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Mar 16
publicado por Alexandre Burmester, às 17:50link do post | comentar

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As primárias e "caucuses" do dia 22 quase passaram despercebidas, mas não foram assim tão insignificantes, pelo menos em certos aspectos:

 

- pela primeira vez, um candidato republicano teve mais de 50% dos votos: Ted Cruz no Utah, com 69%, seguido de John Kasich com 17% e Donald Trump com 14%. Ao ultrapassar os 50% neste estado, Cruz angariou a totalidade dos respectivos delegados (40).

 

- no Arizona, estado que atribui todos os delegados (58), na primária republicana, ao vencedor, Trump venceu com 47%, para 25% de Cruz e 10% de Kasich. De notar que, dada a votação antecipada que já ocorrera antes da desistência de Marco Rubio, o senador pela Flórida angariou bastantes votos, os quais, contudo, mesmo que transferidos na íntegra para Ted Cruz (um cenário muito pouco plausível), apenas teriam mitigado a sua derrota. As posições anti-imigração de Trump foram decerto bastante populares entre os republicanos do Arizona, um dos estados mais directamente afectados pela imigração clandestina.

 

- entre os democratas, persiste o bom desempenho de Bernie Sanders, que neste dia conseguiu perto de 80% (!) tanto no Idaho como no Utah e 40% no Arizona, ganho por Hillary Clinton. Sanders arrecadou assim, nestes estados, mais delegados que Clinton.

 

No dia 26 há três "caucuses" democráticos mas, depois disso, teremos de esperar por 5 de Abril para a próxima primária, de ambos os partidos, no Wisconsin, onde a corrida republicana parece estar renhida entre Trump e Cruz.

 

Em termos de delegados, a contagem está assim: 

 

Republicanos: Trump 739, Cruz 465, Rubio 166, Kasich 143

Democratas: Clinton 1.690, Sanders 946


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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