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Fev 10
publicado por José Gomes André, às 23:28link do post | comentar

Caro Miguel, o post que citei (do Pedro Marques Lopes) referia-se a um resumo de algumas das ideias de Ron Paul, e não a uma apreciação das mesmas, pelo que seria irrelevante mencionar que no texto original de onde elas foram retiradas havia posteriormente um elogio a Paul (em nenhum momento comentei a posição de Andrew Sullivan). Eu limitei-me a utilizar a mesma informação, embora com propósitos diferentes (criticar essas mesmas ideias), por razões que aliás enunciei: o fim da Reserva Federal e dos impostos directos conduziria, de facto, a um desmantelamento do governo federal, pois este deixaria de ter poder para agir sobre o sistema financeiro (acabando com uma lógica de regulação que, mesmo minimalista, parece ser requerida para evitar males maiores) ou até mesmo para pagar programas federais, pois não teria receitas suficientes para as financiar.

 

Por outro lado, a saída dos Estados Unidos das organizações internacionais representaria uma negação do papel preponderante que cabe a esta potência no equilíbrio mundial, abrindo espaço a novas lideranças de países onde não vigora de todo o mesmo respeito pelos direitos individuais, a democracia ou o liberalismo económico. Queremos mesmo um regresso ao isolacionismo americano pré-Segunda Guerra Mundial? Desejamos mesmo inflectir o percurso internacional das últimas décadas - que permitiu, entre outras coisas, o maior crescimento económico e o mais significativo e alargado período de paz global na história da humanidade?

 

P.S. Não sei se a menção ao "comentário televisivo" se referia a mim, mas se assim fosse, devo esclarecer que rejeito por completo essa abordagem. O estilo do discurso político conta, claro, mas procuro fazer depender as minhas análises sobretudo da substância do mesmo, por motivos evidentes.


O fim do IRS levaria o estado federal ao mesmo regime fiscal vigente ao da decada de 20 do seculo XX, e parece que o pais existia antes disso. Logo, não acabava com sistema federal coisa nenhuma.

A própria reserva federal também pode ser desmantelada sem que deixe de existir poder federal, perde é o poder de realizar malfeitorias.

a saida de organizações internacionais ao inves de negar papel preponderante reafirma-o.

não abre espaço a ninguem que não conquiste tal espaço e não será certamente no interior ou às cavalitas da onu ou da nato que países como a china e Índia e Brasil se tornarão novos poderes, nem eles precisam de onu para coisa nenhuma nem da nato (pois esta é usa+uk o resto é paisagem)

e isso do isolacionismo antes da segunda guerra é um mito recorrente, mas não deixa de ser um mito.
Gabriel Silva a 26 de Fevereiro de 2010 às 00:19

Obrigado pelo comentário, Gabriel. Não te quero convencer de nada (sei que concordaremos em discordar), mas importa esclarecer: não falei no fim do sistema federal, mas do governo federal tal como o conhecemos, o que é uma coisa diferente. E o regresso aos anos 20 representaria uma modificação substancial do próprio projecto americano com consequências desastrosas na época em que vivemos (o fim do pouco welfare state que existe na América seria um deles).

A saída de organizaçãoes e previsível extinção de participação americana em missões internacionais abriria certamente espaço para que outras potências o fizessem com maior frequência e legitimidade. Não à custa da one, seguramente, mas aproveitando a progressiva "demissão" dos EUA nesse campo.

O isolacionismo pré-guerra é um mito? Não preciso de te recordar que os EUA só entraram na guerra no final de 1941, pois não? E isso nem é o ponto crucial, mas não sei como responder perante uma negação de algo aceite por 99,9% da comunidade académica.

"O isolacionismo pré-guerra é um mito? Não preciso de te recordar que os EUA só entraram na guerra no final de 1941, pois não?"

Qual guerra? Os EUA entraram na guerra civil nicaraguense, na guerra civil dominicana, na guerra civil colombiana, na guerra civil haitiana, etc. muito antes disso.

OK, eu sei perfeitamente que o JGA está a falar da II Guerra Mundial, mas onde eu quero chegar é que "não fazer alianças e intervir sozinho em outros paises" (a politica que os EUA seguiam no hemisfério ocidental desde pelo menos a guerra EUA-Espanha) e "não fazer alianças e não se meter nos assuntos dos outros paises" (que penso ser o que RP defende) são duas coisas diferentes, embora sejam frequentemente juntadas no rótulo "isolacionsimo"

Isto tem panos para mangas, caro Miguel, e não sei se consigo prolongar a discussão numa caixa de comentários (precisávamos de muito mais tempo...). Queria apenas esclarecer que defendo um modelo de cooperação internacional muito distante do neo-conservador ou do tipo de agressividade que tem caracterizado a postura norte-americana. Nesse sentido, percebo a luta de ROn Paul, embora não concorde com a sua abordagem não-institucionalista.
José Gomes André a 26 de Fevereiro de 2010 às 16:34

"o fim da Reserva Federal e dos impostos directos conduziria, de facto, a um desmantelamento do governo federal"

A Reserva Federal é orgânicamente independete do governo federal.

"pois este deixaria de ter poder para agir sobre o sistema financeiro (acabando com uma lógica de regulação que, mesmo minimalista, parece ser requerida para evitar males maiores)"

Passe a cofusão de competências, parece que apesar da acção dos orgãos federais sobre o sistema financeiro não foi possível evitar qualquer crise. Pelo contrário, as raízes da actual e anteriores crises podem ser encontradas em acções deliberadas (ainda que com intenções diversas) destes orgãos.

"até mesmo para pagar programas federais, pois não teria receitas suficientes para as financiar."
Muitos americanos veriam com bons olhos o desmatelamento de muitos programas federais. Alíás, este será precisamente a maior causa da popularidade de Ron Paul.

"Queremos mesmo um regresso ao isolacionismo americano pré-Segunda Guerra Mundial?"
Neste ponto tenho algumas (ou bastantes) divergências com ele. Mas olhando qualquer outro político estarei sempre em desacrodo com vários pontos do seu programa. E de qualquer forma, mesmo não advogando o isolacionismo, acho que a garantias da segurança mundial não passa necessáriamente por delírios de "nation building"
Miguel Noronha a 26 de Fevereiro de 2010 às 09:41

Caro Miguel, sabes bem que a Fed, sendo independente do gov fed, é uma agência associada a um tipo de controlo político centralizado. E sabes também que o processo regulatório do sistema financeiro melhorou muitíssimo desde a sua criação. Tem falhas? Tem. Mas compara lá com o séc. XIX e diz-me o que funcionou menos mal...

È só comparar a dimensáo das crises bancárias.

Mas não percebi qual o teu entendimento acerca da origens da actual crise. Faz toda a diferença quando estamos a discutir o papel do FED.

Não sei o suficiente sobre economia e finanças para saber qual foi a origem da actual crise (os próprios economistas ainda não concordam neste ponto). Agora, ambos sabemos que o FED surgiu pq as crises no séc. XIX sucediam-se a um ritmo avassalador e, num quadro comparativo, com tanta ou maior gravidade do que aquelas que agora nos assola.
José Gomes André a 26 de Fevereiro de 2010 às 16:51

Só mais uma coisa. Estas caixas de comentários do Sapo são um atrofio de todo o tamanho
Miguel Noronha a 26 de Fevereiro de 2010 às 09:43

Afinal não sou só eu a pensar assim (e no IE ainda é pior que no FF)
Miguel Madeira a 26 de Fevereiro de 2010 às 10:03

«Eu limitei-me a utilizar a mesma informação, embora com propósitos diferentes»

Fair enough :)

Agradecendo a resposta, e sem querer ser picuinhas, nota que o fluxo de posts foi:
1) Sullivan escreveu favoravelmente sobre Paul
2) Bainbridge critica Sullivan e apresenta as suas razões para não gostar de Paul
3) Sullivan cita Bainbridge, não emitinda qualquer juízo sobre (2)
4) PML cita Sullivan (3) e atribui ideias de Bainbridge (2) a Sullivan

As pessoas vão se citando sem seguir os links e dá nisto :)

A referência ao "comentário televisivo" não tem a ver contigo directamente, mas com o enfoque generalizado da maioria esmagadora dos comentadores sobre as tácticas políticas e a minimização da análise de ideias. Nesse aspecto, havemos de convir que o teu post original de certa forma também se preocupa excessivamente com a "aceitação" das ideias de Paul.

Quanto aos pontos que realmente interessam, respondo de seguida n'O Insurgente.
MBM a 26 de Fevereiro de 2010 às 11:40

Obrigado por nova réplica. Está aqui uma discussão interessante (embora provavelmente sem fim, pois é óbvio que temos discordâncias de princípio que não vão ser "corrigidas"). Sublinho apenas que o meu primeiro post falava da "aceitação" de Paul precisamente porque esse era o tema do post! Ou seja, mostrar que as suas ideias, erradas ou não, não têm o tipo de aceitação pública e eleitoral que se possa pensar. Um abraço!
José Gomes André a 26 de Fevereiro de 2010 às 16:37

"Queremos mesmo um regresso ao isolacionismo americano pré-Segunda Guerra Mundial?"

Se os EUA por exemplo não tivessem entrado na Primeira Guerra Mundial é de inferir que um equilíbrio teria sido conseguido no conflito. As monarquias não teriam caído incluindo talvez o Czar.

Não teríamos tido nem o comunismo rampante no mundo, nem muito menos Nazismo e WWII.

Pense-se nisso antes de querer justificar que as "boas intenções" encobrem as maiores "unintended consequences" que a civilização testemunhou em toda a sua história.

Quanto aos "isolacionistas" da Segunda Guerra Mundial, acabaram por ter razão: Estaline ganhou a guerra em toda linha, o comunismo espalhou-se pelo mundo, o Império Britânico caiu. Estes eram mais ou menos os receios, baseados no desastre da Primeira Guerra, e acabaram a suceder.

Ser mais neutral e muitíssimo mais prudente em questões de Guerra, não é ser isolacionista. Isso é um "smearing" de Roosevelt, a quem devemos a vitória de Estaline, e quem tinha a administração pejada de comunistas (incluindo o seu secretário pessoal, que se sabe hoje, próximo de Moscovo).
Carlos Novais a 26 de Fevereiro de 2010 às 13:54

Já tivemos esta conversa no Twitter... O Carlos tem uma leitura da 2ª Guerra Mundial deveras exótica, com a qual discordo e que condiciona toda a reflexão posterior acerca do que significa ou não o isolacionismo. Eu defendo um modelo de cooperação internacional muito distante do neo-conservador ou do tipo de agressividade que tem caracterizado a postura norte-americana. Nesse sentido, percebo a luta de ROn Paul, embora não concorde com a sua abordagem não-institucionalista.

Caro José Gomes André

A minha leitura é uma leitura de factos. É mais habitual em média as pessoas cederem a "wishfull thinkings" românticos do que lerem os factos com crueza.

Estaline ganhou a guerra em toda a linha

Estaline tinha praticado genocídios nos anos 30 em tempo de paz e toda a gente sabia disso (em especial os países à sua volta), coisa que os Nazis "só" fizeram já bem dentro da guerra.

O Império Britânico caiu e não porque Churchill o quisesse ou tivesse previsto.

O Nazismo só teve a sua chance por causa do desastre da WWI, de Versailles, e mesmo isso pode-se ficar a dever à entrada de Wilson na Guerra.

"Se os EUA por exemplo não tivessem entrado na Primeira Guerra Mundial é de inferir que um equilíbrio teria sido conseguido no conflito. As monarquias não teriam caído incluindo talvez o Czar."

Uma pequena precisão histórica, caro Carlos Novais: o Czar abdicou a 2 de Março de 1917 e o Congresso dos Estados Unidos declarou guerra à Alemanha a 6 de Abril do mesmo ano.
Alexandre Burmester a 26 de Fevereiro de 2010 às 17:19

Caro Alexandre Burmester

Tanto quanto sei Woodrow Wilson ainda antes disso incentivou o Czar a continuar na guerra e a não chegar a acordo com os Alemães, depois do Czar cair fez o mesmo com Kerensky

Caro José Gomes André,

Decerto que, mesmo fora da Guerra, os americanos não desejariam a vitória das Potências Centrais, e também é possível que tenham tentado evitar Brest-Litovsk, embora os bolcheviques decerto fossem mais difíceis de influenciar que o Czar ou Keresnky.

De qualquer modo, não podemos colocar o Czar no mesmo cesto que o Kaiser e o Imperador Austo-Húngaro, pois não estavam todos no mesmo campo.

Os meus cumprimentos
Alexandre Burmester a 1 de Março de 2010 às 20:56

Esta minha resposta era obviamente dirigida a Carlos Novais. As minhas desculas pelo lapso.
Alexandre Burmester a 1 de Março de 2010 às 20:57

Não esquecer que Wilson, como protestante evangélico, também fez pela queda dos Habsburgos, a família católica responsável pela Contra-Reforma. Sem ela, a união numa Grande Alemanha era inevitável. Só um cegueta não veria isso. Mas não sei o que seja pior, um americano idealista ingénuo ou os europeus "aliados" que deixaram que tal acontecesse.

Mesmo que a Alemanha do Kaiser ganhasse (duvidoso) isso teria sido infinitamente melhor do que aquilo que se passou a seguir com o nazismo, fascismo e comunismo,. O Kaiser era neto da Rainha Vitória, as guerras entre monarquias sempre se resolveram com concessões menores.

Woodrow Wilson não tinham nada de querer isto ou aquilo, não era com eles. Se não se tivessem metido, o século 20 podia ter sido poupado a muita coisa.

Isto não tem nada de "exótico". Puro realismo dos factos.

Admito, caro Carlos Novais, que a história alternativa tem os seus encantos, mas realismo não pode, por definição, ter.

Por outro lado, e olhando agora para a 2ª Guerra Mundial, sem o Tio Sam na Europa em 1945 Staline teria possivelmente chegado a Calais...

E ainda por outro lado, os europeus já demonstraram à saciedade que não precisam dos americanos para fazerem asneiras à fartazana.

Os meus cumprimentos
Alexandre Burmester a 2 de Março de 2010 às 19:26

Quem falou de história alternativa?

Primeiro comece na Grande Guerra para admitir que o nazismo e comunismo aparecem como consequência de como esta foi conduzida e depois acabou (queda de monarquias e Versailles), e começando por lembrar que Austria queria punir um Estado responsável por um acto terrorista (a Sérvia) e a França e os Russos e depois os restantes aliados puseram-se do lado da Sérvia.

Isto é um Facto.

Depois, Estaline ficou com metade da Europa porque os "Lideres" aliados caíram que nem patinhos (incluindo Churchill, embora Roosevelt seja o principal culpado), e apoiaram um responsável por genocídios nos anos 30.

Mas também pode-se dizer que Estaline nunca quis invadir a Europa, Estaline limitou-se a ficar com o que sempre tinha sido da Rússia aquilo mais o que lhe foi dado de bandeja pela forma como foi conduzida a WWII.

(Churchilll ofereceu os países bálticos a Estaline.)

E de resto, quem combateu a sério e teve baixas a sério foram mesmo os Russos com 15 milhões: morreram bem menos ingleses na WWII (+/- 700 000) que na WWI (+/- 1 300 000) - cito de memória mas deve ser mais ou menos isto.

Se tem outros factos para apresentar faça favor.

Aquilo que refere e que são factos eu não contradigo, obviamente (o que não significa que tudo o que refere nesta mensagem sejam factos). E na sua analise à génese da Grande Guerra faltará uma referência ao militarismo prussiano.

Quando falei em história alternativa e concomitante ausência de factos estava a referir-me às suas teses segundo as quais, por exemplo, uma não-intervenção americana na Grande Guerra poderia ter salvo as monarquias alemã, austríaca e russa (e nem vou entrar numa discussão sobre se isso teria sido bom). Essa sua opinião merece toda a consideração, claro, mas não pode ser erigida à categoria de "puro realismo dos factos".

Eu não sei se o nazismo e o comunismo não teriam aparecido se as Potências Centrais tivessem ganho a Grande Guerra, especialmente o comunismo, até porque o fascismo, que atrás também refere como consequência da vitória dos aliados, surgiu numa Itália que até fora um dos vencedores de 1918.
Alexandre Burmester a 2 de Março de 2010 às 22:43

A referência ao "militarismo prussiano" é habitual.

Mas perde sentido se tivermos em conta que o Império Britânico foi o maior da história, e que as vitórias de Bismark sobre a França e a Áustria não se traduziram em nada de substância, e nem os alemães tinham colónias que se vissem.

Wilson meteu-se numa guerra entre impérios com espírito ideológico progressista, e era antimonárquico em especial anti-Habsburgos. Ao colocar barreiras a acordo de Czar e desejar a queda de Kaiser e em especial dos Habsburgos, e depois ao deixar Versailles ser imposto com 6 meses de bloqueio de fome sobre a população civil (já depois dos alemães recuarem para a sua fronteira) pôs em marcha a história do comunismo (os comunistas eram minoria, Lenine pode levantar interesseiramente a bandeira da paz) e nazismo (perda de território e população, espalhada por fronteiras artificiais).

O fascismo na Itália também foi alimentado pelo facto dos Italianos se terem sentido traídos depois de terem entrado na WWI, onde lhes tinha sido prometido a sua quota parte de territórios. Os ingleses isso sim, aumentaram em muito o seu Império.

Caro Jose,

Antes de mais, parabens pelo blogue que muito aprecio e no qual tenho a honra de pela primeira vez deixar um comentario.

Gostava que o Jose esclarece se a afirmacao de que caso se acabasse com o Sistema de Reserva Federal, os EUA nao poderiam pagar os programas federais, pois não teria receitas suficientes para as financiar.

Uma instituicao nao passa a ter receitas por pedir um emprestimo. Nao e pelos EUA poderem endividar se ate a exaustao (como tem feito ha mais de 50 anos) que passaram a ter melhor saude financeira.

Bem antes pelo contrario. Atente se aos sucessivos defices e a divida externa americana que atinge valores astronomicos de 13 trilioes de dolares, que comecam a por inclusive em cause a viabilidade a longo prazo do dolar.

Ron Paul e os adeptos de contencao fiscal americanos defendem o fim da Reserva Federal nao como um fim em si mesmo, mas sim como um meio de acabar com o monolopio da emissao de moeda por um Banco central, e mais importante, o fim do sistema de reserva fraccional, que permite ao Fed e aos Bancos Centrais modernos criar credito sem qualquer respaldo de valor e poder deste modo expandir a oferta monetaria indefenidamente.

Face a recente implosisao financeira nos EUA e a crise de divida soberana que esta a atingir o Mundo ocidental, parece me que, particularmente, as posicoes de liberdade de mercado e fim do monopilo da emissao de moeda que Ron Paul representa mereciam uma leitura atenta por parte daqueles que se questionam pelas causas da crise e das medidas governamentais de resposta as mesmas.


Joao Fernandes
Joao Fernandes a 26 de Fevereiro de 2010 às 20:57

Caro João, obrigado pelas palavras amáveis. Devo apenas esclarecer que quando falei da incapacidade de pagamento dos programas federais me referia à extinção dos impostos directos (e assim ao fim do grande bolo de receitas do gov fed), e não ao fim da Fed Reserve, que tem a ver com outra coisa, claro.

Creio que sustentou muito bem o argumento de Ron Paul contra esta instituição (a Fed), mas remeto para as considerações que já fui fazendo nos posts e caixas de comentários: o fim da FED seria uma machadada terrível ao sistema de regulamentação financeira e deixaria os EUA certamente muito mais reféns de flutuações do mercado.

Abraço e volte (e comente) sempre!

Ser contra o FED e a favor de uma instituição espontânea (ouro e prata como moeda de troca livremente escolhida) que perdurou por séculos não pode ser anti-institucionalista.

É como dizer que os monárquicos são anti-institucionalistas só porque agora vigora a república.

Como está provado pelos factos, os bancos centrais não preveniram flutuações económicas.

Economistas como Hayek sempre defenderam que na verdade ampliam essas flutuações.

Acho que o fim do IRS punha a receita fiscal ao nível da era de Clinton. Imaginem lá!
Carlos Novais a 2 de Março de 2010 às 13:22

Fico chocado por chamarem radical ao Ron Paul, um defensor da verdade e da liberdade. Radicais são os senhores que defendem o socialismo e a social-democracia, regimes completamente ultrapassados e que limitam a vida do cidadão de mil e uma maneiras.
Eu acredito que o Ron Paul pode ser candidato Republicano em 2012 e quando aparecer um partido Liberal (Libertariano era ainda melhor) em Portugal, tem o meu voto garantido. Só falta o jovens perceberem que a solução não é o BE e que o liberalismo não é o bicho papão que a Esquerda Caviar faz dele.
António Ferreira a 19 de Fevereiro de 2011 às 16:12

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