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Dez 10
publicado por Nuno Gouveia, às 16:27link do post | comentar

A revista Atlantic anunciou (via Lugares Comuns) que, pela primeira vez em muitos anos, vai ter lucro. O valor nem é muito elevado (1,8 milhões de dólares), mas demonstra que a revolução operada através do digital alcançou um sucesso inegável. Por outro lado, o Huffington Post, site criado por Ariana Huffington e icon do "liberalismo" americano, espera obter lucro pela primeira vez este ano. Com receitas de 30 milhões de dólares, pretendem triplicar este valor para mais do triplo em 2012.

 

Ao lado destas notícias, temos o crescimento sustentado de vários projectos editoriais, como o Daily Beast, que recentemente se fundiu com a Newsweek, o Politico, site por excelência de cobertura da vida política americana, ou os sucessos conservadores na rede, como o Drudge Report ou o Daily Caller. É uma verdade la palice afirmar que o futuro da imprensa passa pela rede. Já nem faz muito sentido falar nisto. Mas enquanto nos Estados Unidos temos vindo a observar este desenvolvimento dos novos media, algumas vezes, de mãos dadas com os media tradicionais, como no caso da Atlantic, em Portugal tudo parece parado. Os órgãos de comunicação social portugueses parecem ter receio em apostar decisivamente neste meio. Não sei, porque não tenho conhecimentos para tal, se o tamanho do nosso mercado limita um maior investimento nos novos media. Sinceramente não sei se é isto que nos impede de dar um passo em frente. Mas quando tento arranjar espaços digitais de comparação entre a nossa realidade e a americana, fico de mãos a abanar. Pecado da falta de criatividade ou de meios? A primeira sei que falta. A segunda não sei. Uma questão que deixo em aberto.



Falta de economias de escala? Afinal, (sobretudo na Interenet) o custo de desenvolver um projecto para 10 milhões ou para 300 milhões de potenciais leitores é mais ou menos o mesmo, com a diferença que o segundo tem receitas potenciais 30 vezes maior.
Miguel Madeira a 15 de Dezembro de 2010 às 10:16

Pois. No entanto, não me referia propriamente a novos investidores, do estilo dos que surgem nos EUA. Num mercado como o nossa, deveriam ser as empresas detentoras de media tradicionais a investir em projectos editoriais digitais, aproveitando os meios que já têm. E o que apresentam é fraco.
Nuno Gouveia a 15 de Dezembro de 2010 às 22:04

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Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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