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Dez 10
publicado por Nuno Gouveia, às 11:03link do post | comentar

Charles Krauthammer, conservador, considera que Barack Obama fez um brilhante acordo que lhe pode valer a reeleição. Paul Krugman, "liberal", ataca o Presidente e critica o acordo entre republicanos e Obama. A opinião maioritária pende para o lado de Krugman e Krauthammer tem sido uma voz minoritária no campo republicano. O que prova que nem tudo é preto e branco. Como em muitos outros assuntos.

 

Krauthammer:

Obama's public exasperation with this infantile leftism is both perfectly understandable and politically adept. It is his way back to at least the appearance of centrist moderation. The only way he will get a second look from the independents who elected him in 2008 - and abandoned the Democrats in 2010 - is by changing the prevailing (and correct) perception that he is a man of the left.

 

Krugman:

This political reality makes the tax deal a bad bargain for Democrats. Think of it this way: The deal essentially sets up 2011-2012 to be a repeat of 2009-2010. Once again, there would be initial benefits from the stimulus, and decent growth a year before the election. But as the stimulus faded, growth would tend to stall — and this stall would, once again, come in the months leading up to the election, with seriously negative consequences for Mr. Obama and his party.



O que eu acho mais bizarro neste debate é que a manutenção das actuais taxas de "IRS" possa ser considerada como um estímulo, até por um Nobel da Economia como Krugman. É que não estamos a falar de reduções de impostos, mas sim da extensão no tempo de taxas em vigor desde o primeiro mandato de George W. Bush, e que se algum efeito tiveram na economia (e há quem diga que sim) esse efeito teve lugar há perto de dez anos.

A não ser que Krugman ache que o facto de as pessoas estarem a contar com um aumento de impostos e ele se não verificar causa um impacto psicológico positivo com reflexos no PIB;-)
Alexandre Burmester a 11 de Dezembro de 2010 às 17:11

A manutenção das taxas até pode não ser um estimulo, mas o seu aumento seria um "desestimulo" (logo, a procura interna será maior com a manutenção das taxas).

"A não ser que Krugman ache que o facto de as pessoas estarem a contar com um aumento de impostos e ele se não verificar causa um impacto psicológico positivo com reflexos no PIB;-)"

Penso que a teoria também é largamente essa - a teoria do "rendimento do ciclo de vida", do Milton Friedman, de que as pessoas gastam, não de acordo com o que ganham este ano, mas de acordo com o que esperam ganhar ao longo da vida. Assim, qualquer coisa que faça o meu rendimento ser maior do que eu esperava (seja ocorrer um aumento inesperado do rendimento, seja não ocorrer uma redução esperada do rendimento) vai aumentar o consumo.
Miguel Madeira a 13 de Dezembro de 2010 às 00:13

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Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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