06
Abr 10
publicado por Nuno Gouveia, às 14:39link do post | comentar | ver comentários (3)

Russ Feingold é um dos símbolos liberais do Partido Democrata no Senado. Em Washington desde 1993, Feingold terá uma dura campanha pela reeleição em Novembro, conforme apontam todos os estudos de opinião. Considerado seguro até há bem pouco tempo, na verdade tudo mudou nos últimos meses, nomeadamente devido à contestação à reforma da saúde de Barack Obama. E já não é só a perspectiva do antigo governador republicano do estado, Toomy Thompson, entrar na corrida. Patrick McIlheran, jornalista do Milwaukee Journal Sentinel, escreve hoje sobre o cenário negro para Feingold nas próximas eleições. Nesta fase da corrida, e ainda sem opositor definido, as sondagens indicam que o seu lugar pode mesmo estar em perigo sem Thompson na corrida. Essa perspectiva é confirmada também pela publicação de mais uma sondagem que dá uma vantagem a Thompson de 12 pontos e um empate técnico com os restantes aspirantes à nomeação republicana.


02
Abr 10
publicado por Nuno Gouveia, às 16:51link do post | comentar | ver comentários (5)

Charles Krauthammer escreve esta sexta-feira um artigo demolidor sobre a politica externa da Administração Obama. Esta Administração tem tratado os aliados tradicionais de forma bastante diferente do que era normal na política externa americana de anteriores presidentes.

O Henrique Raposo tem escrito vários artigos que explicam esta deslocalização dos interesses estratégicos dos Estados Unidos, e nessa nova ordem mundial que se tem vindo a impor pode estar uma explicação para esta alteração de comportamentos. Mas não se compreende que, ao mesmo tempo que se vão aprofundando novas alianças, as velhas e mais antigas sejam relegadas para um segundo plano. E aqui destaco a relação com a Inglaterra. Ao longo dos últimos 60 anos, e não prevejo que isso vá alterar-se significativamente nas próximas décadas, sempre que os Estados Unidos se envolveram em algum conflito, os ingleses foram os primeiros a estar a seu lado. E por vezes, como se viu no Iraque, foram mesmos os únicos. O tratamento que tem sido oferecido aos britânicos, nomeadamente no caso das Falklands e das recepções muito pouco calorosas a Gordon Brown que Krauthammer descreve, indiciam que na Casa Branca há uma mudança de visão relativamente ao seu aliado. Não será mais o aliado indispensável, mas sim apenas mais um aliado. Não tenho lido muita imprensa britânica, nem sei como este esfriar de relações está a ser encarado nas ilhas, mas sei que isto não joga em favor dos Estado Unidos em potenciais novas crises que os envolvam. David Cameron, que provavelmente será o novo inquilino de Downing Street, estará muito atento a estas movimentações.

Por outro lado, existe também um distanciamento em relação a Israel, que Krauthammer não refere. A humilhação que a Casa Branca ofereceu ao primeiro-ministro israelita na sua recente visita pretendeu demonstrar que Israel já não tem carta branca de Washington. Com o processo de paz congelado, haverá certamente a tendência para castigar o governo de direita israelita pela falta de avanços. Mas não sei se afastar-se do aliado tradicional também contribuirá para a melhoria da situação no terreno. Ao mesmo tempo que Obama vai ganhando o respeito dos países do médio oriente, vai perdendo apoio em Israel e na comunidade judia americana. Nota-se que Obama está a praticar um jogo arriscado no Médio Oriente. A longo prazo isso poderá ser prejudicial para Obama, pois se não conseguir alcançar resultados positivos no processo de paz, isso não deixará de o assombrar.


01
Abr 10
publicado por José Gomes André, às 01:51link do post | comentar | ver comentários (11)

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