09
Fev 10
publicado por Nuno Gouveia, às 20:01link do post | comentar

A primeira Convenção do Tea Party Movement decorreu este fim de semana, com destaque para a presença de Sarah Palin. Além do seu discurso, e da polémica por ter levado umas notas escritas na mão(?), interessa-me mais discorrer sobre o que poderá significar este movimento para o futuro do Partido Republicano.


Um grupo de cidadãos conservadores, mais à direita que o mainstream GOP, iniciou uma "revolta" popular no ano passado contra as politicas big government de Barack Obama. Com a reforma da saúde, surgiu como um movimento organizado, que liderou uma das frentes de batalha contra os democratas. Nos últimos tempos surgiram também alguns sinais que este movimento poderá transformar-se num partido e apresentar um candidato alternativo ao GOP em 2012. Sarah Palin, estrela do movimento, afirmou este fim de semana que poderá estar disponível para se candidatar à nomeação, e uma possível derrota nas primárias poderia tornar viável esta terceira candidatura.


Eu não acredito que este Tea Party Movement se vá distanciar do GOP, e nem que se apresentem a eleições. A meu ver isso seria um enorme erro estratégico. Rush Limbaugh, estrela conservadora da rádio e apoiante do movimento, já veio a terreiro avisar que nem pensar em criar um novo partido, pois isso seria entregar o poder aos democratas. Até se analisarmos a história verificamos que candidaturas independentes estão condenadas ao fracasso. Como Ross Perot em 1992 ou George Wallace em 1968. No primeiro caso a vantagem foi para Bill Clinton (D) e no segundo para Richard Nixon (R). Os Estados Unidos, apesar de maioritariamente de centro-direita, dificilmente elegeriam alguém tão afastado do mainstream político.


O futuro do Tea Party Movement deverá passará por aquilo que já tem sido ensaiado: apoiar os candidatos conservadores nas primárias, tentando derrotar os candidatos do establishment partidário. Na Florida e no Kentucky estão bem lançados para obterem vitórias importantes nas primárias para o senado, mas também já foram derrotados nas primárias do Illinois. Mas, nas eleições gerais, certamente não deixarão de estar ao lado dos nomeados republicanos, como aconteceu na eleição de Scott Brown do Massachusetts. Como vimos nessa eleição, serão uma força a muito importante, nomeadamente em voluntários e apoio financeiro, mas não deixarão de estar ao lado dos candidatos do GOP.


Se estiver errado, virei aqui assumir isso. Mas também não tenho dúvidas que se alguma vez se apresentarem a eleições separados do Partido Republicano, isso será uma excelente notícia para os democratas.


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