26
Jan 11
publicado por Nuno Gouveia, às 16:19link do post | comentar

Pela minha parte não tenho muito a dizer do discurso de ontem. Foi o discurso previsível, sem grandes novidades, e que marcou o regresso à tradição centrista de Bill Clinton. Não teve o brilho de outros, mas foi eficaz no sentido em que deverá ter mantido o clima de recuperação de popularidade iniciado no final do ano passado. Foi o primeiro discurso da campanha da reeleição e Obama anunciou ao que vinha: os tempos de radicalização fazem parte do passado, e agora é tempo de voltar a unir o povo americano em torno de ideias centristas. O GOP, que ontem até conseguiu quebrar com a tradição de más respostas ao discurso do Estado União, com o congressista Paul Ryan, não teve grandes motivos para sorrir. Além da boa resposta que o discurso de Obama parece ter suscitado na sociedade americana, a sombra do tea party ontem voltou a fazer das suas, com o discurso de Michele Bachmann a ofuscar a intervenção oficial do Partido Republicano. Enquanto Obama dirige-se ao centro, o Partido Republicano terá que lidar com um tea party acantonado à direita.



O que mais curioso achei nos comentários ao discurso é que muitos comentadores que antes negavam terminantemente que Obama governava à esquerda, agora dizem que ele virou ao centro. Se virou ao centro, é porque não estava lá, digo eu;-).

Seja como for, uma coisa são as palavras e outra os actos e há muita matéria concreta em que os republicanos na Câmara dos Representantes podem testar a sinceridade desta viragem.

Alexandre Burmester a 27 de Janeiro de 2011 às 00:13

Muito bem lembrado. Mas agora alguns comentadores já não se vão recordar do que diziam antes...

Nuno Gouveia a 27 de Janeiro de 2011 às 13:33

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Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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