10
Fev 16
publicado por Alexandre Burmester, às 17:06link do post | comentar | ver comentários (5)

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Contra o costume - mas não contra a expectativa dos últimos dias - a primária de New Hampshire, em vez de ajudar a clarificar ambos os campos, introduziu ainda mais confusão.

 

Se as vitórias de Donald Trump e Bernie Sanders eram esperadas - mas não a margem do triunfo deste último: mais de 20 pontos percentuais - à saída de Iowa a expectativa era que Marco Rubio, com um excelente terceiro lugar, conseguisse ser segundo em New Hampshire, assim prosseguindo a sua estratégia de "3-2-1", isto é, terceiro em Iowa, segundo em New Hampshire e primeiro na Carolina do Sul, próxima primária republicana. Contudo, o fraco desempenho do senador pela Flórida no debate do passado sábado terá sido fatal para os seus objectivos no "Granite State", onde acabou por apenas conseguir o quinto lugar, atrás de John Kasich, Ted Cruz e Jeb Bush (e, claro, de Trump). 

 

Está, portanto instalado o caos - este termo não me parece exagerado - no campo do "establishment" republicano (já agora: incluir Rubio entre os candidatos do "establishment", ele que chegou ao Senado com o apoio do Tea Party e desafiando o candidato "oficial" dos republicanos na respectiva primária, é um pouco de exagero, só possível pelo inesperado fenómeno Trump).

 

Será muito difícil a Kasich ter algum impacto de monta na Carolina do Sul ou no Nevada (os próximos estados a votarem), e a sua estratégia parece ser aguentar-se até que a campanha se vire para estados industrializados como Michigan e Ohio (é um popular governador deste último), mas antes disso terá a "Super Terça-Feira", a 1 de Março, onde cerca de uma dúzia de estados votarão, principalmente estados do Sul, e aí o terreno não lhe será favorável.

 

Ted Cruz não decepcionou nem brilhou em New Hampshire, onde as suas expectativas nunca foram grandes, dado não ser o melhor dos ambientes para alguém que seja o candidato dos conservadores evangélicos, como Cruz claramente é. A sua campanha não foi, portanto, afectada, e as suas aspirações mantêm-se intactas (e nas sondagens nacionais tem-se aproximado de Trump: a actual média no site realclearpolitics dá 30%-21% de vantagem a Trump). Mas, para ganhar ímpeto, não pode limitar-se a ir ficando em segundo lugar atrás de Trump nos vários confrontos que se avizinham, até porque está longe de ser certo que, quando outros candidatos forem desistindo, os apoiantes deles passem para o seu campo.

 

Marco Rubio sofreu um duro golpe e, se não tiver um bom resultado na Carolina do Sul, a sua candidatura estará em muito maus lençóis. Jeb Bush "limitou o prejuízo", como dizem os ciclistas que descolam nas subidas mais íngremes, mas quer-me parecer que tem os dias contados. Chris Christie parece que vai "suspender a campanha", eufemismo para a desistência, e Carly Fiorina e Ben Carson não contam para este filme.

 

Do lado democrático, Sanders pode ter tido uma retumbante vitória, mas continua a afigurar-se difícil o seu progresso. Nevada e Carolina do Sul, com os seus importantes blocos de votos latino e afro-americano, respectivamente, não são terreno favorável para o socialista de Vermont, cujo apoio entre as minorias é limitado. Mas tem angariado fundos impressionantes com origem em contribuições individuais e tem, portanto, meios para levar a luta até ao disputado mês de Março, em cuja primeira quinzena haverá uma verdadeira avalanche de primárias e onde tudo, do lado democrático, poderá ficar decidido. Apesar de tudo, Clinton continua, porém, a ser a favorita neste campo.

 

Os próximos tempos prometem ser interessantes.

 

Foto: John Kasich, Governador do Ohio, após o anúncio dos resultados em New Hampshire.


09
Fev 16
publicado por Nuno Gouveia, às 22:10link do post | comentar | ver comentários (2)

 

1 - Se parece haver poucas dúvidas sobre as vitórias de Bernie Sanders e Donald Trump (as sondagens levariam um rombo de proporções épicas), qual será a margem para ambos? Isso poderá ser importante para o que se vai dizer destes resultados. 

2 - Como irá Hillary Clinton reagir depois destas primárias? Será que vai anunciar alterações na sua estrutura de campanha? Vai mudar de estratégia e começar a atacar frontalmente Sanders? 

3 - Quem ficará em segundo lugar nas primárias republicanas? Há dias, Marco Rubio era o claro favorito, mas depois da sua prestação no debate do sábado passado, caiu nas sondagens. Diria que há três fortes candidatos, além de Rubio: John Kasich, que tem apresentado valores seguros, Jeb Bush, que apareceu ontem numa sondagem em segundo lugar e Ted Cruz, que manteve-se sempre próximo do segundo lugar. 

4 - Quem irá desistir depois desta noite? Apostaria em Chris Christie, que praticamente só fez campanha neste estado e se ficar atrás dos três governadores, nada mais terá a fazer nesta campanha. Carly Fiorina é também uma forte candidata se as sondagens se confirmarem. Ben Carson poderá tentar ficar, mas a sua campanha já está literalmente morta. Se Bush ou Kasich desiludirem, também dificilmente continuarão. Mas não apostaria nisso. 

5 - Qual será a grande surpresa desta noite? Já estamos habituados a surpresas em noites eleitorais de primárias e esta não deverá fugir à regra. Teremos esta noite um "comeback kid", como em 1992 com Bill Clinton ou em 2008 com John McCain? Se sim, o mais sério candidato será Jeb Bush, que pode renascer hoje. Mas atenção a John Kasich.


06
Fev 16
publicado por Nuno Gouveia, às 22:22link do post | comentar | ver comentários (1)

Estamos a três dias das primárias do New Hampshire e já se podem retirar ilações dos resultados do Iowa. Esta noite ainda teremos, a partir das 01h00 (de Lisboa), um debate republicano transmitido pela ABC, mas mesmo acreditando que poderá haver alterações nos próximos três dias, será difícil que Bernie Sanders e Donald Trump não saiam vencedores na terça-feira. 

Bernie Sanders continua a surpreender, e depois do empate técnico que alcançou no Iowa, a sua situação melhorou. No New Hampshire, e apesar de uma ligeira recuperação de Hillary Clinton, deverá alcançar uma vitória confortável, que o poderá catapultar para outros voos. A sua vitória não parece estar  em causa, mas a diferença vai ser relevante para o seu futuro. Fala-se muito na firewall de Hillary Clinton na Carolina do Sul, mas há três semanas que não se fazem lá sondagens e em 2008 também havia esta segurança e depois foi o que se viu. Clinton continua a enfrentar muitos problemas devido ao caso dos emails e esta semana voltaram a ser referidos os chorudos pagamentos que recebeu de discursos que efectuou depois de sair do Departamento de Estado. Num estudo da Quinnipiac, foi colocada atrás sete pontos de Marco Rubio e a desconfiança dos americanos tem crescido. O entusiasmo neste momento está do lado de Sanders e Clinton precisa urgentemente de "perder por poucos" no New Hampshire e vencer na Carolina do Sul, para repor alguma normalidade nestas primárias. Caso contrário, deve mesmo preparar-se para uma longa campanha. 

No Partido Republicano, Marco Rubio cresceu, quer no New Hampshire quer a nível nacional, mas será muito difícil que possa vencer já na terça-feira. Donald Trump permanece como o grande favorito para vencer no New Hampshire, e outro resultado será um desastre para ele. Ted Cruz joga "fora de casa" e tentará obter um bom resultado para a seguir tentar vencer na Carolina do Sul, onde a demografia lhe é mais favorável. Mas as primárias republicanas, que chegaram a ter 15 candidatos, dificilmente não serão uma longa caminhada que se pode arrastar até Junho. Numas primárias republicanas existem sempre dois lados: os conservadores contra o establishment. Este ano surgiu uma linha diferente, com o populismo de Donald Trump. Do lado conservador, Ted Cruz já emergiu como vencedor (eliminando Huckabee, Santorum, Perry, Jindal, Paul e está prestes a acabar com Ben Carson). Marco Rubio precisa agora de fazer o mesmo com John Kasich, Chris Christie e Jeb Bush, e será esse o grande ponto de interesse destas primárias. Se, como esperado, Marco Rubio conseguir um bom segundo lugar, a corrida irá continuar a três: Donald Trump, Ted Cruz e Marco Rubio. E é aí que Rubio poderá emergir como potencial vencedor, apesar de previsivelmente não vencer nenhuma das duas primeiras eleições. Esta semana já recebeu o apoio de dois antigos concorrentes, Bobby Jindal e Rick Santorum, que por pertencerem à ala mais conservadora, poderão ajudá-lo na união das várias facções do partido. Isto, claro, se não houver surpresas na terça-feira

 


05
Fev 16
publicado por Alexandre Burmester, às 00:15link do post | comentar

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O Estado de New Hampshire (the Granite State) tem um longo e rico historial nas eleições presidenciais americanas. O facto de nele ter lugar a primeira primária propriamente dita contribui largamente para isso, como é óbvio.

 

Em New Hampshire, muitos candidatos criaram ilusões e ganharam confiança, e muitos também sofreram grandes desilusões.

 

De facto, embora seja muito importante a votação neste estado, há muitos casos de vencedores que acabaram por fracassar no objectivo da nomeação como candidatos do seu partido.

 

Alguns casos históricos (de notar que o peso das primárias nas convenções partidárias era menor até 1972 do que é agora):

 

- Em 1952 e 1956, o senador democrático Estes Kefauver venceu aqui, mas em ambos os anos, o candidato do partido foi Adlai Stevenson, antigo governador do Illinois;

- Em 1960, o Vice-Presidente Richard Nixon venceu o estado com 89% dos votos republicanos, o que deve constituir um recorde para um candidato que não fosse já presidente. Nixon seria o nomeado republicano.

- No mesmo ano, do lado democrático, John Kennedy teve 85% dos votos, mas provinha do vizinho estado de Massachusetts, o que é sempre uma ajuda.

- Em 1968, o New Hampshire foi determinante: o Presidente Lyndon Johnson foi desafiado pelo Senador Eugene McCarthy. Venceu, mas apenas por 50% - 42%. Essa vitória curta levaria Johnson a abandonar a corrida poucos dias depois.

- Ainda em 1968, Richard Nixon iniciou o seu regresso após as derrotas nas presidenciais de 1960 e na eleição para governador da Califórnia em 1962, com mais uma retumbante vitória (78% - aliás venceria todas as primárias a que concorreu). Em Novembro seria eleito.presidente.

- Em 1972, o Senador democrático Edmund Muskie, favorito à nomeação pelo seu partido, venceu a primária, mas acabaria por não ser o nomeado, Seria "vítima" de uma espécie de Bernie Sanders da época, o seu colega no Senado George McGovern.

- Em 1980, Ronald Reagan deu um passo firme na sua afirmação como potencial candidato republicano, ao vencer o estado com 50% dos votos contra 23% de George H. W. Bush.

- Em 1992, o Senador Paul Tsongas bateu o Governador do Arkansas, Bill Clinton (33%-25%), mas Clinton seria o nomeado pelos democratas.

- Em 1996, Pat Buchanan conseguiu uma vitória tangencial (27%-26%) sobre o Senador Bob Dole, mas seria este último o nomeado republicano.

- Em 2000, o Senador John McCain venceu o Governador do Texas George W. Bush (49%-30%), mas isso de nada lhe valeria, como sabemos.

- E, finalmente, em 2008, a Senadora Hillary Clinton venceu o Senador Barack Obama (39%-36%), mas também aí, isso de nada valeria,

 

Uma coisa é certa: o último presidente a ser eleito tendo perdido Iowa e New Hampshire nas primárias foi Bill Clinton. Este ano a coisa é capaz de se repetir.

 

 

 


11
Jan 12
publicado por Nuno Gouveia, às 01:04link do post | comentar

 

Sem surpresa, Mitt Romney venceu as primárias do New Hampshire, fazendo história no Partido Republicano. Desde 1976 que nenhum republicano vencia o Iowa e New Hampshire no mesmo ciclo eleitoral. E na era moderna, nenhum candidato republicano conseguiu a nomeação sem vencer num destes dois estados. Será díficil parar Romney depois desta vitória. A esta hora as televisões indicam que Ron Paul ficará em segundo, seguido de perto por Jon Huntsman. Podemos começar desde já a falar do candidato a Vice Presidente de Mitt Romney?


09
Jan 12
publicado por Nuno Gouveia, às 22:40link do post | comentar

Estas serão as primárias do New Hampshire mais previsíveis das últimas décadas. A menos que suceda uma hecatombe de proporções bíblicas para as empresas de sondagens, Mitt Romney deverá vencer amanhã. E por isso, essa vitória nunca será tão valorizada como noutras situações. As expectativas irão sempre nortear a avaliação dos resultados.

 

Mitt Romney - As sondagens mais recentes dão-lhe entre 33 e 42 pontos, sempre muito à frente dos seus adversários. Portanto, tudo que seja abaixo dos 33% será considerado sempre pelos analistas como um mau resultado. Diria que uma vitória acima dos 40% dar-lhe-á uma áurea quase imbatível para o resto das primárias. Uma vitória menor poderá não lhe ser muito favorável, dependendo do nome do segundo lugar. 

 

Ron Paul - Já anunciou que não iria competir na Florida, concentrando os seus esforços depois da Carolina do Sul nos estados que vão ter caucuses. Tem estado consistentemente em segundo lugar, pelo que um resultado abaixo disso será sempre uma desilusão. Luta para alargar o movimento libertário no Partido Republicano e não para vencer as primárias. 

 

Jon Huntsman - Arrisca aqui a sua campanha presidencial. Um mau resultado ditará a sua desistência. Mas nos últimos dias tem sido o único candidato a subir nas sondagens, pelo que poderá ser a grande surpresa amanhã. Um segundo lugar iria encher as páginas dos jornais e dar-lhe o tal "momentum" que ainda não teve nesta campanha. Continua a ter hipóteses muito reduzidas de sucesso, mas tudo irá depender deste resultado. 

 

Rick Santorum - Depois de uma quase vitória no Iowa, esperava-se que Rick Santorum consolida-se aqui o seu estatuto de alternativa a Mitt Romney na Carolina do Sul. Mas as coisas não lhe têm corrido bem. Um terceiro lugar atrás de Ron Paul poderia dar-lhe um fôlego extra, mas essa é a sua melhor perspectiva.  

 

Newt Gingrich - Chegou ao New Hampshire ferido no seu orgulho. Depois de ter sido destruído no Iowa, onde não conseguiu melhor do que um quarto lugar, tenta aqui recuperar algum animo para a Carolina do Sul. Mas um resultado idêntico deixará indefinido quem é a alternativa conservadora a Romney, o que só ajudará o antigo governador do Massachusetts. Se conseguir melhor do que o esperado, e neste momento seria um terceiro, já seria um bom resultado para ele. 

 

Rick Perry não conta, pois abdicou destas primárias para se concentrar na Carolina do Sul, a sua última esperança. As minhas previsões: Romney-Paul-Huntsman-Gingrich-Santorum

 


08
Jan 12
publicado por Nuno Gouveia, às 15:54link do post | comentar

 

 

Depois de dois debates em menos de 10 horas, Mitt Romney parece ter ultrapassado mais um obstáculo. E se hoje ainda recebeu críticas dos seus adversários, ontem à noite nem sequer teve direito a ataques. O que estes debates provaram é que há uma luta feroz na luta pelo... segundo lugar no New Hampshire. Ron Paul continua a ser o favorito, mas assistimos nestes debates a prestações positivas de Newt Gingrich e Jon Huntsman, ao invés de Rick Santorum, que esteve mais discreto que os adversários. Rick Perry, que ontem defendeu o regresso das tropas americanas ao Iraque (oops), voltou a não apresentar credenciais para esta corrida. Diria que Romney, Paul e Perry não mudaram a sua situação nestes debates (o que foi bom para Romney), Gingrich e Huntsman retiraram alguma vantagem e Santorum terá sido o grande perdedor destes dois debates. Veremos o que dizem as sondagens que ainda vão sair até terça-feira. 


07
Jan 12
publicado por Nuno Gouveia, às 16:49link do post | comentar

Hoje à noite os candidatos voltam a encontrar-se em mais um debate, desta vez promovido pela ABC News. Irá realizar-se às 2h (de Lisboa), e será moderado por Diane Sawyer e George Stephanopoulos da ABC e Josh McElveen, da WMUR-TV. Quem quiser seguir este debate poderá faze-lo no site da WMUR e n Yahoo News. E porque a campanha não pára, amanhã no Meet the Press, os candidatos voltam-se a encontrar, desta vez moderados por David Gregory. Será às 14h (de Lisboa). 

 

Estes debates não irão ter grande audiência nacional, mas certamente os eleitores do New Hampshire estarão atentos à prestação dos candidatos. A ter em atenção a barragem de fogo que Mitt Romney irá sofrer por todos os lados, sendo esta a última oportunidade para o impedir de vencer no Granite State.


06
Jan 12
publicado por Nuno Gouveia, às 23:30link do post | comentar

As sondagens são há muitos anos um elemento fundamental de qualquer estratégia política. Mas são sobretudo partes essenciais para o circo mediático que rodeia uma campanha. Sem elas, como iriamos avaliar quem vai a frente ou o que as pessoas estão a pensar sobre os candidatos? Apesar dos seus efeitos perversos (por vezes as sondagens são elas próprias elementos determinantes de um desfecho eleitoral, por exemplo), eu gosto de sondagens. E admito que, apesar de nem sempre lhes dar a importância que os media lhe atribuem, sou um fiel seguidor das sondagens. Até Novembro, os Estados Unidos vão ser inundados de sondagens, primeiro sobre as primárias e depois sobre as eleições gerais. E apesar de desvalorizar o sentido de alguma delas - nomeadamente para as eleições gerais nesta fase - elas servem para atestar o estado da corrida. 

 

Como o Alexandre Burmester deu nota no post anterior, Romney aparece à frente na Rasmussen na Carolina do Sul, mas com uma vantagem curta sobre Santorum. Outra da CNN/Time de hoje dá uma maior vantagem a Romney, com 37-19-18 sobre Santorum e Gingrich e ainda da American Research Group dá 31 a Romney e 24 a Santorum e Gingrich. Apesar de serem consideradas boas notícias para Romney, isto não desqualifica o facto que ainda pode haver uma aglomeração do voto conservador em Santorum ou Gingrich. Para isso, há dois factores que podem ser decisivos. Em primeiro lugar, as primárias do New Hampshire. O nome que ficar em segundo lugar (Romney deverá vencer) terá uma oportunidade para congregar esse apoio. Neste momento, Santorum e Gingrich estão à volta dos 10 pontos, atrás de Ron Paul e em alguns casos de Huntsman. O melhor cenário para Romney é que nem Santorum ou Gingrich se diferenciem muito na votação (e de preferência que seja Ron Paul a ficar em segundo), para que o voto conservador na Carolina do Sul continue dividido. O outro factor que pode determinar uma aglomeração de apoios poderá ser introduzido pelos debates. Neste fim de semana realizar-se-ão dois debates no New Hampshire e mais dois antes na Carolina do Sul. Uma prestação positiva ou um desastre de um deles poderá ser um factor determinante. Por fim, uma nota sobre Jon Huntsman. A sua única esperança resumia-se a ter uma grande prestação nas primárias de New Hampshire. Até ao momento, as sondagens indicam-nos que dificilmente isso irá acontecer. Nas sondagens desta semana aparece invariavelmente em quarto ou quinto lugar, o que significará o fim da sua aventura presidencial. Com um perfil de governador de sucesso no Utah, ainda por cima com um percurso conservador, tentar aparecer como o moderado nestes tempos eleitorais, foi um erro de proporções gigantescas. Terá tempo suficiente para reflectir. 

 

Adenda: Mais duas sondagens do New Hampshire, que confirmam a tendência. Romney à frente com larga vantagem e Ron Paul em segundo.

NBC News/Marist: Romney 40, Paul 21, Santorum 12, Huntsman 8, Gingrich 8

WMUR/UNH: Romney 44, Paul 20, Santorum 8, Gingrich 8, Huntsman 7


05
Jan 12
publicado por Nuno Gouveia, às 16:30link do post | comentar | ver comentários (5)

 

Pode Mitt Romney ser derrotado no New Hampshire? Factualmente, a resposta só pode ser Não. Como se vê neste gráfico do Real Clear Politics, lidera desde o inicio as sondagens e não é expectável que perca a vantagem nestes últimos dias. A última sondagem dava mesmo Romney com 47, Paul com 17, Huntsman com 13 e Santorum com 10. Dados recolhidos esta segunda-feira, pré Iowa. Apesar do cenário mais provável ser uma vitória confortável Romney, é possível que nem tudo lhe corra bem. E uma vitória com menos de 35% pode ser considerado um mau resultado, dependendo das circunstâncias. Vejamos três cenários diferentes. 

 

Cenário 1 - Rick Santorum, embalado pelo resultado do Iowa, começa a subir nas sondagens e termina em segundo lugar, com mais de 20 por cento. Isto iria dar-lhe ainda mais força para a Carolina do Sul, território mais fértil para o seu apelo conservador.

 

Cenário 2 - Jon Huntsman apostou tudo no New Hampshire, tal como Santorum tinha feito no Iowa. Por enquanto está num terceiro lugar, mas perto de Ron Paul. E por acaso conseguir ficar num segundo lugar relativamente perto de Romney, pode ganhar alguma tracção para o resto das primárias. Em 1992, Bill Clinton ficou nove pontos atrás do vencedor do New Hampshire, mas mudou a narrativa das primárias, e durante uns tempos só se falou do "Comeback Kid", papel que Hunstman agora aspira a repetir. 

  

Cenário 3 - Ron Pau consegue ficar novamente acima dos 20 por cento, e Huntsman, Santorum ou até mesmo Gingrich ficam perto dessa valor também. Romney não conseguindo ter mais de 35%, sairá do New Hampshire enfraquecido. E voltaremos a ouvir falar no seu problema em não conseguir convencer os republicanos que é a melhor opção. 

 


publicado por Nuno Gouveia, às 07:55link do post | comentar

Como suspeitei, Michele Bachmann foi a primeira vítima nestas primárias, não resistindo ao último lugar nos caucuses do Iowa (IA). Rick Perry, que sempre pensei que iria até à Carolina do Sul (SC), chegou a dar a entender que iria desistir, mas ontem tarde lançou um tweet onde anunciava precisamente o contrário. Quem deve ter ficado agradado com a manutenção de Perry foi Mitt Romney, que é agora cada vez mais o favorito à nomeação. Se vencer para a semana no New Hampshire (NH), como é amplamente esperado, Romney tornar-se-á o único republicano desde 1976 a vencer no IA e NH, algo que nem Reagan ou W. Bush conseguiram. Mas Romney ainda terá várias batalhas pela frente. A começar no próximo dia 21 de Janeiro na Carolina do Sul (SC), onde todos os nomeados republicanos da era moderna venceram. Romney precisará de uma vitória confortável no NH para partir para a SC com entusiasmo e folêgo necessário para ganhar aí. E é aí que entra Perry. Com a desistência de Bachmann, Romney precisa de que o voto conservador neste estado do sul se divida por vários candidatos, para poder vencer, a exemplo do que sucedeu com John McCain em 2008. Se Romney conquistar a SC, terá a nomeação quase na mão. Se por acaso for derrotado, terá na Florida (dia 31 de Janeiro) ou no Nevada (4 de Fevereiro) espaço para recuperar. Mas aí a contenda irá arrastar-se pelo menos até Março.

 

No entanto, há um facto escondido por estes dias através da espuma mediática. Todos os analistas credíveis consideram que muito dificilmente a nomeação escapará a Romney. Mas como os media precisam de contar uma história, é necessário baralhar as contas. E daí sucederem-se na imprensa americana artigos sobre uma eventual derrota de Romney. O que seria um acontecimento de proporções históricas. Em primeiro lugar nenhum nomeado dos dois partidos desde 1972 (data em que este sistema de primárias entrou em vigor) conseguiu a nomeação sem vencer no Iowa ou New Hampshire. E Romney quase de certeza ira averbar aqui duas vitórias. Por outro lado, se ninguém considerou Rick Santorum, que perdeu a reeleição por 18 pontos em 2006 para o Senado, fosse um sério candidato à presidência. As mais credíveis ameaças a Romney, Gingrich e Perry, estão neste momento destroçados e sem momentum, dinheiro ou apoio político. Jon Huntsman, que poderia ter uma hipótese, teima em não subir nas sondagens no New Hampshire. Mesmo um segundo lugar neste momento se afigura complicado para ele. É possível que Romney não seja o nomeado? Em política tudo é possível, mas é cada vez mais improvável.

 

  

Dos 98 participantes que votaram no nosso inquérito acerca do Iowa, cerca de 49% disseram que Mitt Romney iria vencer o Iowa, enquanto Ron Paul reuniu a preferência de 27% e Rick Santorum 14%. Agora está na coluna direita um inquérito sobre o New Hampshire, já sem Michele Bachman. Participem!


04
Jan 12
publicado por Nuno Gouveia, às 19:23link do post | comentar

 

Há quatro anos foram os principais rivais nas primárias republicanas. Constava-se na altura que entre eles havia uma forte animosidade. O combate foi bastante duro e tiveram momentos de grande tensão e agressividade nos debates. Mas em política tudo se resolve. Nas vésperas das primárias New Hampshire, John McCain saiu da sua zona de conforto e declarou o apoio a Mitt Romney, ele que venceu as duas últimas (2000 e 2008). O establishment está a reunir-se em redor de Romney. Nas próximas semanas veremos muitos republicanos a declararem o seu endorsement a Mitt Romney. O próprio McCain deverá trazer consigo o senador Lindsay Graham da Carolina do Sul.

 

PS: Rick Perry anunciou hoje no Twitter que irá permanecer na corrida e competir na Carolina do Sul. Pelo que o seu período de reflexão, como o Alexandre Burmester referiu no post anterior, foi curto e não se confirmou a desistência. Uma boa notícia para Mitt Romney. 


02
Jan 12
publicado por Nuno Gouveia, às 18:25link do post | comentar | ver comentários (3)

Jon Huntsman está afastado dos escaparates dos media esta semana, devido a ter optado por não competir no Iowa, mas no New Hampshire a coisa é diferente. Esta semana lançou este vídeo nas televisões do NH sobre Ron Paul. O objectivo é óbvio: retirar apoio ao congressista texano e tentar aproximar-se de Mitt Romney no New Hampshire. 


29
Dez 11
publicado por Nuno Gouveia, às 01:13link do post | comentar | ver comentários (3)

CNN Poll

Iowa: Romney 25; Paul 22; Santorum 16: Gingrich 14; Perry 11: Bachmann 9: Huntsman 1

New Hampshire: Romney 44; Paul 17; Gingrich 16; Huntsman 9; Santorum 4; Bachmann 3; Perry 2 

 

Olhando para a história recente das primárias, parece-me pouco possível este cenário, mas a verdade é que Mitt Romney tem uma hipótese de resolver bem cedo a nomeação. Se ganhar no Iowa (ou ficar em segundo lugar e o primeiro for Ron Paul) e vencer facilmente no New Hampshire, como é provável, Mitt Romney pode assegurar a nomeação já no dia 21 de Janeiro, nas primárias da Carolina do Sul. Surpreendente, ou talvez não, é a subida de Rick Santorum no Iowa. Com tantos eleitores ainda indecisos, é bem possível que haja uma surpresa na próxima terça-feira. Mas a vida parece correr bem a Romney. 


13
Dez 11
publicado por Nuno Gouveia, às 23:02link do post | comentar | ver comentários (2)

Ron Paul, ao contrário de há quatro anos, está a fazer uma excelente campanha e montou duas operações no terreno que lhe podem dar frutos: no Iowa e New Hamsphire. E por isso, sobretudo no primeiro estado, pode fazer a diferença nesta campanha. Ao contrário de Newt Gingrich, que não tem uma grande máquina no Iowa, Paul tem um fiel leque de seguidores no terreno que lhe podem ser importantes no dia dos caucuses. Apesar da vantagem de Newt nas sondagens no estado, é provável que até 3 de Janeiro ainda caia nas sondagens. Além disso, normalmente ganha os caucuses quem tem a campanha mais organizada e com maior capacidade de mobilização. E neste momento, há dois candidatos organizados no Iowa: Ron Paul e Mitt Romney. Além disso, Michele Bachmann, Rick Santorum e Rick Perry, que estão a dar tudo no estado, também podem ajudar a roubar votos a Gingrich, que apenas recentemente começou a colocar recursos no estado. E por isso Ron Paul, que neste momento está em segundo lugar nas sondagens, pode alcançar uma surpresa e vencer no Iowa. E se Mitt Romney conseguir um segundo ou terceiro lugar, partirá com larga vantagem sobre Newt Gingrich para o New Hampshire, onde ainda lidera com alguma vantagem. 

 

O Carlos discorda aqui do favoritismo que ainda atribuo a Mitt Romney. Este post é precisamente sobre isso. Neste momento não dou grande valor às sondagens nacionais, porque tudo irá mudar a partir do momento em que os resultados começarem a surgir. E recordo que desde 1976 que nenhum candidato republicano vence as duas primeiras eleições. Mesmo que Gingrich vença no Iowa, é provável a sua derrota no New Hampshire, passando o momentum para o lado de Mitt Romney. Além do mais, Newt não tem máquina eleitoral nem dinheiro para competir com Mitt Romney numa longa campanha, como se está a prever. E acredito que estas próximas semanas serão terríveis, com o establishment republicano a massacrar Newt Gingrich publicamente. Depois da sua passagem tumultuosa por Washington na década de 90, e com o desejo que os republicanos têm de derrotar Barack Obama, os sectores mais poderosos do partido tudo irão fazer para derrotar Newt. Posso estar enganado, mas o dinheiro, os apoios e a máquina de campanha ainda acabarão por desequilibrar a corrida para o lado de Romney. E atenção aos endorsements das próximas semanas. 


27
Out 11
publicado por Nuno Gouveia, às 21:32link do post | comentar | ver comentários (2)

Mitt Romney tem-se mostrado bastante vulnerável nestas primárias. Numa era dominada pelo soundbites estridentes e pelo conservadorismo exacerbado da base republicana, Romney ainda não arrancou para uma liderança incontestável nas sondagens. Mesmo tendo sido sempre, de longe, o melhor candidato em todos os debates já realizados. Olhando para as fraquezas de todos os candidatos, e Romney também apresenta bastantes, nomeadamente as mudanças de posição em relação a temas chave no Partido Republicano, como aborto e reforma da saúde, acredito que será, quase inevitavelmente, o adversário de Obama. Jon Huntsman, o mais moderado, não consegue descolar, e por isso, é difícil encará-lo como credível para vencer a nomeação. Bachmann e Santorum são simplesmente inelegíveis. Newt Gingrich, apesar das inegáveis qualidades intelectuais que possui, é considerado como uma figura do passado e encarado com desprezo pelo eleitorado independente e moderado. Herman Cain, apesar de liderar neste momento algumas sondagens nacionais, tem apresentado debilidades inacreditáveis e evidenciado confusões no seu pensamento político, que aliados à total ausência de experiência política, o desqualificam como candidato ao cargo mais importante dos Estados Unidos. Por fim, Ron Paul, está muito desfasado do pensamento mainstream do Partido Republicano para poder ser o nomeado. Resta Rick Perry, que com o currículo de governador do Texas ao longo dos últimos 11 anos, poderia ser considerado uma boa alternativa. Mas estes primeiros dois meses de campanha destruíram, talvez definitivamente, a sua credibilidade nacional. Com prestações risíveis nos debates, declarações bombásticas e até patéticas - recentemente afirmou que tinha abordado o assunto da certidão de nascimento de Obama porque... era divertido gozar com o Presidente - Perry afundou-se nas sondagens e dificilmente conseguirá recuperar. Neste leque de candidatos, resta Mitt Romney, que apesar de não encantar nem galvanizar a base conservadora, tem mantido números interessantes nas sondagens e poderá ser um adversário temível para Obama nas eleições gerais. Com um candidato a VP que entusiasme a base, e isso não será difícil de conseguir (Rubio? Christie? Ryan?), Romney terá o caminho livre para conquistar o eleitorado independente e moderado. 

 

Apesar das sondagens nacionais terem muito destaque nos media, a história ensina-nos que o mais importante é estar atento ao que vai acontecendo no Iowa (IA), New Hampshire (NH), Carolina do Sul (SC), Florida (FL) e Nevada (NV), os primeiros estados a votarem. Basta recordar 2008. Hillary Clinton teve sempre grandes vantagens nas sondagens nacionais sobre Barack Obama, mas tudo mudou depois de ser derrotada por Obama no Iowa. Ao mesmo tempo, Rudy Guiliani teve sempre boas sondagens nacionais, mas depois de ter maus resultados no Iowa e New Hampshire, a sua campanha desabou. Ontem a Time publicou sondagens dos quatro primeiros estados a irem a votos (Iowa, NH, SC e FL), onde Romney aparecia à frente em todas. Se a dinâmica da corrida não se alterar muito, acredito que depois destas cinco eleições, Romney estará bem posicionado para obter a nomeação. A minha previsão é que fique perto da vitória no Iowa, muito próximo do opositor mais conservador. Neste momento Cain ocupa o lugar mas Rick Perry ainda pode regressar ao topo. E curiosamente, se nenhum destes se destacar, ainda poderemos ver Gingrich a brilhar. Depois deverá ter uma vitória confortável no New Hampshire, e terá um bom resultado na Carolina do Sul, onde poderá disputar a vitória. Finalmente, deverá vencer na Florida e no Nevada. Com estes resultados, a nomeação dificilmente escapará a Romney. Neste momento, diria que Romney tem mais de 75% de possibilidades de ser o opositor de Barack Obama nas eleições gerais. 


15
Set 10
publicado por Nuno Gouveia, às 18:54link do post | comentar | ver comentários (4)

Confirma-se a vitória de Kelly Ayotte nas primárias do New Hampshire, a candidata do establishment republicano. O congressista democrata Paul Hodes enfrenta assim Ayotte, a Procuradora-geral do estado, que nos últimas sondagens apresentava uma vantagem entre 8 e 13 pontos. Possivelmente, e ao contrário do que foi previsto depois da retirada do actual senador Judd Gregg (R), este lugar deverá manter-se no lado republicano.

 

As primárias deste ciclo eleitoral terminaram. Tempo de fazer um balanço e tentar perspectivar o que irá acontecer em Novembro, especialmente depois das surpresas que aconteceram em vários estados.


publicado por Nuno Gouveia, às 14:59link do post | comentar | ver comentários (14)

Não se pode considerar uma grande surpresa, mas a candidata do Tea Party, Cristine O´Donnell derrotou o favorito Mike Castle nas primárias republicanas do Delaware. Esta vitória significa que um lugar que quase de certeza iria cair na coluna republicana vai manter-se na posse dos democratas. Por exemplo, no The Cook Political Report esta corrida passou de Lean Republican para Likely Democrat depois desta noite eleitoral*. Ao contrário de outras vitórias de candidatos apoiados pelo Tea Party, esta ameaça quebrar a unidade dentro do Partido Republicano. Ontem à noite, o programa de Sean Hannity na Fox News ofereceu um sinal do que poderá acontecer. Dana Perino (antiga porta-voz de George W. Bush) e Karl Rove atacaram fortemente a decisão de Sarah Palin e Jim DeMint (e o Tea Party) de se terem envolvido nesta eleição, por terem provavelmente acabado com as hipóteses do Partido Republicano de conquistar a maioria no Senado. A descrição de Rove sobre O´Donnel não deixa margem para dúvidas sobre o sentimento que grassa em muitos republicanos: "she does not evince the characteristics of rectitude and sincerity and character that the voters are looking for"; ""there's just a lot of nutty things she's been saying". Numa eleição em que votaram cerca de 50 mil eleitores, a mobilização eleitoral do tea party foi fundamental para derrotar Mike Castle, um republicano que vence eleições há mais de 30 anos num estado que é considerado um dos mais à esquerda dos Estados Unidos. Não por acaso, ontem os mais satisfeitos da noite foram os democratas. Sobre esta verdadeira guerra civil que afecta o GOP e que ameaça contaminar as primárias de 2012, voltarei mais tarde.

 

No New Hampshire, outra eleição que suscitava dúvidas, a candidata do establishment, Kelly Ayotte, lidera neste momento a contagem dos votos sobre Ovide Lamontagne, o favorito do Tea Party. Mas ao contrário do Delaware, esta eleição é provável que se mantenha na coluna republicana independentemente do seu vencedor.

 

*Adenda: a PPP publicou uma sondagem que dá uma vantagem ao democrata Chris Coons de 15 pontos (50-35) sobre O´Donnell. Mike Castle teria uma vantagem de 10 pontos (45-35).


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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