07
Dez 11
publicado por Nuno Gouveia, às 16:57link do post | comentar

 

Os estudos realizados pelos cientistas políticos americanos indicam que um endorsement raramente é um factor decisivo numas eleições, mas que podem contribuir para introduzir uma dinâmica de vitória numa campanha. Recuando apenas quatro anos, recordo o apoio que Obama recebeu do clã Kennedy (Ted e Caroline) que o ajudaram imenso na super terça-feira, tal como o apoio que John McCain recebeu do então governador da Florida, Charlie Crist, que o ajudou a vencer as primárias do estado contra Mitt Romney e Rudy Giuliani.

 

Neste ciclo eleitoral, Mitt Romney tem vindo a recolher importantes apoios na máquina republicana. Nomes como o governador de New Jersey, Chris Christie, os senadores John Thune do Dakota do Sul, Kelly Ayotte do New Hampshire ou Scott Brown do Massachusetts, entre outros proeminentes republicanos, já se colocaram ao lado da sua campanha. Ao todo são 9 senadores, 46 congressistas e três governadores. E tem mais nomes em lista de espera para serem anunciados. Só para dar nota de comparação, Rick Perry apenas tem o apoio de 1 senador, 10 congressistas e 3 governadores, enquanto Newt Gingrich apenas tem 6 congressistas e um governador. Mas há uma lista de nomes, que pela sua origem e posição, podem ser essenciais para diversas primárias.

 

O Daily Beast publica hoje uma lista dos 10 nomes mais apetecíveis. Observando esta lista, acredito que John McCain e Jeb Bush deverão por certo apoiar Mitt Romney. Rudy Giuliani, poderá não o fazer, pois em 2008 Rick Perry, contra as expectativas, deu-lhe o seu apoio e será difícil Giuliani voltar-lhe as costas agora. Marco Rubio e Jim DeMint já disseram que não pretendem colocar-se ao lado de ninguém nas primárias, mas o seu apoio será muito importante na Florida e Carolina do Sul, caso surja para algum candidato. Os governadores do Iowa (Terry Branstad), Carolina do Sul (Nikki Haley) e Florida (Rick Scott) serão reforços valiosos nos seus estados. Por fim, Sarah Palin e Herman Cain, que deverão apoiar uma das alternativas a Mitt Romney, podem fazer a sua popularidade entre os meios do Tea Party valer muitos votos. Mas à excepção de Sarah Palin, Romney estará a disputar o apoio de todos os outros. Não será nenhum destes nomes a decidir o desfecho destas primárias, mas o seu apoio, se for dado numa altura crucial da campanha, pode ser muito relevante. Veremos quem irá ganhar a guerra dos endorsements. Até ao momento, Mitt Romney está a golear os seus adversários. 


06
Dez 11
publicado por Nuno Gouveia, às 16:57link do post | comentar

Este anúncio de Ron Paul, lançado esta semana no Iowa, é um bom exemplo do que vem aí no próximo mês para Newt Gingrich. Líder nas sondagens nacionais e nos estados do Iowa, Carolina do Sul e Florida (Romney continua à frente no New Hampshire), Newt irá agora sofrer na pele o que Cain, Perry e Bachmann sofreram nos tempos áureos das suas campanhas. Mas a sua queda (a existir) nunca será tão fácil como a dos três exemplos anteriores, pois Newt tem outra bagagem política e intelectual. Mitt Romney, que pela primeira vez nesta campanha deve estar seriamente preocupado, tem vindo a adiar o ataque frontal ao seu principal adversário. Ron Paul, com uma campanha muito interessante, está deste modo a ajudar Romney. Mas não acredito que os ataques que Newt vai sofrer no próximo mês, não só de Ron Paul, mas também de Rick Perry, Michele Bachmann ou Rick Santorum, outros interessados no Iowa, vão chegar para destronar Gingrich da linha da frente. Romney, se quer ser o nomeado, vai ter de tirar as luvas e saltar para o combate político a sério.


03
Dez 11
publicado por Nuno Gouveia, às 18:57link do post | comentar

 

Foi sem grande surpresa que esta tarde Herman Cain anunciou a sua retirada oficial da corrida à nomeação republicana. Depois de vários escândalos e gaffes que afectaram a sua credibilidade pessoal e política, este era apontado como o caminho mais provável. No entanto, na hora de despedida desta campanha, Cain afirmou que em breve irá declarar apoio a um candidato. Apesar da queda nas sondagens, Cain ainda detêm um considerável leque de apoio na base republicana, e o seu endorsement poderá ter algum significado. Em 2008, ainda um desconhecido da política, declarou o apoio a Mitt Romney, mas depois desta campanha, o favorito a ser contemplado é Newt Gingrich, que poderá assim obter mais um importante trunfo para a sua campanha.


Nume breve nota histórica, Herman Cain junta o seu nome à longa lista de políticos como Gary Hart, Bill Clinton, John Edwards ou Eliot Spitzer que estiveram envolvidos em escândalos sexuais. Curiosamente, ou talvez não, poucos sobreviveram a estes escândalos de uma forma tão positiva como Bill Clinton, que saiu da Casa Branca com uma taxa de aprovação elevada, apesar do caso de Monica Lewinski.


publicado por Nuno Gouveia, às 15:03link do post | comentar

 

Com a ascensão de Newt Gingrich nas sondagens em estados como o Iowa, Carolina do Sul ou Florida, o Washington Post notícia hoje que Mitt Romney está a preparar-se para uma longa batalha pela nomeação. Este ano, ao contrário de ciclos eleitorais anteriores, o sistema de "winner takes all" não irá vigorar nas primárias republicanas até ao dia 1 de Abril, o que significa que dificilmente alguém terá os delegados necessários até essa data. E aqui também reside a vantagem de Romney para uma longa campanha. Com os cofres cheios de dinheiro (ao contrário de Gingrich), Romney poderá montar uma campanha nacional para uma longa época de primárias. A resistência poderá ser a grande vantagem de Romney em relação a Gingrich.


02
Dez 11
publicado por Nuno Gouveia, às 17:01link do post | comentar | ver comentários (3)

EUA 2012 é um blogue de Carlos Manuel Castro e Filipe Ferreira sobre o ano eleitoral que os Estados Unidos vão ter. O Carlos, que já leio há muitos anos com atenção, é um veterano da blogosfera portuguesa em assuntos de política internacional. Este blogue promete desde já um saudável debate entre si: um apoiante republicano contra um democrata. A acompanhar durante o próximo ano.


publicado por Nuno Gouveia, às 14:21link do post | comentar | ver comentários (2)

(foto retirada do Drudge Report)

 

Obama recebeu hoje a melhor notícia em alguns meses: a taxa de desemprego baixou para 8,6 por cento, uma descida de 0,4 em relação ao mês anterior. Este é o valor mais baixo desde Março de 2009.


publicado por Nuno Gouveia, às 12:49link do post | comentar

A convite do Henrique Raposo, hoje publico artigo na edição online do Expresso sobre as eleições presidenciais do próximo ano.

 

Quando Barack Obama foi eleito Presidente dos Estados Unidos, poucos anteveriam um mandato tão turbulento e difícil. Uma figura transformacional e carismática que parecia destinada a mudar para sempre a face da América e do Mundo, desfigurado no papel de um mero político em apuros. Mas, a um ano das eleições presidenciais, todos os sinais apontam para o sério risco de Obama ser um Presidente de um só mandato.O especialista eleitoral Nate Silver, do New York Times, afirmou recentemente que as suas hipóteses de vitória são de 50 por cento, e esta é uma das análises mais optimistas que tenho lido. Acossado por movimentos populistas à direita (Tea Party) e à esquerda (Occupy Wall Street), Obama parte para a campanha eleitoral com índices negativos de popularidade e sem grandes motivos para alento, a acreditar em todas as previsões económicas.


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