta (mais de 6 conquistas para o GOP - acho que era isto), mas neste momento estou muito mais pessimista nas minhas possibilidades de vitória :-)

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