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Jun 10
publicado por Nuno Gouveia, às 14:32link do post | comentar

Barack Obama apresentou na semana passada a sua nova estratégia segurança nacional, num altura em que pela primeira vez nos últimos anos uma maioria dos americanos acredita que poderá haver um ataque terrorista em breve. Apesar da retórica ser substancialmente diferente da anterior, e haver um esforço por repudiar algumas das mensagens emblemáticas da estratégia Bush (Guerra preventiva e guerra ao terrorismo), este novo documento tem também alguns vários elementos continuidade.  Já se sabe que um Presidente nunca pode inverter a política do seu antecessor em 180 graus. E Obama certamente não o fez, com a continuação dos esforços de guerra no Afeganistão e o cumprimento do plano de retirada do Iraque. Além disso, o combate à Al-Qaeda e aos grupos terroristas continua a ocupar um espaço relevante nesta estratégia.


Uma das criticas que se tem sido feita é que este documento não estabelece verdadeiras prioridades, colocando no mesmo patamar a economia, a luta contra grupos terroristas (não apenas islâmicos), a não proliferação nuclear, a cooperação internacional ou a promoção da democracia no estrangeiro. Ou seja, é um resumo das preocupações que afectam a segurança nacional americana, mas não são apontados caminhos seguros nem nenhum aspecto é considerado prioritário. Se para os Estados Unidos manterem-se fortes e influentes no mundo precisam de ter uma economia forte? Sem dúvida e nenhum Presidente o terá considerado de outro modo. Era preciso incluir isso neste documento? Há dúvidas. E qual a prioridade da estratégia nacional americana? Combater a Al-Qaeda? Vencer no Afeganistão? Lutar contra o aquecimento global? Não se sabe, porque o documento não o revela.


Mas estes tipo de exercícios teóricos, que são obrigatórios para todos os Presidentes, nem sempre ficaram na história da diplomacia americana. Em 2002, George W. Bush lançou a sua estratégia nacional e definiu a “Bush Doctrine”, que lançou as sementes para o que viriam a ser os primeiros seis anos da sua Administração.  Obama pretende dar um novo ênfase na diplomacia americana. No futuro poderemos analisar o que mudou substancialmente. E o sucesso da Administração Obama também passará pelos resultados que alcançar.


Nao conhecia este blogue é novo?

Desculpem-me! Combate à Al-Qaeda e aos grupos terroristas?

Ainda acreditam que essas sao as razoes para o imperialismo americano?

Pergunto?

Já leram algo sobre o Project for the New American Century escrito pelos NEOCONS?

Ou o The Grand Chessboard de Zbigniew Brzezinski?

Ou a quinta liberdade de Noam Chomsky?

Estao familiarizados com organizaçoes como o Council on Foreign Relations ou a Trilateral Commission de David Rockefeller?

Bem, parabéns pelo vosso blogue. Irei visitar-lo mais vezes.
Malandro a 1 de Junho de 2010 às 15:52

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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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