26
Out 10
publicado por Nuno Gouveia, às 15:11link do post | comentar

Aqui no blogue temos escrito sobretudo sobre as eleições para o Senado e Câmara dos Representantes, mas os americanos vão eleger também representantes para os cargos estaduais e locais. Destes destacam-se, obviamente, as eleições para os governos estaduais.  E aqui, mais até do que no Congresso, está em jogo o que poderá acontecer nas presidenciais de 2012. Vários swing states vão a votos, e ter um membro do partido na liderança do estado pode ajudar o candidato presidencial. Além disso, no próximo ano haverá o realinhamento dos distritos de cada estado, e quem dominar a legislatura estadual, poderá favorecer as aspirações do partido para a próxima década.

 

Este ano vão a eleições 37 estados, sendo que 20 são ocupados por democratas e 19 por republicanos. Também aqui as perspectivas são boas para o GOP, que devem conquistar vários lugares.

 

Destaques para os grandes estados que vão a votos. Nova Iorque, Ohio, Pennsylvania, Wisconsin, Michigan, Illinois e Califórnia, Texas e Florida. Destes, apenas os três últimos são ocupados por republicanos. O Partido Democrata vai manter Nova Iorque e tem boas hipóteses de conquistar a Califórnia e Florida. O GOP irá vencer novamente no Texas, e tem grandes possibilidades de ganhar Michigan, Wisconsin, Illinois, Pennsylvania e Ohio.  Grandes mudanças em perspectiva nestes estados.

 

Das restantes eleições, prevê-se que o GOP irá conquistar os governos do Wyoming, Kansas, Tennessee, Oklahoma, New México, Maine e Iowa. Os Democratas estão bem lançados para vencer as eleições no Connecticut, Minnesota, Vermont, Hawaii e Rhode Island. Segundo a previsão actual do Real Clear Politics, o GOP deverá “roubar” seis lugares no total ao Partido Democrata, passando a ser a maior força nos governos estaduais. Destaque para uma alteração radical neste panorama, depois das conquistas no ano passado nos governos de New Jersey e Virgínia.


publicado por Nuno Gouveia, às 09:59link do post | comentar

Daqui a oito dias finalmente estará terminado mais um ciclo eleitoral. Como sempre, nestas alturas todos os analistas dedicam-se a fazer as suas previsões. Vou deixar aqui algumas (a minha farei no fim de semana).

 

O Real Clear Politics dá uma vantagem de 51-49 para o Partido Democrata no Senado. O GOP conquistaria oito lugares (ND, AR, IN, PA, WI, IL, NV e CO) e não perderia nenhum lugar. Para a Câmara dos Representantes já prevêm a conquista da maioria, com 222 (precisam de 218) lugares a serem atribuídos aos republicanos, com 34 distritos a serem considerados empates técnicos. Uma onda gigantesca.

 

No site Daily Beast, a previsão é que o GOP vai ganhar a maioria nas duas câmaras. 51-49 no Senado e 224-211. A novidade aqui é que os republicanos vencem na Califórnia e West Virginia.

 

Nate Silver também prevê que os Democratas vão manter a maioria no Senado (52-48) e que vão perder na Câmara dos Representantes (230-205). Isto significaria que os republicanos conquistariam 52 lugares.

 

Charlie Cook, que não costuma falhar muito neste tipo de previsões, prevê que os republicanos vão conquistar mais de 40 lugares na Câmara dos Representantes e no Senado vão ganhar entre 7 e 9 lugares. Portanto sem maioria. Se forem 9 lugares, haverá empate de 50-50, o que daria a Joe Biden um papel de destaque na próxima sessão do Senado: o poder de desempatar.

 

Olhando para estes números, poderemos concluir que será uma grande surpresa se John Boehner não for o próximo Speaker da Câmara das Representantes e se o Partido Democrata não mantiver a maioria no Senado. Mas ainda falta uma semana...


25
Out 10
publicado por Nuno Gouveia, às 15:25link do post | comentar

George Will, Amy Walter, Ed Gillespie e Anita Dunn discutem sobre a importância do dinheiro neste ciclo eleitoral.


23
Out 10
publicado por Nuno Gouveia, às 17:52link do post | comentar

Peter Hart (democrata) e Bill McInturff (republicano) são especialistas em sondagens e foram entrevistados pelo Wall Street Journal sobre as eleições intercalares. A entrevista é longa (20'm) mas vale bem a pena ver para percebermos o que se está a passar nos Estados Unidos. Ambos prevêem um furacão para o Partido Democrata e que nada o pode salvar até dois de Novembro. No entanto acreditam que o 'star power' de Barack Obama pode ajudar a decidir algumas corridas, nomeadamente na Califórnia, Nevada e Washington. Estes "pollsters" acreditam que o Senado estará mesmo em jogo nas intercalares. Interessante é também a avaliação que fazem do Partido Republicano: vão ganhar mas não recuperaram credibilidade. A sua vitória justifica-se principalmente pela energia introduzida pelo tea party e pela vontade do povo americano punir o partido no poder. Mas esta vitória não significa que 2012 pode ser o ano dos republicanos. Será uma vitória meramente conjuntural e não estrutural.


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publicado por Nuno Gouveia, às 13:47link do post | comentar | ver comentários (3)

Um anúncio de uma organização conservadora que está a fazer furor. Muito bem conseguido.

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22
Out 10
publicado por Nuno Gouveia, às 23:36link do post | comentar

Esta semana um assunto extra-eleitoral dominou as atenções da imprensa americana. Juan Williams é um colaborador regular da Fox News, onde normalmente representa as posições da esquerda. Sendo um jornalista com obra publicada, especialmente sobre o movimento de direitos civis, Williams é uma personalidade bastante respeitada na comunidade mediática americana. Até à ultima quarta-feira era analista da National Public Radio (NPR), uma organização que recebe fundos estatais e que tende para a esquerda. Na segunda-feira, Williams no O´Reilly Factor disse que sentia-se nervoso quando via muçulmanos nos aviões desde o 11 de Setembro. Na quarta-feira veio a notícia: foi despedido pela CEO da NPR por esse comentário. A cadeia de rádio há muito que demonstrava desconforto por Williams ser colaborador da Fox. Ao mesmo tempo foi conhecido que o milionário George Soros, herói da esquerda americana, doou quase dois milhões de dólares à NPR.

 

As reacções não podiam ser mais negativas para a NPR. Em primeiro lugar, da esquerda à direita, surgiram reacções enérgicas em defesa de Juan Williams. Praticamente ninguém defendeu o despedimento de Williams. A Fox News, cavalgando na onda, verberou contra a NPR e ofereceu um contrato mais vantajoso a Williams. Políticos republicanos protestaram contra este despedimento e vão tentar acabar com os fundos públicos para a NPR no Congresso. Provavelmente vão consegui-lo.

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publicado por Nuno Gouveia, às 14:40link do post | comentar

Obama é um presidente impopular, mas nunca se deve menosprezar o papel do detentor da Casa Branca numas eleições deste género. Barack Obama está a empenhar-se a fundo nesta campanha eleitoral. Ninguém poderá acusar o Presidente não dar a cara pelos candidatos do seu partido nesta recta final da campanha. Esta semana esteve em quatro estados do Oeste (California, Nevada, Washington e Oregon) para ajudar candidatos em perigo: Boxer, Reid, Murray e o governador do Oregon. No último fim de semana da campanha vai estar na Pennsylvania, Connecticut, Ohio e Illinois, estados cruciais no combate pelo controlo do Senado. Já era uma questão indiscutível, mas depois deste comprometimento pessoal do Presidente, é também o nome dele que estará nas urnas no dia 2 de Novembro.

 

No ano passado, Obama empenhou-se pessoalmente nas eleições estaduais na Virginia e New Jersey, e mais tarde, na eleição especial do Senado no Massachusetts. Os candidatos democratas perderam, e Obama também perdeu. Mas neste caso em particular, Obama está a jogar pelo seguro. Visita estados tradicionalmente democratas (Oregon, California, Washington, Illinois e Connecticut), e dois swing states (Ohio e Pennsylvania). O mais provável é que os candidatos democratas vençam algumas destas eleições, o que poderá ser creditado na conta pessoal do Presidente. A maior parte dos eleitores que vão às urnas já terão decidido o seu sentido de voto, mas em eleições tão renhidas como estas que referi, a vitória será decidida por alguns milhares de votos. Obama sabe disso, e o seu empenhamento poderá ajudar a influenciar o voto decisivamente em favor do seu partido, e com isso, salvar a maioria no Senado.



21
Out 10
publicado por Nuno Gouveia, às 23:00link do post | comentar

Dia 9 de Novembro é lançado "Decision Points", livro de memórias de George W. Bush. Enquanto não começa a dar entrevistas e a falar publicamente, a campanha de promoção do livro já começou. Este vídeo é prova disso. Por outro lado, Bush lançou um inovador concurso na sua página do Facebook, que pode levar qualquer um até ao Texas para o entrevistar. O Expresso tem aqui uma nota explicativa sobre o processo.

 

Os democratas esperavam utilizar o nome do antigo Presidente nesta campanha eleitoral mas, infelizmente para eles, Bush parece já ter ultrapassado o pior relativamente à sua popularidade. A anterior sondagem que referi aqui sintomática. Bush saiu da Casa Branca com níveis de popularidade baixíssimos, só ultrapassado por Harry Truman e Richard Nixon desde que há sondagens. Mas lentamente tem vindo a recuperar, especialmente entre os republicanos e independentes, e o silêncio a que se submeteu nestes últimos dois anos deverá ter contribuído para isso. Será interessante avaliar o que dizem as sondagens depois deste final de ano, onde Bush voltará às primeiras páginas de jornais e às televisões.


publicado por Nuno Gouveia, às 21:17link do post | comentar

As últimas sondagens indicam que o Partido Republicano tem vindo a aumentar a sua vantagem no que diz respeito ao voto do eleitorado americano. A Pew Research Center divulgou hoje um estudo que oferece dá uma vantagem de 10 pontos (50-40). No mês passado a diferença era apenas de 7 pontos. Num estudo da Gallup a diferença é ainda maior, com 17 por cento com uma abstenção elevada e 11 por cento com grande afluência às urnas. A Rasmussen dá 9 pontos ao GOP. Por outro lado, há indicações claras que os republicanos perderam terreno nas últimas semanas nas eleições para o senado no Kentucky, Pennsylvania, Wisconsin e Colorado. Isto para não falar nas derrocadas em estados como Nova Iorque e Connecticut. Na Califórnia e Washington, quem tem perdido são os democratas. O que será que isto quer dizer?

 

Parece-me que a disposição das pessoas em votarem no Partido Republicano tem vindo a aumentar ligeiramente, que se traduz nas sondagens que indagam sobre o voto genérico. Mas cada eleição é também local. E isso traduz-se nas aproximações que alguns candidatos democratas têm vindo a conseguir em algumas eleições para o senado. Apesar do grande descontentamento com o partido no poder, alguns candidatos democratas têm conseguido aguentar-se bem nas suas campanhas. Por outro lado, alguns candidatos republicanos, como Pat Toomey (PA), Rand Paul (KY) e Ken Buck (CO) não conseguiram "cavalgar" na onda republicana que se tem vindo a formar. Ainda faltam duas semanas, e vamos ter muitas eleições a serem decididas por alguns milhares de votos. Tudo pode acontecer. Se parece inverosímil que os Democratas aguentem a maioria na Câmara dos Representantes, o mais provável é manterem a maioria no Senado. O que será a primeira vez a acontecer desde a década de 40 do século passado. Mas a história é apenas um dado estatístico: não tem grande peso na hora de contar os votos.


publicado por Nuno Gouveia, às 15:24link do post | comentar

Os votos dos jovens foram essenciais para a sua vitória em 2008. E não por acaso, Obama esteve na semana passada na MTV e tem-se desdobrado em intervenções para apelar ao voto dos jovens. Mas a situação não está fácil. Segundo uma sondagem da Harvard Institute of Politics Poll, apenas 27 por centos dos americanos com menos de 29 anos dizem que vão votar nestas eleições intercalares. Como se pode observar, o entusiasmo tem vindo a diminuir no último ano. Nesta camada etária a sua popularidade está apenas nos 49 por cento, quando ainda há um ano esse valor estava perto dos 60 por cento. Mas uma maioria significativa (53-42) prefere uma maioria democrata no Congresso. Será que Obama vai conseguir dar a volta a isto nos últimos dias?



20
Out 10
publicado por Nuno Gouveia, às 22:41link do post | comentar

Chris Christie tem vindo a ganhar peso político dentro do Partido Republicano. Ainda há umas semanas ganhou uma straw poll (espécie de sondagem entre activistas) numa convenção do Tea Party na Virgínia. Christie não é um tipico político, e até pela sua imagem, diriamos que não se enquadra naquele leque de políticos modernos que temos visto recentemente a ganhar eleições. Mas a sua governação em New Jersey está-lhe a correr bastante bem, e através de uma reforma da educação, controlo do orçamento e capacidade de trabalhar com membros do Partido Democrata, o seu nome tem circulado como potencial candidato republicano em 2012. Neste momento ele é dos poucos que tem excelente imagem entre o establishment republicano e os activistas do tea party. Ele tem dito que não está interessado, e que ainda não tem as capacidades necessárias para ser Presidente. Mas já vimos outros políticos recuar neste tipo de declarações. Hoje o Today Show da NBC transmitiu esta perfil do republicano. Será que temos candidato?



publicado por Nuno Gouveia, às 17:04link do post | comentar

Tem-se falado muito pouco das eleições intercalares em Portugal. E percebe-se. Com os problemas que o país enfrenta, há pouco tempo para discutir a realidade interna dos Estados Unidos. Além disso, umas eleições intercalares não têm a importância global dumas presidenciais, essas sim, que suscitam um interesse mediático fantástico. Por isso, hoje aconselho o programa Edição Internacional da RR, onde o Bernardo Pires de Lima e Francisco Sarsfield Cabral vão discutir o périplo de Obama pelo país nesta campanha eleitoral.

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publicado por Nuno Gouveia, às 16:21link do post | comentar

O estado de Nova Iorque está em grandes problemas. Não tanto como a Califórnia, mas é um dos estados da União que mais tem vindo a perder fulgor. O antigo governador eleito demitiu-se depois de um escândalo com prostitutas. O actual governador democrata é um dos mais impopulares do país, só ultrapassado pelo Governator da Califórnia. E o que fez o Partido Republicano do estado? Nomeou um louco, de seu nome Carl Paladino. Já ninguém o leva a sério e até os seus próprios apoiantes o têm vindo a denunciar publicamente. Os democratas escolheram um nome seguro, com fama no estado: Andrew Cuomo, filho do antigo governador de Nova Iorque, Mário. Apesar de não ser muito popular, tem a vitória garantida. O estado de Nova Iorque é um bastião dos democratas, mas num ano como este, os republicanos tinham uma hipótese. Mas Carl Paladino é simplesmente inelegível para um conselho de escola, quanto mais para o cargo de governador. Já ameaçou jornalistas (curiosamente do NY Post, um dos jornais nova-iorquinos que normalmente apoia os republicanos), tem tecido considerações absurdas sobre homossexualidade e até insultou o último governador republicano do estado, George Pataki, uma das figuras mais respeitadas do GOP a nível nacional. Numa eleição em que apenas precisava de manter a mensagem conservadora do momento (economia, economia, economia), Paladino transformou-se num palhaço eleitoral. Obviamente vai ser massacrado nas urnas.


publicado por Nuno Gouveia, às 15:51link do post | comentar

O desespero em política normalmente traduz-se em desastre eleitoral. E os democratas têm manifestado sinais que já não sabem o que fazer para minorar os danos. Barack Obama é a prova desse desespero. E logo ele, que executou uma das mais brilhantes campanhas presidenciais que há memória. As suas declarações públicas no sentido de ajudar o seu partido têm minorado o seu papel de Presidente e enfraquecido os próprios candidatos. Há neste momento um problema de mensagem (os democratas simplesmente não têm nenhuma) e Obama tem contribuído para o caos comunicativo do partido. Passou o verão a atacar John Boehner, depois passou para Karl Rove e a Câmara do Comércio, e agora veio o ataque mais estapafúrdio de todos: a culpa é do... povo americano. Obama no passado fim de semana afirmou que as pessoas não estão a pensar correctamente sobre a situação do país e por isso estão  inclinar-se para o Partido Republicano. Em política nunca se pode acusar o povo de estar errado, e este argumento tem sido repetido por vários democratas. Não terá sido esse mesmo povo que os elegeu e os colocou no poder? Será que o povo só é inteligente e avalia bem a situação quando os elege?


publicado por Nuno Gouveia, às 10:52link do post | comentar

Howard Kurtz foi até há pouco tempo colunista do Washington Post sobre media e política, e apresenta semanalmente na CNN o programa "Reliable Sources". Esta semana passou a escrever para o Daily Beast e arrancou com uma crónica polémica, mas cheia de motivos de interesse.

 

The media narrative by now is set in concrete: The voters are teed off, rising up, mad as hell and ready to wreak havoc.

There is a whiff, if you read between the lines, that the expected outcome is somehow unjust. The Democrats are going to get their backsides handed to them, in this telling, because the Obama administration has clumsily failed to explain what it’s done for the folks, and because of slightly scary passions unleashed by the Tea Party crazies.

The journalistic tone was somewhat different in 2006, when exasperated voters handed the House and Senate to the Dems, and 2008, when Barack Obama sold himself as a post-partisan savior.

 

Ler artigo completo.


19
Out 10
publicado por Nuno Gouveia, às 22:56link do post | comentar

Barack e Michelle Obama gravaram este vídeo "semi-amador" para apelar ao voto nos democratas. Um casal que fez furor eleitoral em 2008, e que agora tenta repetir o sucesso online.


publicado por Nuno Gouveia, às 19:18link do post | comentar

Quem acompanha a política americana sabe que os anúncios negativos fazem parte do "negócio". Não deve haver um único candidato que não o faça. Mas tenho lido que este ano os políticos estão a ir longe de mais. Alguns candidatos perderam mesmo a cabeça e são atacados por todos os lados devido aos seus anúncios negativos. Outros sabem muito bem o que estão a fazer. Dos três exemplos que escolhi, pelo menos o do Alan Grayson terá corrido muito mal, pois foi massacrado na imprensa e praticamente perdeu as hipóteses de reeleição.

 

Este anúncio do candidato democrata Jack Conway contra Rand Paul, no Kentucky. Baseia-se numa notícia anónima sobre uma pretensa brincadeira de Rand Paul quando estudava na Universidade. A história está aqui resumida.

 

Este é talvez o anúncio mais famoso deste ciclo eleitoral. O congressista da Florida provavelmente queimou as suas possibilidades de reeleição com este ataque ao opositor republicano. Na verdade, o mais grave nem foi Alan Grayson ter comparado o seu adversário a um Taliban. Ele manipulou um vídeo em que o republicano aparece a dizer "a minha esposa deve submeter-se a mim", quando na verdade, ele estava a dizer para as pessoas não seguirem esse verso da Bíblia. A história aqui.

 

Este é um anúncio de Roy Blunt contra a opositora democrata nas eleições do Senado do Missouri. Aqui há uma acusação directa a Robin Carnahan e à sua família de terem recebido mais de 100 milhões de dólares do Plano de Estímulos de Barack Obama. Este anúncio é do final do mês de Setembro, e desde então, as sondagens mostram uma relativa aproximação entre os candidatos.


publicado por Nuno Gouveia, às 16:56link do post | comentar

Entrevista de John Mccain com George Stephanopoulos esta manhã no Good Morning America.


publicado por Nuno Gouveia, às 15:27link do post | comentar | ver comentários (2)

No Verão passado Dick Morris disse que neste ciclo eleitoral estariam perto de 100 lugares democratas em disputa. Na altura poucos o levaram a sério, até porque as sondagens indicavam o contrário. Mas a duas semanas das eleições, e apesar de algumas melhorias em corridas senatorais, em grande parte devido aos candidatos republicanos, o Partido Democrata enfrenta imensas dificuldades na disputa na Câmara dos Representantes. Já aqui tinha dado conta que Nate Silver previa uma possibilidade de conquista até 87 lugares para o GOP. Hoje é o Politico a referir que há 99 lugares democratas em risco de mudarem da partido. Obviamente isto não quer dizer que possam ganhar tantas eleições, pois destes distritos, certamente vários irão manter-se na coluna democrata. E há ainda a possibilidade de alguns congressistas republicanos perderem.  Mas há uma onda republicana em formação. Por exemplo, também o Real Clear Politics dá neste momento 213 lugares como republicanos e apenas 179 como democratas. Com 44 eleições em empate técnico, tudo é possível.

 

Dick Morris hoje não é o consultor político do passado. É alguém que joga abertamente no campo republicano, e as suas previsões são sempre uma mistura de análise política/combate partidário, mas neste caso conseguiu antecipar o que se iria passaria nestas eleições.


18
Out 10
publicado por Nuno Gouveia, às 22:01link do post | comentar | ver comentários (6)

Tenho escrito bastante sobre este movimento que revolucionou a vida política norte-americana. Uma vezes elogiando o seu papel no renascimento do Partido Republicano, que ainda há dois anos foi dado como morto, outras vezes criticando a sua influência nefasta em várias corridas eleitorais. E se considero que o saldo eleitoral acabará por ser amplamente favorável ao Partido Republicano, também é verdade que algumas das escolhas que foram feitas na época das primárias foram prejudiciais e que agora estão a revelar-se. E nem é vou falar novamente do caso de Christine O'Donnell, um errro crasso que entregou de mão beijada um lugar aos democratas. Mas há mais exemplos onde as coisas podem correr mal.

 

O Nevada é um caso sintomático: Sharron Angle até pode vencer Harry Reid e as sondagens até têm lhe dado uma ligeira vantagem nas últimas semanas. Mas com um outro candidato mais convencional, o destino do líder da maioria democrata já estaria traçado. Ainda na semana passada foi publicada uma sondagem que colocou o nome de Danny Tarkanian no boletim de voto em vez de Angle. O candidato derrotado nas primárias venceria confortavelmente Harry Reid. Angle simplesmente não tem jeito para a política, e algumas das suas intervenções continuam a ser, no mínimo, estranhas. Nunca na vida seria eleita Senadora dos Estados Unidos num ciclo eleitoral normal.

 

O Colorado é um swing state que neste momento tem dois senadores e um governador democrata, e votou em Barack Obama em 2008. Nos últimos anos, fruto da migração da California e dos hispânicos, este estado tem-se aproximado dos democratas. Mas 2010 é um ano diferente, e os republicanos têm/tinham grandes possibilidades de sucesso eleitoral. Para o senado escolheram um desconhecido, Ken Buck, mas apoiado pelo tea party. Uma eleição que deveria estar garantida contra o impopular senador Michael Bennet, neste momento encontra-se praticamente em empate técnico. E não sei se este tipo de declarações sobre a homosexualidade o vai ajudar neste combate.

 

No Alaska a situação também é problemática, apesar de não haver perigo deste lugar cair para os democratas. A senadora Lisa Murkoswki, que se candidatou depois de perder as primárias republicanas, já anunciou que se ganhar irá manter-se no caucus republicano. Joe Miller é um candidato articulado, mas que tem feito uma campanha ortodoxa. Depois de serem conhecidos alguns aproveitamentos pessoais que retirou do estado federal de programas que tem manifestado a sua oposição, disse que deixaria de falar com a imprensa sobre o seu passado. E este fim de semana, uns seguranças da sua campanha... prenderam um blogger que o tentava entrevistar durante uma acção de campanha. E a Primeira Emenda? Não é Joe Miller um defensor da Constituição Americana?

 

E porque será que no Kentucky, um estado tradicionalmente republicano, continua a ter sondagens que indicam alguma proximidade num ano como este? Aqui o caso é diferente, pois Rand Paul parece-me um candidato bem preparado e que, depois dos erros iniciais, tem feito uma boa campanha. E tenho poucas dúvidas que será senador a partir de 2011. Mas uma escolha mais convencional teria garantido esta vitória à partida e ninguém falaria desta corrida. E diga-se, o seu apelido Paul não é um grande suporte em certas franjas do eleitorado republicano e independente. Os milhões que estão a ser investidos neste Estado poderiam estar a ser gastos noutras corridas.


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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