05
Nov 12
publicado por José Gomes André, às 15:30link do post | comentar | ver comentários (2)

Apesar da importância do Ohio, há outros Estados que poderão vir a desempenhar um papel muito relevante, com destaque para a Florida, Virgínia e ColoradoTodos eles foram ganhos por Bush em 2000 e 2004, e por Obama em 2008 - o que desde logo atesta a sua importância como "Estados-barómetro".


Florida (29 Votos Eleitorais) é o Estado sulista mais ecléctico, onde os Democratas têm uma base de apoio forte, sobretudo na região de Palm Beach (no Sudeste do Estado). Os eleitores mais idosos e os hispânicos de origem cubana são usualmente fiéis aos Republicanos. A Florida foi ganha pelos Republicanos em 6 das últimas 8 eleições presidenciais; uma derrota de Romney neste importante Estado (o terceiro mais valioso no Colégio Eleitoral, a par de Nova Iorque) torna absolutamente inviável uma vitória geral na eleição. Média das sondagens recentes (RCP): Romney lidera por 1,8%.

Virgínia (13 Votos Eleitorais) foi durantes décadas um bastião Republicano. Porém, o crescimento exponencial dos subúrbios de Washington (D.C.) trouxe novos residentes para o norte da Virgínia, com preferências eleitorais fortemente Democratas. Este facto, aliado à existência de uma grande comunidade afro-americana, permitiu a Obama ganhar a Virgínia em 2008. Se o Ohio cair para Romney, a Virgínia torna-se fundamental para o "Plano B" de Obama. Há também neste Estado uma renhida disputa entre o Republicano George Allen e o Democrata Tim Kaine, para o Senado. No que diz respeito à questão presidencial, média das sondagens recentesObama lidera por 0,3%.


Colorado (9 VE) está praticamente na mesma categoria que a Virgínia. Tendencialmente Republicano (desde 1964 só votou Democrata em 1992 e 2008), tem a favor dos Democratas o crescimento de Denver, cuja área metropolitana – socialmente progressista – agrega metade da população total do Estado. Além do mais, os habitantes do Colorado valorizam especialmente a protecção ambiental (um trunfo de Obama). Todavia, o Estado é caracterizado pela força da tradição libertária (típica no Oeste), que desconfia do governo federal (estando por isso mais próxima da ideologia Republicana), tendo além disso uma grande porção de "social conservatives", especialmente na região de Colorado Springs. Se o Oeste e o Midwest não decidirem a eleição, as atenções virar-se-ão necessariamente para o Colorado. Média das sondagens recentesObama lidera por 0,6%.


01
Fev 12
publicado por Nuno Gouveia, às 00:58link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Erick Erickson, o influente blogger conservador do Red State e comentador da CNN, comentava há pouco no twitter que esta foi a primeira demonstração de força da equipa de Romney. Na verdade, Mitt Romney arrasou na Florida, com uma campanha agressiva que evidencia que talvez tenha o que é necessário para a brutalidade de uma campanha presidencial americana. Depois da derrota da Carolina do Sul, a imprensa foi inundada com artigos a questionar a capacidade de Romney para vencer estas primárias e defrontar Barack Obama. Esta vitória irá ajudar a mudar essa percepção. No próximo Sábado seguem-se os caucuses do Nevada, onde Romney venceu em 2008. Se a corrida não acabou esta noite (Gingrich já prometeu continuar até ao fim e Santorum e Paul também vão continuar), Romney deu um passo importante para convencer os mais descrentes, e se o próximo mês lhe der vitórias, como se prevê, pode ser que consiga fechar a questão da nomeação na super terça-feira, dia 6 de Março. 

 

Em relação aos resultados propriamente ditos, a esta hora ainda não resultados definitivos, mas Romney terá ganho com perto de 50 por cento dos votos, mais do que os votos conjuntos de Newt Gingrich e Rick Santorum. Ron Paul ficou em último lugar. 


31
Jan 12
publicado por Nuno Gouveia, às 23:41link do post | comentar

Matt Drudge informa que as sondagens colocam Mitt Romney como vencedor absoluto da primárias da Florida, e com números que podem chegar perto dos 50%. A confirmar-se, uma grande vitória para Romney. 


publicado por Nuno Gouveia, às 21:19link do post | comentar

 

Marco Rubio já tinha sido um importante aliado de Mitt Romney na semana passada, ainda que não tenha declarado o seu apoio. Quando se espera por uma vitória confortável de Mitt Romney nas primárias de hoje na Florida, Rubio disse que o vencedor será provavelmente o nomeado do GOP. Apesar de Newt Gingrich já ter prometido continuar na corrida até à Convenção de Tampa. Rubio pode ter optado por não declarar o seu endorsement a ninguém nestas primárias. Mas foi valioso para Romney. 


29
Jan 12
publicado por Nuno Gouveia, às 21:25link do post | comentar

As últimas sondagens publicadas este fim de semana indicam que Mitt Romney está claramente em vantagem para vencer na próxima terça-feira. O movimento nestes últimos dias favorece também Romney, pois estima-se que os votos antecipados corresponderão a um terço da votação final. Será dificil que não tenha mais de 40 por cento. De resto, parece muito provável que Santorum irá ficar em terceiro e Ron Paul em quarto.


27
Jan 12
publicado por Alexandre Burmester, às 17:58link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Já antes do debate de ontem (que não vi) as sondagens na Florida estavam a dar de novo vantagem a Mitt Romney. O debate parece ter corrido bem ao antigo Governador do Massachusetts. Hoje há duas sondagens, realizadas antes do debate, de Sunshine State e Quinnipiac, as quais dão ambas uma vantagem de 9 pontos a Romney. Só faltam três dias para a eleição, mas as reviravoltas têm sido tantas nestas primárias republicanas que ninguém arriscaria dizer que não pode haver outra daqui até terça-feira. Mas não custa nada prognosticar, e eu acho que Romney vencerá na Florida com uma boa margem e, depois disso, não terá problemas de maior no Nevada (estado com uma importante presença de mormons) e no Michigan (estado de que seu pai, George Romney, foi Governador nos anos '60), ficando em excelente posição para selar a questão na Super Tuesday, 6 de Março, dia em que inúmeros estados têm a sua primária.

 

A partir da Florida - caso vença, claro - Romney vai decerto concentrar-se mais no Presidente Obama que nos seus rivais republicanos. Até à referida Super Tuesday não será de prever uma redução no número destes, mas daí até à Convenção de Tampa, Florida, é possível que apenas Ron Paul - cuja estratégia nunca passou por uma forte aposta na nomeação - permaneça na luta.


26
Jan 12
publicado por Nuno Gouveia, às 16:25link do post | comentar | ver comentários (3)

 

 

A hipótese de Newt Gingrich ser o nomeado republicano está a provocar ondas de choque no movimento conservador. Odiado pelas elites republicanas desde a sua queda como Speaker em 1999, Gingrich apresenta-se a estas eleições como o candidato anti-establishment. Como o Politico aponta nesta peça de hoje, nos últimos dias vários conservadores, entre os quais Ann Coulter, Elliott Abrams, Tom DeLay ou Elliott Tyrrell, surgiram em público com criticas violentas contra Gingrich. O mais emblemático, e talvez relevante, tem sido Matt Drudge, do influente e muito visitado Drudge Report, que nos últimos dias tem colocado em destaque links com peças negativas sobre Gingrich. Drudge foi um dos grandes casos de sucesso do inicio da Internet, no final da década de 90, quando foi o primeiro a noticiar o escândalo de Monica Lewinsky. Recordo que nessa época, enquanto Newt Gingrich cavalgava na onda da tentativa de impugnação de Bill Clinton, ele próprio estava a ter um caso extra-casamento com a actual esposa. 

 

Entretanto, hoje foram publicadas duas sondagens que voltam a dar uma confortável vantagem a Romney na Florida. Mas hoje à noite há mais um debate, na CNN, e dada a volatilidade destas eleições, é impossível prever uma vitória de quem quer que seja. A seguir com atenção o debate desta noite (à 1h00 de Lisboa). 


25
Jan 12
publicado por Nuno Gouveia, às 23:27link do post | comentar

Depois da vitória de Newt Gingrich na Carolina do Sul, as atenções estão viradas para as primárias da Florida, que se realizam na próxima terça-feira. Esta poderá ser decisiva para Mitt Romney, pois caso perca aqui, a sua áurea de inevitabilidade será fortemente colocada em questão. Uma vitória de Gingrich significaria uma grande reviravolta nestas primárias, podendo-se dizer que a partir daí tudo seria possível. Como era previsível, as sondagens publicadas esta semana apontam para uma grande recuperação de Gingrich. Mas se no imediato a seguir à Carolina do Sul elas davam um confortável avanço do antigo Speaker, as mais recentes já apontam para um equilíbrio, com um ligeiro avanço de Romney. Hoje foram publicadas duas sondagens que colocam o antigo governador do Massachusetts à frente, se bem que dentro da margem de erro. Neste momento, e depois do que já assistimos nestas primárias, tudo é possível e não me arrisco a prever um vencedor.


Romney tem uma vantagem. Os votos antecipados por correspondência, que antes da Carolina do Sul já representariam mais de 10 por cento do número votantes previsto, colocam-no efectivamente à frente. A sua prestação do debate de terça-feira também o terá ajudado, bem como a sua grande máquina eleitoral que tem no terreno. Mas amanhã há outro debate na CNN, e é de esperar que Gingrich volte ao ataque. E sabemos como os debates podem ser decisivos. Por outro lado, um enigmático Marco Rubio surgiu ontem e hoje a defender Mitt Romney contra os ataques de Gingrich. Primeiro disse que Romney não era um Charlie Crist, dizendo que ele era conservador e que tinha sido um dos primeiros a nível nacional a apoiá-lo durante as primárias de 2010. Depois afirmou que Romney não era anti-imigração, ao contrário do que Gingrich tem vindo a difundir. Rubio já disse que não pretende declarar um endorsement nestas primárias, mas não tenho dúvidas que se mudasse de ideias seria quase fatal. No entanto, estas palavras de Rubio podem ser um balão de oxigénio para Romney.

 

Entretanto a CNN publicou também uma sondagem neste importante swing state para as eleições gerais. E os resultados são extremamente favoráveis a Romney. Obama surge cinco pontos atrás dele, enquanto tem uma vantagem de nove pontos sobre Gingrich. Quem pensa que Obama terá a vida facilitada em Novembro, que olhe para esta sondagem. Neste importante estado, o quarto da União, atrás da Califórnia, Nova Iorque e Texas, parece ter mesmo virado as costas a Obama. Se Gingrich for o nomeado, as coisas, como noutros estados, poderão ser bem mais fáceis para o Presidente. 


23
Jan 12
publicado por Nuno Gouveia, às 17:47link do post | comentar

Esta noite realiza-se mais um debate republicano (às 2h00 na NBC). Depois da severa derrota na Carolina do Sul, e com Newt Gingrich a liderar as sondagens para a Florida, Mitt Romney tem se lançar ao ataque. Este é um anúncio que já está a passar nas televisões da Florida, e espera-se que esta noite Romney tente mudar o rumo desta campanha. Gingrich tem muitas fraquezas e é considerado inelegível pela esmagadora maioria dos analistas. Mas Romney precisa de mostrar isso ao eleitorado conservador. O que até ao momento ainda não fez. 


16
Jan 12
publicado por Nuno Gouveia, às 22:57link do post | comentar | ver comentários (2)

As sondagens continuam a indicar que é quase impossível que Mitt Romney perca a nomeação. Senão vejamos:

 

Carolina do Sul - A tendência das sondagens para as primárias que se realizam já no próximo Sábado não deixam margem para dúvidas: Romney é o claro favorito a vencer. E dificilmente irá perder a vantagem amealhada desde o New Hampshire. E com a saída de Huntsman da corrida, ainda irá subir mais uns pontinhos. 

 

Florida - Aqui a vantagem de Romney é ainda maior. Com as características deste estado a serem mais favoráveis, e com o potencial endorsement de Jeb Bush a caminho, não vejo como será possível ser derrotado aqui. 

 

Nacional - Também aqui Romney tem vindo a subir desde o New Hampshire. E agora, ao contrário de até Dezembro, estas já contam. Se por acaso vencer na Carolina do Sul e na Florida, Romney "arrisca-se" a ir até à super terça-feira sozinho com Ron Paul, o único candidato que parece ter capacidade para sobreviver a estas derrotas do mês de Janeiro. 

 

Tenho algumas dúvidas que esta vitória fácil que se está a desenhar seja favorável a Romney. Nunca na história moderna das primárias republicanas um candidato venceu tão facilmente. Nem Ronald Reagan, que perdeu várias primárias para George H. Bush, nomeadamente no Iowa. Terá tempo para preparar a campanha das eleições gerais, mas como se provou com Barack Obama em 2008, pode ser favorável competir nos 50 estados durante as primárias. Será que não haverá ninguém no campo de Romney a desejar um percalço na Carolina do Sul, até para espicaçar mais a corrida?

 

PS: Hoje, às 2h00 (de Lisboa) haverá mais um debate na Fox News, já sem Huntsman: Romney, Paul, Perry, Santorum e Gingrich. Está-se a prever mais uma sessão de tiro ao alvo a Romney. 

 


05
Jan 12
publicado por Nuno Gouveia, às 07:55link do post | comentar

Como suspeitei, Michele Bachmann foi a primeira vítima nestas primárias, não resistindo ao último lugar nos caucuses do Iowa (IA). Rick Perry, que sempre pensei que iria até à Carolina do Sul (SC), chegou a dar a entender que iria desistir, mas ontem tarde lançou um tweet onde anunciava precisamente o contrário. Quem deve ter ficado agradado com a manutenção de Perry foi Mitt Romney, que é agora cada vez mais o favorito à nomeação. Se vencer para a semana no New Hampshire (NH), como é amplamente esperado, Romney tornar-se-á o único republicano desde 1976 a vencer no IA e NH, algo que nem Reagan ou W. Bush conseguiram. Mas Romney ainda terá várias batalhas pela frente. A começar no próximo dia 21 de Janeiro na Carolina do Sul (SC), onde todos os nomeados republicanos da era moderna venceram. Romney precisará de uma vitória confortável no NH para partir para a SC com entusiasmo e folêgo necessário para ganhar aí. E é aí que entra Perry. Com a desistência de Bachmann, Romney precisa de que o voto conservador neste estado do sul se divida por vários candidatos, para poder vencer, a exemplo do que sucedeu com John McCain em 2008. Se Romney conquistar a SC, terá a nomeação quase na mão. Se por acaso for derrotado, terá na Florida (dia 31 de Janeiro) ou no Nevada (4 de Fevereiro) espaço para recuperar. Mas aí a contenda irá arrastar-se pelo menos até Março.

 

No entanto, há um facto escondido por estes dias através da espuma mediática. Todos os analistas credíveis consideram que muito dificilmente a nomeação escapará a Romney. Mas como os media precisam de contar uma história, é necessário baralhar as contas. E daí sucederem-se na imprensa americana artigos sobre uma eventual derrota de Romney. O que seria um acontecimento de proporções históricas. Em primeiro lugar nenhum nomeado dos dois partidos desde 1972 (data em que este sistema de primárias entrou em vigor) conseguiu a nomeação sem vencer no Iowa ou New Hampshire. E Romney quase de certeza ira averbar aqui duas vitórias. Por outro lado, se ninguém considerou Rick Santorum, que perdeu a reeleição por 18 pontos em 2006 para o Senado, fosse um sério candidato à presidência. As mais credíveis ameaças a Romney, Gingrich e Perry, estão neste momento destroçados e sem momentum, dinheiro ou apoio político. Jon Huntsman, que poderia ter uma hipótese, teima em não subir nas sondagens no New Hampshire. Mesmo um segundo lugar neste momento se afigura complicado para ele. É possível que Romney não seja o nomeado? Em política tudo é possível, mas é cada vez mais improvável.

 

  

Dos 98 participantes que votaram no nosso inquérito acerca do Iowa, cerca de 49% disseram que Mitt Romney iria vencer o Iowa, enquanto Ron Paul reuniu a preferência de 27% e Rick Santorum 14%. Agora está na coluna direita um inquérito sobre o New Hampshire, já sem Michele Bachman. Participem!


27
Out 11
publicado por Nuno Gouveia, às 21:32link do post | comentar | ver comentários (2)

Mitt Romney tem-se mostrado bastante vulnerável nestas primárias. Numa era dominada pelo soundbites estridentes e pelo conservadorismo exacerbado da base republicana, Romney ainda não arrancou para uma liderança incontestável nas sondagens. Mesmo tendo sido sempre, de longe, o melhor candidato em todos os debates já realizados. Olhando para as fraquezas de todos os candidatos, e Romney também apresenta bastantes, nomeadamente as mudanças de posição em relação a temas chave no Partido Republicano, como aborto e reforma da saúde, acredito que será, quase inevitavelmente, o adversário de Obama. Jon Huntsman, o mais moderado, não consegue descolar, e por isso, é difícil encará-lo como credível para vencer a nomeação. Bachmann e Santorum são simplesmente inelegíveis. Newt Gingrich, apesar das inegáveis qualidades intelectuais que possui, é considerado como uma figura do passado e encarado com desprezo pelo eleitorado independente e moderado. Herman Cain, apesar de liderar neste momento algumas sondagens nacionais, tem apresentado debilidades inacreditáveis e evidenciado confusões no seu pensamento político, que aliados à total ausência de experiência política, o desqualificam como candidato ao cargo mais importante dos Estados Unidos. Por fim, Ron Paul, está muito desfasado do pensamento mainstream do Partido Republicano para poder ser o nomeado. Resta Rick Perry, que com o currículo de governador do Texas ao longo dos últimos 11 anos, poderia ser considerado uma boa alternativa. Mas estes primeiros dois meses de campanha destruíram, talvez definitivamente, a sua credibilidade nacional. Com prestações risíveis nos debates, declarações bombásticas e até patéticas - recentemente afirmou que tinha abordado o assunto da certidão de nascimento de Obama porque... era divertido gozar com o Presidente - Perry afundou-se nas sondagens e dificilmente conseguirá recuperar. Neste leque de candidatos, resta Mitt Romney, que apesar de não encantar nem galvanizar a base conservadora, tem mantido números interessantes nas sondagens e poderá ser um adversário temível para Obama nas eleições gerais. Com um candidato a VP que entusiasme a base, e isso não será difícil de conseguir (Rubio? Christie? Ryan?), Romney terá o caminho livre para conquistar o eleitorado independente e moderado. 

 

Apesar das sondagens nacionais terem muito destaque nos media, a história ensina-nos que o mais importante é estar atento ao que vai acontecendo no Iowa (IA), New Hampshire (NH), Carolina do Sul (SC), Florida (FL) e Nevada (NV), os primeiros estados a votarem. Basta recordar 2008. Hillary Clinton teve sempre grandes vantagens nas sondagens nacionais sobre Barack Obama, mas tudo mudou depois de ser derrotada por Obama no Iowa. Ao mesmo tempo, Rudy Guiliani teve sempre boas sondagens nacionais, mas depois de ter maus resultados no Iowa e New Hampshire, a sua campanha desabou. Ontem a Time publicou sondagens dos quatro primeiros estados a irem a votos (Iowa, NH, SC e FL), onde Romney aparecia à frente em todas. Se a dinâmica da corrida não se alterar muito, acredito que depois destas cinco eleições, Romney estará bem posicionado para obter a nomeação. A minha previsão é que fique perto da vitória no Iowa, muito próximo do opositor mais conservador. Neste momento Cain ocupa o lugar mas Rick Perry ainda pode regressar ao topo. E curiosamente, se nenhum destes se destacar, ainda poderemos ver Gingrich a brilhar. Depois deverá ter uma vitória confortável no New Hampshire, e terá um bom resultado na Carolina do Sul, onde poderá disputar a vitória. Finalmente, deverá vencer na Florida e no Nevada. Com estes resultados, a nomeação dificilmente escapará a Romney. Neste momento, diria que Romney tem mais de 75% de possibilidades de ser o opositor de Barack Obama nas eleições gerais. 


29
Out 10
publicado por Nuno Gouveia, às 15:25link do post | comentar | ver comentários (2)

Esteve para acontecer um golpe de teatro nas eleições para o Senado na Florida. Os rumores já vinham de trás, mas o Politico ontem esclareceu tudo. Bill Clinton tentou que Kendrick Meek desistisse da sua candidatura em favor de Charlie Crist. Tendo o candidato democrata poucas ou nenhumas hipóteses de vitória, Bill Clinton, com o beneplácito da Casa Branca, quase convenceu Meek a desistir e apoiar Crist. Um comício conjunto esteve mesmo em cima da mesa, com o Democrata a desistir depois de ter acedido às iniciativas de Clinton. Charlie Crist, que seria o grande beneficiado, ontem desdobrou-se em contactos na imprensa para tentar capitalizar este “negócio” abortado em seu favor. Mas parece-me que foram cometidos vários erros neste processo.

 

Em primeiro lugar, a desistência seria anunciada apenas esta semana, numa altura em que mais de um milhão de cidadãos da Florida já votou. Seria considerado um esquema “sujo” apenas para derrotar Marco Rubio. Se tivesse acontecido em Setembro, por exemplo, acredito que teria havido tempo para juntar forças entre os democratas e Crist, podendo causar sérios problemas à eleição de Rubio. Agora seria demasiado tarde.

 

Depois há a sempre importante questão racial. Kendrick Meek é afro-americano, e a sua desistência seria encarada como extremamente negativa na comunidade negra da Florida, com a possível abstenção de grande maioria. Um negro desistir em favor de um branco para derrotar um “hispânico” seria considerado inaceitável pelas diversas minorias do estado.

 

Por fim, o carácter de Charlie Crist. Este foi republicano toda a sua vida, e apenas candidatou-se como independente porque não tinha hipóteses de vencer as primárias do seu partido. É alguém visto com desconfiança por muitos democratas da Florida, e com esta acção, perderia o apoio que ainda detém em muitos eleitores republicanos. E isso não garantiria que todos os democratas votassem em seu favor. Muitos acabariam por ficar em casa.


E uma questão extra: as eleições para o governo da Florida estão ao rubro, com o republicano praticamente empatado com a candidata democrata. A ter sucesso, esta manobra poderia empurrar definitivamente a eleição para o campo republicano.

 

Depois destas notícias, a vitória de Marco Rubio está praticamente assegurada, e não ficarei surpreendido se vencer acima dos 50 por cento, algo que até ao momento não parecia possível.


26
Out 10
publicado por Nuno Gouveia, às 18:29link do post | comentar | ver comentários (5)

Marco Rubio não é um candidato qualquer. Quando Charlie Crist anunciou a sua candidatura ao Senado, poucos duvidaram que seria o próximo senador da Florida. Mas Rubio, o mais jovem Speaker do estado, avançou contra tudo e todos. Suportado pelo movimento tea party, que na altura dava os primeiros passos, Rubio acabou por vencer sem ir a votos. Charlie Crist abandonou o Partido Republicano e candidatou-se como independente. Mas Rubio soube "fugir" do rótulo de candidato do tea party, e apresentou-se a estas eleições como uma nova estrela do Partido republicano. Com apoio no tea party e no establishment republicano, se vencer, como poucos duvidam neste momento, será uma força poderosa no futuro do partido. Este vídeo, não é de um candidato ao Senado. É de um candidato a Presidente. Teagan Goddard tem razão.



19
Out 10
publicado por Nuno Gouveia, às 19:18link do post | comentar

Quem acompanha a política americana sabe que os anúncios negativos fazem parte do "negócio". Não deve haver um único candidato que não o faça. Mas tenho lido que este ano os políticos estão a ir longe de mais. Alguns candidatos perderam mesmo a cabeça e são atacados por todos os lados devido aos seus anúncios negativos. Outros sabem muito bem o que estão a fazer. Dos três exemplos que escolhi, pelo menos o do Alan Grayson terá corrido muito mal, pois foi massacrado na imprensa e praticamente perdeu as hipóteses de reeleição.

 

Este anúncio do candidato democrata Jack Conway contra Rand Paul, no Kentucky. Baseia-se numa notícia anónima sobre uma pretensa brincadeira de Rand Paul quando estudava na Universidade. A história está aqui resumida.

 

Este é talvez o anúncio mais famoso deste ciclo eleitoral. O congressista da Florida provavelmente queimou as suas possibilidades de reeleição com este ataque ao opositor republicano. Na verdade, o mais grave nem foi Alan Grayson ter comparado o seu adversário a um Taliban. Ele manipulou um vídeo em que o republicano aparece a dizer "a minha esposa deve submeter-se a mim", quando na verdade, ele estava a dizer para as pessoas não seguirem esse verso da Bíblia. A história aqui.

 

Este é um anúncio de Roy Blunt contra a opositora democrata nas eleições do Senado do Missouri. Aqui há uma acusação directa a Robin Carnahan e à sua família de terem recebido mais de 100 milhões de dólares do Plano de Estímulos de Barack Obama. Este anúncio é do final do mês de Setembro, e desde então, as sondagens mostram uma relativa aproximação entre os candidatos.


28
Abr 10
publicado por Nuno Gouveia, às 22:56link do post | comentar | ver comentários (2)

Charlie Crist vai anunciar amanhã que se retira das primárias republicanas e que vai concorrer como Independente ao Senado nas próximas eleições de Novembro. Deste modo, esta corrida fica completamente em aberto, com Marco Rúbio e Kendrick Meek a terem a oposição do actual governador. Nas sondagens conhecidas a três, Rúbio surgiu sempre à frente, mas com curta vantagem. Mas com a confirmação desse facto, será prudente esperar pela reacção da população da Flórida perante esta traição de Crist ao seu partido de sempre. É que, independentemente da argumentação que Crist utilizará, esta situação apenas sucede porque estava a ser humilhado por Marco Rúbio nas sondagens. A sua carreira política no GOP termina desta forma. Resta saber se conseguirá sobreviver à eleição de Novembro.


19
Abr 10
publicado por Nuno Gouveia, às 22:33link do post | comentar

 

O governador da Florida, que ainda há um ano tinha 70% de popularidade nos republicanos do estado, está prestes a abandonar a corrida à nomeação republicana. Num memorando interno do National Republican Senatorial Committee, que já tinha declarado apoio à sua candidatura, é afirmado que as hipóteses de Crist continuar na corrida são zero. Marco Rúbio, antigo Speaker da Câmara dos Representantes da Florida, descendente de cubanos e favorito para obter a nomeação, verá deste modo confirmada a nomeação. E os sinais já eram bastantes: nas últimas semanas Charlie Crist vetou legislação republicana, o que enfureceu os republicanos do estado, o que fez com que o antigo senador Connie Mack abandonasse a direcção de campanha de Crist. E nos últimos tempos, além da vantagem superior a 20% para Rúbio, este recebeu os importantes apoios de Mitt Romney e Rudy Giuliani, enfraquecendo ainda mais a candidatura de Crist.


Até ao final do mês, Crist deverá abandonar oficialmente a sua campanha nas primárias, e terá de decidir se avança para uma candidatura independente ao Senado. As sondagens conhecidas numa corrida a três até lhe dão ligeira vantagem perante Rúbio e o candidato democrata, Kendrick Meek. Mas ainda não é certo que Crist siga esta opção. Neste momento parece certo que Crist não tem a mínima hipótese de vencer a nomeação republicana, e é por isso que deverá desistir. Mas se deixar o Partido Republicano, isso deixará Crist numa posição muito vulnerável, perdendo muitos apoios que ainda detém no GOP. Há quem defenda que deve terminar o seu mandato como governador e candidatar-se novamente ao Senado contra o democrata Bill Nelson em 2012. No final do mês saberemos o futuro político de Crist, que em 2008 chegou a ser referenciado como candidato a Vice-presidente de John McCain.


25
Fev 10
publicado por Nuno Gouveia, às 15:42link do post | comentar | ver comentários (2)

Já referi aqui que uma das primárias mais interessantes deste ciclo eleitoral acontece na Florida. Nesta primária defrontam-se também as duas alas do Partido Republicano, onde o jovem Marco Rubio lidera o Charlie Crist, governador do Estado. Rubio tem sido apoiado pelos sectores conservadores e pelo Tea Party, sendo que Crist tem o apoio do establishment republicano de Washington e dos moderados. 

 

Ontem foi publicada uma notícia que relatava que Rubio terá utilizado o cartão de crédito do GOP para despesas pessoais quando era líder da Câmara dos Representantes na Florida. As despesas são insignificantes, mas demonstram que a campanha vai ficar suja nos próximos meses. Crist perdeu popularidade nos últimos meses, depois da economia do estado ter entrado em grave crise e, especialmente, por ter aparecido ao lado do Presidente Obama, apoiando o seu plano de estímulos.

 

A Florida é um swing state, mas tem sido dominada nos últimos anos pelo aparelho republicano. Mas nas últimas presidenciais votou em Obama. Enquanto a campanha para as primárias vai decorrendo, as sondagens indicam que qualquer um vencerá facilmente o seu opositor democrata. No entanto, apoiantes de Rubio têm lançado a semente que Crist poderá desistir da candidatura republicana e concorrer como independente ao senado ou mesmo pelo Partido Democrata. Não sei se é apenas ruído, mas a verdade é que a desistência de Crist pela nomeação republicana iria transformar a eleição de Novembro numa das mais interessantes do país. A seguir com atenção. 


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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