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Out 10
publicado por Nuno Gouveia, às 18:29link do post | comentar

Marco Rubio não é um candidato qualquer. Quando Charlie Crist anunciou a sua candidatura ao Senado, poucos duvidaram que seria o próximo senador da Florida. Mas Rubio, o mais jovem Speaker do estado, avançou contra tudo e todos. Suportado pelo movimento tea party, que na altura dava os primeiros passos, Rubio acabou por vencer sem ir a votos. Charlie Crist abandonou o Partido Republicano e candidatou-se como independente. Mas Rubio soube "fugir" do rótulo de candidato do tea party, e apresentou-se a estas eleições como uma nova estrela do Partido republicano. Com apoio no tea party e no establishment republicano, se vencer, como poucos duvidam neste momento, será uma força poderosa no futuro do partido. Este vídeo, não é de um candidato ao Senado. É de um candidato a Presidente. Teagan Goddard tem razão.



Estou de acordo, trata-se de "material presidencial", mas talvez para 2016 (se Obama for reeleito) ou 2020 (se um republicano chegar à Casa Branca em 2012).

Mas Rubio não é único: por exemplo, o Governador da Louisiana, Bobby Jindal, filho de imigrantes indianos, tem um percurso e uma "narrativa" semelhantes.
Alexandre Burmester a 26 de Outubro de 2010 às 19:51

O percurso de Jindal até é mais brilhante: estudante da Brown e Oxford, foi eleito para o congresso com 33 anos e aos 37 para governador. Mas falta-lhe uma coisa que Rubio parece ter: chama. Rubio é um político que consegue entusiasmar, enquanto Jindal falta-lhe qualquer coisa. Ainda na memória de muita gente está o seu discurso "falhado" na resposta ao Estado da União em 2009.

Num tempo normal, o melhor seria mesmo apontar estes nomes para 2016, caso Obama seja reeleito ou 2020, se um republicano vencer daqui a dois anos. Mas como Obama provou em 2008, às vezes o melhor é mesmo aproveitar a oportunidade para chegar à presidência. Se Obama tivesse feito aquilo que seria convencional, ou seja, não se candidatar com 3 anos de Senado, será que ele alguma vez chegaria à Presidência dos EUA?

De facto Jindal tem uma imagem mais "baça" que a de Rubio, mas creio que o discurso que referes já só sobrevive na memória de "junkies" como nós! : -)

Quanto à tua questão de história alternativa: se Obama não tivesse avançado em 2008, Hillary Clinton teria sido a candidata democrática. E a pergunta aqui é: será que, mesmo com a falência do Lehman Brothers e suas sequelas, a mulher que mais anti-corpos gerava no eleitorado americano até à aparição de Sarah Palin teria conseguido ser eleita?

Mas indo à oportunidade ou não de Rubio ou Jindal se candidatarem em 2012: ambos têm 39 anos e terão, portanto, 41 anos nesse ano. Nem John Kennedy (eleito aos 43 anos) era tão novo. 39 anos era a idade do (muito jovem) Vice-Presidente Richard Nixon quando eleito em 1952. Mas estes dois casos foram excepcionais, tirando Dan Quayle (eleito VP com 41 anos). E o campo republicano para 2012 já está muito preenchido.
Alexandre Burmester a 26 de Outubro de 2010 às 22:50

Sobre Jindal: o problema não será a memória daquele discurso, mas sim a forma como ele discursa. Não empolga nem emociona. No entanto, Bush ou até Clinton não eram grandes oradores. E isso não os impediu de chegar a POTUS.

Eu acho que Hillary teria vencido. Dificilmente um republicano venceria aquela eleição, especialmente depois do rebentamento da crise. Teria sido mais renhida, mas acredito mesmo que acabaria por vencer...

Em relação às idades: repara que o campo republicano está cheio mas ninguém parece entusiasmar por ai além. Os frontrunners (Palin, Romney, Gingrich ou Huckabee) não parecem ser potenciais vencedores, outros ou não querem (Christie) ou são muito pouco conhecidos (Pawlenty). Acho que o mais provável é que estes jovens não se candidatem e aguardem por outra oportunidade. Mas apenas digo que podiam ser grandes surpresas e ter uma hipótese de vitória.
Nuno Gouveia a 26 de Outubro de 2010 às 23:42

Esqueceu-se de referir que a conversa do Tea Party é absurda. Não é preciso ser de esquerda para perceber isso.
Jaime a 27 de Outubro de 2010 às 15:04

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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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