26
Mar 12
publicado por Nuno Gouveia, às 15:18link do post | comentar | ver comentários (3)

Herman Cain há muito que se retirou da campanha republicana. Agora dedica-se à sua vida privada. Mas hoje lançou um vídeo através da sua Super Pac que é capaz de ser um dos piores anúncios que já vi num contexto político. E perturbante. 


03
Dez 11
publicado por Nuno Gouveia, às 18:57link do post | comentar

 

Foi sem grande surpresa que esta tarde Herman Cain anunciou a sua retirada oficial da corrida à nomeação republicana. Depois de vários escândalos e gaffes que afectaram a sua credibilidade pessoal e política, este era apontado como o caminho mais provável. No entanto, na hora de despedida desta campanha, Cain afirmou que em breve irá declarar apoio a um candidato. Apesar da queda nas sondagens, Cain ainda detêm um considerável leque de apoio na base republicana, e o seu endorsement poderá ter algum significado. Em 2008, ainda um desconhecido da política, declarou o apoio a Mitt Romney, mas depois desta campanha, o favorito a ser contemplado é Newt Gingrich, que poderá assim obter mais um importante trunfo para a sua campanha.


Nume breve nota histórica, Herman Cain junta o seu nome à longa lista de políticos como Gary Hart, Bill Clinton, John Edwards ou Eliot Spitzer que estiveram envolvidos em escândalos sexuais. Curiosamente, ou talvez não, poucos sobreviveram a estes escândalos de uma forma tão positiva como Bill Clinton, que saiu da Casa Branca com uma taxa de aprovação elevada, apesar do caso de Monica Lewinski.


29
Nov 11
publicado por Nuno Gouveia, às 20:53link do post | comentar

 

Herman Cain começou esta campanha na Primavera como uma estrela de alguns agrupamentos do Tea Party, mas pouca gente na América e até no Partido Republicano o conheceria. Lentamente começou a dar nas vistas nos debates, em algumas entrevistas e aparições públicas, e de repente passou a liderar as sondagens nacionais. Ainda há pouco mais de um mês Herman Cain era o frontrunner republicano. Mas com a ascensão à liderança veio o escrutínio público. E as perguntas incómodas. E as gaffes. E os escândalos. E por fim, a queda abrupta e o término da sua candidadura. Esta semana, veio a público mais uma senhora que alega ter mantido um caso com o Cain durante 13 anos. E agora leio numa notícia que Cain estará a pensar em desistir formalmente da candidadura à nomeação. Não que vá fazer grande diferença. Nesta altura, Cain já deixou de ser um player nesta corrida eleitoral, e a sua manutênção apenas irá servir para o tornar ainda mais irrelevante. Talvez uma desistência seja mesmo o melhor caminho para ele. Mas muito mais haverá a dizer da ascensão e queda de Herman Cain nestas primárias. Numa próxima oportunidade. 


14
Nov 11
publicado por Nuno Gouveia, às 23:12link do post | comentar | ver comentários (1)

Depois de prestações menos felizes nos últimos debates, e sobretudo depois das acusações de assédio sexual, a sua campanha já estava ligada às máquinas. Hoje surge este vídeo, de uma entrevista dada ao Milwaukee Journal-Sentinel, onde Cain demonstrou mais uma vez a sua ignorância sobre temas fundamentais da política externa americana. Este vídeo, se ganhar tracção nos media, irá acabar com o que resta da campanha de Cain. A seguir perspectiva-se uma luta Romney/Gingrich. Com Huntsman à espreita no New Hampshire. 


08
Nov 11
publicado por Nuno Gouveia, às 14:35link do post | comentar | ver comentários (3)

Sharon Bialek, a mulher que ontem acusou Herman Cain de em 1997 lhe ter proposto um emprego em troca de sexo. 

 

Nunca acreditei muito na possibilidade de Herman Cain ser o nomeado republicano. Pelo que já ouvi dele e pela sua falta de experiência política, poderia ser um verdadeiro desastre numas eleições gerais. Mas sempre acreditei que poderia ter uma hipótese de representar o papel de Mike Huckabee há quatro anos, quando venceu o caucus do Iowa e representou a alternativa conservadora a John Mccain. Mas depois destas duas semanas desastrosas, que culminaram ontem com um testemunho de uma quarta alegada vítima de assédio sexual, parece-me que a aventura presidencial de Cain está terminada. Sendo o seu núcleo duro de apoiantes constituido pela direita religiosa e pelo tea party, duvido que estes deixem escapar Cain incólume. Como se diz no Des Moines Register

 

O próximo passo é adivinhar qual será o próximo candidato a encarnar o papel de anti-Romney, que segundo algumas sondagens indicam, poderá ser Newt Gingrich. Mas como ontem li de um republicano, em jeito de piada, então os republicanos vão deixar de apoiar Cain pelo assédio sexual para apoiar o infiel Gingrich? Nunca se sabe, nunca se sabe. 


03
Nov 11
publicado por Alexandre Burmester, às 15:44link do post | comentar | ver comentários (2)

As alegações de comportamento impróprio para com o sexo oposto por parte do candidato republicano Herman Cain parecem estar a ganhar intensidade. Com efeito, uma terceira mulher acaba de fazer acusações desse teor a Cain numa entrevista à Associated Press. O caso ter-se-á passado nos finais da década de '90. A mulher preferiu permanecer no anonimato ao dar esta entrevista.

 

Entretanto, círculos próximos de Cain acusam o seu rival Rick Perry de difundir a história. Um conselheiro deste último, Curt Anderson, trabalhou na campanha (mal sucedida) de Cain para o Senado em 2004, e terá aí ouvido as alegações. O próprio Cain acusa-o de estar na origem deste caso. Mas Anderson diz que nunca ouvira falar do assunto até agora.

 

Faz todo o sentido (politicamente falando, claro) que a origem dos rumores - sejam eles verdadeiros ou falsos - venha de um dos rivais de Cain no espectro conservador, dado o destaque que este adquiriu nas sondagens.

 

Assunto a seguir. 


31
Out 11
publicado por Nuno Gouveia, às 23:37link do post | comentar

Hoje foi o dia de Herman Cain. Talvez não pelas razões que gostaria, mas o candidato republicano hoje esteve em todo o lado na imprensa americana. Só para dar um exemplo, hoje o The Page, do analista da Time Mark Halperin, dedicou 11 peças ao caso. Na Fox News, no Special Report de Brett Baier o caso mereceu tratamento de primeira linha, com uma análise muito dura de Britt Humme. Se na Fox o caso foi analisado desta forma, imagino nas outras. No entanto, não se pense que Cain está condenado. Ou algo parecido. Nestas primeiras horas vários conservadores têm saído em defesa dele, e este caso, se não tiver grandes desenvolvimentos, até pode servir para Cain consolidar a sua base de apoio. 


publicado por Nuno Gouveia, às 13:28link do post | comentar | ver comentários (2)

 

Uma boa campanha presidencial americana tem de ter um escândalo sexual. Ou pelo menos uma ameaça de escândalo. Ontem Herman Cain saltou para o topo da agenda mediática com uma notícia do Politico. O caso resume-se rapidamente. Durante a década de 90, quando Cain foi presidente da associação nacional de restauração, duas mulheres teriam-no acusado de assédio sexual. O incidente viria a não ter implicações legais, mas a acusação parece que terá existido. 

 

Ainda é cedo para dizer as implicações que esta notícia pode ter na candidatura de Herman Cain. Analisando a história, já tivemos exemplos de tudo. Desde campanhas a desabar (Gary Hart em 1988),  escândalos que não afectaram a credibilidade do candidato (Bill Clinton em 1992) ou até casos que foram considerados irrelevantes e menores (em 2008 John McCain). Este tipo de casos, se não surgirem mais revelações, como outro tipo de acusações ou até com as supostas vítimas a falarem em público, normalmente acabam por morrer sem causarem impacto na campanha. Mas se nos próximos tempos aparecerem mais notícias incriminatórias para Cain, e não esquecer que a sua base de apoio neste momento é sobretudo a direita religiosa, a sua candidatura poderá ser seriamente afectada. 

 

O interessante deste tipo de noticias é saber qual a sua origem. Sabendo que todos os candidatos têm equipas de investigação a vasculhar todos os pormenores da vida dos adversários, é perfeitamente possível que a verdadeira fonte desta notícia tenha sido um dos candidatos republicanos. Entrando no campo da especulação, não será difícil verificar quem teria interesse em lançar cá para fora este tipo de notícia. Talvez algum candidato que procura desesperadamente recuperar o apoio dos sectores mais conservadores. No próximo debate vou estar atento para ver quem será o candidato que irá receber pior tratamento de Herman Cain. 


25
Out 11
publicado por Nuno Gouveia, às 15:32link do post | comentar

Herman Cain tem liderado algumas sondagens nacionais. Ainda hoje uma do NY Times dá-lhe uma vantagem de quatro pontos sobre Mitt Romney. Mas a sua campanha tem sido tudo menos convencional. Hoje lançou este estranho anúncio. Além de ser muito pouco comum ter um Chief of Staff a falar durante o anúncio, ainda o vemos a fumar. Sim, no país onde a luta anti-tabagista tem sido mais intensa, Cain marca uma posição contra as restrições ao tabaco. 


29
Set 11
publicado por Nuno Gouveia, às 18:00link do post | comentar | ver comentários (2)

 

Desde o inicio que me pareceu que Herman Cain, pelos seus dotes oratórios e pela presença que sempre demonstrou nos debates, seria o candidato republicano mais bem colocado para protagonizar uma campanha "insurgente" nestas primárias. Mas depois surgiu Michele Bachmann, e Cain foi perdendo algum do seu fulgor, mantendo, no entanto, uma base de apoio considerável, especialmente no tea party. Mas Herman Cain parece estar a subir nas sondagens, em contraste com duas quedas abruptas. Segundo a última sondagem da Fox News, Herman Cain surge em terceiro lugar, com 17 por cento das intenções, apenas dois pontos atrás de Rick Perry e seis de Mitt Romney, o actual líder. Atrás dele estão Gingrich (11), Paul (6), Huntsman (4) e Bachmann e Santorum (3). A confirmar-se esta tendência nas próximas sondagens, temos movimentos interessantes. A grande queda de Rick Perry depois do último debate na Florida e o quase desaparecimento de Bachmann. Em contraste, a grande subida de Herman Cain nesta sondagem. Por outro lado, Gingrich aparece com uns supreendentes 11 por cento e Jon Huntsman, depois de ter tido boas notícias do New Hampshire, abandona finalmente o último lugar numa sondagem. Ron Paul parece estagnado na sua base de apoio, apesar do sucesso financeiro da sua campanha. Mitt Romney, bem, recupera a liderança sem subir muito. 

 

Duas notas sobre a campanha de Herman Cain. Esta subida aparece em consequência da sua prestação no último debate na Florida, e da consequente vitória na Straw Poll do Sunshine State. Os eleitores mais conservadores, que inicialmente apoiaram Bachmann, e mais tarde Rick Perry, parecem estar dispostos a olhar com mais atenção para a sua candidatura. Sem experiência política, Cain parece oferecer aquilo que muitos dos eleitores conservadores neste momento procuram: alguém que consiga trazer paixão e entusiasmo a esta campanha. Não chegará para ganhar a nomeação, mas Cain pode muito bem representar nestas primárias aquilo que Mike Huckabee representou em 2008, com algumas vitórias eleitorais pelo meio. Tudo dependerá do modo como ele se comportar nos próximos debates, e se Perry terá capacidade para recuperar o elã perdido nas últimas semanas. 


14
Jan 11
publicado por Nuno Gouveia, às 10:31link do post | comentar | ver comentários (4)

Herman Cain, antigo CEO da Godfather's Pizza, é o primeiro republicano a anunciar a intenção de concorrer à nomeação presidencial de 2012. Apesar de ser desconhecido do grande público, Cain fez furor no ano passado no movimento tea party. As suas hipóteses são diminutas, mas não deixará de animar a corrida e granjear apoio dentro dos sectores mais conservadores do GOP.


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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