13
Out 11
publicado por Nuno Gouveia, às 11:43link do post | comentar

O Rui Calafate tem razão. A Daniela Ruah é uma grande promoção de Portugal nos Estados Unidos. 


12
Out 11
publicado por Nuno Gouveia, às 12:46link do post | comentar | ver comentários (2)

 

Este quadro de notas do Mark Halperin reflecte o que se passou ontem. Num debate inteiramente dominado pela economia, não houve grandes momentos de tensão entre os candidatos e terá sido o mais pacífico de todos até ao momento. Mitt Romney provou, mais uma vez, que é o melhor candidato neste formato, e a menos que cometa algum erro grave, irá provavelmente vencer todos os debates. E Rick Perry apareceu mais uma vez totalmente desinspirado. Passou metade do debate a falar de política de energia e a outra metade em silêncio, tentando passar despercebido. Ainda não foi ontem que começou a recuperar nas sondagens, e será muito díficil voltar a jogo, pois os debates estão a ter uma influência brutal no rumo dos acontecimentos. Pelo contrário, Herman Cain parece sobreviver aos holofotes que ontem lhe estiveram apontados, passando grande parte do debate a falar do seu famoso plano 9-9-9 (abreviação portuguesa: IRC, IRS e IVA - criação de um novo imposto nacional nos EUA - todos a 9 por cento). Neste momento parece ser a maior ameaça a Mitt Romney. Na próxima semana, dia 18, a CNN irá transmitir outro debate, desta vez em Las Vegas. 


11
Out 11
publicado por Nuno Gouveia, às 22:33link do post | comentar

O único aspecto surpreendente deste apoio é o timming, pois já era esperado que Chris Christie fosse apoiar Mitt Romney. Sempre pensei que Christie fosse esperar mais algum tempo para tomar esta decisão. Olhando para o campo de candidatos, dificilmente Romney não levará com o grosso de apoios entre o establishment e republicanos do Congresso e governos estaduais. Este endorsement significa um apoio de peso para Mitt Romney, que vê assim reforçado o seu favoritivismo na corrida à nomeação, e afasta cada vez mais Rick Perry dos círculos poderosos do partido. Perry neste momento parece ter apenas força no Sul dos Estados Unidos, e os seus apoios fora dessa região contam-se pelos dedos. Outro aspecto a não desconsiderar é que pode fazer com que alguns tea partiers e eleitores conservadores, até ao momento muito desconfiados de Romney, comecem a olhar para ele de forma diferente. Afinal de contas, muitos dos incentivos que Christie recebeu para se candidatar vinham dos sectores mais conservadores do partido. Além disso, este apoio cimenta aquilo que já vinha acontecer desde a saída definitiva de cena do governador de New Jersey: os milionários republicanos vão começar a doar dinheiro, muito dinheiro, para os cofres de Romney. E este terá uma grande vantagem financeira durante as primárias. 

 

Esta noite haverá mais um debate republicano, onde as atenções estão viradas, mais uma vez, para Rick Perry, que tem tido debates decepcionantes. O debate irá realizar-se no Darmouth College e será emitido às 2h00 (de Lisboa) no Bloomberg e no site do Washington Post


publicado por Nuno Gouveia, às 00:18link do post | comentar

 

O YouTube lançou recentemente uma plataforma para acompanhar as eleições presidenciais do próximo ano. Neste canal serão incluídos todos os anúncios dos candidatos, bem como discursos, paródias ou outro tipo de vídeos relacionados com a campanha. Terá também um acompanhamento especial sobre as estatísticas dos candidatos. O site tem uma visão global da campanha no YouTube, com gráficos, mapas e outras ferramentas que permitem acompanhar o sucesso dos candidatos na rede. Neste momento, Rick Perry é quem tem mais visualizações, com um anúncio seu que já destaquei aqui. Uma boa ferramenta para acompanhar todos que vão acompanhar eleições, sobretudo para os investigadores de comunicação política digital. 


10
Out 11
publicado por Nuno Gouveia, às 20:27link do post | comentar

 

A possibilidade de Barack Obama ser derrotado em Novembro do próximo ano tem vindo a crescer. Hoje saiu mais uma sondagem da Inside Business Daily que indica que neste momento apenas 41 por cento dos americanos defende que Obama merece ser reeleito, enquanto 51 por cento acredida que o Presidente deve ser despedido nas próximas eleições. Preocupante para Obama é ainda o facto dos independentes estarem cada vez mais a afastar-se dele, com 54 por cento a desejar a sua derrota, enquanto apenas 36 por cento apoiar a sua manutenção na Casa Branca. 

 

Estes números estão em consonância com a média do RCP, que por estes dias assinalou o pior resultado para Obama desde que está na presidência, com apenas 42 por cento de opiniões favoráveis. Estes números indicam que a mais recente estratégia de Barack Obama não está a resultar. Veremos se alguma coisa muda nos próximos meses. 


09
Out 11
publicado por Nuno Gouveia, às 22:34link do post | comentar

 

Mark Halperin analisa a campanha para as primarias republicanas. Sem surpresa, considera Mitt Romney o favorito para enfrentar Barack Obama e discute quem será o seu opositor: Rick Perry ou Herman Cain. 


07
Out 11
publicado por Nuno Gouveia, às 18:23link do post | comentar | ver comentários (1)

 

This is America’s moment. We should embrace the challenge, not shrink from it, not crawl into an isolationist shell, not wave the white flag of surrender, nor give in to those who assert America’s time has passed. That is utter nonsense. An eloquently justified surrender of world leadership is still surrender.

I will not surrender America’s role in the world. This is very simple: If you do not want America to be the strongest nation on Earth, I am not your President.

You have that President today.

A campanha do próximo ano vai ser dominada essencialmente pelo estado da economia, mas Mitt Romney dedicou este final de semana a falar de política externa e da sua visão para o papel dos Estados Unidos no mundo. Pelo que tive a oportunidade de ler do discurso, Romney apelou a um novo século americano, criticando a Administração Obama por ter cedido a liderança a outros países, e criticou as tendências que isolacionistas que têm sido defendidas por alguns candidatos republicanos. Diria que é uma visão que se enquadra no establishment republicano das últimas décadas, quebrando com algumas opiniões que tinha lido que este novo Partido Republicano seria muito diferente do partido de Reagan. 

 

Foi também divulgada a lista de vinte e dois assessores da campanha de Romney para a política externa e treze grupos de trabalho. A lista foi publicada no Washington Post, com uma breve biografia de cada um. Muitos antigos colaboradores da Administração Bush, nomeadamente com o secretário de Segurança Nacional, Michael Chertoff, Michael Hayden, director da CIA ou Paula Dobriansky, subsecretária de Estado, vários intelectuais inseridos no movimento neoconservador, como Robert Kagan ou Eliot Cohen, que também colaborou com a Administração Bush, os antigos senadores Jim Talent e Norm Coleman e os veteranos da Administração Provisória do Iraque, Daniel Senor e Meghan O´Sullivan, que teve um papel decisivo na estratégia da "surge" no Iraque em 2007. E ainda Nile Gardiner, um analista político inglês que trabalhou com Margaret Tatcher. Além destes nomes mais conhecidos, muita gente de universidades, think thanks conservadores e veteranos da política externa americana. Pelo leque de nomes que Romney conseguiu angariar nestes grupos de assessores, diria que o establishment de política externa do Partido Republicano já fez a sua escolha. Rick Perry terá de trabalhar muito para apresentar uma equipa de assessores com tanta experiência como Romney.


06
Out 11
publicado por Nuno Gouveia, às 23:24link do post | comentar

 

Barack Obama deu hoje uma conferência de imprensa, cujo objectivo foi somente um: ganhar a batalha da opinião pública no combate ao desemprego, promovendo o seu plano, "American Jobs Act". A estratégia de Obama é clara: se a economia não recupera, é preciso arranjar culpados para a situação. E como culpar o antecessor não vai dar resultado na campanha de 2012, é preciso arranjar outro alvo. E os republicanos da Câmara dos Representantes, que têm reafirmado a sua oposição ao plano de Obama, são o alvo preferido.

 

Por enquanto, Obama ainda não obteve o apoio dos democratas no Senado, que bloquearam esta semana uma votação sobre o projecto. Mas Obama deu sinais positivos aos colegas de partido, que estão contra o aumento de impostos para todos os americanos que ganham mais de 250 mil dólares por ano. Obama parece disposto a aceitar a sua contraproposta, que prevê um aumento de 5 por cento a todos aqueles que ganham mais de 1 milhão de dólares. Se o plano for aprovado pelo Senado, o que ainda não é certo, não passará na câmara dominada pelos republicanos, que já disseram que não irão apoiar um aumento de impostos. Uma posição que também poderá ter custos políticos, pois com o elevado desemprego e a situação económica periclitante, os americanos querem acção por parte do poder politico. Mas quando as ideias são tão diferentes, só mesmo uma eleição poderá resolver este impasse. O problema é que ainda falta mais de um ano e a vida das pessoas não pára. Se os partidos não chegarem a acordo para fazerem alguma coisa, ambos ficarão a perder aos olhos dos americanos. 

 

Este novo Obama que temos visto, especialmente depois do Verão, surge numa altura em que as sondagens indicam uma quebra acentuada de popularidade, especialmente entre os eleitores independentes. Após as eleições intercalares de 2010, deu sinais conciliatórios e em direcção do centro político, nomeadamente na extensão dos Bush Tax Cuts, e nessa altura pensou-se que o Presidente iria seguir uma estratégia retirada da cartilha de Bill Clinton, que após a derrota de 1994, virou a centro e foi reeleito facilmente. Mas nem os tempos são os mesmos nem as dificuldades de Obama são semelhantes. Por isso, Obama optou por guinar à esquerda nesta fase, confrontando directamente os republicanos com um discurso populista contra os ricos e apelando a mais investimento público para salvar a economia. Com isto, consegue injectar energia nos sectores mais à esquerda, que serão fundamentais para as eleições do próximo ano. A dúvida que tenho, e que tenho lido em muita imprensa americana, é se esta estratégia, mesmo que próximo ano volte a direccionar o seu discurso para o centro político, seja a ideal para recuperar estes independentes que entretanto se afastaram dele. 


publicado por Nuno Gouveia, às 17:02link do post | comentar

 

O novo canal da TVCine da ZON Lusomundo, que começou a emitir esta semana, está repleto de motivos de interesse. Mas deixo aqui o meu destaque: John Adams, com Paul Giamatti no papel do segundo Presidente dos Estados Unidos e uma Laura Lynney magistral a fazer de Abigail. O primeiro episódio foi transmitido hoje às 15h00. Para quem tem o canal, faça como eu: deixe a gravar toda a série. Vale bem a pena. Para ver ou rever.


publicado por Nuno Gouveia, às 11:48link do post | comentar | ver comentários (10)

 

Não que seja grande novidade, mas Sarah Palin confirmou ontem à noite que não será candidata à nomeação republicana. Na verdade, e apesar de meses de especulação, era evidente que Palin não tinha uma hipótese real de ganhar a nomeação, e terá sido mesmo isso que a terá levado a não se candidatar. No entanto, continua a ser uma força poderosa dentro do Partido Republicano, com uma base fiel e dedicada, e uma candidatura sua não deixaria ter grande impacto na corrida. Além disso, o seu poder mediático seria sempre maior do que qualquer candidato. Nas últimas semanas surgiram também alguns rumores que se poderia candidatar como independente à Casa Branca. As suas declarações devem ter deixado os republicanos descansados. Colocou de parte uma candidatura independente, pois isso significaria a reeleição de Obama, e afirmou que irá apoiar o candidato nomeado pelo GOP. Além do mais, disse que irá ser uma voz activa neste próximo ciclo eleitoral, nomeadamente para ajudar a eleger o próximo presidente republicano, bem como congressistas, senadores e governadores. Uma posição politicamente inteligente e correcta para os seus interesses políticos. Palin ainda é nova e ainda tem tempo para regenerar-se.


04
Out 11
publicado por Nuno Gouveia, às 18:09link do post | comentar

 

Como sempre disse por aqui, e apesar da especulação das últimas semanas, Chris Christie anunciou há momentos que não irá candidatar-se presidência dos Estados Unidos. Christie sempre disse que não seria candidato e que não estava pronto para assumir tal compromisso. Este anuncio não será novidade para ninguém. Consequências? 

 

Os republicanos terão mesmo que se contentar com o actual leque de candidatos. O principal beneficiado desta decisão é Mitt Romney, qie ve reforçado o seu papel de favorito para enfrentar Barack Obama em 2012. Acredito que estes republicanos descontentes que andaram a pressionar Christie para avançar (tal como antes fizeram com Paul Ryan e Mitch Daniels) acabarão, na sua maioria, por engrossar as fileiras de apoiantes de Romney. Isto significa muito dinheiro e peso mediático para o antigo governador do Massachusetts. A disputa será, provavelmente, entre Romney e Rick Perry, não desconsiderando um Herman Cain que tem vindo a subir bastante nas sondagens nas ultimas semanas. 


publicado por Nuno Gouveia, às 14:22link do post | comentar

Romney 48 — Obama 46

Obama 49 — Perry 46
Obama 45 — Christie 45

 

Sondagem do Washinton Post/ABC. Na corrida à nomeação republicana, Mitt Romney volta a aparecer à frente, com 25%, seguido de Rick Perry e Herman Cain com 17%, confirmando-se a queda abrupta do governador do Texas.


publicado por Nuno Gouveia, às 12:50link do post | comentar


A Assembleia da República vai receber o lançamento da versão portuguesa do livro "O Federalista" de Alexander Hamilton, James Madison, and John Jay, com introdução, tradução e notas de Viriato Soromenho Marques e João C. S. Duarte e prefácio de Adriano Moreira. O evento contará com a presença da Presidente da Assembleia da República, Maria da Assunção Esteves, e do Embaixador dos Estados Unidos da América em Portugal, Allan J. Katz. A obra será apresentada pelo Professor Adriano Moreira  e pelo Professor Viriato Soromenho Marques

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03
Out 11
publicado por Nuno Gouveia, às 15:37link do post | comentar

Apesar de manter a convicção que Chris Christie não será candidato, continuam a chegar notícias que está seriamente a ponderar a hipótese de avançar. Como o Rui Calafate apontou aqui, neste momento uma equipa de assessores de Christie está a estudar as hipóteses de construir uma máquina eleitoral capaz de suportar a campanha do governador de New Jersey. Caso decida mesmo entrar na corrida, Christie irá contar com o poderoso apoio do establishment republicano, incluindo a máquina política e financeira que tem dominado o Partido nos últimos 20 anos. Além disso, poderá contar também com o apoio de alguns sectores do tea party, que o vêem como o político capaz de derrotar Barack Obama e mudar o rumo da história dos Estados Unidos. Mas não se pense que tudo será fácil. Uma entrada tardia na corrida será sempre difícil para Christie, e tendo apenas dois anos de governador, a sua inexperiência seria um factor importante. Além do mais, muito do agora entusiasmo que gera poderá sucumbir depois de ver as suas posições políticas (não esquecer que é um republicano da costa leste) questionadas pela base conservadora. Nunca se sabe o que poderá emergir numa campanha presidencial. 

 

Jay Cost refere na Weekly Standard (a revista de Bill Kristol tem sido o motor desta campanha para levar Christie a candidatar-se) similitudes entre o actual cenário e o que sucedeu há 100 anos, quando pela última vez um governador de New Jersey chegou à Casa Branca. Woodrow WIlson era um democrata infiltrado em território republicano, com apenas dois anos no cargo. Será que a história pode repetir-se? 


01
Out 11
publicado por Nuno Gouveia, às 11:27link do post | comentar | ver comentários (4)

 

Na disputa presidencial de 2008, uma das principais críticas que os republicanos disparavam contra Barack Obama é que este seria prejudicial à luta contra o terrorismo. Os republicanos temiam que Obama fosse abrandar o combate ao extremismo islâmico. Mas a um ano dos americanos irem novamente às urnas, este será, quase de certeza, uma não tema durante a campanha. Ao endurecer o programa de Drones Predators e os assassinatos selectivos contra a Al-Qaeda, os Estados Unidos têm vindo a eliminar um a um os seus líderes. A morte de Bin Lade foi o apogeu, mas os americanos não dão sinal de abrandar. Como disse Mark Halperin na Time, os Estados Unidos têm enviado um sinal poderoso aos seus inimigos:  there's nowhere to run and nowhere to hide. Ontem foi conhecido que um ataque de Drones matou Anwar al-Awlaki no Iémen, um líder da Al-Qaeda que nasceu nos Estados Unidos e que esteve por trás de diversos atentados terroristas. Mais um a juntar à longa lista de sucessos alcançados pelas forças militares americanas nos últimos três anos. 

 

Este sucesso na guerra contra o terrorismo, que muitos duvidariam no inicio do seu mandato, apagou por completo as críticas dos republicanos. Aliás, se há aspecto em que Obama tem sido elogiado pelos seus adversários é precisamente pela forma como a Administração tem combatido a Al-Qaeda. Se a segurança nacional e política externa tem sido um bónus para os republicanos em todas as recentes eleições presidenciais, em 2012 esse não será e o caso. E o mérito é todo de Barack Obama, que tem sabido lidar muito bem com a ameaça terrorista. 


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