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Dez 11
publicado por Nuno Gouveia, às 22:31link do post

 

Sem surpresa para mim, Newt Gingrich tem vindo a cair abruptamente nas sondagens. Não sendo nada de novo nestas primárias (antes Bachmann, Perry e Cain também sofreram do mesmo mal), é indicativo de duas características importantes destas primárias: a base republicana não é grande adepta do presumível nomeado - Mitt Romney - e o leque de candidatos é fraco.

 

Parece ser uma evidência que desde o inicio que Mitt Romney nunca granjeou grande apoio dentro do Partido Republicano. Numa primeira fase assistimos ao establishment do partido a procurar uma alternativa credível a Romney. Daí as potenciais candidaturas de Mitch Daniels, Harley Barbour, Paul Ryan ou Chris Christie, por exemplo. Falhadas essas tentativas de sectores poderosos do GOP, o establishment tem vindo a juntar-se ao lado de Romney, como a melhor alternativa para derrotar Barack Obama. Mas a base eleitoral ainda não está convencida. E por isso temos vindo a assistir a este desfilar de subidas e descidas de alguns candidatos ao estatuto de líder nas sondagens. E aí entra a segunda característica destas primárias: a maioria dos candidatos apresenta grandes debilidades, que não resistem ao escrutínio rigoroso que todos os líderes das sondagens sofrem nos media. E é isso que está a suceder a Newt Gingrich, o que era algo expectável dado o seu longo passado político. Neste momento é Ron Paul que parece ter algum momentum nos dois primeiros estados a ir a votos: Iowa e New Hampshire. Por enquanto, a máquina republicana tem deixado passar esta subida de Ron Paul. Até porque ajuda imenso Mitt Romney, o seu preferido. Mas se alguma vez Ron Paul emergir como um perigo, facilmente será abatido. Das suas posições de política externa extremamente impopulares para a maioria da base conservadora até a umas misteriosas newsletters racistas da década de 90 publicadas em seu nome, tudo irá servir para o derrubar eleitoralmente. Para se vencer umas primárias, republicanas ou democratas, é preciso ter capacidade para ultrapassar os violentos ataques que surgem numa campanha desta natureza. E poucos são os que o conseguem. Jon Huntsman poderia ter emergido como alternativa a Romney. Mas ao colocar-se na corrida pela esquerda de Romney, ele que até tem um currículo conservador no Utah, estragou essas hipóteses. E Tim Pawlenty? Onde estaria ele nesta altura, que não apresentava as debilidades de Gingrich, Perry, Bachmann ou Cain? Uma lição para o futuro: não desistir até os votos começarem. 


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