07
Nov 12
publicado por Alexandre Burmester, às 15:35link do post | comentar

 Os níveis de afluência de um lado e de outro terão acabado por ser determinantes, embora a afluência global nestas eleições tenha ficado aquém da de 2008. O notável, sem dúvida, foi como a coligação democrática se aguentou, como o Nuno já referiu. O peso eleitoral de jovens e minorias manteve sensivelmente a mesma força relativa que em 2008, e poderá ser um factor a manter-se no futuro. A diminuida margem de vitória do Presidente Obama (um caso raro em eleições presidenciais, como o Nuno também referiu), de 52/45 para 51/49, terá ficado a dever-se aos melhores números de Mitt Romney junto dos independentes em comparação com John McCain, já que a afluência republicana não terá sido muito diferente, proporcionalmente, da de 2008. Digo isto tudo tendo apenas visto os números por alto, mas parece-me serem estas as conclusões.

 

Assim sendo, há que tirar o proverbial chapéu às sondagens estaduais, pois a grande maioria delas sempre previu a manutenção da afluência da coligação democrática, ao contrário das sondagens nacionais de empresas como a Gallup e a Rasmussen. A primeira, que chegou a dar vantagens de 5/6 pontos a Romney antes do Furacão Sandy, previa uma superioridade republicana na afluência, e a segunda trabalhou com base numa média entre a afluência de 2008 e a de 2004.

 

Finalmente: qual terá sido o verdadeiro efeito do "Sandy"? Bem, particularmente, acho que o espectáculo do "Furacão Christie" (o Governador republicano de New Jersey, Chris Christie) de braço dado com o Presidente Obama aquando da visita deste a a New Jersey terá tido um efeito mais importante que propriamente o furacão em si mesmo, ao permitir ao Presidente mostrar-se amistoso e cooperante com o partido adversário. Muitos republicanos não perdoarão a Christie - um potencial candidato nas primárias do partido em 2016 - mas há que não esquecer que o homem é o governador republicano de um estado acentuadamente democrático e que, daqui a um ano, enfrenta uma campanha de reeleição.


Caro Alexandre,

a grande questão aqui é: porque é que andamos por aqui tanto tempo a cavalgar as sondagens da Gallup e Rasmussen, altamente tendenciosas, quando, por exemplo, o fivethirtyeight do brilhante Nate Silver, com um método ao qual vem agora "tirar o chapéu", dava uma vitória pequena mas seguríssima ao Obama?

Compreendo que quisesse que Romney ganhasse, mas fazer uma análise limitada pela nossa vontade tem destas coisas, levando talvez ao engano muitos dos que os leram. Com todo o respeito, não está ao nível dos seus colegas de blog. As suas previsões foram as grandes derrotadas da noite de ontem do lado de cá do atlântico.

No dia 3 de Novembro dizia uma coisa na qual ninguém acretitava e que lida agora parece extraterrestre: "As coisas podem ter-se tornado mais renhidas, favorecendo Barack Obama". Mas alguém acreditava que Romney estava efetivamente à frente na corrida?

A única pessoa no mundo mais confiante que o Alexandre era mesmo Mitt Romney.

Cordialmente,

Pedro Manuel Mendes
Pedro Mendes a 7 de Novembro de 2012 às 16:59

Meu Caro,

Agora é fácil definirmos as sondagens da Gallup e da Rasmussen "como altamente tendenciosas", mas a verdade é que esta última empresa foi a que mais próximo do resultado final esteve em 2008. Quanto à Gallup, é a mais histórica empresa de sondagens americana. Só para se ter uma ideia de como estas coisas são, a TIPP, quem em 2008 foi a que mais "favoreceu" John McCain nas suas previsões, foi agora a que mais perto esteve da realidade.

Não tirei o chapéu ao Nate Silver - cuja precisão foi, sem dúvida, notável - mas sim às sondagens estaduais, nas quais ele também se baseia.

Finalmente, previsões nunca foi o meu forte - embora tenha acertado praticamente 100% nas eleições da Câmara de Representantes em 2010 - e se este ano as fiz, foi até mais por desafio de um nosso estimado leitor.

Um abraço

Desculpe, acrescentando. Se as minhas previsões "foram as grandes derrotadas da noite de ontem do lado de cá do atlântico", devo dizer-lhe que estou em boa companhia do lado de lá, pois até o habitualmente reservado Michael Barone - só para falar nele - previra uma vitória de Mitt Romney.

Enfim, este blogue não é um blogue de previsões eleitorais, o que não quer dizer que delas nos abstenhamos. E pode crer que, embora eu, de facto, desejasse a vitória de Romney, a minha previsão não foi grandemente por isso afectada.

Um abraço

... e a Florida, afinal, era possivel ainda cair para o Obama ;) abraco
Germano Almeida a 7 de Novembro de 2012 às 17:13

Sem dúvida, caro Germano, mas esse era dos swing states onde as sondagens mais favoreciam Romney. Creio que o resultado terá sido uma surpresa para a própria campanha de Obama.

Um abraço

Caro Alexandre,

disse que tirou o chapéu ao método e não ao Nate Silver.

"um método ao qual vem agora "tirar o chapéu""

Quanto ao resto, o que me apoquenta é que toda a sua análise seja completamente tendenciosa, podendo porventura provocar enganos a quem o lê e pense que está a fazer uma análise séria, fria e sem sentimento.

Respeito o sentimento forte, apaixonado e pró-ativo que carrega, mas pode muito bem tê-lo e fazer uma análise no mínimo mais séria aquilo que foi a campanha.

Mais uma vez com todo o respeito, o Alexandre não deu uma para a caixa, e estou certo que não o fez porque simplesmente não quis olhar para a campanha e toda a sua envolvente com olhos de ver.

Não foi surpresa nenhuma a vitória de Obama, e no entanto que o ler pensará que caiu uma bomba esta madrugada. Isso quer dizer tudo.

No entanto, não deixa de me espantar que praticamente toda a notícia pré - eleitoral em Portugal vá nesse sentido.

Cordialmente,

Pedro Mendes
Pedro Mendes a 7 de Novembro de 2012 às 17:22

Meu Caro,

Entre o primeiro debate e o Sandy, Romney liderou nas sondagens nacionais, incluindo na média do RCP. Não me parece estapafúrdio ter nessa altura previsto a sua vitória.

Eu não disse que a vitória de Obama foi uma surpresa, porque de facto, e como salientei, houve uma alteração das intenções eleitorais nos últimos dias (a própria Gallup passou de uma vantagem de 6% para uma de 1%). E uma vantagem de 2%, concordará, é curta. Em 2004 George W. Bush venceu por 3% e, contudo, na véspera, havia ainda quem previsse, legitimamente e sem ser acusado de faccioso, uma vitória de John Kerry - que as "exit polls", diga-se, lhe chegaram a dar.

Quanto à sua reiterada afirmação de que poderei ter induzido em erro alguns leitores, discordo: isto não é um site noticioso, mas sim de opinião, e eu, ao contrário de muitos "opinadores" em Portugal, não me disfarço sob uma capa de "imparcialidade", pelo que, até por isso, ninguém pode ser levado em erro pelo que escrevo. Pode concordar, pode discordar, mas quando me lê, já sabe ao que vem.

Caro Pedro Mendes,

Penso que o Alexandre já disse tudo. Mas apenas reafirmo que este não é um espaço noticioso, é um blogue onde três pessoas dão as suas opiniões livremente sobre um tema muito abrangente, como é a realidade dos Estados Unidos. Aqui ninguém tem a obrigação de isenção ou falsa isenção, como é habitual lermos em muitos media. E parece-me que todas as opiniões aqui são sustentadas com base em factos ou realidades previsíveis. Umas vezes acerta-se, outras falha-se. Acertar sempre só a Maya :) À posterior é sempre fácil o "I told you so". Imagino o que não terão dito outras pessoas em 2004, quando a vitória de John Kerry foi prognosticada tantas e tantas vezes...

A corrida foi renhida e apesar da margem ter sido mais confortável do que o esperado, não invalida que o tenha sido. Romney depois do primeiro debate passou para a frente nas sondagens nacionais, e bastava ler a generalidade da imprensa americana, para verificar o que foi dito por lá. Na segunda-feira, vários analistas independentes, como Mark Halperin, por exemplo, consideravam que esta eleição seria muito competitiva e que Romney tinha uma séria hipótese de vencer. Bem diferente de 2008, quando antes das eleições já todos sabiam qual iria ser o resultado. Aliás a margem nacional de 50-48 assim o indica, pese o facto de Obama ter vencido de forma confortável no colégio eleitoral.

De facto a Gallup é uma das grandes derrotadas da noite, mas recordo que é a mais prestigiada empresa de sondagens nacionais americana a operar desde os anos 50. Irá sobreviver a este desaire :)

Cumprimentos
Nuno Gouveia a 7 de Novembro de 2012 às 18:08

Meu Caro,

Voltando à "vaca fria"!;-)

Se se permite tentar adivinhar o que vai na minha cabeça, acho que posso fazer o mesmo exercício. Assim sendo, algo me diz me que não foi o meu "partidarismo" que de facto o apoquentou, mas sim o sentido do mesmo. Tivesse eu previsto uma vitória de Obama e Romney tivesse ganho, e quer-me parecer que não teria aqui tido as suas cortezes admoestações.

Cumprimentos

Caro Alexandre

Em 2014 voltará a haver eleições intercalares para o congresso e para o senado?

Márcio David a 7 de Novembro de 2012 às 17:30

Caro Márcio David,

De dois em dois anos renova-se a totalidade da Câmara dos Representantes e cerca de 1/3 do Senado, pelo que a resposta à sua questão é afirmativa.

Cumprimentos

No "campeonato" das sondagens a grande perdedora nas eleições foi a Rasmussen.Já nem falo dos números a nível nacional.

Ora vejamos a tendência de voto para os Swing states da Rasmussen.

Colorado:Romney
Virginia:Romney
Ohio:Empate técnico
Wisconsin:Empate técnico.Vitória de Obama por quase 6 pontos percentuais.
Nem Hampshire:Romney
Florida:Romney

Já nem falo do Nevada, Michigan ou da Pensilvânia que em nenhum momento me pareceram estados realmente em disputa.Aqui a Rasmussen acertou.

Um autêntico desastre.

Anónimo a 7 de Novembro de 2012 às 19:51

Fazer o totobola à 2ªfeira é fácil!;-)

A Rasmussen, como já referi, foi quem melhor resultado obteve em 2008.

Quanto a Nate Silver - que, admito, você não referiu - tinha um palmarés de, precisamente, uma eleição. Entre ele e a Rasmussen ou a Gallup, optei por quem tinha mais historial.

Mas não voltarei decerto a desdenhar Silver!;-)

Cumprimentos

Lembrei-me disto que li hoje:

"Republicans should feel betrayed by a conservative media that told them what they wanted to hear instead of what was happening."
@AdamSerwer
Guilherme N a 7 de Novembro de 2012 às 20:57

Se calhar, o que houve foi acima de tudo uma derrota das sondagens de "votantes prováveis"; no caso da Gallup, pelo menos, penso que a sondagem de "votantes registados" durante grande parte do tempo deu resultados similares aos que se vieram a verificar (embora no último dia tenha se desviado demais para o lado de Obama).

Atenção que eu não faço ideia de como a Gallup estima os "votantes prováveis"? Perguntam as pessoas se vão votar "de certeza/provavelmente/talvez/provavelmente não/não" (imagino que seja assim)? Ou fazem eles uma previsão sobre a probabilidade dos vários grupos demográficos irem votar?

Quanto à Rasmussen, pelo que li, fiquei com a ideia que as suas sondagens têm uma característica que pode ser tanto uma vantagem como um inconveniente: as outras sondagens estratificam a sua amostra por variáveis como idade, sexo, raça, região, etc., sendo a percentagem de Republicanos/Democratas/Independentes um output da sondagem (a % de R/D/I é simplesmente a % de inquiridos que se auto-identificam como R/D/I).

Já na Rasmussen, creio que a % de R/D/I é um input da sondagem - os técnicos da empresa elaboram uma previsão prévia de qual a % de R/D/I que é expectável que vá votar, e depois os inquiridos da sondagem são escolhidos de forma a baterem certo com essas percentagens (e com mais as outras variáveis demográficas).

Porque é que eu digo que isso pode ser tanto uma vantagem como um inconveniente? É porque, se a percentagem prevista estiver certa, é de esperar que as sondagens da Rasmussen sejam mais certeiras que as das outras empresas (já que têm mais uma variável para fazer a escolha da amostra, diminuindo a hipotese de haver grandes diferenças entre a amostra e o universo real); mas, se estiver errada, isso pode fazer a sondagem ficar toda errada
Miguel Madeira a 7 de Novembro de 2012 às 22:41

Boa análise, caro Miguel Madeira.

Basicamente, penso que devemos todos partir do princípio que quem faz sondagens- tirando as assumidamente partidárias - as faz com base em sérios princípios profissionais. Os seus critérios poderão ser questionáveis, mas isso é outro assunto.

As empresas de sondagens vivem disso mesmo - de sondagens - e não faz qualquer sentido que propositadamente prejudicassem o seu negócio.

A afluência de 2008 - tanto em numeros absolutos como em certos estratos demográficos - foi anormal. Assim sendo, acho natural que algumas empresas moderassem esses números nas afluências que previram para 2012. Além disso, não esqueçamos, pelo meio houve o ano intercalar de 2010, no qual a afluência teve características bem diferentes (normal em ano intercalar, mas nem por isso menos sintomático).

Quanto ao cálculo de "prováveis votantes", penso que o critério de todas as empresas inclui também o histórico eleitoral do questionado. Um indivíduo que diga que sempre votou será muito mais depressa, obviamente, considerado um "provável votante", que um que diga que raramente vota.

Se calhar chegará também o dia em que os famosos "modelos" previsionais terão o seu ano mau. Ao fim e ao cabo, não nos esqueçamos que os "modelos matemáticos" achavam que as "mortgage-backed securities" eram um seguro investimento. E não nos esqueçamos também que o "bicho-homem" é, por natureza, bastante mais imprevisível do que os "cientistas sociais" pensam.

Cumprimentos


Caros Alexandre Burmester e Nuno Gouveia,

bem sei que depois de o batizado feito não faltam padrinhos, mas eu "avisei" antes que Obama iria ganhar confortavelmente, como era óbvio depois de uma análise rigorosa aquilo que foi a campanha.

"Amanhã de manhã, porque infelizmente não posso acompanhar a emissão noturna, passo por cá para um "i told ya" à boa moda americana ;)

Parabéns pelo Blog!

Pedro Mendes
Pedro Mendes a 6 de Novembro de 2012 às 09:26"

Depois de provada a minha inocência, vamos ao resto.

Fazer análise, seja ela de que tipo for, tem tudo a ver com isenção, caso contrário, nenhuma análise precisa de ser feita, fechamo-nos na nossa opinião e nas nossas crenças e fica tudo dito. Mas isso não é análise.

Se baseamos e fundamentamos a nossa análise naquilo em que acreditamos ou queremos acreditar, esta está fatalmente contaminada, como está inevitavelmente Rasmussen, como alertou Aaron Blake há já muito tempo.

http://www.washingtonpost.com/blogs/the-fix/wp/2012/09/17/rasmussen-the-gops-cure-for-the-common-poll/

Há já muito tempo falou também Harry Enten do Guardian sobre a Gallup.

http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2012/sep/25/gallup-rasmussen-polling-outliers-lean-republican

O que me assusta é que pessoas astutas e muito bem informadas não estejam familiarizadas com este tipo de táticas mais ou menos recorrentes, ou, como acredito, estando, lhes façam vista grossa.

Quanto a Obama, é óbvio que era a minha escolha, mas nem por isso me ouviram dizer que Obama ganhou o primeiro debate, isto apenas a título de exemplo.

Em jeito de brincadeira, deixo aqui a diferença que existe entre nós.

http://politicalhumor.about.com/od/politicalcartoons/ig/Political-Cartoons/Debate-Deniers.htm
Pedro Mendes a 8 de Novembro de 2012 às 10:16

Meu caro,

Confesso que o Washington Post e o Guardian não fazem parte das minhas leituras, como por certo calculará!;-)

Quanto a "vitória confortável" de Obama, 2% não é prpriamente confortável. Provavelmente dir--me-á que estava a referir-se ao Colégio Eleitoral, mas que é este se não um refelxo do voto popular?

Cumprimentos

Caro Alexandre,

divergimos mais um bocado.

Considero que tendo em conta todas as variáveis, a vitória de Obama foi confortável. O próprio Alexandre disse que "um presidente, em princípio, não consegue ser reeleito se não tiver pelo menos uma aprovação de 49%"

De qualquer forma, a ideia que quis passar foi que pelo menos era uma vitória "certa" ou "esperada", e isso meu caro, estou certo que era.

A questão do colégio eleitoral é antiga e sempre discutível, aliás, penso que depois da ressaca das elections'12 poderia ser um excelente tópico para discussão, mas a análise não pode ser feita à luz do voto popular quando a eleição é feita pelo colégio eleitoral.

Pessoalmente não concebo que um presidente seja eleito mesmo derrotado no voto popular, mas temos de ver a "big picture", isto é, esta são as regras, e foi com estas regras que os candidatos foram para o Ohio, perdão, para o terreno :)

É no mínimo lógico pensar que se a eleição fosse decidida no voto popular, ambas as campanhas iriam ser completamente diferente.

Cordialmente,

Pedro Mendes
Pedro Mendes a 8 de Novembro de 2012 às 12:12

A tendência final de todas as sondagens já refletia a mudança do eleitorado para Obama, que acabou por ganhar por 2 por cento.
Mas naturalmente existem vencedores e vencidos nas previsões. Por isso foram feitas! Eu sempre pensei que o GOP tivesse mais forte trabalho de campo. Por outro lado, se calhar, porque gosto de Romney (pela primeira vez desejei ver cores vermelhas nas sondagens...), poderei ter sido algo influenciado por isso, prestando mais atenção aos sites e opiniões que iriam nesse sentido.
Mas escrevo paara agradecer aos 3 "bloguistas" e a todos os que foram opinando nos comentários, pelo excelente blogue, que foi vertendo informação de nível único em Portugal.
Obrigado pelo vosso excelente trabalho neste Blogue.
Parabéns. Os 3 arquitectos do blogue também foram vencedores, porque este foi um farol de qualidade no panorama Português de informação sobre estas eleições.
Miguel Direito a 8 de Novembro de 2012 às 12:33

Acho que o Miguel Madeira está correto. Se não me engano, o Rasmussen ajusta suas pesquisas não só pelos dados demográficos, como pelo Turn-Out provável. Funcionou em outras eleições, mas eles não contavam com a operação get-out vote dos democratas.

Como também já dito, a pesquisa do Gallup entre os registrados dava uma vantagem para Obama de 3 pts. O problema foi com os likely voters. A Pesquisa do Politico/Battleground apontava empate entre likely voters, mas quando se perguntava a categoria "extremely likely voters", Romney tinha vantagem de 3 pts. Ou seja, dependendo da forma como a pergunta foi feita "(O Sr. votará com certeza?), o resultado varia. Se mais pessoas que estavam inclinadas a votar, mas não totalmente certas, vão as urnas (turn-out alto), o resultado muda também, geralmente em favor dos democratas.

Deve ser observado que havia pessoas na enorme fila para votar, no condado de Miami-Dale (Flórida), reduto democrata, quando a vitória de Obama foi anunciada. Ou seja, aparentemente, os democratas mobilizaram sua base, até o último minuto, de todos os meios possíveis.

nehemias a 8 de Novembro de 2012 às 12:45

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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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