
(Foto de John Tlumacki/Boston Globe)
Scott Brown toma posse como o 41º senador republicano.

(Foto de John Tlumacki/Boston Globe)
Scott Brown toma posse como o 41º senador republicano.
O democrata Chris Coons anunciou a sua candidatura ao Senado, e vai defrontar o republicano Mike Castle, que até ao momento tem liderado as sondagens. Este era o lugar ocupado por Joe Biden antes de assumir a Vice-presidência dos Estados Unidos.
Depois de conhecidos os candidatos ao Senado pelo Illinois, foram hoje publicadas duas sondagens que apontam para uma vantagem do republicano Mark Kirk contra Alexi Giannoulias. Numa lidera com 12 e noutra com seis por cento. Apenas a segunda foi realizada depois das primárias.
John McCain vai ter oposição nas primárias. O antigo congressista J. D. Hayworth, que será o candidato da ala mais conservadora do GOP, surge bastante atrás em duas sondagens, com diferenças de 16 e 19 pontos. Apesar de McCain não ser propriamente "querido" do Tea Party Movement, será difícil fazerem-lhe mossa, até porque já foi anunciado que Sarah Palin irá fazer campanha por ele.
O Procurador-geral do Connecticut continua a esmagar os seus potenciais adversários. Richard Blumenthal lidera com grande vantagem sobre Rob Simmons e Linda McMahon. Este lugar ficou quase garantido para os democratas depois da retirada do actual senador, Chris Dodd.
Numa crónica recente sobre os Estados Unidos, falava Pacheco Pereira sobre as pretensas iniciativas de vários Democratas no sentido de reforçar o poder do Presidente relativamente ao Congresso. Muito simpaticamente, Miguel Madeira pergunta-nos se ouvimos falar de tal coisa. Da minha parte, não (a excepção a que se refere o Miguel nem chega a ser realmente uma excepção, tal é a sua inexpressividade). Creio tratar-se certamente de um equívoco com meros objectivos políticos (transmitir uma imagem negativa dos Democratas, no caso).
Os poderes do executivo federal e a sua ligação com o Congresso estão definidos há mais de dois séculos e a prática política entre estes dois órgãos não sofre alterações institucionais relevantes desde Franklin Roosevelt. Ao invés, ocorrem com frequência alterações na relação entre o governo federal e os Estados, mas não era certamente disto que falava Pacheco Pereira. Como também não poderia ser sobre o recente debate acerca do filibuster, pois como o Miguel referiu, trata-se de uma questão processual do Senado, que nada tem a ver com as funções constitucionais do Presidente.
Espanta-me aliás que Pacheco Pereira se refira tão levianamente a estas supostas "modificações constitucionais", como se as mesmas pudessem ser efectuadas por uma "maioria simples" no Congresso. Na verdade, porque pretendiam que a Constituição fosse um documento estável e duradouro, os Pais Fundadores americanos estabeleceram limites severos à sua alteração, exigindo que futuros Aditamentos constitucionais tivessem que ser aprovados por 2/3 do Congresso (uma maioria qualificada de que nenhum partido beneficia desde 1936) e 3/4 dos Estados - um processo difícil que exige um consenso muito alargado.
Não é por acaso que, aprovada a Carta de Direitos em 1791 (os primeiros dez Aditamentos), os americanos alteraram a sua Constituição em apenas 17 ocasiões (uma média de menos de um Aditamento por década!), a última das quais há 18 anos...
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David Plouffe enviou esta mensagem à comunidade de apoiantes da Organizing for America, a organização que substituiu a estrutura da Obama Campaign'08. Um discurso positivo essencialmente dirigido aos 14 milhões de subscritores da rede, onde se pretende relançar o espírito que rodeou a histórica campanha presidencial. Plouffe espera activar este verdadeiro exército de apoiantes para o ano eleitoral que se avizinha. Resta saber se o entusiasmo se mantém elevado, tal como em 2008.
Realizaram-se ontem as primeiras eleições primárias deste ano, no estado do Illinois, para os partidos escolherem os candidatos ao Senado e ao Governo estadual. Os democratas nomearam para o Senado o Secretário do Tesouro estadual Alexi Giannoulias, numa eleição em que terá como opositor o Congressista republicano Mark Kirk. Para a eleição de governador, as primárias foram bastante renhidas em ambos os lados, com o actual governador democrata Pat Quinn a liderar neste momento com uma vantagem de 7 mil votos, enquanto no campo republicano, Bill Brady lidera com apenas mais 500 votos em relação a Kirk Dillard. Ainda faltam contar 1 por cento dos votos.
Na corrida para o senado, as sondagens tem demonstrado um empate técnico entre Giannoulias e Kirk, prevendo-se uma eleição muito disputada para ocupar o lugar anteriormente ocupado por Barack Obama.
Nos últimos tempos foram publicadas sondagens catastróficas para as aspirações democratas nas intercalares de Novembro. A 9 meses das eleições, ninguém parece seguro no lado dos senadores democratas, e alguns estados que eram considerados "Solid Democrat" ainda há poucas semanas, podem estar agora no alvo dos republicanos. Siga-se estes exemplos.
Evan Bayh, senador do Indiana, que já esteve para se candidatar a Presidente dos Estados Unidos, e que ainda em 2008 esteve na shortlist final de 3 nomes para Barack Obama escolher como candidato a Vice-presidente, pode ser derrotado em Novembro. Algo impensável antes de Scott Brown. Uma sondagem da semana passada mostrou que o senador está vulnerável, e apesar da recusa do congressista republicano Mike Pence em concorrer (seria o mais forte candidato), surgem movimentações no GOP para lutar por este lugar.
No Blue State de Washington, foi hoje publicada uma sondagem que dá empate técnico entre o actual senador democrata Pat Murray e o challenger republicano Dino Rossi. Uma grande reviravolta, se confirmar-se que esta eleição será renhida.
Outro histórico em perigo é Russ Feingold do Wisconsin, que pode ter a concorrência do antigo governador do estado, o republicano Tommy Thompson. Uma sondagem publicada na semana passada apontava uma ligeira vantagem para o potencial candidato.
Se já havia indícios que alguns tradicionais estados democratas teriam corridas competitivas, como a Califórnia, Delaware, Illinois ou Nova Iorque, estas sondagens indicam que o ano poderá ser de terror para os democratas. Ainda hoje foi publicada uma sondagem da PPP que dá um atraso de 23 por cento à senadora Blanche Lincoln do Arkansas. Mas a história ensina-nos que devemos ser muito cautelosos nestas previsões. Em nove meses, a popularidade dos democratas pode subir substancialmente e a Administração Obama já está a colocar em prática uma nova estratégia: ao mesmo tempo que tentam implementar a sua agenda, vão obrigar os republicanos a adoptarem uma postura mais construtiva e cooperante. De forma que, se a situação do país não melhorar até lá, os republicanos também possam ter a sua quota parte da responsabilidade. Outro dado novo a ser introduzido no tabuleiro é que a Administração Obama não irá entregar as campanhas eleitorais aos candidatos, como fez recentemente no Massachusetts. Não por acaso, David Plouffe será o responsável da Casa Branca pelas intercalares. O único aspecto que se afigura muito complexo é a dificuldade de recrutamento de candidatos no actual cenário, com os republicanos a conseguirem convencer muitos políticos a avançar, que, noutro contexto, nunca se arriscariam a concorrer. E isso, já significa uma grande vantagem para Novembro.
As sondagens não têm sido favoráveis aos políticos democratas, mas a filiação partidária continua a mostrar uma grande vantagem para o seu lado. Nos Estados Unidos, os eleitores ao registarem-se fazem-no como democratas, republicanos ou independentes. Uma sondagem da Gallup publicada ontem mostra que, apesar dessa vantagem ter diminuído em 39 estados, continuam a ter uma considerável superioridade em relação aos republicanos, conforme se pode observar na imagem da Gallup. 23 estados continuam a ter uma sólida vantagem democrata e 10 deles são ligeiramente dominados pelos democratas, enquanto apenas cinco são maioritariamente republicanos.
A maior diferença nesta sondagem ocorre no battleground state do Ohio, onde a vantagem diminui de 18 para 10 por cento em relação ao ano anterior. Outros estados onde a diferença baixou consideravelmente são o Hawai, Lousiana e Montana (-7%), Iowa, Maine, Vermon e Wisconin (-6%). Esta sondagem indica que existem uma tendência em direcção aos republicanos, mas que não coloca em causa a ideia que os democratas continuam a ser o partido maioritário na sociedade americana, pelo menos em termos de filiação partidária. O que baralha estes dados é que a filiação partidária nos Estados Unidos não significa o mesmo que na Europa, e que muitos democratas votam no GOP em eleições nacionais, e muitos independentes são, na verdade, eleitores tradicionais dos republicanos. Vários destes estados azuis votaram em John McCain em 2008, como Oklahoma, Kentucky ou Arkansas. Uma sondagem que deve ser interpretada como um aviso aos democratas neste ano eleitoral.
A expansão para o Oeste selvagem suscitou reacções ambivalentes no imaginário americano. Havia, por um lado, um entusiasmo associado a essa notável aventura, que prometia glória e fama para quem nela se atrevia a mergulhar. Porém, o confronto com os rigores do clima, a aridez do solo e a desolação da paisagem conferia um travo amargo a essas esperanças.
São, assim, muitos os relatos de pioneiros desiludidos com a colonização do Oeste, que também nem sempre impressionou os principais responsáveis políticos americanos. Tendo viajado certa vez até perto de Cheyenne, no que é o hoje o Wyoming, o senador Benjamin Wade comentou com um rancheiro local: “Este é um território ruim – um território abandonado por Deus”. “Está enganado, senador”, disse o rancheiro. “É um território muito bom. Apenas lhe falta água e uma sociedade decente”. Ao que Benjamin Wade respondeu: “Pois, é tudo o que falta ao inferno”.
"Khalid Sheikh Mohammed is going to meet justice and he's going to meet his maker". Foi desta forma que Robert Gibbs, Press Secretary da Casa Branca, se referiu ao julgamento do responsável pela organização do 11 de Setembro. Enquanto a Casa Branca ainda não se decidiu pelo local onde se vão realizar os julgamentos, esta declaração destina-se a assegurar aos americanos que a justiça será feita. Esta é uma estratégia que me parece correcta por parte da Administração Obama. Por um lado, avançam para a realização dos julgamentos em tribunais civis, dando cobertura às promessas feitas durante a campanha eleitoral. Mas, tentando acalmar os críticos destes julgamentos, asseguram também que a justiça será feita, com a execução dos terroristas. A grande dúvida que fica é se estas declarações não irão suscitar críticas sobre os julgamentos e sobre a sua real necessidade, quando à partida a sentença parece já estar determinada.