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Nov 12
publicado por José Gomes André, às 00:14link do post | comentar | ver comentários (6)

São pouco conhecidos em Portugal, mas muito usados nos EUA. Os mercados electrónicos - verdadeiras bolsas de apostas - reagem em tempo real aos eventos diários e são, por isso mesmo, um excelente instrumento para avaliar a percepção pública acerca do estado da corrida. Embora não estando livres de falhas, são cada vez mais tidos em conta pelos media e operacionais políticos, pois o envolvimento de milhares de apostadores permite corrigir as opiniões improváveis e "reajustar" as probabilidades de forma quase automática. Reagindo às alterações das campanhas, sondagens e outros acontecimentos, estes mercados são um verdadeiro "jogo de expectativas" e a sua fiabilidade em eleições anteriores (de tal forma que chegam na maioria dos casos a "prever" mais exactamente um resultado do que as próprias sondagens) tem sido elogiada por vários estudos académicos.

 

E o que dizem os mercados electrónicos sobre o duelo Obama-Romney? Enquanto escrevo, o mais famoso desses mercados, o Intrade, atribui a Obama 66% de possibilidades de vitória, uma subida interessante face ao que tem sido a tendência geral dos últimos meses (algures entre 58 e 63%, com uma subida de Romney após o primeiro debate). Motivos? Vejo duas hipóteses fortes, possivelmente complementares: 1) os apostadores continuam a achar que Obama tem mais soluções no Colégio Eleitoral, permanecendo favorito em Estados decisivos como o Ohio, Iowa, Wisconsin, New Hampshire e Nevada; 2) os apostadores consideram que pode ser relevante para a eleição o modo como a opinião pública tem reagido positivamente à postura de Obama face à "crise do furacão Sandy" (78% dos americanos elogiam Obama nesta matéria, contra apenas 44% de Romney).


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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