28
Jan 11
publicado por Nuno Gouveia, às 20:03link do post | comentar

 

Hillary Clinton finalmente falou sobre a revolta que o Egipto está a enfrentar. Dado que se trata de um aliado fundamental na região, os Estados Unidos enfrentam aqui um dilema: apoiar o regime de Hosni Mubarak, como a Administração Obama tem feito, ou, pelo contrário, dar um sinal claro de apoio às forças da democracia. Estas declarações de Hillary Clinton apontam para este último argumento. Mas convém não deixar o Vice-Presidente Joe Biden falar muito sobre o assunto. E não ficava nada mal ao Presidente dizer umas palavras sobre o assunto. Veremos se, com o intensificar dos protestos, Barack Obama fala ao mundo.

 

Ainda sobre o assunto, aconselho a leitura deste editorial do Washington Post.



Isto é um caso muito bicudo. Estamos a falar do mais importante e mais populoso país árabe, com o maior exército da região, que controla o canal de Suez, um país que assinou a paz com Israel, a terra natal da Irmandade Muçulmana, enfim muito complicado. Pelo que até entendo alguma reticência em Washington (a Clinton está a ver se não fica mal na fotografia, no caso de Mubarak "ir abaixo"). Mas é como dizes, Nuno, seria preferível amordaçar o Joe Biden até se ver no que isto dá!: -))
Alexandre Burmester a 28 de Janeiro de 2011 às 22:50

Sem dúvida que é um caso bicudo. E Obama tem de tentar fazer um jogo de equilíbrio difícil. Colocar-se ao lado do moribundo Mubarak pode ser perigoso, pois pode acabar por fortalecer os radicais islâmicos. Mas há as forças democráticas, e essas são a melhor esperança para o futuro do Egipto.
Nuno Gouveia a 29 de Janeiro de 2011 às 18:51

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Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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