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Out 10
publicado por Nuno Gouveia, às 14:40link do post | comentar

Obama é um presidente impopular, mas nunca se deve menosprezar o papel do detentor da Casa Branca numas eleições deste género. Barack Obama está a empenhar-se a fundo nesta campanha eleitoral. Ninguém poderá acusar o Presidente não dar a cara pelos candidatos do seu partido nesta recta final da campanha. Esta semana esteve em quatro estados do Oeste (California, Nevada, Washington e Oregon) para ajudar candidatos em perigo: Boxer, Reid, Murray e o governador do Oregon. No último fim de semana da campanha vai estar na Pennsylvania, Connecticut, Ohio e Illinois, estados cruciais no combate pelo controlo do Senado. Já era uma questão indiscutível, mas depois deste comprometimento pessoal do Presidente, é também o nome dele que estará nas urnas no dia 2 de Novembro.

 

No ano passado, Obama empenhou-se pessoalmente nas eleições estaduais na Virginia e New Jersey, e mais tarde, na eleição especial do Senado no Massachusetts. Os candidatos democratas perderam, e Obama também perdeu. Mas neste caso em particular, Obama está a jogar pelo seguro. Visita estados tradicionalmente democratas (Oregon, California, Washington, Illinois e Connecticut), e dois swing states (Ohio e Pennsylvania). O mais provável é que os candidatos democratas vençam algumas destas eleições, o que poderá ser creditado na conta pessoal do Presidente. A maior parte dos eleitores que vão às urnas já terão decidido o seu sentido de voto, mas em eleições tão renhidas como estas que referi, a vitória será decidida por alguns milhares de votos. Obama sabe disso, e o seu empenhamento poderá ajudar a influenciar o voto decisivamente em favor do seu partido, e com isso, salvar a maioria no Senado.



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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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