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Fev 10
publicado por Nuno Gouveia, às 15:35link do post | comentar

Nos últimos tempos foram publicadas sondagens catastróficas para as aspirações democratas nas intercalares de Novembro. A 9 meses das eleições, ninguém parece seguro no lado dos senadores democratas, e alguns estados que eram considerados "Solid Democrat" ainda há poucas semanas, podem estar agora no alvo dos republicanos. Siga-se estes exemplos.


Evan Bayh, senador do Indiana, que já esteve para se candidatar a Presidente dos Estados Unidos, e que ainda em 2008 esteve na shortlist final de 3 nomes para Barack Obama escolher como candidato a Vice-presidente, pode ser derrotado em Novembro. Algo impensável antes de Scott Brown. Uma sondagem da semana passada mostrou que o senador está vulnerável, e apesar da recusa do congressista republicano Mike Pence em concorrer (seria o mais forte candidato), surgem movimentações no GOP para lutar por este lugar.


No Blue State de Washington, foi hoje publicada uma sondagem que dá empate técnico entre o actual senador democrata Pat Murray e o challenger republicano Dino Rossi. Uma grande reviravolta, se confirmar-se que esta eleição será renhida. 


Outro histórico em perigo é Russ Feingold do Wisconsin, que pode ter a concorrência do antigo governador do estado, o republicano Tommy Thompson. Uma sondagem publicada na semana passada apontava uma ligeira vantagem para o potencial candidato.


Se já havia indícios que alguns tradicionais estados democratas teriam corridas competitivas, como a Califórnia, Delaware, Illinois ou Nova Iorque, estas sondagens indicam que o ano poderá ser de terror para os democratas. Ainda hoje foi publicada uma sondagem da PPP que dá um atraso de 23 por cento à senadora Blanche Lincoln do Arkansas. Mas a história ensina-nos que devemos ser muito cautelosos nestas previsões. Em nove meses, a popularidade dos democratas pode subir substancialmente e a Administração Obama já está a colocar em prática uma nova estratégia: ao mesmo tempo que tentam implementar a sua agenda, vão obrigar os republicanos a adoptarem uma postura mais construtiva e cooperante. De forma que, se a situação do país não melhorar até lá, os republicanos também possam ter a sua quota parte da responsabilidade. Outro dado novo a ser introduzido no tabuleiro é que a Administração Obama não irá entregar as campanhas eleitorais aos candidatos, como fez recentemente no Massachusetts. Não por acaso, David Plouffe será o responsável da Casa Branca pelas intercalares. O único aspecto que se afigura muito complexo é a dificuldade de recrutamento de candidatos no actual cenário, com os republicanos a conseguirem convencer muitos políticos a avançar, que, noutro contexto, nunca se arriscariam a concorrer. E isso, já significa uma grande vantagem para Novembro.


Os Democratas têm motivos para preocupação. Lincoln tem hipóteses escassas, por exemplo. Mas creio que Califórnia e NY vão acabar por ir para os Dems. Como também Washington e Wisconsin. Em todo o caso, há aqui muita matéria para acompanhar...
José Gomes André a 2 de Fevereiro de 2010 às 19:26

Eu concordo contigo, mas já não digo nada. Por exemplo, onde foi anunciado que o antigo senador de Indiana, Dan Coats, vai mesmo avançar contra Evan Bay. Uma situação impensável, que apenas é possível porque ele viu uma janela de oportunidade de ser eleito. As coisas estão muito sérias para os democratas. No entanto, ainda há tempo para recuperar...

«Ainda há tempo para recuperar»? Claro. Tal como ainda há tempo para se afundarem mais...

Segundo as sondagens, afundar mais é difícil :)
Nuno Gouveia a 4 de Fevereiro de 2010 às 00:42

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