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Nov 11
publicado por José Gomes André, às 00:47link do post | comentar

As Primárias Presidenciais tendem a ser naturalmente voláteis, devido à especificidade do eleitorado, ao desconhecimento de muitos candidatos e à peculiar dinâmica da campanha. A comunicação social, sempre em busca de histórias picantes e disputas acesas, alimenta essa volatilidade, endeusando e enterrando candidatos enquanto o Diabo esfrega o olho.

 

Este cenário é propício ao surgimento de candidatos bizarros, entusiasmando os media, que os vendem como casos de ascensão meteórica. A corrida Republicana é disto exemplo, com Michelle Bachmann, Rick Perry e Herman Cain a ocuparem sucessivamente o estatuto de favoritos instantâneos, para logo caírem em desgraça.

 

O que resta depois de todo este folclore? Habitualmente, os melhores candidatos. Aqueles que resistem à espuma dos dias, que passam pelo crivo do tempo e do escrutínio público (os debates são, a este respeito, indispensáveis). Eis a razão pela qual defendo as "Primárias", apesar do circo que lhes está associado.

 

No caso concreto do Partido Republicano, depois do fanatismo desbragado de Bachmann, da impreparação de Perry e do populismo trauliteiro de Cain, sobram os dois candidatos mais preparados e mais sólidos: Mitt Romney e Newt Gingrich. Diferentes no estilo e nas propostas (Gingrich parece-me mais conservador que Romney), mas dando ambos garantias de qualidade política e capacidade eleitoral. God Save the Primaries.


Concordo que Jon Huntsman também se enquadra no leque dos candidatos bem preparados. Mas acho que ainda tem uma hipótese. Desde 1980 que ninguém no Partido Republicano vence no Iowa e no New Hampshire. Num cenário em que Mitt Romney ganhe no Iowa (não é impossível), pode ser Huntsman e não Gingrich a emergir como alternativa a Romney no NH. E depois de vencer num destes dois estados, tudo é possível para o futuro.

Dito isso, também me parece que a luta será entre Gingrich e Romney.

Abraço aos dois.
Nuno Gouveia a 24 de Novembro de 2011 às 17:54

Não creio que Huntsman tenha hipóteses, mas preferia-o ao Gingrich, em termos ideológicos.

Abraço!

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