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Mar 10
publicado por Nuno Gouveia, às 15:49link do post

Barack Obama e a esmagadora maioria democrata no Congresso aprovaram a reforma da saúde. Apesar da maioria dos americanos estarem contra este aumento brutal do papel do Estado Federal, os democratas apenas cumpriram o que prometeram nas campanhas eleitorais recentes. Mas com a reforma a entrar apenas em vigor em 2014, a batalha apenas terá começado agora.

 

Em Novembro próximo haverá eleições intercalares, e serão, talvez mais do que nunca, um verdadeiro ensaio para as próximas presidenciais. O influente colunista conservador Bill Kristol já deu o mote para os republicanos, defendendo que a revogação desta lei deverá ser o cavalo de batalha do Partido Republicano para os próximos ciclos eleitorais. John McCain disse que os republicanos vão conseguir revogar esta lei. Na história da política americana não é comum que uma reforma desta envergadura seja revertida. E mesmo que os republicanos alcancem a maioria nas duas câmaras em Novembro, contarão sempre com o veto de Barack Obama. Por isso, as presidenciais de 2012 serão fundamentais nesta batalha. Apenas com uma maioria no Congresso e uma Casa Branca republicana poderão impedir que esta lei entre em vigor em 2014. Para terem sucesso, precisarão de um candidato vencedor para 2012, algo que neste momento parece muito difícil de alcançar, apesar das fragilidades de Barack Obama.

 

Os democratas começam também agora a batalha pela conquista da opinião pública, até ao momento adversa. Se conseguirem convencer os americanos que esta lei é positiva, e transformarem esse apoio em votos em Novembro de 2010 e 2012, poderão mesmo fazer história. A grande batalha será, mais uma vez na história americana, no campo da economia. Precisam rapidamente de minorar os efeitos da crise e iniciar um período de crescimento económico que minimize a reforma da saúde. Se os americanos tiverem os bolsos cheios, coisa que actualmente não sucede, esta reforma da saúde poderá ser considerada até pelos críticos como um mal menor, e com isso, darem o aval a mais este avanço do Estado Federal. Mas neste momento, e apesar do enorme sucesso obtido pelos Democratas ontem à noite, o cenário continua negro.


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