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Fev 10
publicado por Nuno Gouveia, às 15:26link do post

A Administração Obama e o Partido Democrata vão fazer um último esforço para implementar a prometida reforma da saúde. Nas próximas semanas saberemos se terá sucesso ou não. Depois de um ano de avanços e recuos, de vitórias e derrotas, os democratas tentam agora um último esforço para aprovar aquela que terá sido a mais emblemática promessa de campanha de Barack Obama. Não sei se terão os votos necessários.

 

Depois de no último ano terem aprovado diferentes versões na Casa dos Representantes e no Senado, e de terem perdido a maioria anti-fillibuster com a vitória de Scott Brown, os democratas vão mesmo avançar com a tentativa de reconciliação no Senado, precisando apenas de 50 votos (o VP Joe Biden poderá desempatar). Não será fácil, dado que o novo plano apresentado esta semana por Barack Obama poderá enfrentar a oposição de muitos senadores democratas e a total oposição dos republicanos. Na próxima quinta-feira, Barack Obama irá reunir-se com os republicanos, numa iniciativa transmitida em directo pela televisão, para tentar um acordo bipartidário. Mas na verdade esta reunião não tem possibilidade de sucesso, pois por um lado Obama já apresentou o seu plano e não existe grande possibilidade de recuo, e por outro, os republicanos já fizeram saber que não irão dar o seu aval. Será um bom espectáculo televisivo, com ambas as partes a tentar convencer a opinião pública da sua justiça, mas pouco mais.

 

O ambiente politico é hostil aos democratas, e muitos senadores e congressistas dão mostras de nervosismo por este plano da Casa Branca. Um voto favorável poderá significar a perda do seu lugar em Novembro, e nem todos estão dispostos a arriscar a sua carreira política. A impopularidade da reforma é imensa, mas também há quem defenda que se os democratas não a aprovarem, será ainda pior, pois isso irá demonstrar inabilidade para liderar, apontando o exemplo das consequências do fracasso em 1993. De qualquer forma, parece-me que os democratas irão sempre ter grandes dificuldades em Novembro, pelo que o ambiente poderá não ser muito afectado em caso de sucesso na reforma da saúde. Com a vantagem de motivar a base para as difíceis eleições que se aproximam. 


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