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Nov 11
publicado por Alexandre Burmester, às 10:44link do post

 

 

 Recentemente o Presidente Obama tem vindo a recuperar nas sondagens, estando ontem, na sondagem diária da Rasmussem a 49%-51% em termos de Aprova/Desaprova.

 

Há aqui duas questões básicas: 1) a que se deve a recuperação e 2) Será que essa recuperação é duradoura?

 

Quanto àquilo a que se deve a recuperação, eu diria que a época de debates republicanos a que vimos assistindo tem ajudado o presidente. As sucessivas gaffes e implosões de alguns dos candidatos republicanos (com a importante e notória excepção do frontrunner, Mitt Romney) têm contribuído para enaltecer a figura daquele que ocupa o Oval Office (sempre uma vantagem). Por outro lado, sem haver notícias propriamente positivas para o presidente, também não tem havido surpresas de carácter negativo.

 

Em relação à durabilidade desta recuperação de Obama, quer-me parecer que isso se afigura mais difícil. Os republicanos vão acabar por "acalmar", decidindo-se definitivamente por um candidato (e o GOP tem a característica de normalmente escolher o candidato com mais hipóteses de ser eleito), e os números relativos à economia, assunto que dominará a campanha de 2012 (a não ser que surja alguma coisa - como um ataque ao Irão  - que faça deflectir a atenção do eleitorado), são demasiadamente severos para permitir a manutenção deste período relativamente optimista para as hipóteses de Obama daqui a um ano. 

 

Resumindo: enquanto os seus potenciais adversários de 2012 se degladiam, o presidente assume ares...presidenciais, uma inegável vantagem do "incumbente", como já referi. Quando da discussão republicana sair a "luz" as coisas tenderão a apertar. 

 


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Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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