06
Out 10
publicado por Nuno Gouveia, às 22:21link do post | comentar | ver comentários (2)

Nunca acompanhei um período de eleições intercalares como agora, por isso não sei se estarei a dizer asneiras. Mas presumo que o mercado de sondagens políticas está a viver um período de ouro, dado o número de sondagens que vão sendo publicadas todos os dias sobre os diferentes estados e distritos eleitorais. Daí que não faz sentido destacar nenhuma individualmente aqui no blogue. O meu conselho é para irem visitando o site da Real Clear Politics nesta secção, que vai publicando as que eles consideram credíveis. Porque há muitas mais que vão sendo publicadas um pouco por todo o território americano.

 

Mas hoje gostaria de destacar aqui um estudo da Public Policying Polling (PPP), que é uma empresa afiliada do Partido Democrata. Este quadro que apresento em baixo explica bem os problemas que Barack Obama enfrenta a meio do seu mandato. Nele podemos ver os níveis actuais da popularidade do Presidente em 12 estados que ele venceu por grande vantagem. Estamos a falar de Blue States que votaram massivamente em Obama, com vantagens para Mccain entre 9 e 45 pontos. Destes estados, apenas no Hawaii e na Califórnia a sua popularidade é superior a 50 por cento. No seu próprio estado, o Illinois, já está no negativo. Obama precisará de um “game changer” após as intercalares para dar a volta à situação. E não pode estar à espera de enfrentar uma Palin em 2012, porque numa situação de fragilidade não acredito que o GOP não escolha alguém com capacidade de vitória.



publicado por José Gomes André, às 15:42link do post | comentar | ver comentários (1)

Alertado pelo Nuno Gouveia, deparei-me com uma curiosa proposta constitucional de Joe Miller, o candidato Republicano a senador pelo Alaska: suprimir o 17º Aditamento, transformando a eleição popular directa para o Senado numa escolha exclusiva dos parlamentos estaduais. Em rigor, não se trata de uma sugestão excêntrica, estando em linha com o aprovado pelos Pais Fundadores em 1787. Criado para servir de eficiente contraponto à Câmara dos Representantes e reforçar a dimensão federal do sistema (operando como o órgão que representava os Estados), o Senado deveria ser uma assembleia relativamente isolada da opinião popular.

 

Desta forma, a Constituição estabelecia que os senadores não seriam eleitos pelo povo, mas escolhidos pelos parlamentos estaduais, o que visava um triplo objectivo: tornar os senadores menos dependentes do eleitorado em geral; facilitar o acesso de figuras proeminentes ao Senado, o que seria mais provável caso fossem nomeados pelos parlamentos estaduais (um corpo mais sólido do que os votantes); e reforçar a lealdade dos senadores aos Estados que os seleccionavam.

 

Este quadro constitucional manteve-se inalterado durante 120 anos, mas não resistiu às alterações progressistas do início do século XX, que exigiam um reforço da democraticidade do sistema político. Foi neste contexto que surgiu o referido 17º Aditamento, aprovado pelo Congresso federal e pelos Estados, o qual determina que os membros do Senado federal sejam eleitos directamente pelo povo. Os parlamentos estaduais continuavam a determinar as condições em que essa eleição poderia decorrer, mas não mais detinham o exclusivo privilégio de nomear os senadores para o Congresso.

 

Independentemente das preferências de cada um, podemos assim perceber que ambos os modelos (eleição directa ou escolha dos parlamentos estaduais) assentam numa argumentação perfeitamente legítima e consistente. Do ponto de vista formal, simpatizo com a opção dos Pais Fundadores e com a sugestão de Joe Miller, mas reconheço que, na actual situação política, onde se tem visto um progressivo descontentamento do povo com os seus governantes (e por boas razões), bem como um desencanto do eleitorado relativamente ao "fenómeno político", afastar ainda mais a população do processo decisório é imprudente e poderia ter consequências nefastas.


publicado por Nuno Gouveia, às 12:35link do post | comentar

Bob Woodward disse este fim de semana que é possível que Biden troque de lugar com Clinton nas presidenciais de 2012. A informação já foi desmentida pela Casa Branca, mas outra coisa não seria de esperar. Se Obama estiver em realmente em perigo, colocar Hillary no ticket poderia ser uma excelente jogada. E Clinton veria aumentar as suas possibilidades para concorrer em 2016. Ninguém acredita que Hillary já esqueceu o sonho de chegar à Casa Branca.


04
Out 10
publicado por Nuno Gouveia, às 17:26link do post | comentar

Brit Hume, Bill Kristol, Juan Williams e Mara Liasson debatem as eleições intercalares no Fox News Sunday.


02
Out 10
publicado por Nuno Gouveia, às 23:58link do post | comentar

Previsão eleitoral construído por Nate Silver

 

Eu e o José Gomes André temos escrito sobretudo sobre a luta pelo controlo do Senado. Mas é na Câmara dos Representantes que existe uma possibilidade mais forte de mudança de controlo. Quase todos os analistas independentes prevêem que o Partido Republicano vá recuperar a maioria perdida em 2006. Nate Silver escreveu hoje um post onde atribui 67 por cento de possibilidades para tal suceder. Segundo a sua análise, há neste momento 50 lugares detidos pelos democratas onde os republicanos são favoritos. Pelo contrário, há apenas 4 lugares republicanos onde estes não são favoritos. O GOP precisa "apenas" de 39 lugares. Estes números indicam que é muito provável que John Boehner seja o próximo Speaker.

 

Um dado estatístico histórico: desde a década de 40 que sempre que houve mudanças na liderança na Câmara dos Representantes, o Senado acabou por seguir o mesmo caminho. Está certo que este ano os republicanos precisam de um número muito elevado (10) de conquistas para seguir a tradição. Mas não é impossível, como temos visto.


publicado por Nuno Gouveia, às 20:00link do post | comentar | ver comentários (3)

 

Depois da HBO ter apresentado três brilhantes temporadas de Deadwood sobre o velho oeste americano, mais concretamente na fronteira entre o Dakota e o Wyoming, e o AMC continuar a brindar-nos com a Mad Men sobre o mundo da publicidade na década de 60, a HBO regressa agora até à Atlântic City dos anos 20. A cidade do estado de New Jersey começou a ganhar a relevância que hoje lhe é reconhecida nessa década, sobretudo com a preciosa “contribuição” do tráfico ilegal de álcool durante a Lei Seca (a agora infame 18ª Emenda da Constituição que foi revogada pela 21ª).  Este é o pano de fundo para esta nova série, que com apenas dois episódios já conquistou a minha admiração. Steve Buscemi está magistral no papel do corrupto politico republicano Nuck Thompson, que, além de ser o tesoureiro da cidade, controla tudo e todos, através do jogo, da prostituição e do álcool. Nesta série já tivemos também a oportunidade para ver grandes mafiosos da história americana, como o jovem Al Capone, Arnold Rothstein ou Charlie “Lucky” Luciano. Não por acaso o nome de Martin Scorsese surge associado a esta série, como produtor e realizador do episódio piloto. Scorsese é desde sempre um apaixonado das raízes da máfia americana, e a Lei Seca foi essencial para o grande “boost” dos mafiosos americanos na primeira metade do século XX. Scorcese não podia estar de fora.


Esta série, pelo que já deu para ver, não irá desaparecer tão cedo da arena. Logo após o primeiro episódio a HBO anunciou a sua renovação por mais uma temporada. A critica rendeu-se completamente, e os espectadores, esses, têm batido recordes de audiência no canal por cabo americano. Os apaixonados do cinema estão mesmo a transferir as suas atenções para a televisão, onde a criatividade e a qualidade estão a superar, em larga margem, o que vai saindo de Hollywood. A história americana também vai sendo contada através destas séries, que apesar de serem recriações ficcionais, representam todo um espírito da época. Através destas horas de televisão também ficamos a conhecer um bocadinho melhor a sociedade americana, as suas raízes e as dificuldades que ajudaram a construir o país que é hoje. Por isso, mas também por puro entretenimento, aconselho esta série. E as outras que referi.


01
Out 10
publicado por Nuno Gouveia, às 15:09link do post | comentar

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