13
Out 12
publicado por José Gomes André, às 00:19link do post | comentar

Na arquitectura política norte-americana, um dos cargos mais peculiares é o de Vice-Presidente, a quem cabem duas tarefas: substituir o Presidente em caso de morte ou incapacidade do mesmo; e presidir às sessões do Senado (sem direito de voto a menos que exista um empate). Embora em anos recentes, os Vice-Presidentes tenham assumido alguma preponderância na Casa Branca (servindo como conselheiros do Presidente), a verdade é que se trata de um cargo com pouca ou nenhuma relevância concreta.

 

Ao longo dos tempos, os protagonistas e os estudiosos da história americana não deixaram de sublinhar esta singular inutilidade. John Adams, o primeiro Vice-Presidente, chamou-lhe “o cargo mais insignificante alguma vez engendrado pela imaginação humana”. O historiador Arthur Schlesinger considerou que o Vice-Presidente tinha apenas "um encargo verdadeiramente sério": "esperar que o Presidente morra”. Mas talvez a declaração mais sintomática e divertida seja a de Thomas Marshall (Vice-Presidente de Woodrow Wilson): “Era uma vez dois irmãos. Um fez-se ao mar. O outro foi eleito Vice-Presidente. A partir daí, nunca mais ninguém ouviu falar deles.”


12
Out 12
publicado por Nuno Gouveia, às 19:38link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Joe Biden esteve melhor do que Paul Ryan, se considerarmos apenas o que foi dito por ambos os candidatos. Se eu tivesse lido apenas a transcrição do debate ou até ouvido na rádio, provavelmente diria que o actual Vice Presidente tinha ganho o debate. Mas o pior para a equipa democrata é que foi televisionado. As constantes interrupções, as gargalhadas fora de tempo (rir-se do assassinato do embaixador da Líbia?) e o tratamento condescendente em relação a Paul Ryan terão estragado a noite à equipa de Obama. Além disso, e apesar dos bons momentos de Biden, foi Paul Ryan quem teve atitude mais correspondente ao cargo de Vice Presidente. Notou-se a inexperiência neste tipo de confronto, e por vezes parecia demasiado complexo nas suas explicações. Mas a teatralidade exagerada do seu adversário tê-lo-á ajudado a ultrapassar este teste. Por isso concordo com a avaliação que o Alexandre fez deste debate: um empate. Mas este debate pouco ou nada contará nesta campanha. Ao contrario de há quatro anos, quando mais de 70 milhões de pessoas viram o embate entre Joe Biden e Sarah Palin, ontem apenas 46 milhões* de americanos o seguiram em directo. Portanto, nada de novo nesta corrida. 

 

PS: hoje as sondagens continuam a mostrar Mitt Romney na liderança a nível nacional, e com bons resultados em swing-states (New Hampshire, Virgínia, Florida e Colorado). Até ao debate da próxima semana, o republicano deverá continuar na frente da corrida, e até obter melhores números nos swing-states. 


*inicialmente escrevi 28 milhões, mas ao final do dia os números foram actualizados. 


11
Ago 12
publicado por José Gomes André, às 16:18link do post | comentar | ver comentários (8)

Prós

 - jovem, bem-parecido, carismático

- reforça a base conservadora (nomeadamente do Tea Party)

- forte nos temas fiscais e económicos (questões essenciais desta eleição)

- inteligente e articulado, eleva a qualidade do debate político

- recoloca o Wisconsin em jogo e pode ter influência eleitoral no Midwest

 

Contra

 - impopularidade junto dos independentes

- posições polémicas em temas sensíveis (corte a apoios federais na saúde e privatização da segurança social)

- inexperiência na ocupação de cargos executivos

- inexperiência em segurança nacional e política externa (uma das fraquezas de Romney)

- ticket com um mórmon e um católico: como reagirão os evangélicos?

 

Dez vídeos para conhecer melhor as posições de Paul Ryan e o link do seu site oficial.


publicado por Nuno Gouveia, às 10:23link do post | comentar | ver comentários (8)


Paul Ryan, congressista do Wisconsin, foi a escolha de Mitt Romney para candidato a Vice presidente. Ryan, de quem ouviremos falar muito nos próximos dias, é considerado um dos líderes desta nova geração de republicanos, tendo apresentado ano passado um plano de combate ao défice que enfrentava de frente os problemas estruturais da despesa federal americana. Se em 2008 os republicanos apostaram no desconhecido (e tiveram azar com Sarah Palin), este ano Mitt Romney apostou no seguro. Ryan tem apenas 42 anos e já está no Congresso desde os 29. Não será uma escolha consensual e certamente receberá muito fogo dos democratas, mas deverá ser uma das grandes surpresas (pela positiva) desta campanha presidencial. 

 

Como ontem escrevi aqui, esta escolha irá injectar uma dose de entusiasmo inacreditável nesta campanha e introduzir na discussão temas como o combate ao défice, a reforma estrutural dos programas sociais e a economia. Apesar de ser uma escolha que agrada à base, há outro tipo de republicanos que vão ficar extremamente satisfeitos. Nos últimos dias, vários conservadores do establishment escreveram artigos a pedir a Mitt Romney para seleccionar Ryan. Na Weekly Standard, Bill Kirstol e Stephen Hayes, aconselharam a escolha de Ryan ou de Marco Rubio, e o Wall Street Journal, esta quinta-feira num editorial, lançou um apelo à selecção de Ryan. Nos meios conservadores, Paul Ryan era, juntamente com Marco Rubio, o nome mais requisitado. Pois bem, Mitt Romney deixou de lado as opções mais convencionais, Portman e Pawlenty, e ambicionou algo mais: mudar radicalmente a campanha desta eleição. Além disso, Romney terá agora mais hipóteses de vencer o Wisconsin, estado onde neste momento Obama tem apresentado ligeira vantagem.

 

Paul Ryan não é um político qualquer. Tendo começado a sua carreira política a trabalhar em Washington para políticos como Jack Kemp, Bob Kasten ou Sam Brownback, aos 28 anos decidiu deixar os gabinetes do congresso e candidatou-se a um lugar na Câmara dos Representantes. É considerado um dos líderes intelectuais do Partido Republicano e as suas intervenções públicas são habitualmente carregadas de elevação e qualidade. Ninguém espere dele declarações bombásticas. Ficou célebre a sua interlocução com o Presidente Obama durante um encontro na Casa Branca para discutir a reforma de saúde. Actualmente é o líder da Comissão do Orçamento da Câmara dos Representantes. O seu orçamento "Path to Prosperity", considerado um plano corajoso mas arriscado, será o principal ângulo de ataque dos Democratas. Mas Mitt Romney, ao escolher Paul Ryan, saberia disso melhor do que ninguém. 

 

Uma nota: Mitt Romney é considerado um político calculista e pouco dado a opções arriscadas. Diria que, entre as opções "entusiasmo", Ryan era a mais segura. Rubio e Christie estão há muito pouco tempo na arena política nacional e Bobby Jindal tem evidenciado falta de "brilho" nas intervenções públicas. Ao escolher Ryan, um político com quem tem uma química muito forte, Romney está a revolucionar esta campanha eleitoral, está a agradar a base republicana, o establishment de Washington e ainda  a aumentar o apelo da sua candidatura no Midwest. Será interessante verificar nos próximos dias a barragem de críticas que vão surgir do lado democrata, mas esta opção não deixa de ser muito estimulante para a campanha. 

 

Em jeito de provocação, o Wall Street Journal dizia esta semana que  Mitt Romney não se atreveria a escolher Paul Ryan. "Too risky, goes the Beltway chorus. His selection would make Medicare and the House budget the issue, not the economy. The 42-year-old is too young, too wonky, too, you know, serious. Beneath it all you can hear the murmurs of the ultimate Washington insult—that Mr. Ryan is too dangerous because he thinks politics is about things that matter. That dude really believes in something, and we certainly can't have that. All of which highly recommend him for the job." Bem, certamente já abriram uma garrafa de champanhe na redacção do WSJ. 

 

A apresentação será às 9h00(hora local) deste sábado em Norfolk, onde a dupla irá iniciar um périplo de quatro dias pelos estados da Virginia, Ohio, Carolina do Norte e Florida. 


10
Ago 12
publicado por Nuno Gouveia, às 15:10link do post | comentar | ver comentários (2)

Com o fim da silly season da campanha presidencial americana, vamos entrar na sua recta final, com os principais pontos de interesse: a escolha do VP de Romney, as convenções e os debates. Até ao momento, os sinais parecem favoráveis a Obama. Lidera ligeiramente nas sondagens nacionais e nos swing-states, e a sua estratégia de Verão tem corrido bem. Mas agora entramos na fase decisiva. Deixo de parte as convenções e os debates, e centro-me sobretudo na escolha de Mitt Romney para seu parceiro no ticket republicano. 

 

A opção de Mitt Romney, mesmo que não tenha grande impacto na decisão final de Novembro (e acredito que terá alguma), será sempre decisiva para a narrativa histórica que se fizer da sua campanha presidencial. E, apesar dessa narrativa revelar-se apenas depois do desempenho da sua escolha durante a campanha, a opção em si acarretará um significado simbólico. Considero que Mitt Romney tem três opções em cima da mesa, com vantagens e desvantagens, e que terão influência no resto da sua campanha. 

 

Convencional

Os nomes mais apontados para esta opção são Rob Portman, senador do Ohio, e Tim Pawlenty, antigo governador do Minnesota. Ambos enquadram-se naquilo que os analistas americanos consideram o "homem branco aborrecido e competente". Com muita experiência política, ninguém colocaria em causa as suas habilitações para ocuparem o cargo de Presidente, reforçariam o epíteto de uma candidatura pronta para governar e poderiam aumentar o apelo do ticket no Midwest. Portman seria uma ajuda para vencer o Ohio (nenhum republicano foi eleito Presidente sem vencer o estado) e Pawlenty poderia colocar o Minnesota em disputa, apesar dos republicanos não vencerem aqui desde 1972. Diria que analisando o percurso político e de vida de Romney, estas são as opções mais fortes.

 

Entusiasmo

Marco Rubio, Bobby Jindal, Chris Christie e Paul Ryan. Qualquer um destes nomes iria transformar esta eleição e iria introduzir uma dose enorme de energia na campanha de Mitt Romney. O senador da Florida, descendente de pais cubanos e favorito do Tea Party, tem uma história de vida formidável e, quase de certeza, ajudaria Romney a conquistar o seu estado natal. É carismático, tem o dom da oratória e tem apenas 41 anos. Seria muito atacado pela sua inexperiência, mas penso que seria extremamente positivo para os republicanos nos hispânicos em alguns swing-states (além do seu estado, Colorado, Nevada e Novo México). Com a mesma idade, Paul Ryan, congressista do Wisconsin, poderia ajudar a transformar o seu estado mais competitivo, e introduziria no debate temas como a reforma estrutural dos programas sociais e o combate ao défice. Os democratas gostariam desta opção, pois consideram que as suas propostas são impopulares no eleitorado independente. Mas Paul Ryan, um dos líderes intelectuais do GOP, teria um impacto extraordinário nesta campanha. Chris Christie, o bombástico governador de New Jersey, é um dos líderes desta nova geração de republicanos. Seria um acréscimo de qualidade no debate político, e o confronto político ganharia com a sua escolha. Além disso, poderia ajudar Romney no seu estado, apesar das possibilidades de vencer são diminutas. Os democratas pensam que poderiam ganhar pontos devido ao estilo conflituoso de Christie, mas basta observar os índices de popularidade dele no seu estado, tradicionalmente democrata, para pensar-se que talvez não seja bem assim. Por fim, Bobby Jindal, que não acrescenta grande coisa em termos regionais, pois a Louisiana, onde é governador, ou o Sul, é território seguro para os republicanos. Mas com a sua experiência aos 41 (já foi congressista, membro da administração e está no segundo mandato) fortaleceria Romney e iria receber amplo apoio da base conservadora. 

 

Surpresa

Sarah Palin em 2008 foi uma enorme surpresa e essa experiência é hoje considerada um fracasso. Não é de prever que Mitt Romney volte a optar num total desconhecido para o cargo, sendo que há duas opções, que têm sido muito pouco faladas e se enquadram nesta categoria: o governador de Porto Rico, Luis Fortuño e Kelly Ayote, senadora do New Hampshire. As hipóteses destes dois nomes são ínfimas, mas nunca se sabe se a campanha de Romney arrisca. Se a opção for de risco total, apostaria nestes dois nomes.  Outras surpresas seriam os nomes de Condoleezza Rice, do general David Petraeus ou do governador da Virgínia, Bob McDonnel. 


08
Ago 12
publicado por Alexandre Burmester, às 12:46link do post | comentar

Na sequência da notícia ontem publicada no Drudge Report acerca da possibilidade de Mitt Romney querer escolher o Gen. David Petraeus para seu candidato a Vice-Presidente, baseada numa suposta confidência do próprio Presidente Obama, a Casa Branca já desmentiu que Obama algum dia tenha dito tal coisa, um porta-voz da CIA negou que o General tenha qualquer interesse numa carreira política, e Mitt Romney esquivou-se a comentar a notícia quando a tal instado.

 

Estes desmentidos têm sempre um valor de certo modo relativo, mas não é de facto muito crível que Petraeus venha a ser o candidato, embora não seja nada de excluir que Romney nele tivesse pensado e até o desejasse como companheiro de lista.

 

Tem sido comentado o receio de Obama numa incursão de Petraeus pela política, e houve divergências entre os dois homens acerca do calendário de retirada do Afeganistão, que o actual Director da CIA, na altura comandante das forças americanas naquele país, considerou prematuro - posição por ele próprio referida aquando da sua audiência de confirmação no Senado para o seu actual cargo. 

 

Possivelmente, esta notícia de Matt Drudge terá algum fundo de verdade - na parte relativa ao interesse de Romney no General - e um pouco de táctica dissimulatória - com o objectivo de desviar as atenções dos media de outros possíveis candidatos, numa altura em que o anúncio deve estar iminente.


07
Ago 12
publicado por Alexandre Burmester, às 17:34link do post | comentar | ver comentários (4)

 

 

 

 

 

Também eu segui uma das recomendações de Mark Halperin, segundo o artigo do Nuno Gouveia de ontem acerca deste tema, e fui espreitar o que teria o Matt Drudge para nos dizer, em termos de sugestões e fintas.

 

Pois bem, tal como o Nuno já aqui referiu no artigo anterior, aquele conhecido compilador noticioso diz-nos que o Presidente Obama terá sussurrado a um seu importante angariador de fundos que Mitt Romney pretende escolher o General David Petraeus, actual Director da CIA e antigo comandante das forças americanas no Iraque no tempo da famosa "surge" que garantiu alguma acalmia naquele país e acabou por permitir a retirada das tropas americanas.

 

Resta saber, para seguir os palpites de Halperin, se esta "drudgiana" notícia é uma sugestão ou apenas uma finta. Mas a escolha deste general enquadrar-se-ia certamente na tradição de surpresas nas escolhas dos candidatos vice-presidenciais, além de ser potencialmente uma selecção popular. Mesmo assim, não creio que Petraeus venha a ser o candidato. Como já referi, penso que Tim Pawlenty será o escolhido.

 

 


publicado por Nuno Gouveia, às 17:03link do post | comentar

OBAMA: ROMNEY WANTS VP PETRAEUS

 

**Exclusive** 

President Obama whispered to a top fundraiser this week that he believes GOP presidential hopeful Mitt Romney wants to name Gen. David Petraeus to the VP slot! 

"The president wasn't joking," the insider explains to the DRUDGE REPORT. 

A Petraeus drama has been quietly building behind the scenes. 

Romney is believed to have secretly met with the four-star general in New Hampshire. 

The pick could be a shrewd Romney choice. A cross-party pull. The Obama administration hailed Petraeus as one of history's greatest military strategists. Petraeus was unanimously confirmed as the Director of the CIA by the US Senate 94-0. 

But Petraeus has categorically asserted that he has NO political ambitions. And Team Obama stands prepared to tie one of their own to "Bush wars." A Petraeus pick could been seen as simply shuffling the decks of power in DC. 

"He's a serious man, for seriously dangerous times," notes a top Republican. 

A DRUDGE POLL on Tuesday morning showed readers split on if Romney should give it a go. 

And the calendar is running out of days. 

No Drudge Report

 

No entanto, ninguém acredita que tal suceda, desconfio que nem o Matt Drudge. Recordo o que disse Mark Halperin ontem, no post que citei aqui: estejam atentos ao Drudge Report, tanto às pistas como aos sinais errados. Não me parece difícil saber onde podemos enquadrar esta notícia.   


06
Ago 12
publicado por Nuno Gouveia, às 23:23link do post | comentar | ver comentários (9)

Segundo os media, Rob Portman, Tim Pawlenty, Bobby Jindal, Marco Rubio e Paul Ryan serão os mais fortes candidatos a serem escolhidos por Mitt Romney para Vice presidente, mas não ficarei surpreendido se a escolha recair num outro nome. O jornalista Mark Halperin, um dos tipos mais espertos da imprensa americana, escreve hoje sobre o que se vai passar nos próximos dias, nomeadamente sobre o que vai dominar a imprensa e as jogadas de bastidores. A ter em conta:

 

  • Romney’s advisers can manipulate the guessing game effortlessly, and they know it. Many political reporters trying to break the story will take any morsel and go with it.
  • Boston will almost certainly engage in some feints in order to build up suspense and throw the media off the scent.
  • Watch Drudge closely for both hints and feints.
  • Unless you have been directly involved in one of these, you can’t believe the number of calls and emails that will go from journalists to Romney campaign officials from now until the pick is made public, with pleas such as “My career will be hurt if I don’t break this,” “My career will be made if I break this,” and “I don’t need to break it, but please be available to confirm the story right away for me if someone else breaks it.”
  • We’ve never had a veepstakes like this, with so much new media and social media. That gives Boston fresh opportunities, and also presents new challenges for keeping the pick a secret.
  • Just because the Romney campaign announces some future scheduled events doesn’t mean they can’t cancel them.
  • One big variable: does Boston want to keep the identity of the selectee a secret until the morning of the announcement? If so, they have to be clever about moving bodies around — unless the pick is not someone the media is currently tracking/watching.
  • If Romney calls the runner-up short-listers to tell them they aren’t being picked, he will almost certainly not tell them whom he is picking.
  • Smart news organizations will track charter planes, the schedules and movements of the adult children of potential picks, hairdressers, and printers.
  • Given modern technology, the length and depth of preparation, and the ethos of the Obama campaign, Romney’s pick will be hit harder and faster than any selection ever.

publicado por Nuno Gouveia, às 10:47link do post | comentar

Começam a ser conhecidos os nomes dos oradores da Convenção Republicana de Tampa Bay, com vários nomes que fazem parte da nova geração de líderes do GOP. Sem surpresa, podemos incluir as governadoras da Carolina do Sul, Nikki Haley e do Novo México, Susana Martinez ou os também eleitos em 2010, os governadores John Kasich do Ohio, Rick Scott da Florida. John McCain, o nomeado de 2008, irá intervir no Tampa Bay Times, tal como o seu adversário Mike Huckabee. Condoleezza Rice, antiga Secretária de Estado, irá estrear-se numa convenção este ano. Estes nomes irão ocupar espaço no prime-time, notando-se a ausência neste primeiro leque de óbvios candidatos a VP: Tim Pawlenty, Paul Ryan, Bobby Jindal, Marco Rubio, Chris Christie, Kelly Ayotte, Rob Portman e Bob McDonnell. Especula-se que poderá ser ainda esta semana que Mitt Romney anuncie a sua escolha para VP.

 

 


01
Ago 12
publicado por Nuno Gouveia, às 17:04link do post | comentar | ver comentários (20)

Julian Castro: AP Photo/Pat Sullivan


Esta semana o nome de Julian Castro, mayor de San Antonio, no Texas, saiu do anonimato ao ser anunciado como Key Note Speaker da Convenção Nacional Democrata de Charlotte, que se realiza em Setembro. Com apenas 37 anos, este democrata formado em Stanford e Harvard, e descendente de mexicanos, é a grande aposta do seu partido para a convenção. Este discurso, se correr bem, poderá catapultar Castro para outros voos. Recordo que em 2004 ninguém conhecia o desconhecido Barack Hussein Obama quando foi convidado para John Kerry para proferir discurso idêntico na convenção. 

 

Ontem, Ted Cruz, descendente de cubanos e formado em Princeton e Harvard, venceu ontem no Texas a nomeação republicana para o Senado, o que na prática quer dizer que irá viajar para Washington em Janeiro do próximo ano para substituir Kay Bailey Hutchison no Senado americano. Solicitador-Geral entre 2003 e 2008, chegou também a fazer parte da Administração Bush, foi ganhou as primárias ao preferido pelo establishment estadual do GOP, mas obteve o apoio do Tea Party e das figuras mais proeminentes da ala conservador do Partido Republicano. Uma figura a ter em atenção no futuro.

 

A estes dois exemplos revelados esta semana junta-se Marco Rubio, o jovem senador da Florida que tem sido insistentemente apontado pelos media americanos como candidato a Vice Presidente de Mitt Romney; Susana Martinez, governadora republicana do Novo México e também ela tem constado na shortlist de Mitt Romney, Brian Sandoval, também ele eleito governador republicano do Nevada em 2008, Antonio Villaraigosa, mayor democrata de Los Angeles e provável futuro governador do estado. A ascensão de políticos hispânicos não surge por acaso: este é o grupo demográfico em maior crescimento no país e a sua influência na sociedade americana não vai parar de crescer nos próximos anos. Se os Estados Unidos elegeram pela primeira vez um afro-americano em 2010, não deverá estar muito longe a leição de um hispânico. Diria que, caso Obama seja reeleito, isso pode bem suceder já em 2016, com a provável candidatura de Marco Rubio. Destes nomes que referi, apenas Cruz nunca poderá candidatar-se ao cargo de Presidente, pois nasceu no Canadá, quando os seus pais estavam exilados de Cuba. 

 


29
Jul 12
publicado por Nuno Gouveia, às 19:03link do post | comentar | ver comentários (11)

Confesso que ficaria surpreendido se o escolhido de Mitt Romney para Vice Presidente não fosse Rob Portman, Tim Pawlenty ou Bobby Jindal. O Alexandre Burmester já fez a sua aposta no antigo governador do Minnesota. Mas nos últimos ciclos eleitorais, a maioria das escolhas têm sido verdadeiras surpresas, principalmente do lado republicano. Foi assim com Palin em 2008, Cheney em 2000 e Dan Quayle em 1988. A única escolha convencional terá sido de Jack Kemp em 1996 por Bob Dole. Beth Myers, a assessora de Mitt Romney responsável pela equipa de selecção do Vice Presidente, tweetou na sexta-feira passada um Follow Friday (uma espécie de recomendação no Twitter) a uma série de nomes que têm sido associados ao cargo. Tendo sido esta apenas a segunda vez que Myers utilizou esta rede social, esta lista contém os nomes que eles querem que a imprensa pense que foram "considerados": Kelly Ayotte, Tim Pawlenty, Chris Christie, Bobby Jindal, Marco Rubio, Paul Ryan, Newt Gingrich, Rob Portman, Bob McDonnell, Condoleezza Rice, John Thune, Susana Martinez e Rick Santorum. Foi uma forma de lançar mais confusão para os jornais, pois esta lista contém alguns nomes que nunca seriam opção de Romney, a começar por Rick Santorum e Newt Gingrich. Mas que não haja dúvida. Com ou sem surpresas, o nome será um destes treze. 

 

A escolha deverá ser anunciada depois dos Jogos Olímpicos, entre 12 e 24 de Agosto, antes da Convenção Republicana de Tampa Bay. Se me pedissem opinião, anunciaria logo após os Olímpicos terminarem, a 13 ou 14 de Agosto. Desta forma, teria uma semana de espaço mediático, e utilizaria o restante tempo até Tampa para fazer (muitos) eventos públicos e angariar dinheiro com o candidato. Penso que não ganham nada em esperar mais tempo. 


17
Jul 12
publicado por Alexandre Burmester, às 16:36link do post | comentar | ver comentários (2)

 

 

Intensificam-se as sugestões de que Mitt Romney poderá muito brevemente anunciar o seu parceiro na corrida à Casa Branca - ou seja, bastante mais cedo do que é costume.

 

Há quem diga que o fará até ao fim do mês, antes de partir para um périplo pelo estrangeiro, e há até gente da sua campanha que não desconta que o anúncio seja feito ainda esta semana.

 

A escolha do candidato vice-presidencial traz muitas vezes surpresas, especialmente entre os republicanos, cujas quatro últimas escolhas foram Dan Quayle, Jack Kemp, Dick Cheney e Sarah Palin - todas inesperadas.

 

Mas Mitt Romney tem a reputação de ser um homem cauteloso e meticuloso, pelo que me não parece que vá haver surpresa desta vez. Já aqui disse que acho que a escolha vai recair entre o Senador Rob Portman do Ohio e o ex-Governador do Minnesota Tim Pawlenty, mas agora vou "stick my neck out" e dizer que acho que o escolhido vai ser mesmo Tim Pawlenty. E estou obviamente pronto a engolir as minhas palavras!

 

 


13
Jul 12
publicado por Nuno Gouveia, às 00:33link do post | comentar | ver comentários (2)

 

O sempre bem informado Drudge Report anunciou há momentos que Mitt Romney terá divulgado a conselheiros uma shortlist final de potenciais nomes  para Vice Presidente e, surpresa, um dos nomes que lidera a lista é precisamente Condoleezza Rice, antiga Secretária de Estado. Apesar de ter feito parte da impopular Administração Bush, os seus créditos e popularidade manteve-se elevada ao longo destes anos e permanece como uma voz respeitada na comunidade de política externa americana. Recentemente esteve numa sessão com Romney onde foi amplamente elogiada. De facto, Condi acrescentaria vários contributos à candidatura de Romney: grande experiência em política externa (falta a Romney), afro-americana e mulher (as sempre relevantes minorias) e traria star power à campanha republicana. Além disso, ainda recentemente Ann Romney disse publicamente que o seu marido estava seriamente a considerar uma mulher para Veep. Se retirarmos as inexperientes Susana Martinez do Novo México ou Kelly Ayotte do New Hampshire, não haverá muitas mais nos nomes habitualmente referidos. 


Tendo escrito isso, devo dizer que não acredito nesta possibilidade. Condi Rice sempre tem dito que não pretende ser candidata a cargo algum, e tem um "pecado" que costuma ser mortal no Partido Republicano moderno: é a favor do aborto legalizado. Além do mais, e pela experiência do que tem sucedido nas últimas décadas, este tipo de informações que saltam cá para fora muitas vezes destinam-se a servir como contra-informação. Nas próxima semanas saberemos a resposta. 


26
Jun 12
publicado por Alexandre Burmester, às 17:14link do post | comentar | ver comentários (6)

Embora as opiniões na sua maioria - incluindo a nossa neste blogue - se inclinem há muito para o Sen. Marco Rubio como companheiro de Mitt Romney na corrida presidencial, eu começo a ter as minhas dúvidas.

 

Há uma certa tendência no facto de a escolha do candidato a Vice-Presidente ser uma surpresa - e os exemplos são numerosos: Richard Nixon (com Dwight Eisenhower em 1952), Spiro Agnew (com o referido Nixon em 1968), Geraldine Ferraro (com Walter Mondale em 1984), Dan Quayle (com George H.W. Bush em 1988), Al Gore (com Bill Clinton em 1992), Jack Kemp (com Bob Dole em 1996), Dick Cheney (com George W. Bush em 2000) e, acima de todas, talvez, Sarah Palin (com John McCain em 2008).

 

 

 

Significa isto que a sabedoria convencional, digamos assim, é muitas vezes derrotada nestes vaticínios. E quer-me parecer que o mesmo vai suceder este ano na candidatura republicana. Apesar de tudo o que se diz acerca de Rubio, Chris Christie e Bob McDonnell, aparentemente os holofotes da Campanha Romney estarão cada vez mais focados em dois homens do Mid-West: o Senador Rob Portman do Ohio, antigo congressista e antigo Director do Gabinete de Gestão e Orçamento sob George W. Bush, e Tim Pawlenty, antigo Governador do Minnesota, e ex-candidato nas primárias republicanas deste ano.

 

A escolha de um ou de outro, a acontecer, revelaria duas coisas: a importância que a campanha de Romney estará a dar ao Mid-West, e o importante factor da experiência executiva. Marco Rubio poderá - e é decerto - ser um nome  e uma figura apelativa, tanto pela sua história pessoal como pelo seu potencial apelo num determinado sector do eleitorado - no seu caso, o hispânico.

 

Mas uma das armas que Romney e a sua campanha brandem contra o Presidente Obama é a sua falta de experiência - nomeadamente executiva - e Rubio cai facilmente na mesma categoria. Já Portman e Pawlenty - além de serem do Mid-West - e o primeiro do fulcral estado do Ohio - são figuras com a tal experiência executiva.

 

Acresce que Pawlenty era o favorito número um dos "especialistas" em 2008, mas John McCain surpreendeu tudo e todos com a inusitada escolha de Palin. 

 

 

 

Se eu tivesse de apostar na escolha de Romney iria num destes dois. E poderia enganar-me redondamente, claro, pois, como atrás disse, a escolha do candidato vice-presidencial é uma caixinha de surpresas.

 

 

 

 

Fotos: Em cima: o Sen. Rob Portman; em baixo: o ex-Governador do Minnesota, Tim Pawlenty. 


09
Jun 12
publicado por Nuno Gouveia, às 12:01link do post | comentar | ver comentários (3)

 

 

Mitt Romney poderá avançar mais cedo com o nome do seu parceiro no ticket republicano. Até há bem pouco tempo esperava-se que anunciasse a sua escolha bem perto da Convenção Nacional Republicana, que se realizam em Tampa entre 27 e 30 de Agosto. Mas têm sido publicadas notícias que Romney poderá fazê-lo mais cedo para potenciar a angariação de fundos durante os meses do Verão. Entretanto surgiram rumores que Rob Portman e Paul Ryan já tiveram audiências privadas com Mitt Romney e que em breve será a vez de Marco Rubio. Estes são os nomes que tem sido mais referidos pela imprensa, juntamente com Chris Christie, Bob Jindal e Bob McDonnell. Conhecendo o perfil de Mitt Romney, desta vez não será de esperar nenhuma grande surpresa no escolhido, como aconteceu em 2008, pelo que é bem provável que estes sejam mesmo os finalistas. 


18
Abr 12
publicado por Nuno Gouveia, às 19:38link do post | comentar

Já se percebeu que o eleitorado hispânico vai ser decisivo em Novembro, principalmente nos swing-states de Florida, Nevada, Novo México e Colorado. Obama obteve 67% desse eleitorado em 2008. John McCain ficou-se pelos 31% (Bush em 2004 tinha obtido 41%). Nas sondagens recentes, Obama permanece com valores semelhantes, o que é positivo para a sua campanha. Este anúncio em castelhano já está a ser transmitido em diversos estados, inidiciando que o voto hispânico será uma das batalhas desta campanha.

 

Mitt Romney parte muito atrás nesta batalha e essa será uma das preocupações dos seus estrategas: como recuperar neste segmento do eleitorado. Estima-se que os Estados Unidos tenham 50 milhões de cidadãos de origens latinas, sendo que o maior grupo é o de originários do México (cerca de 31 milhões ), seguido de Porto Rico (4 milhões) e Cuba (1,8 milhões). Talvez por isso Romney esteja seriamente a pensar em escolher um parceiro hispânico: o favorito Marco Rubio, a governadora do Novo México, Suzana Martines, ou um wild card, o governador porto riquenho Luis Fortuño. 


04
Abr 12
publicado por Nuno Gouveia, às 23:10link do post | comentar | ver comentários (5)

Apesar de Mitt Romney ainda não ter conquistado a nomeação, a especulação para o nome que o vai acompanhar no ticket republicano contra Barack Obama há muito começou. Devo dizer que concordo com o que o Alexandre Burmester escreveu na semana passada: Marco Rubio é o mais sério candidato ao lugar e é o mais provável parceiro de Romney. Mas há mais nomes na shortlist e a equipa de Romney estará já a estudar o mais possível as vantagens e desvantagens de cada um. 

 

Na última semana outro nome emergiu no topo da lista de Romney: o congressista do Wisconsin, Paul Ryan, uma jovem estrela em ascensão no Partido Republicano, que tem uma vantagem sobre Rubio: muita experiência. Como apenas 42 anos, é congressista desde 1999 e é considerado o líder dos fiscal conservatives. Tem liderado o GOP na batalha do orçamento e no combate ao défice, e seria um acréscimo de conhecimento e substância ao ticket. A seguir a Rúbio, Ryan é talves a mais forte possibilidade.


Mais nomes com hipóteses? Se Romney pretender acrescentar experiência governativa ao ticket, três nomes têm sido muito falados: o senador Rob Portman do Ohio, antigo congressista e membro da administração Bush. Além disso é de um swing state e é respeitado pelos circulos conservadores. O governador da Virginia, Bob McDonnell, com altos indices de popularidade no seu estado, poderia ajudar a conquistar a Florida e a base conservadora. Chris Christie, governador de New Jersey, uma das estrelas nacionais do Partido Republicano, tem sido apontado. As suas hipóteses são mais ténues, pois, apesar de muito respeitado pelo establishment, é considerado moderado como Romney. 

 

Escolhas que, apesar de serem pouco conhecidos a nível nacional, estarão a ser analisados pela equipa de Romney. A governadora do Novo México, Susana Martinez, seria uma escolha do estilo de Sarah Palin, pois é totalmente desconhecida. Seria uma importante adição ao ticket republicano: hispânica e mulher. Luis Fortuño, governador de Porto Rico, tem sido outro dos nomes ventilados pelo circulo de Romney. 

 

Mais nomes? Há para todos os gostos: a antiga Secretária de Estado Condoleezza Rice e o governador do Nevada, Brian Sandoval (não acredito nestes dois, pois são pro-choice), os senadores John Thune do Dakota do Sul, Kelly Ayote do New Hampshire ou os governadores Mitch Daniels do Indiana, Bobby Jindal da Lousiana e Tim Pawlenty do Minnesota.


29
Mar 12
publicado por Nuno Gouveia, às 09:04link do post | comentar | ver comentários (1)

 

"I am going to endorse Mitt Romney and the reason why is not only because he will be the Republican nominee, but he offers at this point, such a stark contrast to the president's record. I mean, look at the President's record. This is someone has run the country, not very well over the last 3 years, but has no experience beyond doing that"

"At the same time, he has no experience with the private sector or the free enterprise system. In Mitt Romney, we have a candidate, an alternative, in addition to being successful as a Governor running an important state in this country, he has also been successful in the private sector and offers a very clear alternative to the direction that this president's going to take our country," 

 

O endorsement de Marco Rubio era provavelmente o mais apetecível deste ciclo eleitoral. E foi com estas palavras que ontem à noite o senador da Flórida se colocou ao lado da candidatura de Mitt Romney. Depois do apoio de Jeb Bush, e a das palavras calorosas de Jim DeMint e Lindsay Graham, restam poucas dúvidas que Romney tem o caminho aberto para a nomeação. Depois de ter afirmado que não iria declarar o apoio a ninguém nestas primárias, Rubio volta atrás, precisamente num momento em que tem havido muita especulação que será o escolhido para candidato a Vice Presidente. E por muito que Rubio continue a negar essa possibilidade, sabemos que ninguém diz não a tal convite.

 

Ao contrário do que tem sido dito, incluindo por nós neste blogue, é possível que Romney consiga fechar a nomeação já em Abril, pois pode vencer todos os estados. O mais difícil, a Pensilvânia, pode ser decisiva caso Romney consiga derrotar Rick Santorum no seu estado natal. Ontem saiu uma sondagem que o colocava apenas dois pontos atrás.


31
Jan 12
publicado por Nuno Gouveia, às 21:19link do post | comentar

 

Marco Rubio já tinha sido um importante aliado de Mitt Romney na semana passada, ainda que não tenha declarado o seu apoio. Quando se espera por uma vitória confortável de Mitt Romney nas primárias de hoje na Florida, Rubio disse que o vencedor será provavelmente o nomeado do GOP. Apesar de Newt Gingrich já ter prometido continuar na corrida até à Convenção de Tampa. Rubio pode ter optado por não declarar o seu endorsement a ninguém nestas primárias. Mas foi valioso para Romney. 


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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