Recentemente o Presidente Obama tem vindo a recuperar nas sondagens, estando ontem, na sondagem diária da Rasmussem a 49%-51% em termos de Aprova/Desaprova.
Há aqui duas questões básicas: 1) a que se deve a recuperação e 2) Será que essa recuperação é duradoura?
Quanto àquilo a que se deve a recuperação, eu diria que a época de debates republicanos a que vimos assistindo tem ajudado o presidente. As sucessivas gaffes e implosões de alguns dos candidatos republicanos (com a importante e notória excepção do frontrunner, Mitt Romney) têm contribuído para enaltecer a figura daquele que ocupa o Oval Office (sempre uma vantagem). Por outro lado, sem haver notícias propriamente positivas para o presidente, também não tem havido surpresas de carácter negativo.
Em relação à durabilidade desta recuperação de Obama, quer-me parecer que isso se afigura mais difícil. Os republicanos vão acabar por "acalmar", decidindo-se definitivamente por um candidato (e o GOP tem a característica de normalmente escolher o candidato com mais hipóteses de ser eleito), e os números relativos à economia, assunto que dominará a campanha de 2012 (a não ser que surja alguma coisa - como um ataque ao Irão - que faça deflectir a atenção do eleitorado), são demasiadamente severos para permitir a manutenção deste período relativamente optimista para as hipóteses de Obama daqui a um ano.
Resumindo: enquanto os seus potenciais adversários de 2012 se degladiam, o presidente assume ares...presidenciais, uma inegável vantagem do "incumbente", como já referi. Quando da discussão republicana sair a "luz" as coisas tenderão a apertar.

