09
Mai 12
publicado por Nuno Gouveia, às 22:01link do post | comentar | ver comentários (2)

Foto Politico

 

Em plena campanha eleitoral, Barack Obama muda de opinião e declara-se a favor do casamento entre homossexuais. Apesar de não ser surpresa para ninguém, esta atitude não deixará de ser encarada como uma jogada política, pois este "flip-flop" surge numa altura em que pela primeira vez a maioria dos americanos declara-se a favor, segundo as mais recentes sondagens. Esta opção acarreta riscos mas também vantagens para o Presidente. Por um lado, Obama injecta energia na sua base eleitoral, maioritariamente a favor, fará com que aumentem contribuições financeiras da comunidade gay, enchendo os cofres da sua campanha, e coloca uma armadilha a Mitt Romney, lançando este assunto para a frente da agenda mediática e desviando as atenções da economia. Por outro lado, poderá ajudar a levar a base conservadora a ir ao encontro de Romney, termina com argumento que o nomeado republicano é "flip-flopper" e poderá afastar alguns eleitores de importantes swing-states - ainda ontem na Carolina do Norte, que Obama venceu em 2008 por 40 mil votos, os eleitores baniram o casamento gay em referendo. 


08
Mai 12
publicado por Nuno Gouveia, às 16:46link do post | comentar | ver comentários (8)

Analisando o que nos tem dito as sondagens até ao momento, e ressalvando que nestes próximos seis meses muito ainda vai acontecer, e que, de facto, os acontecimentos externos à campanha e a maneira como esta vai decorrer será decisiva para o desfecho das eleições, este é o momento de fazer um balanço. E, posso acrescentar, tanto Mitt Romney como Barack Obama têm motivos de apreensão e satisfação.

 

A avaliar pelo perfil dos candidatos: aqui a vantagem está neste momento do lado do Presidente. Apesar do seu índice de aprovação estar ligeiramente abaixo dos 50 por cento, um número perigoso para o presidente em exercício, os americanos continuam a gostar dele. Apesar de não aprovarem o seu trabalho, as sondagens mostram-nos que os americanos têm apreço por ele. Ao contrário de Mitt Romney, que tem níveis de aprovação menores do que Obama, e que surge aos olhos dos americanos como alguém distante e sem carisma. Em abono da verdade, apenas agora os americanos começarão a olhar com atenção para Romney, e ainda tem uma margem de progressão enorme, mas isso vai depender da forma como a campanha irá decorrer. Mas diria que se as eleições fosse apenas sobre as duas personalidades, Obama estaria reeleito.

 

As sondagens nacionais continuam a dar um empate técnico, e é provável que se mantenha dessa forma até ao Verão. Uma corrida renhida é o que se espera. Mas como tem alertado Dick Morris, o facto de Obama manter-se com níveis de popularidade abaixo dos 50% e quase nunca ultrapassar esse valor nas sondagens frente a Mitt Romney, é preocupante para o Presidente. Numa eleição deste género, os indecisos normalmente optam pelo challenger. Mas ao mesmo tempo, os estudos de opinião conduzidos nos swing states têm indicado, quase sempre, vantagem para o Presidente. Partindo da geografia eleitoral de 2008, a tarefa parece muito mais simples para Obama, que pode perder vários estados, como o Indiana, Virgínia, Carolina do Norte, Ohio e Florida, e ainda assim, sair vencedor. Romney precisará de vencer assente na estratégia que Karl Rove denominou de 3-2-1. Ou seja, recuperar os anteriormente estados republicanos Indiana, Carolina do Norte e Virgínia, ganhar nos tradicionais swing states Ohio e Florida e vencer um destes: New Hampshire, Nevada, Iowa, Colorado ou Novo México. Isto além de ganhar em todos os estados que ficaram na coluna de McCain. Um empreendimento nada fácil.

 

Se analisarmos com mais profundidade os conteúdos das sondagens, a situação fica ligeiramente positiva para Romney. Obama continua a ter vantagem nos grupos demográficos fundamentais para a sua eleição em 2008: as mulheres, os afro-americanos, os jovens e os hispânicos. Mas Romney leva vantagem no eleitorado independente, além de ter margem de progressão em algumas grupos, como os hispânicos e os jovens. Por outro lado, a natural desilusão de algum eleitorado de Obama de 2008 poderá fazer aumentar a abstenção em grupos chave. Por outro lado, se Obama leva vantagem em temas como a segurança nacional, a personalidade, a honestidade, o ambiente ou a política externa, é Romney quem surge à frente no decisivo tema da economia. 

 


publicado por José Gomes André, às 01:18link do post | comentar

07
Mai 12
publicado por Nuno Gouveia, às 22:41link do post | comentar

 

É o valor que a campanha de Obama vai investir este mês em publicidade televisiva. Este anúncio irá ser transmitido nos swing states de Colorado, Pensilvânia, Iowa, Florida, Virginia, Carolina do Norte, Ohio, New Hampshire e Nevada. Estes estados, que Obama venceu todos em 2008, serão provavelmente os locais de batalha mais relevantes desta eleição, e são também aqueles que a direcção de campanha considerará mais problemáticos para o Presidente.  

 

Entretanto, hoje foram publicadas quatro novas sondagens, sendo que em três delas Mitt Romney surge ligeiramente à frente de Obama. Eleição garantida? Muito longe disso, como têm provado todos os indicadores: sondagens, economia, grau de satisfação dos americanos e popularidade de Obama. Mas em breve voltarei a este assunto. 


04
Mai 12
publicado por Nuno Gouveia, às 23:48link do post | comentar

 

Dia 10 de Maio George Clooney e Jeffrey Katzenberg, CEO da DreamWorks, vão organizar aquea que será provavelmente a maior sessão de angariação de fundos da história da política americana. Por cerca de 40 mil dólares, os convidados vão jantar com Barack Obama, contribuindo dessa forma para a campanha de reeleição do Presidente. Ao mesmo tempo, Obama tem vindo a recolher fundos de apoiantes, que ao doar habilitam-se a ganhar um de dois lugares que serão disponibilizados no meio de tantas celebridades de Hollywood. Os lugares disponíveis já estão todos vendidos. Esta operação irá render cerca de 12 milhões de dólares. É possível que Obama não consiga atingir a verba inicialmente almejada de mil milhões de dólares, mas dinheiro não lhe vai faltar para tentar manter-se na Casa Branca. 


03
Mai 12
publicado por José Gomes André, às 15:26link do post | comentar

Marilyn Young, Professora de História da Universidade de Nova Iorque, uma das maiores especialistas mundiais sobre política externa norte-americana, dará uma conferência esta sexta-feira no ISCTE com o título "Necessary Wars of Choice: American Foreign Policy, 1975-present". É às 18h, no Auditório B204, Edifício II. A não perder!


02
Mai 12
publicado por Alexandre Burmester, às 17:43link do post | comentar

Dois números hoje publicados trazem de novo a difícil recuperação da economia americana para o primeiro plano, numa altura em que o Presidente Obama parecia ter o vento pela popa em matéria de recuperação económica.

 

Com efeito, no mês de Abril, a economia americana adicionou apenas 119.000 empregos contra uma previsão de 170.000. Isto faz, obviamente, temer que os números oficiais do desemprego, a serem publicados esta 6ª feira, sejam piores que o previsto.

 

O outro dado negativo hoje conhecido tem a ver com as encomendas em fábricas dos Estados Unidos, as quais, em Março, caíram 1,5 %, a maior descida dos últimos três anos.

 

Sem a convicção por parte do eleitorado de que a economia está de facto no bom caminho - mesmo que o desemprego permaneça alto mas com sinais de melhoria - Obama terá um caminho muito mais íngreme para a reeleição.

 

Mitt Romney, o seu mais que certo adversário, pode não ser uma personalidade magnética e/ou empolgante, mas isso também Jimmy Carter o não era em 1976, e mesmo assim derrotou o Presidente Gerald Ford, num ambiente eleitoral dominado pela "ressaca" do Caso Watergate e por uma situação económica séria, com alto desemprego e alta inflação.


01
Mai 12
publicado por Nuno Gouveia, às 23:32link do post | comentar

 

Barack Obama viajou hoje em segredo ao Afeganistão para assinar um acordo com o governo local sobre a presença americana no terreno após o fim da missão da NATO em 2014. Esta viagem surge no dia em que se assinala o primeiro aniversário da morte de Osama Bin Laden, uma das vitórias mais significativas da sua Administração. Obama lançou na semana passada um anúncio para retirar dividendos políticos do assassinato de Bin Laden, mas terá cometido o erro, ou talvez não, de atacar Mitt Romney, pois sugere que se candidato republicano estivesse na Casa Branca não teria tomado a decisão de mandar matar Bin Laden. Apesar de não haver nenhuma evidência que tal teria acontecido numa administração Romney, a equipa de Obama decidiu criticar o seu adversário neste tema. Não consigo decidir se essa foi uma boa opção, mas a verdade é que esta semana, quando se deveria estar a discutir sobretudo o mérito de Obama ter mandado eliminar o inimigo número um dos Estados Unidos, os media americanos passaram os dias a analisar se o ataque a Romney é justo ou não. 

 

Mas um sucesso Obama já parece ter garantido. Ao contrário de anteriores ciclos eleitorais, onde a política externa tem sido sempre uma área de vantagem para os republicanos, este ano poderá não acontecer o mesmo. Apesar de não ter sucessos visíveis em temas sensíveis como o Afeganistão, o Irão ou a Coreia do Norte, a morte de Bin Laden e o sucesso na perseguição movida à Al-Qaeda nestes últimos três anos, garantem a Obama alguma margem de manobra neste tema. E esta visita hoje ao Afeganistão, onde Obama elogiou o papel dos soldados na defesa da segurança dos americanos, é mais um passo nesse sentido.


publicado por Nuno Gouveia, às 17:39link do post | comentar

Barack Obama tem tentado encontrar um slogan que seja tão emblemático, como o "Yes we can". Mas a vida não está fácil para os estrategas da sua campanha. Esta semana lançaram um vídeo, com o simples título "Forward", onde evoca alguns dos momentos emblemáticos da sua administração. O problema? "Forward", que em português se poderá traduzir como "avante" ou "para a frente", é um slogan associado muitas vezes na história a movimentos marxistas. Em Portugal, Avante é o nome do jornal oficial do Partido Comunista Português, por exemplo. Desconfio que ainda não é desta que a campanha Obama acerta com um slogan. 


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