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Out 12
publicado por Nuno Gouveia, às 14:34link do post | comentar

No editorial do Público de hoje escreve-se sobre a surpresa Mitt Romney e o facto deste ter uma real possibilidade de vencer as eleições de 6 de Novembro. Tenho lido bastante deste tipo de argumentário nos últimos tempos, especialmente no nosso país. Esta é uma manifesta declaração de falta de conhecimento da parte de quem o afirma. Bastaria ter estado atento à imprensa americana e aos pormenores desta campanha para ter verificado que esta eleição sempre foi bastante competitiva, aliás, como sempre o dissemos por aqui. O ligeiro favoritismo que Obama sempre teve nunca foi mais do que isso. Dizer agora, a duas semanas das eleições, o que sempre foi dito por analistas imparciais americanos, como se isso fosse uma grande surpresa, é simplesmente assumir que andaram distraídos.  As sondagens neste momento apontam para números contraditórios. Nos estudos nacionais, Romney lidera por 0,9% na média do Real Clear Politics. No Ohio, o estado mais decisivo, Obama está na frente com uma vantagem de 1,7%. Mais do que nunca, está tudo em aberto. 


O Partido Democrático chegou a ter - se é que ainda não tem - um lugar de observador na Internacional Socialista. As suas políticas não diferem grandemente das dos partidos social-democratas escandinavos e alemão ou das dos trabalhistas britânicos, e ninguém chamaria a estes centristas.

O movimento Tea Party é alvo de caricaturas dos dois lados do Atlântico, mas mais do lado de cá. Basicamente, trata-se de uma "revolta de contribuintes", daí o seu nome. E tem um estrito respeito pela democracia, ao contrário de, por exemplo, o movimento "Occupy Wall Street", típico da esquerda radical americana.

Bill Clinton conseguiu voltar a tornar o Partido Democrático capaz de vencer a Casa Branca por ser um político - ele, sim - centrista. Mas democratas como Clinton são cada vez menos.

Se ser-se contra o aborto é ser de "extrema direita", que dizer dos democratas americanos que favorecem até o chamado "partial-birth abortion", no qual o feto sobrevive e é deixado morrer?

Finalmente, acho que os rótulos são mais importantes no vinho que na política: entre Bill Clinton e Rick Santorum, eu provavelmente votaria Clinton.

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